domingo, novembro 27, 2005
Vergonha!
Liguei a televisão e nos primeiros 25 minutos eles falaram de: os pontos do Benfica, o atraso para os adversários, a descrição de cada lesão dos jogadores encarnados, o número de ausências dos milhafres, o jogo com o lille. Um gajo que não distinguisse os equipamentos nem percebia com quem é que o SLB estava a jogar.
Depois a maneira qual sócios da bancada Sagres como analisam os lances na área azul no qual não houve nenhum penalty e se esquecem de um fora de jogo pessimamente tirado ao Romeu que ficou isolado frente ao Nereu aos 60 mins e dizem esta frase lapidar: "possível influência do resultado pelo árbitro em dois lances passiveis de grande penalidade".
Filhos da puta incompetentes, parciais e acima de tudo frustrados.
P.S.: Em relação ao jogo, preocupa-me muito este Belenenses. Mais um jogo sem ganhar (vai em 9). Um empate no campo de uma equipa de meio da tabela, e uma exibição globalmente fraquinha. Mais um ano de coração nas mãos.
E então?!
Ao longo destes dois dias o que mais tenho ouvido são os lagartos e tripeiros a dizerem-me: "olha que eu este fim de semana sou do Belenenses!"
E então?! Isso é suposto fazer-me feliz?!
Il Fenomeno
Não há limites
Como já devem ter percebido o pessoal por estes lados tem uns certos problemas com a lida da roupa. Mais precisamente, o secador encolhe a roupa. Eu já resolvi o problema, comprando um estendal, mas o meu TA turco ainda não encontrou solução.
Resultado, na última aula aparece com uma t-shirt que serviria a um puto de 11 anos, no máximo. Adianto, que o tamanho das calças era inversamente proporcional ao da t-shirt, já vão perceber a importancia desta nota. Como é óbvio, estava com a sua prodigiosa barriga literalmente à mostra. Como se não fosse suficientemente decadente estar a ouvir um turco de barriga de fora a falar de “overlapping generations”, quando o tipo decide usar a metade inferior do quadro toda a turma fica a saber que se a t-shirt era a última que tinha disponivel, o stock de cuecas já tinha entrado em ruptura.
Isto não fica por aqui! O turco tem por hábito dirigir-se ao aluno que coloca a dúvida debruçando-se sobre a sua carteira. Quando eu e o indiano descobrimos que cada vez que colocávamos uma dúvida a coreana apanhava com o cu na cara. Tivemos tantas dúvidas…
CerebralAté onde vai o merchandizing
A marca do preservativos aqui na zona é “Trojan” (o nome dado às equipas da usc). O problema, como devem imaginar não o meu, é que no supermercado os “Trojan” estão numa montra de vidro fechada, depois da caixa, no mesmo local do tabaco.
Quem queira comprar tabaco ou “trojans” no acto de pagamento tem que pedir delicadamente à menina da caixa. Em seguida, ela, de um modo bastante menos delicado, grita para o gajo que trata desses assuntos “oh, não sei quantos, traz aí uma caixa de Trojans”. Como é óbvio, por esta altura já está metade do supermercado a olhar para o pobre coitado. Pobre coitado, como quem diz…
Cerebralsexta-feira, novembro 25, 2005
Vai no vagão?
«Crianças até 2 anos incompletos GRÁTIS, desde que não ocupem lugar no avião.»
Entendam o que quiserem, mas eu não arriscava levar um filho nesta modalidade.
Big Boss
Thanksgiving
O grupo de portugueses em LA organizou um almoço/jantar de thanksgiving, a anfitriã foi uma senhora portuguesa perto dos 40 e tal 50, que vive em cá há 26 anos. Estava um pouco reticente por achar que não ia ser a verdadeira experiencia americana, mas como não tinha nada melhor…
Como estava enganado!! Foi uma verdadeira experiencia americana!! Mas já lá vamos. A anfitriã, simpatiquíssima, é casada com um americano e tem uma filha de 11 anos que está a aprender portugues, vivem numa casa típica de uma bairro residencial, a casa em si é pequena mas o backyard é fantástico. Os presentes no banquete eram, 4 portugueses estudantes de doutoramento, um portugues mais velho casado com uma sérvia da qual tem um filho de 1 ano; um casal vizinho cuja nacionalidade não percebi, apenas sei que ele é personal trainer de estrelas de Hollywood (responsável pelos braços da Linda Hamilton); uma vizinha mais velha reformada que antes de o ser fazia não sei o que numa escola; uma milf perto dos 50 que era a personal trainer da anfitriã (à custa de muita cirurgia plástica tinha tudo no sitio, o único problema é que os lábios estavam a ficar deformados).
