TVGolo.com - Ultimos Golos

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Oportunidades de negócio a explorar

Não me canso de vos referir que existem inúmeras oportunidades de negócio inexploradas! Vejam a última:
Escocesa leiloa espaço dos seios para publicidade no eBay. Tendo em conta que o espaço da testa foi recentemente avaliado em €22,9M, este não me parece mau negócio! E claro, sem sequer colocar em questão a eficácia do mesmo!
Big Boss

Uma vida de Tesos - 6º Folhetim

Chamava-a princesa. Ela detestava. Achava banal. Sentia-se protagonista de uma daquelas novelas de cordel baratas e pirosas que se vendem nas livrarias dos aeroportos e das estações de comboio. Mas era assim que ele a via. Como aquelas princesas das histórias infantis, presas numa torre alta e lindas como o sol…

Naquele dia chegara tarde do trabalho. Como acontecia sempre aliás. Metade da sua existência era passada numa cave escura de um banco. Para ele o sol era algo que via ao fim-de-semana ou fugazmente numa pausa de almoço. Nessa sala fria e feia partilhava um espaço minúsculo com mais quatro elementos da mesma equipa. Pessoas que nada tinham a ver com ele exceptuando o facto de passarem o seu tempo na mesma sala escura, fria e feia e de só verem o sol amiúde e nas pausas do trabalho. Aprendera por isso a conviver com eles de certa forma como os prisioneiros aprendem a conviver, por partilharem a mesma dor e o mesmo destino.

Mas dizia que ele chegara tarde do trabalho. Aqueceu qualquer coisa no micro-ondas. Restos de refeições antigas. Sentava-se na cozinha e sentia o ambiente deprimente de uma casa invulgarmente vazia onde só se ouvia o ladrar longínquo dos cães. A única luz acesa era aquela lâmpada meio fraca da cozinha e o único barulho era agora o disco de Duke Ellington que colocara a tocar. Comeu frugalmente sem qualquer tipo de prazer enquanto se concentrava na voz divinal de Mary Mayo: “How could i know love if i didn’t know about you”.

Navegou pela televisão, passando maquinalmente de canal em canal. A televisão parecia-lhe naquele dia jogar contra toda a lei de probabilidades existente. Em mais de cinquenta canais não havia um único que lhe captasse a atenção. Entre concursos para testar a cultura geral da população “Fernando João, para 10.000 euros quem descobriu o caminho marítimo para a Índia: a)Santana Lopes, b)Vasco da Gama, c)D. Afonso Henriques, d)Mantorras “, telenovelas ”Jocileyne, eu não sou cafageste, eu amo você…”, jogos de futebol medíocres “e o Paços de Ferreira a dominar o Desportivo das Aves nesta segunda parte” e documentários desinteressantes não se conseguia prender mais de 5 segundos em qualquer uma das alternativas.

Parece estranho como nos habituamos à nossa própria rotina e como encontramos nela a nossa própria felicidade. Pensará concerteza ao ler estas linhas que existência triste e melancólica ele levava. Nem todos os dias seriam assim: havia dias que sairia com os amigos ou que compartilhava as refeições e os mesmos canais incipientes de televisão com a família. Mas mesmo aquele rotina aparentemente monótona satisfazia-o como que comprovando que a felicidade não se trata de grandes acontecimentos mas de aproveitar os pequenos prazeres da vida.

Foi-se deitar rendido ao próprio cansaço, e à perspectiva de mais um dia fechado naquela mesma sala lúgubre e isolada, junto das mesmas pessoas que lhe contariam o que lhes tinha acontecido naquelas escassas horas que passaram afastados como se fossem autênticas notícias dignas de manchetes de jornais.
E antes de adormecer só teve tempo de pensar nela e sussurar baixinho na esperança que ela ouvisse: “Boa noite princesa”.

Il Fenomeno

Nota-se que não foi o Gabriel Alves o autor da noticia

Dou hoje conta num bolhetim informativo online que Delibasic viria para o BENFICA por empréstimo até ao final da época (não vou discutir a veracidade da noticia, nem mesmo a eventual contratação por empréstimo deste jogador que não consegue ser titular num clube insular que se encontra em nos lugares cimeiros para a despromoção à II divisão espanhola).
Não falando em quaisquer elementos estatísticos do jogador, a noticia termina com "Delibasic tem 1m88 e pesa 84 kg".
Ah e tal, 84 quilos, até sim senhor! se fosse 83... esquece, não vale a pena (isto é como no lusco-fusco)! agora com 84 vai marcar muitos golos! E claro, com mais 1 centimetro que 1m87 o rapaz vai longe!
Big Boss

Here's the proof!!!!

Extra, extra: Al-Jazeera pondera privatização!
Busted!!! Afinal confirma-se que a Al-Qaeda é do Estado!
Big Boss

sábado, janeiro 29, 2005

Menos uma camisola..

Segundo últimas informações, e semelhante ao verificado com o Franco Baresi, o AC Milan não irá utilizar mais a camisola número três depois do defesa Paolo Maldini anunciar a sua retirada.
Se a moda pega, não faltará muito para os jogadores contratados passarem a ter de vestir o número 346, 467, ou mesmo o 969!
Big Boss

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Bocage às quintas

"Mette mais, mette mais... Ah Dom Fulano!
Se o tivesses assim, de graça o tinhas!
Não vivêras em um perpetuo engano,
Pois vir-me-hia tambem quando te vinhas:
Mette mais, meu negrinho, anda, magano;
Chupa-me a lingua, meche nas mamminhas...
Morro de amor, desfaço-me em lagonha...
Anda, não tenhas susto, nem vergonha..."

Live Score

Para os verdadeiros amantes de desporto e que não gostam perder pitada dos resultados aqui vai um site muito bom. Actualizado quase ao minuto.
Passem por lá

Live Score

vaselinas

vai miúdo!!

Sem duvida não via um jogo assim em portugal já lá vai.....uns valentes anos.
Confesso que adorei o jogo, e por incrivel que pareça não me custou muito perder assim.
Mas o que me deu mais alegria foi ver o capitão em acção, sim o génio, o meu idolo Pedro Barbosa, a dar um palmadinha em Tello e simplesmente dizer...." vai miúdo!" Impressionante como apenas duas palavras transferem de uma pessoa para a outra o acreditar, o querer e força do desejo da vitória. Serei verdadeiro se disser que me emocionei duplamente. Primeiro porque vi o meu capitão a encorajar um colega, e segundo porque nos revi a nós tesos nos nossos jogos quando o nosso colega Il fenomeno a dizer-nos a cada um de nós: vai miúdo tu consegues.

vaselinas

Venham ver

O Ricardo Araújo Pereira foi a um jantar de apoio ao Bloco de Esquerda. Por essa razão foi atacado por vários bloguistas (nomeadamente do blog político Acidental).

