quarta-feira, maio 31, 2006
Frase do dia
Às vezes estás feliz e ninguém repara no teu sorriso...
... Experimenta dar um peido!
terça-feira, maio 30, 2006
Sem ideias para título
O coreano da business school é maluco por carros, ou simplesmente é maluco e pronto. O meu caro amigo não sabia, nem sabe conduzir, para conseguir a carta de condução teve que ir fazer o exame a uma terra no meio do deserto a caminho de Vegas.
Decido a comprar carro, não queria menos que um Mercedes, BWM ou Infiniti G35. As vozes sensatas dos seus amigos não o dissuadiram, nem o facto de ter raspado um Mercedes no test-drive, proesa que lhe custou 2000 dólares (o preço do meu carro). Há 2 dias mostrou-nos, triunfante, a sua aquisição, um BMW série 5 de 2001, que custou 15000 dólares angariados num empréstimo bancário.
Hoje, levou-me a almoçar a Korea-town na sua boneca. A meio do caminho parámos numa bomba para meter gasolina. Primeiro colocou o carro do lado errado, o que é normal visto ainda não saber onde se encontra o depósito. Portanto, deve que fazer uma manobra para meter o carro de marcha-a-trás, comigo já fora do mesmo a passear pela gasolineira. Quando dou por mim, está o coreano a aproximar-se de um pilar a uma velocidade demasiado elevada, só me saiu “olha aí caralho!!!”, estar com os vidros fechados a curtir o ar-condicionado e o sistema de som, não ajudaram. Descontraído, julgou que tinha sido apenas o espelho retrovisor a bater no pilar, achei que não devia ser eu a fazer o reparo da amolgadela junto à porta. Quando reparou na desgraça, já de barriga cheia “estes cabrões!! Batem-me no carro!! Olha para isto!! Agora como sei quem foi??”. Num estilo socrático tentei conduzi-lo à verdade “como o carro está estacionado parece-me díficil, talvez na bomba…”.
“Oh o meu coração está partido!!”, ainda tentei animá-lo dizendo que era só um carro e a amolgadela não interessa a ninguém. Enfim, acho que para ele é algo mais…
Cerebralsegunda-feira, maio 29, 2006
Questões linguísticas
Chines é tão díficil!! Ando a tentar aprender umas palavras, mas vou desistir, além de me parecerem todas muitos semelhantes, há entoações diferentes que dão significados diferentes às palavras, constante, a subir, em parábola, mais o raio que parta. Estou há uma semana para tentar dizer “chá verde”, sem grandes progressos.
Tudo isto porque no nosso intercambio cultural de palavrões o chines recusou-se a ensinar-nos apenas “palavras feias”. Tenho que passar por este calvário só para aprender a dizer filho da puta em chines, algo que nunca conseguirei pronunciar. O engraçado é que a tradução literal é algo como “quem te criou foi um cão”, estou a imaginar como dirão vai pó caralho, “dirige-te ao local onde brota a vida”.
No entanto tudo isto reforça a ideia de como é dificil para um chines falar ingles. Aqui não há espaço para entoações que podem levar a mal entendidos, a comunicação tem que ser o mais rigorosa possivel. Por exemplo, se nos esquecemos de inverter a ordem do sujeito e do verbo para uma pergunta, mesmo dando uma entoação mais interrogativa que uma loura, algo que faço algumas vezes, respondem “a sério?!? Não me digas pá!!”, “era uma pergunta…”
Ontem um dos indianos veio dormir a minha casa, tudo porque o outro encheu a casa de amigos. Como bom anfitrião, quando o meu amigo se ia deitar perguntei se precisa de alguma coisa, respondeu prontamente “a chick for a blowjob”. Pequena divagação: reparei que na língua inglesa associam ao trabalho o verbo soprar, enquanto nós associamos o verbo chupar. Será apenas retórica? Na próxima, para breve, incursão com o BB à cidade do pecado, talvez possamos esclarecer o assunto. Retorqui que com muita pena minha não poderia satisfazer tal desejo, o melhor substituto que podia arranjar era porno no computador, terminou com a brilhante frase “em porno já tenho um doutoramento, mas no projecto prático estou a zero, those who cannot do, teach…”Cerebral
sexta-feira, maio 26, 2006
Aventura pela culinária chinesa
Já estava para vos contar há algum tempo a minha experiencia num restaurante chines, um verdadeiro chines, não esse fast food que estão habituados (“epá oh cerebral deixa de ser cagão”, “está bem, pronto”). O cicerone foi o chines casado, os aventureiros, eu e o indiano.
