sexta-feira, janeiro 30, 2004
O pensamento de 2003
"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the best golfer is a black guy, the Swiss hold the America's Cup, France is accusing the US of arrogance, and Germany doesn't want to go to war."
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Pensamento do dia
"Meu Deus dai-me sabedoria para entender o meu chefe,
porque se me deres força, dou-lhe uma carga de porrada!!!"
Big Boss
porque se me deres força, dou-lhe uma carga de porrada!!!"
Big Boss
terça-feira, janeiro 27, 2004
A minha homenagem (a lição que eu tirei...)
Vazio…e de repente não estás lá. Tudo se transformou como aliás sempre acontece. Nada interessa para lá do momento como disse Renton no Trainspotting, e tu já não és parte do momento… Eras tudo, definias a minha própria dimensão de tempo e espaço e de repente não és nada, és passado, recordação de um velho álbum de fotografias, morreste-me…
Revejo a morte do Féher e tudo o que consigo pensar como são frágeis, como é ténue a linha entre o sorriso e a morte, como a vida é fugaz…como nada interessa para lá do momento…
Revejo a morte do Féher e tudo o que consigo pensar como são frágeis, como é ténue a linha entre o sorriso e a morte, como a vida é fugaz…como nada interessa para lá do momento…
Pensamento vegetariano
"As vegetarianas não gritam quando têm um orgasmo,
porque não querem admitir que um pedaço de carne lhes dá prazer..."
porque não querem admitir que um pedaço de carne lhes dá prazer..."
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Cajuda sobre Miklos Fehér
«Que me perdoem os ouvintes, vou falar à moda do povo:
a puta da vida tem destas coisas.»
a puta da vida tem destas coisas.»
Miklos Fehér
Obrigado por tudo Fehér!
Eternamente serás reconhecido e relembrado.
Em representação do CFTesos,
Big Boss
Eternamente serás reconhecido e relembrado.
Em representação do CFTesos,
Big Boss
sábado, janeiro 24, 2004
Profanação!
Não raras vezes a minha roupa aparece no armário do meu irmão e vice-versa. A minha mãe atribui isto ao excesso de trabalho doméstico a que é sujeita apesar de nós acharmos que se deve a um lento mas impiedoso progresso da artereoesclorose. Afinal de contas não se pode confundir as t-shirts do meu irmão com dizeres como: "I don't even think straight"; "Different is beautiful" ou "Rei da Gay Parade 1997" com as minhas (para os leitores mais incautos as t-shirts do meu irmão não dizem aquilo, ele é muito homem).Hoje proém os limites foram passados: procurava eu a minha camisola dos CfTesos, azul escura como o mar, faixa celeste percorrendo horizontalmente o tecido, número 7 (partilhado por Garrincha, Cantona, Raúl, Schevchenko, Figo e agora Il Fenomeno) debroado a branco qual nuvem primaveril quando não a encontro. A onda de pânico que isso me causou levou-me a percorrer a casa toda em procura da sacrata maglia (como dizem os italianos).Encontro-a enfim, dobrada desajeitadamente qual trapilho inutil no armário do meu irmão. Tinha sido profanada! As lágrimas de terror escorriam-me pela cara enquanto procurava a minha mãe, descendo as escadas encontro-a como se nada se tivesse passado, na cozinha a fazer sopa...No apogeu da dor, do desgosto tibuteante consigo apenas sussurrar: "Porquê?...mãe...Porquê?..."
Ruas...
Nas ruas buscamos muitas coisas
Há quem busque um sentido
Há quem busque um destino
Há quem busque um fim ou um principio,
As ruas são muitas, assim como as escolhas.
Escolhas que nos marcam, que nos definem
E que nos levam para sítios novos, para experiências novas
Mas uma coisa permanece constante, a incerteza,
A incerteza de que “é esta a rua que eu queria!”
E quando chegamos ao fim?
Que encontramos? Mais ruas? Concretização?
A alma gémea? A razão de ser?
É esta a incerteza que nos cobre,
Que anda connosco lado a lado.