Gostei imenso porque por um lado estavam lá portugueses o que evitou que me sentisse perdido, mas ao mesmo tempo deu para ver os americanos no seu habitat natural. O personal trainer e a reformada, cuscavam sobre toda a vizinhança, o marido da anfitriã tratou da comezaina, apesar de nos ter confessado que comprou tudo “quase feito no supermercado”. Estou um verdadeiro javardo quando vejo carne, fiz refill tres vezes!!
O “cozinheiro” era muito porreiro, um contador de histórias impecável. Contou-nos que na maluquice da juventude fez uma viagem pela europa e acabou numa vila portuguesa a comer cabeças de peixe numa tasca às 6 da manhã, com a malta que lhe concertou o carro avariado. Não pode visitar Lisboa porque já não tinha dinheiro e naquela altura não era fácil mandar dinheiro dos States para Portugal.
Fiquei com a impressão que não é uma festa tão familiar como o nosso natal, mas acho que isso é muito por causa da mobilidade que há por estes lados.
À despedida a portuguesa virou-se para a personal trainer e disse “se quiseres rapazinhos novos, já sabes…” ao que ela soltou uma gargalhada e respondeu “dá os telefones deles”.
Cerebralquinta-feira, novembro 24, 2005
Traidor
Claro que o meu sentimento de culpa por nunca mais ter escrito aqui dilui-se quando vejo que há cabrões que deviam alimentar isto e a única coisa que escrevem são os números de telefone das prostitutas brasileiras e mensagens obscenas para gajas descascadas do hi5. Mas pronto são conta de outro rosário...
É extremamente dificil satisfazer dois blogs ao mesmo tempo (o Ron Jeremy que o diga) e portanto percebi que o problema é claramente segmentação. No inperfectiospiritum, o meu blog a solo, falarei de assuntos mais sérios, pessoais, observações, poemas, músicas, etc. No cftesos será mais mamas, futebol, gozar com as contas do Cerebral, etc.
Como tal prometo deixar sempre aqui o meu toque de classe qual Ronaldinho no Santiago Barnabéu
Il Fenomeno
quarta-feira, novembro 23, 2005
Business School
Há umas semanas tive duas aulas na business school, pela primeira vez vi malta de fato. Apesar do traje permanece aquele visual de LA, camisa de fora, botão de cima desapertado e all-star ou chinelos. Sim, malta de fato e chinelos!! O edíficio é enorme, tem uma sala à entrada com sofás muito confortáveis e ecran plasma na cnn, a malta de gestão tem que se manter informada do mundo. Nos dois minutos que lá estive vem um tipo, de fato, pedir-me para preencher um inquérito. Quando olho para aquilo percebo que é sobre uma associação que nunca tinha ouvido na minha vida. Não compreendo o critério destes tipos…
As salas de aula, não são salas de aulas, são salas de conferencia com mesa oval. Como é óbvio não é nada functional para uma aula normal, ainda por cima os quadros estão espalhados por todas as paredes. Deve ser para os mba’s sentirem que estão na sala do conselho de administração, já que sustentam todo aquele luxo, ao menos deixá-los divertirem-se…
CerebralSegunda-feira
Todas as segundas na aula de micro o professor espanhol devolve-nos os problem sets pessoalmente. A mim normalmente pergunta-me com vai o Sporting, esta Segunda tive o prazer de lhe responder “melhor que o Real Madrid”.