Antes de vir o prato principal, fomos ao balcão escolher as entradas, eram quase porco, orelha, pé, lingua, o que voces não conseguem imaginar. No menu principal tinha quase todos os animais e todas as partes dos mesmos, o chines disse-nos desapontado que aqui nos states não serviam cão, nem alguns insectos, respirei fundo. A meu pedido limitámo-nos a porco e peixe, no entanto prometi que da próxima experimentava rã.
Desde que estou aqui caiu outro mito, a comida indiana ser picante. É verdade que para nós, ocidentais pode ser considerada picante, mas comparada com as outras cozinhas asiáticas, pelo menos chinesa e coreana, é doce. É um facto que é bastante condimentada, mas até o indiano vacilou no restaurante chines. Não podem imaginar o quão picante era a comida, a empregada perguntou ao chines se queria mesmo encomendar aquilo para os não nativos, como é óbvio fizemos um ar teso “com quem julga que está a lidar”.
O método para o respasto era o mesmo do coreano, cada um com o seu arroz e chafurdanço da travessa comum. O porco parecia grelhado com uns vegetais e um tempero potente. O peixe era muito bom, umas postas pequenas, mais pequenas que a palma da minha mão, sem espinhas, numa espécie de caldeirada só com o dito cujo e uns vegetais. Gostei muito!!
Confesso que já começo a apreciar um bom picante, nas primeiras garfadas perdemos o paladar, mas depois volta revigorado e apurado. Além disso é toda uma experiencia de todos os sentidos, limpa as vias respiratórias (por isso é importante deixar um guardanapo de papel para a assoadela final), dá comichão na cabeça, faz chorar, no fundo é um concurso de masculinidade. Eu ainda sou o mediterranico que bebe muita água e espirra, mas prometo melhoras!!
Cerebralquinta-feira, maio 25, 2006
Bocage às quintas
“A foda começada ao meio dia
Teve limite pelas seis da tarde:
Veio saltando a nympha de alegria,
E da sordida acção fazendo alarde:
O bom consorte, que risonha a via,
Lhe diz: «Estás córada! O Ceu te guarde;
Bem boa alpistre ao passaro te coube!
Ora dize, menina, a que te soube?»”
quarta-feira, maio 24, 2006
Encerramento do inperfectio
Aquí há uns 3 meses coloquei um texto no blog onde nao fazia referencia ao blog onde o tinha tirado.
A pessoa responsável desse blog, aparentemente numa procura egocêntrica dos seus próprios textos, citou o meu caso no seu blog como plagiador de textos, etc. Referências algo desagradáveis e baixas numa tentativa de exemplificar o continuo plágio de textos nos blogs.
Posteriormente nesse blog colocou um post com esta problemática fazendo uma suposiçao onde uma pessoa publicaria um livro com posts plagiados de outro blog.
Obviamente que apesar do meu erro (de nao citar a fonte), ele foi um cretino e um imbecil moralista porque felizmente nao preciso dos posts dele para ganhar a vida (se nao estava lixado) e o que eu tinha era um blog muito pessoal, onde iam meia duzia de pessoas e nao algo com qualquer tipo de projecçao.
O problema é que este toino, como lhe chamou a Susana, tem um blog com umas 20.000 visitas diárias. E quando dei por mim tinha o blog invadido por dezenas de comentários ofensivos. Estes gajos têm sempre a sua trupe de lambe-cus.
Dado ser um blog pessoal e até agora relativamente reservado e nao querendo ver a minha vida exporta para qualquer besta comentar, fui obrigado a fazer permanent delete do blog.
Foi um bocado como se eu estacionasse mal o carro e aparecesse nos telejornais como severo criminoso.
Custou-me um bocado. Tinha 6 meses de memórias e recordaçoes. De coisas bonitas que passei mas ao mesmo tempo serviu-me de liçao: neste mundo internautico, é impossivel haver privacidade.
A pesar dos pedidos, neste momento nao tenho muita vontade de iniciar um novo blog (ate porque estou cheio de trabalho). Serao avisados de novas por este blog (a minha casa mae afinal).
As Vaselinas World say: um grande bem haja.