Por vezes nos fortalece, por vezes nos enfraquece
Mas é esta a nossa vida, em que estabelecemos rotas
E vemo-nos forçados a desviarmo-nos constantemente delas
E a tentar sempre de novo.
vaselinas
Há quem busque um sentido
Há quem busque um destino
Há quem busque um fim ou um principio,
As ruas são muitas, assim como as escolhas.
Escolhas que nos marcam, que nos definem
E que nos levam para sítios novos, para experiências novas
Mas uma coisa permanece constante, a incerteza,
A incerteza de que “é esta a rua que eu queria!”
E quando chegamos ao fim?
Que encontramos? Mais ruas? Concretização?
A alma gémea? A razão de ser?
É esta a incerteza que nos cobre,
Que anda connosco lado a lado.
Por vezes nos fortalece, por vezes nos enfraquece
Mas é esta a nossa vida, em que estabelecemos rotas
E vemo-nos forçados a desviarmo-nos constantemente delas
E a tentar sempre de novo.
vaselinas
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Literatura Tesal - Shakespeare
Sempre na vanguarda da cultura,da pedagogia, partilho com vocês um texto de Shakespeare (embora com alguns cortes porque é muito extenso) que penso definir bem os valores indiossicráticos dos fundadores deste blog. O contexto é o seguinte: as tropas inglesas vão enfrentar as francesas que são em bem maior número. O rei Henry V ouve um soldado queixar-se, pedir a Deus que tivessem mais homens naquela batalha. Eis a resposta do Rei:
"What's he that wishes so? If we are marked to die we are enough to do our country's loss, and if to live the fewer the men the greater share of honour. God's Will I pray thee wish not one man more. That he witch had no stomach to this fight, let him depart, his passport shall be made. We would not die in that man's company, that fears his fellowship to die with us. We few, we happy few, we band of brothers for he that today sheds his blood with me shall be my brother....This day shall gentle his condition".
Quando me voltarem a perguntar o que é ser teso, o que é o cftesos limitar-me-ei a citar Shakespeare:"Quem somos nós?We few, we happy few, we band of brothers brothers for he that today sheds his blood with me shall be my brother.." Dedicado a vocês irmãos.
Il Fenomeno
"What's he that wishes so? If we are marked to die we are enough to do our country's loss, and if to live the fewer the men the greater share of honour. God's Will I pray thee wish not one man more. That he witch had no stomach to this fight, let him depart, his passport shall be made. We would not die in that man's company, that fears his fellowship to die with us. We few, we happy few, we band of brothers for he that today sheds his blood with me shall be my brother....This day shall gentle his condition".
Quando me voltarem a perguntar o que é ser teso, o que é o cftesos limitar-me-ei a citar Shakespeare:"Quem somos nós?We few, we happy few, we band of brothers brothers for he that today sheds his blood with me shall be my brother.." Dedicado a vocês irmãos.
Il Fenomeno
Só serve para trabalhar....
Só serve para trabalhar quem não sabe fazer mais nada! Cresci a ouvir esta frase. O meu avô que infelizmente não tive oportunidade de conhecer repetia-a regularmente. Máxima depois perpetuada nas palavras sábias da minha mãe e da minha avó.E durante o meu crescimento encarei-a apenas como um dito jocoso, mais um dos provérbios campesinos que fui habituado a ouvir durante todos estes anos.
Mas só agora a compreendi na totalidade. A palavra trabalho vem do latim travallium (instrumento de tortura nos tempos romanos), e se levarmos à letra a definição, nós somos pagos para sermos torturados. Que exagero dirão alguns(principlamente os estudantes). Claro que é uma hiperbole. Mas de facto só quem não sabe fazer mais nada, quem não consegue alcançar o seu sustento de outra forma é obrigado a vender o seu corpo, a sua mente, qual prostituta, qual mera máquina de produzir, à sociedade...
Se ao menos eu soubesse fazer mais alguma coisa mas não...resta-me trabalhar....
Il Fenomeno
Mas só agora a compreendi na totalidade. A palavra trabalho vem do latim travallium (instrumento de tortura nos tempos romanos), e se levarmos à letra a definição, nós somos pagos para sermos torturados. Que exagero dirão alguns(principlamente os estudantes). Claro que é uma hiperbole. Mas de facto só quem não sabe fazer mais nada, quem não consegue alcançar o seu sustento de outra forma é obrigado a vender o seu corpo, a sua mente, qual prostituta, qual mera máquina de produzir, à sociedade...