Aconselho a verem a forma como ele e o Zé Diogo se defendem em www.gatofedorento.blogspot.com. Não querendo fazer o culto RAP (até porque não partilho das suas opiniões) num palavra só posso definir como genial!

Il Fenomeno

o verdadeiro jogo

Para variar não concordo com o BB! Fui ontem à Luz e foi um grande jogo de futebol, emoção, drama, golos, penalties...
Tenho que confessar-vos uma coisa, aquele estádio cheio intimida, senti verdadeiramente o "inferno da luz".
Podem ficar com a taça, que nós ficamos com as miúdas...

Cerebral

Que jogo!

Mas que grande jogo o de ontem! Emoção até ao final! Jogo muito táctico mas bonito de se ver!
Que grande derby! Já não via um jogo destes há muito tempo!
E dizem que os jogadores portugueses não podem dar espectáculo!
Na minha opinião o melhor jogador em campo foi sem dúvida Tiago! Mas Lampard não lhe fica atrás!
Big Boss

terça-feira, janeiro 25, 2005

Bomba! Aproxima-se OPA?

Jardim Gonçalves vai ser substituído por Paulo Teixeira Pinto, quadro do BCP desde 1995 e actualmente é director geral, secretário geral, secretário da sociedade do BCP.
Conclusão: O secretariado pode-nos levar longe!
Big Boss

Já sei colocar imagens (espero eu)

Isto é para ver se o BB se deixa de merdas e começa a discutir assuntos de homens. Do género, será que o Socrates gosta?


Camisola 10

Devolvam-me o meu camisola 10. Este podia ser o meu slogan futebolístico. O meu jogador preferido em qualquer equipa era o famoso 10. Aquele jogador de meias em baixo, camisola por fora, que não defendia, que não tinha posição fixa e que era capaz de decidir o jogo numa jogada. Que era capaz de trazer algum perfume ao futebol mecanizado e previsível de todos os outros. Daí a minha admiração por jogadores muitas vezes mal-amados como Zahovic, Rui Costa ou Neca (no caso do Belenenses).

Quando era mais novo o meu sonho não era ser goleador como a maioria, ou defesa-central como os italianos. O meu sonho era ser camisola 10, jogador vagabundo desobediente a todos os cânones, baluarte de uma sociedade sem leis, profeta da anarquia libertária.

Percebem agora a minha dor quando vejo este jogador em vias de extinção. Que se prefere o médio completo, máquina trituradora e constante, jogadores como Lampard, Gerrard, Vieira ou Maniche. Não coloco sequer em causa a qualidade superior destes jogadores, a maior utilidade destes para uma equipa vencedora mas o meu lado romântico não pode deixar de dizer: “Devolvam o meu camisola 10!”

Il Fenomeno

Uma vida de teso - 5º Folhetim

Como ficaram sozinhos não é importante. Mais do que isso, se lhe perguntassem ele próprio não se lembraria. Conseguiria com toda a certeza descrever o sorriso e aquele olhar (não sei se já vos falei nele) mas dificilmente seria capaz de recapitular os caminhos que a sua mente e as suas palavras fizeram.

Foi talvez depois de um jantar, de um lanche, de uma saída à noite, foi talvez aquele momento onde parece que tudo corre a nosso favor, que a própria corrente do rio se inverte para nos ajudar.

Ficaram pela primeira vez sozinhos. Não que já não estivessem estado juntos só os dois, mas agora estavam sozinhos, os dois e um enorme vazio à volta como se tudo o resto deixasse de existir. E então aproximou-se dela e beijaram-se prolongadamente. E na sua memória àquele sorriso e olhar juntou os seus lábios, o seu cheiro, a sua pele macia e os seus olhos fechados enquanto se beijavam como se viajasse noutro mundo.

Depois…depois foi como escreveu Sérgio Godinho “olha, não dá pra contar, mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei, e com um brilhozinho nos olhos ficámos parados depois do que não te contei”. E nesse momento tudo mudou…

Nós temos tendência para fazer do passado “tábua rasa”. Para pisá-lo e diminui-lo, limitando-nos a olhar para a frente. Como se não tívessemos vivido, como se não tivéssemos amado. O passado era engano. O futuro seria diferente.

Mas ele não acreditava nisso. Sentia que o passado era lições, aprendizagens. Dizia que quando começamos a vida o que nós queremos é como um jardim abandonado, com árvores diversas e desordenadas, relva grande e por cortar. E pouco a pouco vamos percebendo e aprendendo o que queremos. Descobrimos que não gostamos deste tipo de árvores, que gostamos daquele, que o bom para nós é relva cortada assim ou assado. E cada relação que tivera ensinara-lhe isso: que jardim procurava.

E o destino que pensara ter-lhe virado as costas, todos os falhanços que lamentara pareciam agora abençoados. E ela apareceu assim, como o jardim que idealizara e imaginara…

Il Fenomeno

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Uma revolta séria

Como é possível que não haja debates televisivos entre os candidatos às próximas legislativas?! Como é possível que todas estas infantilidades permaneçam no nosso país?! Como é possível deixarmos estes palhaços governarem o nosso país?!
Depois de nós, tesos, já termos discutidos estas questões vezes por demais, acho que realmente devia ser tomada uma decisão de não compactuação com estas imbecilidades, com estes pseudo-líderes que envergonham cada um de nós. O que deveriamos fazer: voto em branco ou voto nulo! A abstenção já não é tema de conversa, o número de votos em branco/nulos se-lo-á! Façamos com que os votos brancos/nulos sejam maioria, e obriguemos o nosso PR (que o considero bem intencionado) a não constituir governo nessas condições.
Esta seria a medida mais radical a tomar. Contudo, há um facto que é por demais evidente. Nestes parâmetros a retoma da economia sofreria novo ataque, e não é isso que pretendemos. Esta rebaixa já se prolonga desde Abril de 2000, já vai para 5 anos. Não nos podemos dar ao luxo de esperar mais um pouco para tomarmos medidas justas - um paradoxo de impossível resolução consensual. Não sei o que vos diga.
Contudo, e por forma a podermos futuramente penalizar um conjunto de candidatos que não consideramos capaz, propunha e sugeria um abaixo-assinado no qual constasse as seguintes exigências:
1. Distinção entre votos em branco e votos nulos no que às eleições diz respeito;
2. Os votos em branco elegeriam também lugares na Assembleia, o que eventualmente levaria a lugares vazios na Assembleia.
Só assim poderiamos ter uma palavra a dizer na constituição do governo.
Neste momento é-nos dado o poder de escolher de entre um determinado número de candidatos. Mas é isto que nos interessa? Não deveriamos ter também o poder de não escolher nenhum deles?
Big Boss