PS1: Desculpem a falta do til (este teclado nao tem) e de possiveis erros (isto está com correcçao automática)
PS2: Em principio já tenho casa a partir de 1 de Junho. Será na calle Josep Pla (Avenida Principe de Vergara com a Lopez de Hoyos)
terça-feira, maio 23, 2006
Curiosidade económica
Big Boss
segunda-feira, maio 22, 2006
Exame de condução
Depois do sucedido no post anterior substituí os stops com a ajuda do indiano e marquei o exame de condução.
Sabia que não ia ser fácil, a DMV aqui em Downtown está cheia de examinadoras que tem fama de ser implacáveis. Deve ser por haver aquele preconceito de mulheres e carros e haver malta que deve tentar espalhar charme. De qualquer modo, quando vi que o meu examinador era um mestiço com a cintura das calças no joelhos que pelo andar devia ter uma hérnia discal, fiquei mais descansado. Tive o cuidado de limpar o banco da frente atirando a porcaria para trás, no entanto o gajo olhou à mesma com um ar enojado. Com o ar de rapper cool, mandou-me arrancar e começámos o teste com o gajo meio a dormir. O teste foi a coisa mais fácil que possam imaginar, só andámos por bairros residenciais, não fomos para a auto-estrada ou vias movimentadas, não tive que estacionar, nem fazer inversão de marcha. Durou menos de 10 minutos e quando voltámos à DMV deu-me a folha a dizer que estava aprovado. Saí do carro com ele para ir ao balcão entregar a folha, na qual estava escrito “good job!”.
Quando volto ao carro deparo-me com um facalhão (era demasiado grande para ser um canivete) de Rambo no lugar do morto!! Ainda bem que ele ainda não tinha começado o próximo exame, já me estava a imaginar a entrar com o facalhão pela DMV adentro a dizer “era só para deixar isto…”
CerebralTinha que acontecer
Numa manhã de semana estava procurando lugar para estacionar na zona de Venice Beach, uma zona residencial de vivendas, que como é óbvio áquela hora estava practicamente deserta. A meio de um quarteirão estava parado um carro da policia que calmamente ultrapassei e parei mais adiante no cruzamento, por este ter um sinal de stop e para mim, agora, para num stop é como parar à noite num sinal vermelho. Aproveitei para mostrar, aos agentes da autoridade, os meus dotes de condutor civilizado e defensivo. Uma jovem estava a começar a atravessar a rua na outra ponta da estrada, o que dava mais que tempo para passar, mas decidi esperar.
Depois de finalmente ter feito a curva, reparo, pelo meu retrovisor, que o carro da policia está na minha traseira com as luzes ligadas, ao olhar para os lados e não ver outro veículo, inteligentemente deduzi que seria para mim. Encostei e eles vieram ter comigo.
Educamente pediram-me os documentos, dei tudo o que tinha e eles ficaram a inspeccionar, acho que faltava um, mas eles dizeram que não fazia mal, aí pensei “estes gajos sãos uns porreiros, só me mandaram parar porque não tinham nada para fazer e ainda me vão dar os parabéns pela minha condução defensiva.”.
Levam os documentos para o carros deles e eu fico à espera, “só estam a verificar que não sou um criminoso procurado pelas autoridades”. Voltam com ar sorridente e perguntam-me o apelido, digo apenas Pinho. Olham para mim com ar suspeito, “ah pronto…” e digo o nome completo perante o sorriso deles. Não sei se já vos tinha dito que para os americanos e asiáticos ter mais de dois apelidos é uma coisa do outro mundo.
Com isto tudo já passaram bem mais de 5 minutos, finalmente dizem-me “foi mandado parar porque não tem os stops”, “foda-se!!! Eu a pensar que estava a fazer um grande serviço mostrando-lhes que sei cumprir o stop, quando afinal só estava a mostrar que não tenho luzes”. No entanto foram simpáticos, deram-me um papel e tenho que me apresentar no local específico quando arranjar as luzes, disseram-me também, com o mesmo ar da minha mãe, para tratar da carta que aquela é provisória. Só não lhes expliquei que ainda não tinha carta por causa dos ditos stops.
