Estou cada vez mais integrado no meu bairro. Gosto imenso de morar numa vivenda, há aquela sensação de não estarmos fechados numa gaiola nas alturas, de estarmos em pernante contacto com o meio envolvente. O único senão, é qualquer dia entrar-me um gajo pela varanda.
Aqui a
No outro dia o meu vizinho da frente, do outro lado da rua, um negro de 40/50 anos que está sempre no alpendre e coxeia, talvez devido a algum tiro quando era jovem e pertencia a um gang. Quando estaciono o carro à noite e estou a ir para casa, grita-me do outro lado da rua que tinha deixado a luz acesa, depois de me ter borrado todo constactei que era verdade. Voltei a trás e agradeci.
Passados alguns dias, quando era dia de “street cleaning” a mulher dele estaciona o carro no meu lado da estrada e agradece-me por eu ter chegado o carro um pouco à frente. Confesso que não tinha reparado nela, apenas cheguei o carro à frente para ficar mesmo à porta de casa. Mas não interessa, disse-lhe “não tem que agradecer, não me custou nada”. Convém notar que a senhora tinha aquela voz rouca e falava alto
Para terminar tenho outros vizinhos que passam o fim-de-semana a ouvir hip-hop a altos berros,

Sem comentários:
Enviar um comentário