CerebralRefeições indianas
Aqui há uns tempos quando choveu em LA, os meus colegas indianos só apareceram na faculdade porque tinhamos que entregar um problem set, ainda bem, para eles, que chove pouco em LA. Depois de cumprida a missão acharam que estava o tempo ideal para um cozinhado indiano, estavam altamente entusiasmados com a ideia e convidaram-me. “Tens que experimentar este prato, é tão saboroso” convém avisar que para eles saboroso é quase sinónimo de picante. “Vais ver, no dia seguinte até te vai arder o cu quando fores à casa de banho!!” isto dito com a maior das excitações. Estava a ficar um pouco perplexo. “Epá! Não tenhas medo! Vais ver que é óptimo! Até vais passar para o water gang!”. Aí tive que dizer “Porra! Então convidam-me para comer, e o melhor que tem a dizer é que me vai arder o cu no dia seguinte?!?!”. Fizeram aquele olhar, “estes europeus não nos compreendem”, mas alegremente explicaram-me “é um modo de prolongar o prazer da comida, no dia seguinte enquanto estamos na casa de banho lembramo-nos como a comida era boa!”.
Lá fui, mas só comi um bocadinho, e posso dizer que continuo orgulhosamente no paper gang.
No Domingo passado decidimos comprar no supermercado uns frangos de churrasco, 2 para 3!! Todos contentes fomos para casa dos indianos, mas rapidamente ficámos com cara de parvo a olhar para os frangos, vistos que eles estavam inteiros tipo bola. Eles explicaram-me que não estavam habituados a comer carne e por isso não sabiam cortar aquilo. Eu por outro lado estou bastante habituado a comer carne, mas vem sempre pronta a comer. Achei que era o mais capaz para tal tarefa, peguei no facalhão e fiz-me ao frango! Posso dizer que não me saí nada mal, até tive direito a comentário “hum, teve ser isso que os teus antepassados fizeram em Goa”.
Depois, foi um monumental banquete!! Há quanto tempo não comia carne assim!! Sentámo-nos à volta da mesa, com o frango devidamente cortado e comemos com as mãos, tal qual romanos depois da batalha!! Um verdadeiro chafurdanço!! Já está combinado que para a próxima é costoletas de porco.
Cerebralsegunda-feira, novembro 21, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
Desporto versus espectáculo
Ter assistido a um jogo ao vivo só veio confirmar a ideia que já tinha, aqui o desporto é principalmente um espectáculo, as pessoas vão a um jogo como quem vai a um cinema, teatro ou bar, ter visto vários casais com o tipico ar de programinha, só vem reforçar esta ideia. E isto é bom ou mau?
É mau! Para mim é um desrespeito pelo desporto em si (os gajos até música durante o jogo tem), o mais importante não é o que se está a passar dentro das quatro linhas, mas tudo o que está à volta. Os desportistas não são os deuses venerados pela multidão, mas uns bobos para entreter a plateia.
No futebol, devido à beleza do jogo, não há nada mais importante na vida do que aqueles 90 minutos. Há todo um ritual numa ida à bola que se assemelha a uma batalha. Por estas bandas vai-se a um jogo para ser entretido. É por isso que nunca há conflitos nos recintos desportivos, não por eles serem muito civilizados, nós também não andamos à pancada no cinema.
Depois disto tudo só tenho a dizer “Vaselinas, estou com uma saudades de ir à bola contigo…”
CerebralNBA
Quarta-feira fui com o midas ao staple center ver os Lakers contra os Knicks. Ficámos num dos piores lugares possiveis, terceira fila a contar do fim, bem acima do ecran. Obviamente, que tentamos sentar nas primeiras filas do nosso sector, ligeiramente menos mau, o problema é que estes tipos não chegam a horas, resultado, fomos saltando até ao lugar de origem.
Primeiro momento de destaque, desligam as luzes do pavilhão e num grande espectáculo de luz e som anunciam o 5 inicial dos Lakers. Logo em seguida é cantado o hino, o público não canta.
O jogo em si, foi um bocado merdoso, algo que já esperavamos. Os Lakers venceram por mais de 10 com 42 pontos do Kobe (apesar disso, a frase mais ouvida nas bancadas era “Kobe pass the ball”), o jogo esteve equilibrado até ao intervalo, no início da segunda parte, enquanto estava na fila para o Mac, os Lakers resolveram o jogo.