Quote of the day

Começo realmente a ser um fã do The Fiver. Deixo-vos com o Quote of the Day:
"It was probably my best performance since I've been in Spain. It was more the position I play for England" - Right-midfielder David Beckham explains why he played so well for Real Madrid last night.
But not why he's played so badly for England for the last three years.
Esta é uma pequena amostra do quão refinado é o seu humor.
Big Boss

BUSTED!!!

O nosso amigo que se coloca ao lado dos prémios no "Preço Certo" foi apanhado na net por um tipo que se fez passar por uma miúda de 17 anos e depois colocou tudo à nossa disposição. Têm que ver e divulgar é do melhor...
http://www.capniro.3rror.com/portal/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=16598
Aqui podem encontrar a justificação "brilhante" do nosso amigo ao correio da manhã:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=147402&idselect=102&idCanal=102&p=94

Cerebral

sábado, janeiro 22, 2005

Descubra as diferenças!

vs

Logo à partida, devo comparar a imagem da direita com qual das pessoas que se encontra na foto da esquerda? É mais parecido com o tipo da esquerda..
Big Boss

Finalmente...

alguém teve uma ideia minimamente interessante!!! Nem parece de um dos nossos políticos (e como verão na noticia, não é! é um benchmark de outros países europeus, mas não faz mal! a gente não se importa):
Santana propõe que propinas sejam pagas após licenciatura. Os pais agradecem! E os estudantes também, visto que podem renegociar as suas mesadas!
Bom, mas se o santana estiver correcto quando diz que o socrates anda a fazer copy paste de todas as suas medidas, esta vai também aparecer no programa eleitoral do associação partidário de centro esquerda-dextra. E depois claro, vem o santana protestar, o socrates exige um pedido de desculpas, o santana pede desculpas, o socrates rejeita o pedido... and so on, and so on...
Agora mais a sério, confesso que já tinha pensado neste procedimento, mesmo sem saber que tal já ocorre em diversos países da europa (é verdade, sou um pouco ignorante em termos europeus no que a medidas políticas e fiscais diz respeito). Uma medida que contudo necessita de um controlo rigoroso.
Big Boss
Post scriptium (é melhor por extenso, ou corro o risco de ficar associado a qualquer associação partidária) : esta coisa de decidir ver noticias chegado a casa de uma noitada tem de acabar!

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Em que é que ficamos?

Depois de mais uma Santanice (vide significado em post anterior) do próprio Santana Lopes, o PS (Partido do Socrates) exige desculpas públicas e formais de Santana Lopes. Fiquei boquiaberto (mas de boca fechada) quando vi que realmente o Partido Santanista Democrata assumiu o erro e pediu as devidas desculpas. Por momentos pensei, "ah e tal, isto até está a endireitar (salve seja!), e o camandro. O Il Fenomeno até está correcto quando diz que, em termos políticos, não estamos piores que antes, e que as coisas estão a encaminhar!
Mas como é óbvio, isto não durou mais que 1 dia, visto que hoje, quando chego ao local de trabalho, me deparo com: Sócrates não aceita pedido de desculpas de Santana.
Mas estamos a brincar?! Independentemente das partes envolvidas, quando se pede um pedido de desculpas faz parte da ética aceitá-las se tal se verificar!
Este é o típico caso de alguém que começa a candidatura às legislativas com 90% dos votos dos eleitores! E à medida que vai falando vai perdendo votos! Neste momento já só deve ter 64% (sejamos precisos nas unidades) e ainda faltam 30 dias (ou melhor 28, pois as 48 horas anteriores à data das eleições são de boca calada - o que é benéfico para este candidato!) para as eleições!
Big Boss

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Considerações várias

- Já repararam como o futebol é simples? As análises do J. Rita e dos teóricos da bola esbarram nas evidências: Benfica com 7 pontos de avanço, lesionam-se jogadores fulcrais perdem a vantagem. Sporting com Rochemback ganha, sem ele perde. FC Porto sem Maniche ainda não ganhou. That simple! Mais do que as qualidades de Trap, Peseiro ou Fernandez. Mais do que a importância dos homens de apito

- Já repararam que o slogans desta campanhas são autênticos anti-slogans
PP: "A competência é útil a Portugal". Isso não é uma das principais razões para não votar neles?
PSD: "Contra ventos e marés". Tradução: mesmo com o Santana devem votar em nós
PS: "Agora Portugal vai ter um roto!" Demasiado óbvio, não? Proponho um apelo ao voto monárquico: "Querem o regresso dos Infantes? Votem Sócrates nas legislativas."

-Pensamento do dia: "It takes one to know one"

Il Fenomeno

Cientistas identificam odores que afastam mosquitos...

Uma equipa de cientistas do Rothamsted Research concluíu que: "Algumas pessoas produzem odores que disfarçam o cheiro que atrai os mosquitos, estando por isso mais protegidas contra os seus «ataques», o que poderá ajudar a criar um repelente natural".

Mas foi preciso um estudo para perceber esse... fenómeno da natureza?
Os passageiros do 46 para a Damaia à hora de ponta já concluiram isso há algum tempo atrás!

Big Boss

terça-feira, janeiro 18, 2005

Azar

Como escreveu Zé Diogo Quintela, grande azar da outra criança indonésia que, na manhã do tsunami, escolheu uma t-shirt do Snoopy em vez de uma da selecção portuguesa (que estava a lavar) e que por isso agora não recebe ajuda especial..