Cerebralquarta-feira, maio 17, 2006
BBC News
"You know those dreams when you arrive at school and suddenly discover there's a test that you haven't revised for, and then you look down and you're stark naked and everyone's laughing at your unmentionables? Well, then you'll know just how this London Cab Driver felt when he appeared live on BBC NEWS. He was there to pick up Net Expert Guy Kewney, due to be interviewed about the court case between Apple and Apple Corp, when a runner appeared and called out Kewney's name. Thinking the runner meant "who's here to pick up Guy Kewney?" the unsuspecting cabbie put his hand up and was whisked away to the studio, miked up and plopped down in front of the interviewer.
Really, there's nothing more to be said, just check out the poor guy's face when he's introduced - the expressions on his face say it all."
http://www.youtube.com/v/scvOLr0-CiY
Big Boss
domingo, maio 14, 2006
Há gajos broncos
Um iraniano, amigo do meu amigo da mesma nacionalidade (não, isto não é um mito urbano), trabalhava no Ralph’s (cadeia de supermercados famosa na California). E como bom iraniano fica maluco com um rabo de saias, portanto ao ver uma cliente bastante atraente, que ele julgava ter mais de 18, começa a meter conversa com ela. Entusiasmado, faz-lhe o sinal de dois ou vitória, como o leitor preferir, passando a sua lingua entre os dedos (estão a visualizar?). A rapariga desata aos gritos, a mãe e o segurança aparecem prontamente. Resultado, foi despedido por assediar clientes e foi parar à esquadra por assediar menores (a rapariga tinha menos de 16 anos).
CerebralDiferenças culturais
Para os indianos fag é o calão para cigarro. O que os faz dizer com o ar mais cool do mundo “can I bomb a fag?”.
Cerebral
Um dia americano
Tinhamos combinado depois dos exames ir a um parque de diversões só com montanhas-russas tesas. Estava alegremente a saborear o meu almoço quando recebo um telefonema (isto ter telemóvel é o que dá) do alemão perguntando-me se queria nesse dia, porque uma amiga da americana só podia ir nesse dia, “claro que sim!!!”.
Como foi tudo muito em cima da hora acabei por ir só eu, o alemão, a americana e a sua amiga que estava de visita. Que belo dia!!! As montanhas-russas eram espectaculares!!! Havia todos os tipos que podem imaginar, normais, com os carris em cima, clássicas em madeira. O parque tinha mais de 10, nem conseguimos andar em todas. A mais tesa, era uma que tinha uma queda vertical de 250 pés e atingia velocidades de 85 milhas por hora, era enorme!!! Quando vi os carros fiquei decepcionado porque o cinto era só nas pernas, não era daqueles que estão na parte superior, que ficam por cima do peito. O que significava que não podia ter looping, as americanos riram-se e só disseram “vais ver…”. Como estava enganado… A velocidade era tal que sentia a cara deformar-se, houve partes em que nem conseguia gritar e não ter o cinto no peito para agarrar torna a coisa mais assustadora.
A companhia também foi excelente!! Elas eram divertidíssimas, muito descontraídas e sempre a dizer piadas. Acábamos o dia a comer no in-and-out com umas coroas do burger-king, sim porque as miúdas não se contentam com um menu, facto que se reflecte nos rabos.
À noite, fomos jogar bowling. Depois dos primeiros lançamentos falhados apanhei-lhe o jeito, graças à dica do israelita, não atirar a bola, antes simular um avião a aterrar. O contingente alemão, como não podia deixar de ser, jogava com umas bolas pesadíssimas atiradas com uma força assustadora. Já eu e o israelita, tinhamos um estilo mais próximo das americanas, mas mais eficaz que a força bruta alemã.
Os americanos, são um povo que se diverte como crianças, o que um europeu acha parolo, europeu típico, porque eu adoro! Pequena nota, como era um dia de semana o parque estava cheio de teenagers, pitas que ficam envergonhadas quando reparam que está tudo a olhar para elas por falarem aos berros e putos que tentam ser tesos com t-shirts “I don’t care what my parents say!”.Cerebral
sexta-feira, maio 12, 2006
Telemóvel
Não consegui evitar mais!! A principal razão foi terem acabo as aulas e portanto deixou de haver um ponto de encontro natural com a malta. Não cedi facilmente, ainda tive umas discussões com o israelita, nas quais fui apelidado de homem das cavernas a forreta, e sinceramente, ser chamado forreta por um judeu! Pequena nota, adoro discutir com o israelita, é o único que grita e diz o que lhe está na alma, sinto que é a única pessoa com quem posso dizer o que me apetece, com os asiáticos tenho sempre a impressão que ficam magoados com o que digo ou como digo, mas enfim, acho que começam a perceber que não é por mal.