Em todos os descontos de tempo, e não são poucos, há alguma actividade. As Lakers Girls entraram várias vezes em campo, com belas coreografias. O nosso lugar deu-me alguns problemas; por um lado para apreciar as raparigas ao pormenor tinha que olhar para o ecran, por outro se olhava para o ecran perdia a noção da coreografia. Outra das animações era filmar a malta nas bancadas. Uma delas era uma camera que distorcia a cara das pessoas, outra punham uma música, não sei quantos kiss me, e filmavam pares que tinham que se beijar, convém notar que nem sempre as pessoas se conheciam, e aí era preciso que a multidão puxasse por eles.
Para meu espanto o pavilhão estava completamente cheio!
Cerebral
sábado, novembro 12, 2005
Cantinho cultural
Série: "A vida de Larry". Larry David foi o executive producer da série Seinfeld. E a personagem George Constanza foi inspirado neste homem. A vida de Larry é uma comédia/documentário/reality show onde se vai acompanhado este homem no seu dia-a-dia. É verdade meus amigos: George Constanza existe na realidade. De chorar a rir.
Música: Junior. Estudante da Católica que decidiu começar a fazer hip hop. Ganhou recentemente o festival TMN e a música que ouvimos nos anúncios deles é deste jovem. Bastante bom e melhor que gajos a falarem sobre a realidade da cova da moura.
Evento: Surfada mitica descrita em inperfectiospiritum.blogspot.com
Il Fenomeno
quinta-feira, novembro 10, 2005
Speechless
Check it out:
http://photos1.blogger.com/blogger/3084/822/320/liliana%20queiroz.0.jpg
Il Fenomeno (inperfectiospiritum.blogspot.com)
Kelly Slater
Apesar de eliminado na 4a ronda da etapa de Floripa, Brasil beneficiou da eliminação de Andy Irons nos quartos de final.
Assim consegue a proeza de ter conseguido ser o mais novo e mais idoso campeão do mundo de sempre, sendo por isso considerado o maior surfista de sempre.
Slater, apesar de parecer ter tudo: surfar como ninguém, ser o mais premiado surfista de todos os tempos, ter andando com a Pamela Anderson e ao que se diz andar agora com a Giselle Budchen, ser rico (são célebres as suas chegadas à praia no porsche 911) reparei na foto o qual mando o link: http://64.78.18.131/photos/headshots05/slater_f7de7817QA04mail_l.jpg(não sei por a foto aqui) que é careca. Toma, porco que eu ainda não sou!
P.S: Os menos avisados devem se lembrar dele nas Marés Viva. I'll be ready, i'll be ready
P.S2: De notar que no WQS Tiago Pires aka Saca está à beira de um feito histórico: qualificar-se para o WCT (divisão principal). Assim para o ano poderemos ter Slatter vs Tiago Pires no ASP World Tour
Il Fenomeno
Um momento verdadeiramente bronco
As ruas estão tão bem sinalizadas e as indicações do mapquest são tão precisas que achava que nunca me haveria de perder por estas bandas. Até ao dia…
Outro dia de manhã resolvi ir para a praia por outro caminho que consistia em apanhar uma avenida, Jefferson, que passa perto de minha casa e acaba junto ao mar. Isto para evitar a auto-estrada que tinha muito transito. Promenor, os nomes das estradas estão pendurados nos semáforos de cada cruzamento.
Ia muito contente a ouvir uma entrevista com o Billy Crystal sobre uma peça de teatro aqui em LA em que ele é o protagonista, em que também tentava encontrar uma razão para não existir uma Broadway em LA. Num cruzamento com uma avenida ainda maior, sigo a seta que aponta Jefferson.
Começo a notar que os nomes das ruas estão a repetir-se e penso “estes gajos são mesmo organizados!! Que simetria! A avenida grande é a mediatriz. Como será a minha rua no outro lado da cidade?” E lá vou ouvindo o Billy Crystal. Até que volto a pensar “mas como é que os gajos distinguem as ruas se elas tem o mesmo nome? Se calhar tem uma letrinha a informar Este ou Oeste”. Percebi que havia algo de errado quando a passagem volta a ser de um gueto, “a simetria não pode ser tão perfeita?!”.