Il Fenomeno


segunda-feira, janeiro 17, 2005

Assim como Morais Sarmento...

utilizou o nosso dinheiro para alugar um Falcon para ir a S. Tomé e Principe, também os governos passados utilizaram o nosso dinheiro para construir as mais variadas pontes que ligam gaia à invicta. Porque não pagam eles portagens como aqueles que cruzam as duas, e repito apenas DUAS pontes sobre o tejo?
Poder-me-ia referir também às SCUTs, mas confesso que ainda não tenho uma opinião assim tão bem formada sobre o assunto (mas será um tema a abordar dentro de dias).
Big Boss

Santanice

Soube, via as centenas de e-mails que recebo diariamente, que existe uma nova palavra do Dicionário Portugues:

Santanice (de Portug Santana) - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta dos consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice" " acabou por se santanizar" "se disse isso vai ser santanizado", estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer."

Big Boss

sábado, janeiro 15, 2005

Do melhor!

Nunca pensei vir a dizer isto d'O Independente, mas a manchete desta semana está Fantástica, ou não fosse ela:

NINGUÉM FEZ MAIS PELO PS
Ninguém fez mais pelo PS

Big Boss

Não fui eu que disse...

Foi depois de mais um almoço semanal, diga-se que desta vez num restaurante italiano ao som de música cubana, e poucos segundos após ter picado novamente o ponto que pego num dos matutinos e constato que Sócrates não pretende repôr os benificios fiscais eliminados pelo governo de coligação (ou lá o que é aquilo que hoje temos) no orçamento de 2005.
Mas não foi esta mesma pessoa que a 1 de Outubro de 2004 disse, e parafraseio: "O primeiro-ministro fica a saber que nos opomos à ofensiva que o governo prepara contra quem já paga há muito os seus impostos" e ainda "Este é um verdadeiro ataque fiscal à classe média, e se o governo insistir neste caminho, o PS votará contra o Orçamento de Estado"?
Big Boss

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Nota do argumentista

Quando iniciei a novela tinha dois objectivos:

a) escrever
b) dinamizar o blog

Desde já fico contente que esta última tenha sido atingida. A quantidade de pessoas que faz comentários à minha novela quer nos tesões quer por mails deixa-me lisonjeado.

Quero também agradecer aos comentários das pessoas. Quer as criticas, quer os elogios. Agradecer às pessoas que me enviam mails (e chegam mesmo a telefonar) para dizer bem da novela. E àqueles que apontam os defeitos que consideram que a novela tem (e muitíssimo outros terá estou certo). É com elas que aprendemos, principalmente aquelas feitas com ponderação.

Não posso contudo de referir doins pontos:

a) quando escrevi a novela, sabia o que queria escrever: um género de diário intimista sobre coisas que todos nós passámos ou sentimos. Não queria escrever uma história, um conto no verdadeiro sentido da palavra pela dificuldade de criar uma história e enredo cativante e à altura do que eu queria e pelo perigo de ficar tipo novela TVI onde no mesmo grupo de amigos, há uma gaja que é violada, onde que engravida, outra que se droga, outra que leva porrada...
Assim sendo e como calcularão não vou fugir à "linha editorial". Chamem-me Dominguez se quiserem mas o rodriguinho vai estar lá.
b) disse que o meu ponto inicial era escrever. E é esse mesmo o objectivo.Divertir-me. Não faço disto uma obrigação ou um peso onde tenho que cumprir istou ou aquilo. Não há canones, há o meu sentimento.

Il Fenomeno



Uma vida de Teso - 4º Folhetim

…pela primeira vez. E nesse instante as palavras deixaram de ser necessárias. Todos os dicionários, todos os poemas que foram escritos, todos os textos que jamais lera e ouvira deixaram de ser precisos. Porque naquele olhar condensou tudo o que sempre quisera dizer.

Construíra uma construção resistente a tudo o que pudesse acontecer. Erguera uma redoma contra o destino que lhe virara as costas. Protegera-se no seu próprio mundo, inalcançável e solitário. E de repente, a mais sólida das construções, ruía. Um simples olhar, igual às outras centenas que trocara, transformava em pó o que passara meses a erigir.

Pensará o caro leitor que exagerei. Que me deixei levar pela própria beleza das palavras, pela emoção do sentimento. Que hiperbolizei dramaticamente a situação, pois nenhum olhar, por mais intenso que fosse, poderia ser tão decisivo, poderia derrubar aquilo que ele construíra com toda a preocupação, ou mudar assim o destino de uma pessoa. Pois bem, existirá melhor definição para o que sentira do que o exagero? Tudo lhe parecia de repente desproporcionado, intenso, completo…

Milhares de escritores e poetas descreveram este sentimento melhor do que alguma vez conseguiria. A humildade impede-me de ter a pretensão de em poucas linhas o conseguir descrever. Mas foi assim, como um sopro do destino, que aconteceu…

Passara, no entanto, demasiado para se deixar levar pelo momento. A vida ensinara-lhe a ser cínico, desconfiado. Estarão concerteza recordados que sofrera, demasiado como sempre acontece quando se sofre. Iludira-se, pensando ser muito mais que a peça marginal que foi na vida de algumas pessoas. E isso ensinara-lhe a desconfiar. Era como um jogo de xadrez onde só via as suas peças desconhecendo por completo as jogadas do adversário.

Além disso era difícil saber o que fazer. Intrigara-se sempre que nos filmes, nos romances, as palavras certas pareciam ser sempre encontradas, enquanto ele parecia perdê-las nas alturas certas. Acreditava que as mais bonitas palavras de amor não foram aquelas que foram ditas mas aquelas que se perderam na mente envergonhada ou na voz hesitante de quem queria dizê-las.

É estranha a natureza humana. Como nos consegue tornar o mais inapto de todos os seres nas situações mais importantes. Como esperamos por um momento e quando ele chega ficamos ali inertes, petrificados, rodeados de banalidades. E talvez seja isso que nos distingue dos animais: a nossa própria insegurança. É ela que nos torna racionais, é ela que nos obriga a arranjar justificações para tudo, não somos temerosos, descomplexados e libertos como um animal consegue ser.

E àquele olhar, diferente de todas as outras centenas que trocara naquele dia, outros seguiram-se, sempre diferentes das outras centenas que trocara todos os dias. Perdia-se em conversas banais, perdia-se naquele riso contagiante, e naquele olhar (não sei se já vos tinha falado nele) e no meio de solavancos, dos caminhos tortuosos das palavras conseguiu que ficassem sozinhos.