Se ao menos eu soubesse fazer mais alguma coisa mas não...resta-me trabalhar....
Il Fenomeno
segunda-feira, janeiro 19, 2004
E pensamos nós que somos diferentes
Engraçado este episodio do cerebral. Em minha casa está acontecer o mesmo, isto é o frigorifico (no meu caso um frigorifico de verdade) também é tema de conversa durante o jantar. Passo a explicar porquê. De há uns tempos para cá temos apanhado uns valentes sustos, chegávamos mesmo a pensar que não estavamos sosinhos em em casa, quando efectivamente estavamos. Parece que ganhou vida. Volta e meia, como se tivesse vontade prórpia, vontade de nos assustar. Quando menos esperamos ele dá um piparote de todo o tamanho, parece que a qualquer momento vai desatar a cuspir fruta, legumes, iogurtes, leite, ovos, tudo o que tiver lá dentro. Pois é, estão a ver não é, a meio de um pacato jantar apanhamos valentes sustos e valentes engasganços sucedidos de valentes gargalhadas. Será que todas as familias têm um episódio sordido com frigorificos. Fica aqui a pergunta e convite para partilhar as vossas aventuras com este simples electródoméstico.
vaselinas
vaselinas
sexta-feira, janeiro 16, 2004
episódios familiares
Cá por casa sempre tivemos uma relação turbulenta com o frigorífico, bem sei que a culpa não cai toda sobre as prateleiras do electrodoméstico, temos o hábito, penso eu importado das ex-colónias, de colocar tudo o que é alimento dentro do coitado. O problema é que o dito cujo não correspondia às nossas espectativas, cada vez que faltava tema de conversa ao jantar:
-Não percebo o raio do frigorífico, nunca põe a água realmente fresca.
-Também para que queres a água tão fresca, só te faz mal à garganta!
-Ainda por cima com essa tosse, nunca mais ficas boa...
Ou então algo do género:
-Isto é que é uma chatice, passados três dias já os vegetais estão amarelos, ainda por cima estão cada vez mais caros, é só deitar dinheiro fora.
-Não compres tantos de cada vez.
-Isso é muito fácil de falar, sabes bem que cá em casa nunca faltou nada...
Como podem constactar, o safado do electrodoméstico deu origem a uma série de discussões no seio desta harmoniosa família, das quais saía despercebido. Até que certo dia, a minha avó farta da brincadeira, resolveu chamar um técnico para terminar com o nosso calvário. Estava a minha avó indignada a contar ao técnico o mal que atormentava a casa há quase uma década, quando ele com a maior displicência sentencia: “minha senhora, com um conservador o que estava à espera?”.
Meus amigos, não conseguem imaginar o choque que foi para toda a família, durante anos pensávamos que o objecto onde guardávamos nossos mantimentos era um normal frigorífico, e assim sem nenhum aviso prévio um qualquer técnico informa-nos que era uma conservador! Sempre pensei que ia buscar o yogurte ao frigorífico, não ao conservador. Por isso a água de minha mãe nunca estava fresca, por isso os legumes que a avó comprava ficavam amarelos.
Neste momento somos uma família a aprender a viver de novo, desta vez com um frigorífico, é verdade que ainda nos assustamos quando ele faz barulhos (já descobrimos que é para refrigerar), ainda nos admiramos dos doces das festas durarem mais de uma semana sem se estragarem. Mas o que importa é termos a consciência que mudámos para melhor.
Cerebral
-Não percebo o raio do frigorífico, nunca põe a água realmente fresca.
-Também para que queres a água tão fresca, só te faz mal à garganta!
-Ainda por cima com essa tosse, nunca mais ficas boa...
Ou então algo do género:
-Isto é que é uma chatice, passados três dias já os vegetais estão amarelos, ainda por cima estão cada vez mais caros, é só deitar dinheiro fora.
-Não compres tantos de cada vez.