Só me apercebi que estava a voltar para trás quando reparo que estou a apanhar com o sol na cara, “se queres ir de Este para Oeste e é manhã deves ter o sol nas costas, não na cara”. Foi o único raciocinio inteligente naquela manhã.Cerebral
quarta-feira, novembro 09, 2005
California dreaming
Tive ontem a falar com os meus superiores hierárquicos e tenho luz verde para tirar férias em Março e therefore ir a California.
Vou só ajeitar as datas e voos e depois digo-vos para ver se vos dá jeito. BB, temos de nos alinhar para ver se vamos juntos.
C ya.
Il Fenomeno
terça-feira, novembro 08, 2005
Cultura de surf
É impressionante simplesmente a cultura de surf aqui em LA, estou alegremente surpreendido.
Primeiro, ve-se várias pessoas mais velhas, na casa dos 40/50 dentro de água com as suas long boards, alguns mesmo com short boards. O equivalente ao executivo portugues que vai ao ginásio ou joga um tenis. Depois pais e filhos que vão juntos apanhar umas ondas, aqui não encontro equivalente lusitano.
O que mais admiro é a simpatia das pessoas dentro de água. Em Portugal é impossivel ir a uma praia e não ouvir o cromo que quando vai na onda vai a gritar para a malta que se tenta meter “oi, oi, oi, oi”. Aqui ainda não ouvi nada disso, por um lado o pessoal respeita as prioridades mais naturalmente e quando tal não acontece, em seguida pede imediatamente desculpa. Além disso metem muito mais conversa que em Portugal, talvez os meus gritos de contentamento quando faço uma onda de jeito ajudem.
Basicamente sinto que há muito mais respeito, as pessoas partilham a alegria de surfar, não há aquele ambiente em que os gajos mais cromos acham que só eles tem o direito a surfar.
Diria que tudo isto advém deste ser um dos locais do mundo onde se surfa há mais tempo, portanto é algo que está muito mais incutido, talvez como as nossas peladinhas nos parques ou nas praias.
No entanto nem tudo são rosas, descobri uma história de um local a sul de LA, de nome Palos Verdes, que dizem ter a melhor onda de LA. Há uns anos começou a crescer o localismo estúpido naquela zona, trocando por miúdos (que raio de expressão) os locais achavam que tinham a exclusividade de surfar aquela onda portanto agrediam todo o pessoal de fora. Foi de tal modo que até equipas de reportagem que se deslocaram foram também agredidas. Consta que como consequencia de tal história foi reforçado o policiamento da zona e agora está tudo calmo. Mas o mito mantem-se.
Deixem-me terminar com um “uma andorinha não faz a primavera”.Cerebral
segunda-feira, novembro 07, 2005
Mais uma
Levei mais uma multa de estacionamento. Deste vez foi quando ia surfar. A praia para onde costumo ir tem uns parquimetros nos quais temos que meter uns “quarters”. Não encontrava nenhum lugar, até que vejo um gajo sair ao lado de umas obras, estacionanei, notar que estavam mais dois carros na mesma situação, todo contente porque não tinha parquimetro para meter moedas.
Obviamente que quando voltei da água o meu carro era o único estacionado naquele local e tinha e multa no vidro. A minha média não está má, uma multa de dois em dois meses, conheço pessoas cuja média é uma por mes. Talvez lá chegue…Cerebral
Rádio
O meu fabuloso carro não tem leitor de cds, por isso já estou um especialista em rádio americana. Neste momento já só ouço duas, uma de hip-hop que ouço quando estou com o midas e outra de pop-rock. Gosto mais da última, apesar da primeira dar um ar muito mais pimp, não sou grande fã de hip-hop, pelo que se torna um pouco secante.
Primeira nota, ambas tem uma play list bastante reduzida, então a de hip-hop não tem mais de 15 músicas, contando com as 5 versões da mesma. A pop-rock consegue ser um pouco mais variada, outro dia até passou Gomo.
Os anúncios além de ridículos são sempre os mesmos. Tem um de uma seguradora automóvel, em que para mostrar que tem os preços mais baixos do mercado fingem uma chamada telefónica entre o apresentador e um cliente que passou a pagar muito menos por ter aderido. Acaba sempre com ele a dizer “não consigo convencer as pessoas que estas chamadas não são a fingir”, se calhar o diálogo ser sempre o mesmo não ajuda. Tem também um em que uma loja de “engagement rings’ telefona à malta que diz “aqui é diferente tratam-nos como pessoas, reconhecem o nosso amor”.
