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terça-feira, janeiro 31, 2006

Premonições

Estava a ler os primeiros posts deste blog e vejam o que eu escrevi a 27 de Julho do longiquo ano de 2003.

"Daqui a alguns anos, já com a barriguinha proeminente do sucesso, ou como alguns lhe chamam: calo sexual vamos concerteza continuar a partilhar esta união. Uns estarão casados (até se aposta que um deles não dura dois anos e que usará um belo farfalho à semelhança do pai e pelo que sei do irmão) mas os tesos representarão sempre mais do que um clube de futebol, serão uma espécie de irmandade, irmãos de pais diferentes"

É que foram mesmo dois anos...Impressionante

Il Fenomeno

Jantarada

Outro dia o midas confessou-me que está encarregue, pela sua amiga mexicana, de arranjar um namorado para a room mate americana dela. Levando a sério tão nobre tarefa decide organizar um jantar para o qual me convida. Sabendo do propósito do dito, começo a mandar vir com o pobre coitado do “middle-man”. Rapidamente acalmou os animos dizendo que ia convidar também um colega americano, aqui entre nós acho que não foi só para me acalmar os animos foi também para salvaguardar um bom jantar. Nota: quando perguntei se a room mate era gira, recebi a bela resposta “para estudante phd não é má”.

Quando chego ao condominio fechado em Westwood com uma garrafa de vinho, minha nossa senhora!!! Que valente aborto!!! Era gorda e feia!! Não fiquem a pensar mal do midas, houve um imprevisto de última hora e aquela não era a room mate. Quero já referir, antes que me esqueça, que o jantar estava delicioso, uma lasanha vegetaria fenomenal!

Durante o jantar surge o tema de uma rapariga em ucla que estava a fazer uma tese sobre pornografia feminina, mais concretamente a pergunta a que tenta responder é “o que excita as mulheres?”. Nisto o americano, convém referir que era um tipo com bom aspecto, começa a perguntar o quais as fantasias delas. Com o ar mais interessado do mundo tenta perceber quais as fantasias do camafeu. É preciso conhecer os americanos para entender que ele não tinha o minimo interesse nela, no entanto mostrava o mesmo interesse como quem estivesse a falar com a Paris Hilton (foi o primeiro nome que me veio à cabeça). Acho que é um misto de boa educação com porreirismo. Quando ela diz que a fantasia dela é na praia com um surfista, tremi (pouco antes tinha dito que tinha surfado de manhã). Não foi motivo de grande preocupação, o americano tratou de voltar as atenções para ele.

O problema, é que depois do jantar e de umas quantas garrafas de vinho, o camafeu achou que tanta pergunta só podia ser de alguem com intenções de satisfazer tais fantasias. Resultado não largava o americano e o tipo estava completamente à rasca. Gritava por ajuda ao midas, enquanto este se escondia no quarto a rir, tentava meter conversa comigo, juntou-se a mim e ao midas enquanto viamos videos do ibrahimovic, enfim, tudo o que estava ao seu alcance.

O melhor foi a despedida, anunciei que me ia retirar e o americano imediatamente disse que ia comigo, o camafeu não ficou para trás, o ataque final seria a sós no caminho. Mas o prevenido americano, para infelicidade não disfarçada do camafeu, caminhou para o lado onde eu tinha o carro. No final fiz a minha boa acção oferecendo boleia, prontamente aceite pelo americano, porque no fundo ele era um tipo porreiro que apenas tinha tentado ser simpático.

Entretanto, depois do jantar a verdadeira room mate apareceu com um americano de origem asiática. Não me perguntem se era gira, depois do choque da gorda os meus padrões ficaram totalmente distorcidos. O amigo dela era a versão americana de um intelectual de esquerda apaneleirado. Disse pérolas como “o porno para as mulheres é mais sentimentos, conversas, carícias, etc…” aí tive que lhe explicar que isso não era porno; outra, o camafeu era de algures no minnesota e estava a mostrar o sotaque típico da região, ao que o intelectual sai-se “uau, não fazia ideia que falavam mesmo assim! Pensava que era só nos desenhos animados para parecer ridículo.”

Diverti-me à grande! Parabéns ao midas pela organização.
Cerebral

domingo, janeiro 29, 2006

Que é isto?!