-Isso é muito fácil de falar, sabes bem que cá em casa nunca faltou nada...
Como podem constactar, o safado do electrodoméstico deu origem a uma série de discussões no seio desta harmoniosa família, das quais saía despercebido. Até que certo dia, a minha avó farta da brincadeira, resolveu chamar um técnico para terminar com o nosso calvário. Estava a minha avó indignada a contar ao técnico o mal que atormentava a casa há quase uma década, quando ele com a maior displicência sentencia: “minha senhora, com um conservador o que estava à espera?”.
Meus amigos, não conseguem imaginar o choque que foi para toda a família, durante anos pensávamos que o objecto onde guardávamos nossos mantimentos era um normal frigorífico, e assim sem nenhum aviso prévio um qualquer técnico informa-nos que era uma conservador! Sempre pensei que ia buscar o yogurte ao frigorífico, não ao conservador. Por isso a água de minha mãe nunca estava fresca, por isso os legumes que a avó comprava ficavam amarelos.
Neste momento somos uma família a aprender a viver de novo, desta vez com um frigorífico, é verdade que ainda nos assustamos quando ele faz barulhos (já descobrimos que é para refrigerar), ainda nos admiramos dos doces das festas durarem mais de uma semana sem se estragarem. Mas o que importa é termos a consciência que mudámos para melhor.
Cerebral
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Bocage às quintas
Eram seis da manhã; eu acordava
Ao som de mão, que á porta me batia:
Ora vejamos quem será... dizia,
E assentado na cama me zangava.
Brando rugir de seda se escutava,
E sapato a ranger tambem se ouvia...
Salto fóra da cama... Oh! que alegria
Não tive, olhando Armia, que arreitava!
Temendo venha alguem, a porta fecho:
Co'um chupão lhe saudei a rosea bôca,
E na rompente mama alegro mecho:
O caralho estouvado o cono aboca;
Bate a gostosa greta o rubro queixo,
E a matinas de amor a porra toca.
Ao som de mão, que á porta me batia:
Ora vejamos quem será... dizia,
E assentado na cama me zangava.
Brando rugir de seda se escutava,
E sapato a ranger tambem se ouvia...
Salto fóra da cama... Oh! que alegria
Não tive, olhando Armia, que arreitava!
Temendo venha alguem, a porta fecho:
Co'um chupão lhe saudei a rosea bôca,
E na rompente mama alegro mecho:
O caralho estouvado o cono aboca;
Bate a gostosa greta o rubro queixo,
E a matinas de amor a porra toca.
terça-feira, janeiro 13, 2004
Ano novo
Porquê que festejamos a passagem? Porque razão todos os 31 de Dezembro, nos despedimos do ano que acabe e abraçamos o novo em grande euforia, ajudados pelo alcóol, ou outra substância psicotrópica? Mas isto nem é o pior, todos gostamos de festas e esta é só uma desculpa, por mim tudo bem. Agora, o facto de chegar ao final do ano e fazermos um balanço, tal qual contabilista de escola profissional, por favor! Pior ainda, fazermos planos para o ano que entra, como se tudo fosse mudar, como se nos tornássemos pessoas diferentes, só por mudar uma unidade, numa unidade de medida (desculpem a repetição). E não termina aqui, espalhamos estes desejos aos que nos rodeiam, “tudo de bom para ti”, “saúde e felicidade, para ti a para os teus”, “bom ano, que os teus desejos se tornem realidade, tu mereces”.
Obviamente que dia 2 de Janeiro, já nos esquecemos de todo este novo projecto de vida, baseado na felicidade e no amor pelo próximo, e voltamos à rotina. A minha interrogação é muito simples: será que as pessoas acreditam que o novo ano será diferente (por alguma força sobrenatural)? Ou será que é apenas uma auto-ilusão, que lhes permite aguentar mais algum tempo de vida? Não sei porquê estou inclinado para a segunda opção....
Cerebral
Obviamente que dia 2 de Janeiro, já nos esquecemos de todo este novo projecto de vida, baseado na felicidade e no amor pelo próximo, e voltamos à rotina. A minha interrogação é muito simples: será que as pessoas acreditam que o novo ano será diferente (por alguma força sobrenatural)? Ou será que é apenas uma auto-ilusão, que lhes permite aguentar mais algum tempo de vida? Não sei porquê estou inclinado para a segunda opção....