O programa da manhã é normal com vários apresentadores dizendo umas piadas, as noticias, etc…
A jóia da coroa é o programa da noite, “love line”. Um gajo que não sei se é conhecido, atende chamadas do público que de love tem muito pouco. O apresentador é um arrogante que tem mania que é esperto e insulta a malta toda, “és um anormal, não tens capacidade para criar um filho, dá-o para adopção”, “és um agarrado, todos tem essa conversa, se não tens mais nada para dizer, adeus”. Por estas frases já devem ter uma ideia do género de chamadas, putos de 16 anos que engravidaram a namorada; raparigas adolescents que foram violadas na infancia e agora não conseguem ter sexo mas o namorados pressionam-nas; gajos que fizeram o teste de paternidade e descobriram que o filho não era deles. A melhor foi um gajo que lhe dá na heroína a perguntar porque razão não conseguia mexer uma parte da mão, ao que o apresentador cientificamente (parece-me que o gajo também lhe dá, ou pelo menos deu-lhe) responde “isso foi ao injectar que acertaste num nervo”, “ah!! Só isso?! Então, obrigado e boa noite”.
Cerebral
Choques culturais
Um dos indianos começou a ir ao ginásio por razões de saúde, depois da primeira ida, veio de lá completamente escandalizado. Motivo, o resto do pessoal estava nu no balneário, nunca tinha estado ao lado de um homem nu. Resultado, agora acha que todos os ocidentais tem uma costela homosexual.
Na ida à Disney, a romena, cujo nome é Laura, telefona ao chines a perguntar onde estamos. O chines passa-me o seu telemóvel topo de gama, visto eu entender-me melhor com ela. Para meu espanto, vejo escrito no visor do telemóvel topo de gama “calling Rola”.
Cerebral
domingo, novembro 06, 2005
Paris...

Gostamos que nos incendeiem os carros. Gostamos da vida como ela é. TMN até já!
Ora acho muito bem... se eu tivesse um amigo que tivesse morrido por andar a fugir à polícia era exactamente isto que fazia: queimar carros e casas!
Aconselho a leitura dos primeiros 5 pontos da análise que a blasfémia fez sobre este tema. Vejam aqui.
Big Boss
Cantino Cultural
Evento 1: Jack Johnson vem a Portugal. Depois do último sucesso em Portugal, JJ ex-surfer profissional, regressa a 13 de Março de 2006. Sei que ainda falta muito mas o bilhete I already have it!
Evento 2: Decorre na praia mole e em imbituba em Floripa Brasil mais uma etapa do WCT. Kelly Slater pode se sagrar já campeão do mundo superando Andy Irons. Acompanhem a competição em: http://waves.terra.com.br/novaschinfestival2005/capa.asp
Mais informações do WCT e do WQS onde está o nosso Saca em:
www.aspworldtour.com
Evento 3: Novo blog, dizem que é do bom. Projecto a solo. Depois de John Lennon (Midas), também Paul McCartney (moi même) se lança em http:\\inperfectiospiritum.blogspot.com. No entanto fica a promessa feita a minha produção para os cftesos não diminuirá. o inperfectiospiritum permite-me apenas explorar outras facetas da minha criatividade (li esta merda no Blitz). Check it out.
Il Fenomeno
Mais uma vez... futebol!
Jornada passada: se bem me recordo quando um jogador remata ao lado, costuma ser pontapé de baliza. Do canto assinado, o sporting marca golo.
Qual seria a conclusão lógica? O sporting anda a ser beneficiado mal e porcamente! Já andam a comprar árbitros! Mas não! Qual é a conclusão: os árbitros estão a errar! Sim, não estão a beneficiar o sporting, estão a errar, coitados!
