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segunda-feira, novembro 07, 2005

Rádio

O meu fabuloso carro não tem leitor de cds, por isso já estou um especialista em rádio americana. Neste momento já só ouço duas, uma de hip-hop que ouço quando estou com o midas e outra de pop-rock. Gosto mais da última, apesar da primeira dar um ar muito mais pimp, não sou grande fã de hip-hop, pelo que se torna um pouco secante.

Primeira nota, ambas tem uma play list bastante reduzida, então a de hip-hop não tem mais de 15 músicas, contando com as 5 versões da mesma. A pop-rock consegue ser um pouco mais variada, outro dia até passou Gomo.

Os anúncios além de ridículos são sempre os mesmos. Tem um de uma seguradora automóvel, em que para mostrar que tem os preços mais baixos do mercado fingem uma chamada telefónica entre o apresentador e um cliente que passou a pagar muito menos por ter aderido. Acaba sempre com ele a dizer “não consigo convencer as pessoas que estas chamadas não são a fingir”, se calhar o diálogo ser sempre o mesmo não ajuda. Tem também um em que uma loja de “engagement rings’ telefona à malta que diz “aqui é diferente tratam-nos como pessoas, reconhecem o nosso amor”.

O programa da manhã é normal com vários apresentadores dizendo umas piadas, as noticias, etc…

A jóia da coroa é o programa da noite, “love line”. Um gajo que não sei se é conhecido, atende chamadas do público que de love tem muito pouco. O apresentador é um arrogante que tem mania que é esperto e insulta a malta toda, “és um anormal, não tens capacidade para criar um filho, dá-o para adopção”, “és um agarrado, todos tem essa conversa, se não tens mais nada para dizer, adeus”. Por estas frases já devem ter uma ideia do género de chamadas, putos de 16 anos que engravidaram a namorada; raparigas adolescents que foram violadas na infancia e agora não conseguem ter sexo mas o namorados pressionam-nas; gajos que fizeram o teste de paternidade e descobriram que o filho não era deles. A melhor foi um gajo que lhe dá na heroína a perguntar porque razão não conseguia mexer uma parte da mão, ao que o apresentador cientificamente (parece-me que o gajo também lhe dá, ou pelo menos deu-lhe) responde “isso foi ao injectar que acertaste num nervo”, “ah!! Só isso?! Então, obrigado e boa noite”.
Cerebral

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