Um fim-de-semana de anormalidades: o BENFICA perdeu com sporting, está a nevar em Lisboa... só falta mesmo o Cerebral estar com uma miúda sem pensar na Tatcher!
Big Boss

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Los Angelinos,

por cá as coisas continuam a evoluir! Devagar, mas a evoluir... Para vós, tesos distantes que porventura não tenham acesso às campanhas publicitárias que por cá se passam, venho por exemplo informá-los que o Figo já não é a "cara" da GalpEnergia! Agora puseram uma tal de Katrin. Ei-la:



Se quiserem ver algo mais... podem também ver aqui!

Cerebral, pára de pensar na Tatcher!!!

Big Boss

Nova room mate

Andava na pressa da manhã, quarto casa-de-banho, casa-de-banho cozinha, cozinha quarto, e outras possiveis combinações, e o meu room mate olhava para mim à porta do seu quarto. Às tantas penso “espera lá, se calhar ele quer dizer-te alguma coisa” e não é que queria. “Vou-me mudar para baixo”, não percebi, ele aos solavancos lá me explicou que ia para o andar de baixo. Mais confuso fiquei, por fim lá me conseguiu esclarecer que tinha acabado o mestrado, ia voltar para o seu país no final do mes, até lá ia para o andar de baixo porque vinha uma pessoa nova para o seu quarto. Pareceu-me ter ouvido um “she”, dada a qualidade do seu ingles decidi ignorar tal informação.

Ao regressar de Vegas tinha uma room mate nova, de facto era uma “she”, uma alemã que está num projecto de 3 meses na usc. Para os mais crédulos, que ao lerem estas primeiras linhas “é desta!”, engaram-se, como na maioria das vezes. A alemã mais parece um homem, veste-se como tal, tem o cabelo como tal, enfim, deve ser lésbica.

Contudo estou extremamente contente com a troca, em 2 dias falei mais com ela do que em 4 meses com o taiwanese. Depois há todas as regalias de viver com uma mulher, sem ter que a aturar, para os menos entendidos aqui ficam alguns pontos. A casa-de-banho está sempre impecável, o lava-loiças idem aspas; se faço uma sandes e “por acaso” deixo a faca suja no lava-loiças no dia seguinte, “por acaso” está limpa, o mesmo se passa com a taça dos cereais. Ainda não tive coragem de me “esquecer” da loiça do jantar.

Por falar em jantar, pela primeira vez presenciei a admiração por um homem a cozinhar. Estava eu todo contente a atirar merdas para a frigideira, de repente olho para trás e vejo uma alemã com um ar entrenecido “ah cheira tão bem!”, pensei “se calhar devo-lhe oferecer um bocado, mas também não está nada de especial, deixa-a pensar que isto é melhor que na realidade, além disso ainda não está pronto, depois logo se ve”, basicamente adiei a decisão. Depois fui para o quarto ver o “trio d’ataque” quando dei por mim já não havia nada.

Mas estes não são os únicos dilemas, ela está farta de me falar em praia, como gosta de praia, como gostava de ir mais vezes à praia em LA. Enquanto pondero se a convido numa das minhas surfadas, certifico-me que ela não anda nos corredores antes de sair com a prancha debaixo do braço.

Cerebral

Medos

Outro dia, surfei num local novo, “Topanga point”. “O que tem de especial?” perguntam voces. Nada, excepto o fundo em calhau! Sempre tive uma fobia relativamente a este tipo de fundos, bem sei que quando caio quase nunca toco no fundo, aliás quando o fundo é de areia nem penso nisso, mas quando sei que há calhau por baixo… Só penso em ficar desfigurado ou paraplégico.

Como as ondas neste tipo de fundos são normalmente mais certinhas, porque ao contrário da areia a ondulação não altera tanto o fundo, mantendo por isso a forma das ondas. A entrada não foi a melhor, por não estar habituado a caminhar sobre pedras tinha um andar no mínimo “diferente”, para ajudar à festa a rebentação estava forte (daquela que já obriga a um mergulho) quando ainda tinha água pouco acima dos joelhos, estava a ver que nunca mais chegava ao outside.

Mas cheguei! Confesso que nas primeiras ondas o panico apoderou-se e fiquei completamente preso, nem me tentei por de pé. Orgulhosamente afirmo que ultrapassei o meu medo!! Saltava para cima da menina como se estivesse na costa da caparica, sem desprimor por essa bela praia! Já estou a imaginar o pensamento dos poucos leitores “who cares?!”, provavelmente ninguem, apenas me apeteceu compartilhar convosco um medo ultrapassado. Sabe tão bem!