Il Fenomeno

Nomes

Ainda há pouco tempo mandaram-me um mail de uma inscrição na faculdade de uma rapariga chamada Sara Curte Pilas. Devo admitir que apesar de gostar de pensar o contrário acredito que seja inventado.
Mas é giro como os nomes conseguem envergonhar uma pessoa para o resto da vida. Lembro-me de um colega da minha escola que tinha o bonito apelido de Magina. Escusado será dizer que passou toda a adolescência com menos um M e mais um V.
Recordo-me de um Dr. Brochado (especialista em diabetes), de míticos Frank Foda e Mamadu Bóbó e até de um recente ex-Benfica Argel Fucks (sim é um nome gozado por todos os britânicos).
Haverá maior prova de bissexualidade do que uma criança, gerada da união de uma Curte Pilas com um Magina, suponhamos um Manuel Curte Pilas e Magina? Será que ele consegue escapar ao destino do seu apelido?

É por acreditar no destino dos nomes que assinamos com estes petits-noms aquilo que escrevemos neste blog. Senão sigam-me nesta análise:

Big Boss: Este nome vem na sequência de outros com os quais grandes líderes mundiais se intitularam. Líderes que são referências profundas para Big Boss. Líderes como Il Dulce, Fuhrer ou El Caudilho. Todos eles tiveram o seu tempo, agora é o Big Boss. “Quem manda? Big Boss, Big Boss, Big Boss…” (seguido de saudação onde se ergue efusivamente o braço direito)

Cerebral: Nome apropriado para quem é intelectualmente dotado embora algo desajustado da realidade. Imaginai um Eduardo Prado Coelho com menos actividade sexual.

Midas: Tudo o que toca se transforma em ouro? Pensaram alguns. Mais ou menos. Se estiverem a sair da A5 em direcção a Lisboa e virem um placard com este nome por cima de uma série de pneus, ao lado de uma bomba Galp, se calhar estarão mais perto da verdade.

Vaselinas: Nome polémico não é verdade? Vaselinas? Seu porco! Não imaginam donde vem? Pista: palavra espanhola para uma coisa que o Raul Gonzalez tem a mania de fazer (e não propriamente à mulher). Talvez a mais conhecida seja a de Poborsky a Vítor Baía no Europeu de 96 (mas não, não é frango).

Il Fenomeno: Foi o chamado nome por sondagem. Numa população de 176 mulheres fez-se a seguinte pergunta: “como descrevia (o meu nome verdadeiro) sexualmente?”. Esta foi a resposta mais dada.

Il Fenomeno

AMEN!

Zidane vs Ronaldinho
Mas sem dúvida que Luis Figo não fica atrás de nenhum dos dois!
Big Boss

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Isto sim é rivalidade!

Vamos a um pouco de futebol. A rivalidade não tem contornos que se assemelhem àquela entre o River Plate e o Boca Juniores. E o que se está a passar com a camisola do Boca relativa ao centenário é apenas mais uma situação.
Camisola Boca: Azul com faixa uma horizontal amarela;
Comisola River: Branca com faixa diagonal vermelha.

Pois bem, a camisola do centenário do Boca será azul mas com a faixa amarela na diagonal, ou seja muito semelhante à do River, o que está a criar nos adeptos do boca uma enorme insatisfação, e claro, uma tamanha alegria nos do River ao chacotarem o seu rival com a tentativa da parte destes de os imitar. O Maradona - ex-Boca Juniores (assumo que este seja um dado adquirido para todos vós homens, apenas coloquei para que as donzelas que visitem este blog possam compreender tal rivalidade), já manifestou o seu desagrado, tal como: «Essa não a visto nem bêbedo. É uma falta de respeito» e «Se eu fosse jogador, com essa não entrava no campo».
É claro que o River aproveitou para manifestar esse seu contentamento através do seu site oficial: www.riverplate.com ou não tivessem eles colocado na página de entrada, e com um fundo azul, um rolo de papel higiénico amarelo a imitar a faixa, podendo-se ler o seguinte:
"La unica banda que es para vos".
Simplesmente, magnífico!
Big Boss

Passam atestados?

Segundo um estudo da NASA, a Terra ficou mais redonda depois do terramoto da Ásia de 9 graus na escala Richter, associando-se assim a outros efeitos já divulgados como o facto da rotação do planeta ter sido afectada, os dias terem ficado menores e a mudança de lugar, em centímetros, do Pólo Norte.
Agora percebo o porquê de adormecer todas as manhãs! E eu a pensar que era por andar a trabalhar até às tantas da matina! pff..
Big Boss

terça-feira, janeiro 11, 2005

Perguntas futebolisticas

Ao ler hoje a bola surgiram-me algumas reflexões em forma de questão que decidi partilhar com vocês. Vou-me centrar nos 4 grandes mais o Boavista dado que os outros clubes, como sabem são irrelevantes.

FC Porto: Será que se está a tornar um lounge de aeroporto, onde os jogadores chegam, fazem uns treinos e vão-se embora? (vide Rossato, Paulo Assunção e agora Thiago).

Sporting: Será que o Liedson vai treinar? Ou vai começar a aparecer domingos só para os jogos? Afinal basta marcar uns golos para ser perdoado. Caso Jardel não dirá nada aos lagartos?

Benfica: Adivinha: Tenho o Vieira/Veiga como presidentes, tenho o Trappatoni (possivelmente o treinador com mais títulos da Europa) como treinador? De quem é a culpa? Il Trap!! E depois não ganham há 10 anos! Não se percebe!

Belenenses: Porque será que jogamos tão mal à bola? Porque será que só contra os grandes é que eles correm? Dizia um consócio o último domingo: "Era meter estes filhos da puta todos na estiva!" Já achei pior ideia....

Boavista: Será que a ligação, Pacheco/porrada/árbitros vai voltar a ganhar um título? Esperemos para bem do futebol que não!

Il Fenomeno (ci abbiamo noi...Il Fenomeno)

Diz o roto ao nu...

Arnaut acusa Sócrates de não ter projectos e por isso teme os debates.
Arnaut, Arnaut, temes os debates porque sabes provavelmente irão ficar um a olhar para o outro sem saber do que falar! Se forem homens começam a falar de futebol ou de mulheres!
Big Boss

Pela manhã...