Cerebral
sábado, janeiro 10, 2004
sexta-feira, janeiro 09, 2004
Inside trading?
Muitos têm a noção que todo o estado-unidense tem um espírito realmente inovador e empreendedor. Tudo se espera deles. Sabe-se que serão bem sucedidos, mesmo quando fundam empresas com a designação de yahoo, google... mas neste caso aqui, tenho as minhas dúvidas. Desconfio totalmente de inside information... Isto depois de ter checkado esta notícia. (Esta noticia certamente contribuirá para um aumento de popularidade desse texano, mas este será um assunto que possivelmente abordei noutra ocasiao).
Big Boss
Big Boss
quinta-feira, janeiro 08, 2004
o nosso atraso
Estava visionando um debate da televisão pública sobre como será o ano de 2004, em que, entre outras coisas, falavam sobre as causas do atraso português, vou-me debruçar, não muito demoradamente, sobre esta última.
Meus amigos, para mim uma das principais causas do nosso atraso é a culinária, mais especificamente o cozido à portuguesa. Um povo que tem como um dos seus orgulhos gastronómicos o cozido, tem todo o seu atraso explicado. Um prato que consiste em juntar todo o tipo de carnes das partes mais incrivéis de um animal, acho que neste capítulo o porco é o mais martirizado é da orelha ao intestino, mais uns enchidos (que belo termo), terminando com umas verduras (para dar aquele ar saudável).
O que mostra este prato de nós? Primeiro é uma anarquia assustadora, não há o mínimo de critério na escolha dos alimentos, o que houver vai para a panela! Era o que mais faltava, além de meter para o lume ainda ter que ver se os alimentos ligavam, se existia alguma razão para estarem ali, todos juntos.
Segundo, é um prato bruto, atrevo-me mesmo a chamar bronco. Quero com isto dizer que não é um prato que se sirva para um jantar romântico. Estão a imaginar um casal apaixonado a brincar com a farinheira, sem conotações sexuais, ou cada um trincar uma ponta da orelha do porco acabando num beijo, tipo dama e o vagabundo?
Por fim, mas não o menos importante (esta adaptações da lingua de Shakespear são diabólicas), aquele orgulho com que muitos defendem o prato contra estas acusações: mas é bom, não é? Vangloriamo-nos por conseguirmos não estragar óptimos alimentos com a sua confecção, obviamente que se as carnes são boas, dificilmente o resultado final será mau. É a isto que se deve o nosso atraso. Temos condições magnificas e não as exploramos ao máximo, fazemos o mínimo possível (meter tudo numa panela) e contentamo-nos por o resultado final nem ser mau...
Cerebral
Meus amigos, para mim uma das principais causas do nosso atraso é a culinária, mais especificamente o cozido à portuguesa. Um povo que tem como um dos seus orgulhos gastronómicos o cozido, tem todo o seu atraso explicado. Um prato que consiste em juntar todo o tipo de carnes das partes mais incrivéis de um animal, acho que neste capítulo o porco é o mais martirizado é da orelha ao intestino, mais uns enchidos (que belo termo), terminando com umas verduras (para dar aquele ar saudável).
O que mostra este prato de nós? Primeiro é uma anarquia assustadora, não há o mínimo de critério na escolha dos alimentos, o que houver vai para a panela! Era o que mais faltava, além de meter para o lume ainda ter que ver se os alimentos ligavam, se existia alguma razão para estarem ali, todos juntos.
Segundo, é um prato bruto, atrevo-me mesmo a chamar bronco. Quero com isto dizer que não é um prato que se sirva para um jantar romântico. Estão a imaginar um casal apaixonado a brincar com a farinheira, sem conotações sexuais, ou cada um trincar uma ponta da orelha do porco acabando num beijo, tipo dama e o vagabundo?