Há uma coisa engraçada naquela praia!! Há casas mesmo junto ao mar, com a maré cheia as ondas batem no muro! Dois gajos estavam literalmente a surfar no quintal, acabam a sua sessão e simplesmente saltam o muro, deixam a prancha à porta e vão para dentro. Quando for grande quero viver numa casa assim!!

Cerebral

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Castigos

Outro dia num programa de rádio discutia-se castigos originais dados por juízes. Pelo que percebi há uma certa liberdade na pena a ser atribuída. Ficam aqui os dois que achei mais divertidos.

O primeiro, era sobre um indíviduo que invadiu o campo durante um jogo de futebol americano. Castigo: passar o fim-de-semana do super-bowl preso numa cela sem televisão nem rádio. Como é óbvio sem direito a caução.

O segundo, era sobre um tipo que tinha chamado porco a um policia. Resultado, teve que ficar numa praça bastante movimentada com um porco e uma placa ao peito a dizer “this is not a policeman”. Confesso que não acho que este seja um grande castigo, porque no fundo o tipo continua a gozar com a policia, mas enfim…

Cerebral

Tasca Indiana

Os meus 3 colegas indianos decidiram levar-me juntamente com eles e o coreano a um local onde se come a verdadeira comida indiana, tal e qual como na India. A dita tasca, era pequena, com um balcão cheio de doçes, atrás do qual estava a cozinha. As mesas eram de madeira, ao melhor estilo de cantina do secundário, com as cadeira acopoladas.

A refeição decorreu do seguinte modo, cada um tinha um prato com um pão, este era achatado e ocupava o prato todo. Depois havia umas taças na mesa com comida diversa, que eram para a comunidade. Não havia talheres, portanto, cada um cortava um bocado do pão com a mão e bezuntava numa das taças. Completo ajavardanço!!!

No entanto houve um ligeiro problema, é suposto comermos só com a mão direita (a esquerda é para limpar o cu), mas o jeitoso do vosso amigo não se desenrascava só como uma mão. Os indianos começam a reclamar comigo e dizem, dando o coreano como exemplo, que a falta de prática não é desculpa. Para me tentar safar vou à raiz do problema, a limpeza do cu, defendo que, visto eu usar papel higiénico a regra não deveria ser aplicada. Eles não concordam. Em desespero de causa digo “mas porra! Eu uso a mão direita para a limpeza!”, pior a emenda que o soneto “ah porco!! E cumprimentas-nos com a mão direita!!”.

Depois de uma rápida discussão entre eles sobre o espirito da lei, acabei a comer com mão esquerda. Mas posso dizer que foi um belo repasto e os doçes eram fenomenais.

Cerebral

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Vi hoje no jornal do Metro que a localização de Alfornelos fez uma manifestação e entregou uma carta ao Sócrates refilando contra o traçado do troço da CRIL Buraca-Pontinha que não contempla a bela localidade de Alfornelos e a sua Azinhaga dos Besouros.
Como é Big Boss também estavas lá de placardzinho em punho?

Il Fenomeno

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Las Vegas (mulheres)

Pelas descrições anteriores da “cidade do pecado” os leitores poderão pensar que se trata de um local dominado por americanos feios e porcos e os únicos representantes do sexo oposto são as empregadas de mesas e as strippers. Não podiam estar mais enganados, as americanas também vão a Vegas divertir-se!! Ao melhor estilo “girls gone wild”!!

Vi vários carros cheios de miúdas a gritar “hi guys!!”, a melhor foi quando o outro tuga se pos a olhar para um desses carros e elas começaram aos gritos, o nosso amigo, não preparado para aquilo, não conseguiu dizer nada. Resultado, ouviu um “se estás a olhar pelo menos diz olá!’.

Depois desta introdução, sexta à noite decidimos ir a uma discoteca. Como é óbivio o vosso amigo e o coreano foram de ténis e t-shirt, já o alemão e o tuga estavam artilhados, sapatinho e camisa. Aqui foi a minha primeira desilusão relativamente aos americanos, sempre pensei que se estivessem a cagar para a roupa mas não foi bem assim, não nos deixaram entrar na discoteca da moda por causa da roupa.

Não desanimámos, e lá encontramos uma mais pequena onde não nos chatearam. Primeiro ficámos pelo bar a beber um copo, até que o alemão sugeriu ir para a pista. Fui um pouco relutante porque sempre achei que só gajos a dançar dava um ar apaneleirado. Como estava enganado! Nota: apartir de agora, o leitor mais habituado às interacções na pista de dança, deverá dar um certo desconto.