Começo a ter uma certa aversão às estações de rádio dados os elevados espeços publicitários. Eu sei que é a única forma de se rentabilizarem, mas não estou disposto a ser bombardeado com 20 minutos de publicidade durante os 25min que conduzo matinalmente (isto quando opto pelo veículo automóvel para me dirigir para o centro da cidade - diga-se que não sou um daqueles que enche os passeios da cidade visto que tenho lugar de garagem num parque subterrâneo). O caso mais premente são os "móveis tod'o mundo" da Radar (97.8fm, passo a publicidade), mesmo sem nunca ter visto uma estabelecimento comercial. Anyway, dirigindo hoje para o marquês ao som de hooverphonic (o album "the magnificent tree), decido dar uma passagem por uma qualquer estação de rádio noticiosa que imediatamente me dá a indicação de 7ºC como temperatura minima para Lisboa. Bom, é verdade que eu na altura ainda não estava realmente no centro da cidade, estaria algures na Praça de Espanha, mas quer o meu carro, quer o placard televisivo colocada no passeio indicava 5ºC. Mas acredito que em algum lugar da cidade 7ºC seja a temperatura mínima. Imediatamente após o serviço meteorológico, o locutor comenta que o Sôr Socrates equaciona a hipótese de colocar um fim aos chamados hospitais de gestão - os ditos PPP's (Parcerias Público-Privadas). Diga-se que não tenho uma verdadeira certeza sobre esta noticia, pois desde que cheguei ao local de trabalho ainda não encontrei nada nos matutinos. Contudo, se for verdade devemos primeiramente exaltar o facto de ter equacionado já alguma coisa. Se equacionou esta hipótese, equacionou mal (mas só o facto de ter equacionado já me deixa satisfeito). Deixo aqui o meu sincero e humilde apelo: é verdade que um cirurgião é a pessoa indicada para vários tipos de operações; mas tenha cuidado porque uma operação financeira não está incluída nesse leque!
Já agora, e isto um desejo meu para todas as associações partidárias (sim, eu sei que é pedir demais e que até é capaz de dar algum trabalho), porque não apresentam um programa eleitoral? Até era capaz de ser interessante... ou talvez não.
Big Boss

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Uma vida de tesos - 3º folhetim

Levantou o sobretudo para se proteger do vento gélido matinal que o fustigava. Aqueles primeiros dias do ano estavam a ser particularmente frios. Embora curto, aquele percurso para o carro, parecia-lhe o maior dos martírios. “Felizmente não chove”, pensou. A noite anterior ouvira o presidente de uma qualquer associação agrícola a queixar-se do “mais seco Inverno dos últimos anos” e do “potencial desastre para a economia agrícola portuguesa”. Mas por muito egoísta que fosse, não podia deixar de pensar que preferia o seu fato seco à prosperidade das culturas dos nabos e beterrabas.

Enquanto angustiava nas exasperantes filas de trânsito pulava de estação em estação de rádio. Ouvira um dos especialistas do Instituto de Meteorologia concluir brilhantemente, que para este Inverno se prevêem três cenários possíveis: maior precipitação que o ano passado, menor, ou sensivelmente a mesma. Ouvira o trânsito na AIP, na Bessa Leite, no IC 19 ou na descida da Pimenteira entre músicas dos Nickelback e da Jennifer Lopez. Ouvira as últimas notícias por entre concursos e segmentos humorísticos mentecaptos. E tudo isso fazia parte da sua rotina. Como muitas outras pequenas coisas que agora acolhia para tornar a sua vida simples e acolhedora, protegida e a salvo de surpresas desagradáveis.

Surpreendera-se agradavelmente como conseguia construir o seu próprio mundo, com as suas próprias coisas, de forma solitária e feliz, como se as outras pessoas fossem apenas apêndices sociais que não poderiam penetrar essa concha que construíra.

Acreditava que no mundo havia energias, que faziam mover o nosso destino, que o faziam inclinar para nosso benefício ou malefício. Só isso podia explicar o que não controlávamos. Havia, o que chamava “fase Midas”, onde tudo o que se tocava era ouro, onde todos os eventos exteriores pareciam se conciliar a nosso favor. E havia a outra, a que sentia que vivia, a que lhe parecia adequado chamar “fase Santana Lopes”, onde parecia que as sortes do destino tinham feito um pacto para nos prejudicar. E por isso se fechava, se protegia do vento agreste e cortante que o destino agora lhe soprava, na esperança de controlar novamente as rédeas da sua vida.

Disse anteriormente que ele escrevia. Ora, a escrita fazia parte desse refúgio e cumpria na perfeição a sua função catártica. Era uma escrita escorreita, sem pausas e emendas. Não se preocupava com a correcção literária mas em libertar os seus fantasmas como que se os problemas transpostos para papel perdessem toda a sua dimensão. Enchia páginas de textos melancólicos e reflexivos. De palavras tristes e lúgubres. Sorria quando lhe diziam que os seus textos eram demasiado intimistas e deprimentes, pois se era nessas fases que escrevia. Quando estamos felizes e contentes, pensava, gozamos a vida, não nos pomos em frente de um computador ou de folhas de papel a escrever.

Mas como dizia, naquele que era um dos primeiros dias anos, tudo se mantinha na mesma. Mais um dia igual aos outros, o mesmo frio cortante, o mesmo trânsito na AIP e no IC 19, as mesmas músicas, o mesmo arrumador “pode vir, chefe, pode vir…”, o mesmo café aguado, a mesma mesa e cadeira desconfortáveis, o mesmo computador aprisionador, tudo igual…

E no entanto, no meio dessa simpática rotina protectora, os seus olhares cruzaram-se, e ele viu-a…

Il Fenomeno

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Para além da vida...

Hoje regressada de um tipico dia de trabalho e ouvi numa estação de rádio uma conversa sobre o que havia para lá da morte. Mas isso interessa lá para alguma coisa. Saber se depois de morrermos vamos viver. Primeiro morrer implica não viver, como uma grande intelectual (uma tal Lili Cana... qualquer coisa) constatou, logo depois da morte nunca poderemos ter vida.
Segundo, uma obcessiva busca do para lá da morte parece indicar descontentamento com a presente vida, como se pudessemos ter uma 2ª vida como num mero jogo de computador.
Uma outra questão que inevitavelmente surge é a alma. É certo que não somos apenas células, mas também é certo que não somos seres eternos por si só. A única forma de nos manter-mos "vivos" após a morte é através das pessoas. Aprendemos uns com os outros, brincamos uns com os outros, rimos uns com os outros, chateamo-nos uns com os outros, vivemos uns com os outros. Era neste ponto que eu queria chegar, que se existe vida após a morte, e eu acredito que sim, ela reflecte-se nas pessoas com quem cruzámos na nossa vida, pelo que partilhámos.
Aproveitem a vida e a companhia de quem voz quer.

vaselinas

S. Sebastião

É verdade, a lenda está viva. O esteio da defesa dos CFTESOS no ano em que nos sagrámos campeões, vai-se lá saber do quê, está de volta. Passados 2 anos, é com muito gosto que verifico que este Blog apresenta um dinamismo ímpar. o meu curto comentário vai no sentido de subscrever, por INTEIRO, o código Masculino apresentado pelo Il Fenómeno.

