Depois do sucedido no post anterior substituí os stops com a ajuda do indiano e marquei o exame de condução.
Sabia que não ia ser fácil, a DMV aqui em Downtown está cheia de examinadoras que tem fama de ser implacáveis. Deve ser por haver aquele preconceito de mulheres e carros e haver malta que deve tentar espalhar charme. De qualquer modo, quando vi que o meu examinador era um mestiço com a cintura das calças no joelhos que pelo andar devia ter uma hérnia discal, fiquei mais descansado. Tive o cuidado de limpar o banco da frente atirando a porcaria para trás, no entanto o gajo olhou à mesma com um ar enojado. Com o ar de rapper cool, mandou-me arrancar e começámos o teste com o gajo meio a dormir. O teste foi a coisa mais fácil que possam imaginar, só andámos por bairros residenciais, não fomos para a auto-estrada ou vias movimentadas, não tive que estacionar, nem fazer inversão de marcha. Durou menos de 10 minutos e quando voltámos à DMV deu-me a folha a dizer que estava aprovado. Saí do carro com ele para ir ao balcão entregar a folha, na qual estava escrito “good job!”.
Quando volto ao carro deparo-me com um facalhão (era demasiado grande para ser um canivete) de Rambo no lugar do morto!! Ainda bem que ele ainda não tinha começado o próximo exame, já me estava a imaginar a entrar com o facalhão pela DMV adentro a dizer “era só para deixar isto…”
Cerebral
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