Querem saber o que acho? Assim, como estes foram erros, também o penalty marcado contra o belenenses no jogo contra o BENFICA a época passada foi um erro. Mas no ano passado o que era assinalado a favor do BENFICA era um benefício claro, e o que este ano é assinalado a favor do sporting é um erro do árbitro. Bonito... Contudo, e frizo (sem gás) que sou da opinião que a leitura correcta é a segunda: o golo invalidado não é propositado para beneficiar o sporting, foi um erro do árbitro (dos grandes, mas um erro!). E lapsos vão continuar a ocorrer nos jogos de futebol. E que este golo vos fique sempre na memória!
Big Boss
PS: E se o golo do leiria tivesse sido contra o BENFICA?
sexta-feira, novembro 04, 2005
quinta-feira, novembro 03, 2005
Mais um jogo...
Big Boss
quarta-feira, novembro 02, 2005
Momento ALTAMENTE lamechas
Dois dos meus manos já estão nos USA. Agora duas das pessoas mais especiais para mim vão para fora durante muito tempo e outra vai umas semanas com uma possibilidade de ir muito tempo.
É de bom tom dizer-se que se fica muito feliz pelas pessoas. Eu não. Não fiquei nada feliz. Eu quero-vos aqui ao meu lado. Quero aqueles mails surreais trocados diariamente, quero aqueles jantares inanarráveis, quero aquelas discussões totalmente absurdas, quero aqueles olhares do restaurante todo e uma eminente expulsão do mesmo.
Desculpem mas não estou feliz, afinal como poderia estar? Vocês são um dos meus pilares. A vossa ida abana este edificio que Deus sabe como ainda se vai aguentando de pé. Desculpem mas o meu egoismo, a minha felicidade sobrepõe-se à vossa alegria.
Não é medo da perda de alguma coisa, porque sei que mesmo que vão parar a Xangai e casem com um/uma Chang qualquer esta relação vai durar para todo el sempre, é medo do presente, de olhar para o lado e vocês não estarem, de precisar de me apoiar e faltar a muleta.
Mas quando forem sabem que ninguém vai fazer tantas figas para que tudo dê certo do que eu. Ninguém vai desejar mais a vossa felicidade. E mesmo que me sinta sozinho sei que com vocês nunca estarei só, porque só é quem não tem com quem sentir e com vocês o que eu tenho é muito mais que amizade, é amor, puro e genuíno, do bom...
Il Fenomeno
Mensalidade
Quando chega esta altura do mes sinto que estou num local mesmo subdesenvolvido. A minha universidade tem
Sinto que chego a casa e espreito para o correio, tal
A melhor parte é ter que ir ao banco depositar o cheque. Deixem-me que vos diga que o banco aqui na minha zona é um autentico “freak-show”, pior só o Wal-Mart. Tenho que ficar um bom quarto de hora na fila, onde só há mais um ou dois estudantes. O resto são: pretas com mais de 200 quilos que tem uma espécie de moletas com rodas sobre as quais andam debruçadas; pretas completamente esqueléticas com voz rouca, todas a falar no “our lord”; mexicanos em camisas de alças com um ar desconfiado; pretos com boné para o lado ou meia na cabeça e meias brancas por cima das calças. Todos a falar aos altos berros, e as velhotas ao verem o meu ar impaciente na fila vão-se rindo e dissendo que não vale a pena aborrecer-me aqui.
Cerebral
Vizinhança
Estou cada vez mais integrado no meu bairro. Gosto imenso de morar numa vivenda, há aquela sensação de não estarmos fechados numa gaiola nas alturas, de estarmos em pernante contacto com o meio envolvente. O único senão, é qualquer dia entrar-me um gajo pela varanda.
Aqui a
No outro dia o meu vizinho da frente, do outro lado da rua, um negro de 40/50 anos que está sempre no alpendre e coxeia, talvez devido a algum tiro quando era jovem e pertencia a um gang. Quando estaciono o carro à noite e estou a ir para casa, grita-me do outro lado da rua que tinha deixado a luz acesa, depois de me ter borrado todo constactei que era verdade. Voltei a trás e agradeci.