Nem tinham passado dois minutos e uma loura começa a dançar com o alemão, pensei “bem o nosso klinsmann é uma máquina, estou a ver que vou passar o resto da noite a conversar com o coreano e o tuga, já não o vamos ver mais”. Meus amigos, nem imaginava o que estava para vir…

Quando dou por mim, a loura tinha trazido uma série de amigas para dançar com a malta. E uma americana a dançar!!! Agarram-nos, apalpam-nos, roçam-se o mais possivel, lançam olhares libidinosos, tudo o que possam imaginar. De repente estou ensanduichado entre duas americanas que mais parecem duas dançarinas do ventre, o coreano a agarrar uma tipo king kong e a gritar para eu fazer o mesmo. Não estava preparado para aquilo, só pensava na madre teresa para ver se não acabava a dançar que nem um pinguim.

Elas saiem da pista, mas eu e o tuga continuamos mais um pouco. Enquanto respirava fundo e tentava perceber o que se tinha passado, sou novamente atacado por uma, desta vez com ar latino, um valente top e uma mini-saia. Quando ela roça a peida só olho para o tecto a ver se a thatcher me salvava. No meio da minha desorientação o cabrão do tuga puxou-a para ele e pronto assim acabou a nossa noite.

Para os leitores que por esta altura questionam a minha masculidade, apenas digo que o resto da malta também só dançou. O mais importante foi termo-nos divertido à grande!!
Cerebral

terça-feira, janeiro 17, 2006

Ah Santana!

"Não declarei, nem declaro, qualquer apoio a Cavaco Silva. Mas também não o ataquei, nem ataco. Aliás Cavaco Silva será o primeiro a compreender que se tenha esta posição porque também não declarou qualquer apoio em Fevereiro de 2005."
Pedro Santana Lopes, "Diário de Notícias", 17-01-2006


Por esta é que a esquerda política não esperava! Deverão estar arruinados!
Mas que jogada de mestre da direita! Depois de as sondagens dos últimos dias referirem que as intenções de voto em Cavaco Silva estavam em queda, eis que a direita se lembra: "Soltem o Santana"

Big Boss

Desculpa imbatível...

Qual avaria no metro, qual acidente de viação logo pela manhã. O episódio matinal de hoje é incrível, inacreditável… bom, talvez só ultrapassável por uma hipotética vitória do José Henriques nas presidenciais do próximo dia 22 (acabei de inventar um candidato! Mas é que se tivesse dito mário soares este meu episódio matinal corria o sério risco de o considerarem totalmente banal).
Como primeiro dia de trabalho da semana opto por prolongá-lo por mais uns minutos (entenda-se, “deixa-me cá dormir mais uns minutinhos”). Azar dos azares, em vez do sagrado "snooze" opto pelo fatal "stop"... fácil de perceber que os minutinhos se transformam em minutos à séria (até aqui nada que não aconteça a todos – apesar de a uns mais que a outros). Ainda não tendo aprendido a lição, opto por prolongar o fim-de-semana e não me meter nos transportes públicos (entenda-se Metro! Bus não é meio de transporte... pelo menos não o é nesta cidade), optando por uma viagem sossegada e descansada (essencialmente, sentada) no meu carro. Saio eu da minha "aroeira", qual oásis na periferia de Lisboa, quando, numa estrada que habitualmente tem o mesmo fluxo de trânsito que uma eventual auto-estrada à noite entre Mértola e Serpa (no entanto, de fazer inveja ao futuro TGV Portugal – ainda me hão-de explicar para que serve um TGV que pára 10 vezes entre Lisboa e Porto!)...

[Alguma coisa parece não estar bem… o estudo de tráfego entre Lisboa e madrid que serviu de base ao projecto de implementação do TGV serviu igualmente para projectar o futuro aeoroporto da OTA… parece-me que algum deles vai andar vazio! Ah, para não referir que os fluxos diários de comboio, avião e carro entre Lisboa e Madrid não são suficientes para encher um TGV... mas nós por via das dúvidas ainda construímos mais um aeroporto! Para enfeitar este desenlace estudos como aqueles que prevêem tráfego para o TGV e para a OTA são idênticos àqueles que previram que Castanheira do Ribatejo seria uma das grandes interligações ferroviárias em Portugal, e que levou as autoridades locais a construir uma estação ferroviária com 5 elevadores e 8 escadas rolantes! É claro que hoje passam pela estação cerca de 300 pessoas/dia…]