Sem mais nada a acrescentar, darei noticias em breve

the wall

quarta-feira, janeiro 05, 2005

O Código Masculino

Muitas raparigas me dizem frequentemente: “chiça, que és uma bomba na cama. E já agora explicas-me o que é isso do código masculino?"

Ora, cá estou eu na minha função pedagógica a ensinar esta bíblia de comportamento maculino. De notar que este conhecimento me foi passado pelo meu irmão. Homem que andou numa escola só com rapazes, posteriormente frequentou o Técnico e é engenheiro civil em obra, trabalhando entre o conglomerado nacional de operários de sexo masculino. Este tipo de vivência permanente com homens transforma uma pessoa ou em homossexual ou em camionista burgesso. Graças a Deus o meu irmão é esta última categoria, considerando as mulheres “mulas para montar” e apelidando-me frequentemente de roto por possuir amigas mulheres.

Importa notar, antes de começar que o código se aplica entre amigos homens, não entre todos os homens. É somente aplicável entre aqueles que fazem parte da nossa “matilha”

O código em si define três tópicos de existência masculina:
a) Futebol
b) Mulheres
c) Diversos

Por efeitos de limitação de tempo vamos negligenciar os diversos, concentrando-nos nos dois primeiros.
No que se refere ao futebol não existe propriamente regras de comportamento. Desde que se saiba a selecção portuguesa de 1954 e a dupla de avançados do União de Lamas, todas as opiniões são defensáveis desde que não se comente o físico e o equipamento dos jogadores.

Em termos de mulheres, é com bastante mágoa que vejo as regras de conduta a serem transgredidas permanentemente.

A primeira regra define que as mulheres são propriedade. Embora altamente machista é a pura das verdades. Vamos supor, num cenário bastante ficcional para sustentar a minha teoria, que o Cerebral está a “bater couro” a uma rapariga, mesmo que eu a ache lindíssima e até tenha trocado uns olhares libidinosos com ela, a regra exige que eu saia de campo porque ela é propriedade do Cerebral. Não existe hipótese nenhuma de eu avançar sem ser com autorização expressa do Cerebral. Sem ele me vender a “sua propriedade”. É com pena que vejo amigos a sobreporem-se a outros no engate do gentil sexo numa luta desenfreada sem rei nem roque. Assim não meus amigos!
Torna-se também essencial notar que tento o abdicado como o abdicante têm obrigações. Se o amigo deve cair fora o outro tem obrigação de correr atrás, ou seja, fazendo uma analogia com o ciclismo, se um amigo abdica de uma fuga porque o outro tem possibilidade de vencer a etapa, este último tem de fazer tudo para ganhar a etapa e não pode abdicar da luta, mais que não seja por respeito ao sacrifício do amigo.

A segunda regra diz-nos que namorada/engate de amigo é top-model. Escusado será dizer o quanto me parte o coração quando vejo homens referirem-se às namoradas/engates dos amigos como “não muito giras”. Se o amigo engatou é porque é linda. Mais uma vez por suposição, digamos que o Midas engatou uma rapariga com laivos de camafo. Em termos oficiais para mim será sempre lindíssima. É a protecção da escolha do amigo.

Por fim, a terceira regra, que felizmente vejo a ser mais cumprida que as outras, refere-se à facilitação da foda. Amigo deve fazer tudo no campo do possível para possibilitar ao outro amigo “facturar”. A chamada assistência. Todos os homens têm que ter uma componente de camisola 10, fazendo jogar os companheiros e não só de ponta-de-lança goleador, egoísta e sem espírito de equipa.

Espero sinceramente que este código nunca se perca e seja sempre respeitado, senão todos nós corremos o risco de nos tornarmos….mulheres…

Il Fenomeno

terça-feira, janeiro 04, 2005

Esclarecimento

Na incapacidade de colocar comentários (vulgo tesões) queria aqui anunciar fachavor que a minha novela, a minha novela não é uma auto-biografia.

Porque seria estúpido escrever uma auto-biografia aos 24 anos e porque seria tremendamente chato resumi-la à minha vida. Tendo muitas influências pessoais e intimas é uma obra de ficção.

Muito obrigado, fim de comunicado.

Il Fenomeno

Continuação de outra novela...

Acabámos o ano de 2004 a falar de política e iniciamos com uma novela por folhetins da autoria de Il Fenomeno - o italiano da trupe! Bom, entre a política actual e uma qualquer novela brasileira não há assim tantas diferenças... mas aguardo pelo seu desenrolar, apesar de também (em concordância com o Cerebral) achar que até agora temos auto-biografia! Contudo é de politica que volto a falar (a minha novela). Os comentários aos meus mais recentes posts motivaram-me uma certa preocupação, pois são de teor algo anarquista - e não creio que algum de nós defenda esta ideologia. É claro que só posso crer que os referidos comentários foram um pouco apimentados e exagerados por forma animar o blog. Vejamos, não posso crer que o facto de não gostar do edificio construído na Av. da Liberdade com o número 222 me dê a liberdade suficiente para o pintar, partir ou mesmo destruir. Ou seja, não podemos adoptar a política que António Salazar difundia aos portugueses que "ou estamos do lado dele, ou somos comunistas", ou o que Álvaro Cunhal ansiava por implantar no período pós 25 de Abril - "ou estão do nosso lado ou são fascistas!" (e aqui em plena alusão ao discurso directo de Mário Soares para Álvaro Cunhal). Desta mesma forma, não podemos aceitar que determinadas pessoas decidam vandalizar algo em nome do que consideram estar certo ou errado. É por isso que existe um parlamento, é por isso que existe democracia. É por isso que acredito na ideologia do partido comuna português, mas que não deixar de aceitar que o bloco esquerdino não é mais que uma seita partidária.
Em suma, tudo se trata do conceito de civismo.
Big Boss

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Uma vida de teso - 2º Folhetim

Talvez seja a altura de enquadrar o protagonista. Começar a história no primeiro dia do ano tem o misticismo próprio de quem começa tudo de novo, como se fosse o dealbar de uma nova existência. Porém, havia toda uma vida para trás que não podia ser ignorada.