Passados alguns dias, quando era dia de “street cleaning” a mulher dele estaciona o carro no meu lado da estrada e agradece-me por eu ter chegado o carro um pouco à frente. Confesso que não tinha reparado nela, apenas cheguei o carro à frente para ficar mesmo à porta de casa. Mas não interessa, disse-lhe “não tem que agradecer, não me custou nada”. Convém notar que a senhora tinha aquela voz rouca e falava alto
Para terminar tenho outros vizinhos que passam o fim-de-semana a ouvir hip-hop a altos berros,
terça-feira, novembro 01, 2005
Futebol para leigos
O Belenenses perdeu ontem. É a sexta seguida. Como paralelismo diria que era como se um gajo "falhasse" pela 6a vez seguida. A 1a brocha (como dizem os brasilerios) acontece: cansaço, copos, nervosismo, a 2a começa a ser preocupante, a 3a seguida já requer uma ida ao médico e a 6a?!?!
Sempre que vejo um jogo do Belenenses lembro-me do Secretário nos estágios da selecção: "quero gozá, eu quero gozá".
Como a direcção não anda a dormir e à semelhança do Secretário e por que não dizê-lo de mim quer gozar, trocou de treinador. O antigo chamemos-lhe CC já não "levantava" o moral dos jogadores. Contrataram então outro com uma recente experiência no Norte (onde os homens são homens a sério) o JC e no entanto na altura decisiva...pfffff...
E porque esta travessia no deserto cemça a tornar-se penosa e já nem somos levados em conta para os castings dos filmes porno recomendo viagra aos jogadores...o comprimido é azul e tudo.
P.S: Fui confrontado com a reconfortante noticia que em França ainda existe um clube mais brocha: o Metz (o nome não deixa de ser irónico) aparentemente não metz há 7 jogos. Mas como se costuma dizer: com o mal dos outros...
Il Fenomeno
Disney
Na passada Sexta-feira fui à Disneyland com os meus coelgas de turma, o brilhante grupo era formado pela a armada chinesa, as romenas e o namorado americano de uma delas.
Sou um bocado suspeito porque adoro aquele ambiente, ver os personagens da Disney (não vi o verdadeiro mickey porque a fila demorava mais de uma hora), estar dentro dos cenários, ver as crianças todas felizes, é uma alegria… Mas não pensem que só havia crianças e respectivos pais, vi vários grupos de senhoras de meia-idade que estavam na pandega sem os maridos. Convém também esclarecer que as montanhas-russas não são de cortar a respiração.
No caminho comentava com o chines que queria tirar uma foto com o pato Donald por ser o meu personagem preferido, curiosamente também era o dele, e perguntou-me se eu dormia com o Donald. Pensei, “que gajo mais tarado!!! A perguntar se tenho fantasias sexuais com um personagem Disney?!?!”, portanto respondi-lhe com um “Não!!!”. Apercebendo-se que havia algo de errado com o meu não, disse “muitos amigos meus dormiam”, aí percebi que ele referia-se a dormir com um peluche.
Continuámos a nosso emocionante dia, até que às tantas eu comentei a chatice que era estar tanto tempo à espera para andar em qualquer coisa (as filas são impressionantes, não consegui repetir nenhum) e depois a viagem durar apenas 1 minuto. Ao que o chines replicou ao meu ouvido, para as meninas não conseguirem ouvir, “é um bocado como o sexo.”. Tive ainda um momento um pouco gay quando tive de partilhar um lugar com o chines, mas dada a qualidade das chinesas…
Outra nota, a organização dos americanos. Quando aquilo começou a ficar bastante cheio e parecia uma grande cidade em hora de ponta, apareceram os tipos com uns pirilampos a organizar o tráfego. Em certas ruas só se podia circular num sentido, noutros locais não se podia estar sentado. Enfm, quando estava finalmente a sentir o prazer de andar na rua com outras pessoas, tinha que vir a americanisse.
Vimos os desfile a meio da tarde, o carro que mais gostei era o do “Rei Leão”, tinha um macaco muito divertido que dançava como se estivesse numa discoteca. O dia acabou, com o monumental jogo-de-artifício, acompanhado por um espectáculo de luzes e som, muito bom!!! Os chineses, para meu espanto (pois julgava-os especialistas em fogo-de-artifício), ficaram boquiabertos; eles prontamente me esclareceram que a onda chinesa é mais cagaçal, não há esta harmonia fogo-música.
Claramente uma experiencia para repetir quando algum dos ilustres leitores quiser levar os seus filhos à Disney…
Cerebral