eis que essa estrada (cerca de 500 metros) mais parece a Ponte 25 de Abril num solarengo e calorento dia 10 de Junho (nestes dias o início da ponte situa-se algures entre a 2ª circular e o Jardim Zoológico)! São 9h05 e os carros não mexem! Penso: acidente na certa! Estou tramado (o mesmo que: “fodasse, que caralho!”). Mas não! Agora expliquem-me quem é que é o filha-da-puta que se lembra de em plena hora-de-ponta agarrar em alguns homens e algumas máquinas e começar a substituir o alcatrão da estrada!!! É isso mesmo! Estavam a retirar o alcatrão e a colocar um novo! Não justifiquei o meu atraso, mas se o tivesse de fazer preferia dizer que o metro tinha descarrilado, a ver eleita a substituição do alcatrão a “desculpa do ano”!

Big Boss

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Las Vegas (o jogo)

A cidade está construida para o jogo. Na America normal a comida e bebida são caras, em Vegas a comida é barata e a bebida à borla para quem joga, servidas por simpáticas empregadas em mini-saia e altos decotes, um dos meus companheiros de mesa até gritou “ei gina! Take that top off!”. Nos casinos não há luz natural, para a malta perder a noção do tempo e juntamente com os copos estoirar meses de trabalho.

O vosso amigo só perdeu dinheiro, mentes invejosas dizem “sorte ao jogo, azar ao amor”, esquecem-se que a relação não funciona em sentido inverso, mas isso são outras contas… Comecei com a roleta, o jogo cheio de misticismo. Em cima de cada roleta está um pequeno placard electrónico com os últimos 20 números, para os cromos poderem fazer todo o tipo de especulações “nas próximas 7 jogadas um deste números vai sair” depois dizem metade dos números possiveis, “ves!! Não te disse?!”. O meu espírito cientifico teimava que todos os números tinham igual probabilidade de sair portanto não valia a pena olhar para o placard. Resultado, não ganhei o respeito dos companheiros e perdi num instante. Resumindo, fiquei desiludido com a roleta, é muito rápido, nem deu para uma bebida, e como jogamos sentados não há a emoção de ver a roleta girar e a bola cair numa casa.

Aprendi a jogar blackjack, e isso sim, é divertido!! Perdi apenas 10 dólares mas deu para jogar durante duas horas e várias Heinekens. Durante a tarde aprendemos a jogar com o alemão, às 4.30 da manhã quando voltámos da noite, fomos para o casino do nosso hotel por os conhecimentos em prática. O casino do nosso hotel tem aquele ar soturno com muita madeira. Estavam mais dois americanos a jogar, um preto e um latino. Como no blackjack os jogadores não competem entre si, o objectivo é ganhar ao dealer, rapidamente começaram a dar-nos dicas. Verdadeira pandega!! Quando a malta toda ganhava, gritávamos, abraçávamo-nos. O auge foi numa jogada em que o latino tinha mais de 100 dólares em jogo, e pediu-me para eu dobrar a minha aposta (assim só podia pedir mais uma carta), não percebi porque ele queria tal coisa, mas disse “claro que sim! Não é por 5 dólares!”.

Como dealer não joga com o dinheiro dele e todas as jogadas estão determinadas pelas regras, também nos começou a ajudar, “ouçam-me que já ando nisto há 30 anos”, se não faziamos o que ele dizia “é bem feito! Vais aprender da maneira mais dificil, com o teu dinheiro!”. Outra engraçada, quando os jogadores tem boa mão, mas o dealer tem uma fenomenal, pede desculpa à malta, como quem diz “eu quero dar-vos dinheiro, mas não posso fazer nada contra as cartas”. A noite acabou às 6.30 da manhã com o latino a contar-nos que tinha ganho 700 dólares e que ia meter os miúdos na casa de banho para mandar uma na mulher, e o teso do dealer responde com um sorriso nostálgico “been there, done that”.

Escreverei mais sobre Las Vegas, mas agora estou com sono.
Cerebral


Las Vegas (apreciação geral)

O vosso amigo esteve dois dias em Las Vegas com o pessoal da business school, mais precisamente um portugues, um alemão e um coreano. Que cidade!!Diz-se “what happens in Vegas stays in Vegas”, agora acrescenta-se “e no blog cftesos”.