Por fim, mas não o menos importante (esta adaptações da lingua de Shakespear são diabólicas), aquele orgulho com que muitos defendem o prato contra estas acusações: mas é bom, não é? Vangloriamo-nos por conseguirmos não estragar óptimos alimentos com a sua confecção, obviamente que se as carnes são boas, dificilmente o resultado final será mau. É a isto que se deve o nosso atraso. Temos condições magnificas e não as exploramos ao máximo, fazemos o mínimo possível (meter tudo numa panela) e contentamo-nos por o resultado final nem ser mau...
Cerebral
Lembrança de ti
Recordo-te. Recordo as palavras que julgara vãs que me dizias e que só agora percebo. Porque dizer que os teus olhos me dominam, que o teu corpo me controla, que sonho com o teu cheiro, anseio pelo teu sorriso, que necessito dos teus beijos são meros lugares-comuns mas o que fazer se é isso que sinto?
E só agora percebo as tuas palavras outrora vãs, só agora percebo o meu egoísmo infantil. E esta culpa mata-me porque te matei, e choro tanto por dentro e tão pouco por fora…
Il Fenomeno
E só agora percebo as tuas palavras outrora vãs, só agora percebo o meu egoísmo infantil. E esta culpa mata-me porque te matei, e choro tanto por dentro e tão pouco por fora…
Il Fenomeno
quarta-feira, janeiro 07, 2004
We're Back!
De volta ao futebol! Para aqueles que estavam desanimados com os fenómenos estranhos do futebol indígena como o facto de o Camacho após ano e meio a palavra mais portuguesa que consegue dizer é “hombre”, ou o facto de alguém ainda assinalar faltas quando o João Pinto cai ou ainda o facto de o melhor clube nacional ter contratado um treinador que vive à 20 anos nos EUA (essa potência do soccer) e que não diz uma palavra de português, os CF Tesos vão regressar rapidamente à competição, para grande alegria das fãs que voltarão a ver-nos na plenitude da nossa capacidade física, elas que já à boca cheia (às vezes literalmente) se queixavam de uma menor resistência destes jogadores que se encontravam à demasiado tempo em pré-época confinados a jogos esporádicos.
Prevê-se mesmo em breve um estágio em Madrid para aplicação de uma carga física máxima de forma a melhor preparar a entrada em competição.
Mas mais notícias e novidades serão em breve comunicadas.
Il Fenomeno
Prevê-se mesmo em breve um estágio em Madrid para aplicação de uma carga física máxima de forma a melhor preparar a entrada em competição.
Mas mais notícias e novidades serão em breve comunicadas.
Il Fenomeno
segunda-feira, janeiro 05, 2004
Os outros
É verdade que sou leitor de outros tantos blogs, e aprecio por vezes muitos dos seus posts. Nao tem sido nosso hábito divulgar outros blogs, contudo não posso deixar passar em claro um post de um dos gatos fedorentos (neste caso, o Zé Diogo Quintela) intitulado de "Mete-se o Natal". Bem apanhado...
Aproveito também a oportunidade de estar a falar de outros posts, para vos também referenciar essa grande caderneta da bola. Um grande candidato a "blog teso" do ano. Não se encontra na sua melhor forma, e por isso não o deixemos morrer...
Big Boss
Aproveito também a oportunidade de estar a falar de outros posts, para vos também referenciar essa grande caderneta da bola. Um grande candidato a "blog teso" do ano. Não se encontra na sua melhor forma, e por isso não o deixemos morrer...
Big Boss
quinta-feira, janeiro 01, 2004
Bocage às quintas
Então, cheio de raiva, aperta o dente,
E na gostosa, feminil masmorra,
Alargando-lhe as pernas novamente,
Com estrondosos ais encaixa a porra:
Ella, que já no corpo o fogo sente
Do marsapo, lhe diz: "Queres que eu morra?
Tu não vês que me engasgo, e que estou rouca,
Porque o cruel tezão me chega á bôca?
E na gostosa, feminil masmorra,
Alargando-lhe as pernas novamente,
Com estrondosos ais encaixa a porra:
Ella, que já no corpo o fogo sente
Do marsapo, lhe diz: "Queres que eu morra?
Tu não vês que me engasgo, e que estou rouca,
Porque o cruel tezão me chega á bôca?
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