O aparelho é do israelita, tinha a mais para as visitas, se depois das férias quiser continuar na era da tecnologia, entro para o “family plan” que ele tem com a mulher, sou o terceiro telemóvel, o do puto.
CerebralFinalmente
Esta época de exames foi especialmente cansativa, tres exames numa semana deram cabo de mim!! Durante esta temporada a casa e eu andámos mais porcos que o habitual, frigorífico vazio, mais o que queiram imaginar, no entanto sempre houve um ou outro momento mais divertido. Fiquei a saber que o israelita, homem casado, ve porno com a mulher e tem uma certa atracção pela romena. O chines porreiro, também casado, contou-nos uma das suas declarações à mulher “não és a mulher mais bonita que eu já tive, mas somos muito compativeis!”. Aí tive que dizer “epá essa merda não se diz!!”, e expliquei que sendo eu dos gajos mais broncos nesses assuntos se acho que é demais, de certeza que é algo que não se deve dizer. Enfim, se calhar na China são mais pragmáticos…
Mas não se deixem enganar, andei mesmo cansado a saturado, desta vez custou mais a obter a benção.
Cerebralquinta-feira, maio 11, 2006
Já lá vão quase 8 meses....
O que é certo é que em menos de 30 minutos estavam todos lá. Pareciam mais de mil, todos e todas iguais, mas cada um com sua história que algures no tempo se cruzou com a minha. Quando dou por mim, já estou em cima de um palco com o micrifone na mão para queimar tempo porque algo não funcionava com o equipamento do som, e foi quando finalmente o nervosismo desapareceu ao ver-vos todos juntos e senti-me feliz, porque esse dia, que significava muito para mim, foi passado ao vosso lado.
vaselinas
domingo, maio 07, 2006
Look who's back
vaselinas
quarta-feira, maio 03, 2006
Horários
Não sei se é um problema meu, ou se é inerente a qualquer estudante de doutoramento que vive sozinho? Os meus horários, ou melhor a sua ausencia, são um descalabro. Para terem uma noção durante uma semana: a hora de acordar pode ir das 6.30 até ao meio-dia, deitar desde 10.30 até 3 da manhã. A hora de almoço começa às 11.30 e vai até às 5 da tarde, esta distinção foi a mais complicada e também sujeita a mais críticas pois a hora de jantar vai das 6.30 à meia-noite. Aqui o leitor mais atento poderá perguntar “então e se comeres entre as 5 e as 6.30?”. Tem toda a razão, não sei como classificar.
Então agora que estou sem aulas… É verdade, já acabei as aulas, tenho exames finais amanhã, Segunda e Terça. Depois tenho um mes de estudo para os cores, são dois exames que decidem a minha permanencia por estas terras, o ano passado só um foi recambiado, mas há sempre um certo stress. A ver vamos, um dia de cada vez…
Para o BB
Quando mudou a hora os dias ficaram mais longos (que belo começo, prometo que isto vai melhorar), o que permite umas surfadas ao fim do dia depois das aulas. Compartilho convosco que são as minhas preferidas!! Quem diz que surf é de manhã, é porque nunca foi depois de um dia cansativo de trabalho apanhar umas ondas ao final da tarde, onde o climax é o por-do-sol dentro de água. Priceless!!
Mas não é sobre isso que vos quero falar. Saido a água, ao caminhar para o carro, vejo uma milf na praia com fato de executiva, achei estranho. Chegado ao carro, vejo mais milfs em fato de executiva, chegarem. Seria alguma reunião? Não meus caros! Estavam todas a ver o por-do-sol, com aquela ar “sou uma mulher independente e de sucesso, que aprecia as coisas belas e simples da vida, como o por-do-sol” ou então podiam estar à espera do seu principe encantado que apareceria caminhando sobre as águas.
Só me lembrei no meu amigo BB, aquilo era o seu playground. Eu vejo-o como um super-heroí, que durante o dia tem o seu trabalho chato, mas à noite!!! Veste o seu fato e super-heroí e anda por aí, nessa árdua tarefa, de satisfazer mulheres desesperadas. Aquele por-do-sol era o momento da metamorfose do nosso super-heroí…
Cerebral