Ao longo dos seus vinte e tal anos de vida, tinha sido uma pessoa feliz, com toda a subjectividade que isso implica. Certo, sofrera e tivera dificuldades como os outros mas acaso acreditasse na força do destino não poderia de forma nenhuma queixar-se do que ele lhe tinha reservado.

Era uma pessoa normal (sendo esta a mais indefinida das definições). Inteligente, divertido e bem-nascido tivera sempre aquilo que de uma forma ou outra quisera. Adorava os amigos, a família, as coisas simples da vida e tinha apenas um vício: o seu Belenenses pelo qual se habituara desde novo a sofrer, até porque parecia que era isso que aquele vício lhe reservava: sofrer. Não fosse esse, afinal, o destino de todos os vícios.

Dono de uma ironia ácida, geneticamente estava talhado para descobrir o ridículo das coisas. Acreditava sinceramente que tudo nesta vida era gozável e ridículo. Aprendera que o humor alivia as nossas próprias incompreensões e inseguranças. Diz-nos que todos nós somos profundamente iguais, que mesmo apesar de engravatado o primeiro-ministro também faz as suas necessidades na casa de banho como todos nós.

Acreditava em poucas coisas na vida que não pudesse à partida controlar ou influenciar. Não acreditava em nenhuma religião ou força astrológica. Divertindo-se, aliás em perceber que juntamente com ele 2 biliões de chineses do mesmo signo iam ter uma semana igual com possíveis oscilações na vida amorosa, com condições propícias para novos projectos no trabalho e em termos de saúde, com problemas no fígado e na vesícula.

Mas acreditava profundamente no amor como força incompreensível e incontrolável. Ao longo da sua vida sofrera demasiado às suas mãos para o subestimar e o encarar como mito humano ou força de somenos importância. Aprendera a respeitar e a temer o que o destino lhe reservava neste aspecto. Amara muito, poucas mulheres e pouco, muitas delas. Quem, na sua vida profissional de analista financeiro primava por uma sagacidade e perspicácia bastante apuradas, tinha efectuado, no campo amoroso, os “investimentos” errados.

E isso incomodava-o particularmente. Não os conseguia encarar com a mesma desfaçatez com que fazia o resto das coisas na sua vida. Escrevera um dia que na vida o falhanço está intimamente ligado ao tempo. Os falhanços decorrem da limitação própria do tempo, e que quando não estamos limitados o carvão acaba por se transformar em diamante, a areia em pérolas, os gorilas em homens. O problema é que durante a existência, os gorilas não têm tempo para deixarem de ser gorilas e o carvão de se transformar em diamantes. Falhamos porque somos fugazes. Contudo no amor é diferente. Porque no amor falhamos por falhar não pela limitação do tempo. Quando a pessoa que amamos não nos quer, nem que vivêssemos todo o tempo deixávamos de falhar. Nunca deixaremos de ser gorilas, carvão ou areia.
E o incómodo vinha daí, de lhe custar a entender como o amor foi tão injusto para ele que lhe foi só dedicação; como gastara o melhor de si a quem não merecia…

Il Fenomeno

sábado, janeiro 01, 2005

Uma vida de teso - 1º Folhetim

Reza a tradição de qualquer boa história que se comece pela apresentação da personagem principal. Diogo Inácio, era esse o seu nome. Não é que isso por si mesmo nos diga quem ou como ele é, mas ao menos é um começo. Presumo que seria totalmente diferente se se chamasse Ezequiel ou José da Purificação.

31 de Dezembro, e por ironia do calendário, calhava ser o último dia do ano. Deitado sobre a cama pensava que roupa usar naquela que seria a celebração da entrada do novo ano. O ano passado, cumprindo, todas as tradições e mezinhas existentes, usara uma série de peças de roupa novas, incluindo roupa interior azul, numa clara confusão com os hábitos de uma noiva. Fora, porém, um ano relativamente aziago(sendo que a vida lhe tinha sorrido o suficiente para considerar que apesar de um dos piores anos que se lembrara de ter vivido, não tinha grandes razões de queixa). Como tal, decidiu fazer o contrário do ano passado, numa prova paradoxal de superstição, e usar apenas roupa antiga, aquela que há mais tempo se encontrava no seu armário como uma fé enraizada na força da tradição.

Sabia que se ia divertir, como sempre acontecia em qualquer evento social, mas vivia tranquilamente uma fase introspectiva e serena fazendo com que o frenesim próprio da expectativas destas festas se perdesse na certeza pacífica de que nada de extraordinário, nem para o bom nem para o mau entenda-se, se passaria.

Aguardava placidamente um período bem passado, repleto de lugares-comuns e chavões que se usava dizer nestas alturas: "que o melhor de 2004 seja o pior de 2005"; "desde que haja saúde, o resto somos nós a construir". Todas aquelas frases lhe ecoavam ocas de significado para quem nunca se habituara a fazer resoluções para o ano seguinte, nem a acreditar que a vida mudasse pela simples mudança de um número no final da data.

Ao ler estas linhas ficaram chocados, porventura, com o caractér, quiçá desinteressante e quase agnóstico de Diogo. Ora se assim pensaram, não podiam estar mais enganados. Era por natureza uma pessoa interessante, divertida, que vivia a vida intensamente e amava a vida que vivia. Mas como alguém disse em tempos, todos nós somos como um calendário que atravessamos as diferentes estações do ano. E por mais ameno que seja o nosso clima, existem sempre Invernos para ultrapassar.

Mas isso estou certo descobrirão nos próximos folhetins.

Il Fenomeno


O lançamento da Novela

Ao analisar este blog reparei que faltava uma coisa essencial na programação do mesmo. Temos bola, temos sexo (pelo menos falado), faltava uma novela. Na esteira do sucesso de marcos ímpares da ficção como Morangos com Açucar IV ou Anjo Selvagem, os 658 episódios, decidi criar uma novela com o imaginativo nome de "Uma vida de teso".

Não vai existir qualquer padrão, moral ou propósito. Na própria filosofia deste blog, o que sair saiu, esperemos que seja algo de bom. Da mesma forma, não se promete regularidade nenhuma, uma vez que este blog não se compadece com disciplinas obrigatórias ou compulsivas. Vai ser como um daqueles folhetins que nunca se sabe quando vai ter novos episódios.

Uma coisa eu prometo (também não será dificil), em termos de história não ficará nada a dever aos argumentos das obras supra-citadas.

Enjoy

Il Fenomeno