Para quem não sabe o jogo é proíbido na california, então os americanos com olho para o negócio decidiram criar uma cidade para o jogo o mais próximo possível da California, calhou ser no meio do deserto. Por isso temos o cenário, no mínimo estranho de percorrer km’s sem ver nada à volta e de repente é um orgasmo de luz e cores, se não era epilético passei a se-lo.

Contrastando com a California, aquilo é a cidade do debroche, perdão deboche. Aqui tudo fecha às duas, tres da manhã, lá está tudo aberto 24 horas; cá não se pode beber na rua, lá é em todo o lado; cá não se pode fumar em locais fechado, lá pode-se fumar onde se quiser. O local sem lei no meio do deserto.

Las Vegas é a Disney dos adultos, bebida, jogo e mulheres com fartura. A rua principal (que vemos nos filmes) é onde estão os principais hoteis com respectivos casinos, notar que até as bombas de gasolina tem casinos, que tentam recriar locais mundialmente conhecidos, paris, ny, roma antiga, egipto, etc… Pode-se considerar piroso, mas é muito divertido! O climax foi o espectáculo da água num lago em frente do Bellagio (o hotel mais luxuoso), quase me senti um brad pitt no “ocean’s eleven”, o resto estava a 500 dólares e um telefonema de distancia.

Já que se fala nisso… Nunca vi tanto anúncio a casas de strip e putas na minha vida. Carros com anúncios em atrelados, mexicanos a distribuir cartões nas ruas, tudo o que possam imaginar! Convém esclarecer que nenhum de nós recorreu a tais serviços. As despedidas de solteiro em Vegas não são mito.

Cerebral

quinta-feira, janeiro 12, 2006

O meu novo amor!

Comprei uma tábua nova!!! Linda!! É uma 6’6, o tipo da loja diz que não é uma pura performance board, é uma hibrida por ser ligeiramente mais larga o que facilita a remada. Pela primeira experiencia cheira-me que vou ter um longo periodo de habituação, aquela merda é instável como tudo. Enfim, vai ser daquelas em que se tem que perder muito tempo nos preliminares…

Enquanto lhe punha wax pela primeira vez aparece uma gaja e um gajo que tinham o carro ao lado do meu, e ela diz “uau!! É nova?!?!”, respondo com sorriso nos lábios, a olhar para ela (tábua) “sim!!”, ela termina com “oh, so you are waxing it for the first time, so exciting!!”

Cerebral

quarta-feira, janeiro 11, 2006

A despedida

Não poderia recomeçar as descrições das aventuras em LA sem referir as férias em Lisboa. Adorei-as!!! Consegui viver tudo o que Il Fenomeno descreveu num post de despedida.

Quase todos os leitores sabem que tenho dois grandes grupos de amigos, que raramente estão juntos, o pessoal da faculdades e os “outros”. Pela primeira vez juntaram-se na minha festa de despedida, e aí tive a consciencia da sorte que tenho. Conseguir ter amigos tão diferentes!

Ajudado pelo Il Fenomeno, ficam aqui os momentos mais emblemáticos.

Naqueles momentos iniciais enquanto se espera pela comida e chegam as primeiras bebidas o pessoal da faculdade falava do que tinha feito, os projectos em que estavam metidos; do outro lado da mesa indagava-se se a bebida era à descrição “malta é cerveja e sangria à descrição”, ainda tentei dizer que apesar de ser à descrição não era preciso sair do restaurante a cair para o lado.

Enquanto uns falavam da nova casa e respectiva mobilia, outros discutiam o penteado paneleiro de um gajo. Quando entra o grupo com a concertina a tocar “cheira bem, cheira à lisboa”, o pessoal da faculdade continua a comer serenamente, enquanto os outros batem palmas gritando o refrão. Acaba o jantar com o pessoal a fazer aviões de papel com a toalha, Il Fenomeno ainda me diz “epá! Fazia isto quando tinha 10 anos!”.

Quando ao final olho para a mesa vazia e vejo um lado com a toalha de papel intacta com poucas manchas, do outro lado vejo restos de papel, o pano completamente cagado e pontas de cigarro espalhadas na mesa, senti-me uma pessoal realizada… (o meu momento vaselinas)

Cerebral

segunda-feira, janeiro 09, 2006

I'm back (again)...

e com nova música!!! Check it out! Muito bom...
Big Boss com co-autoria de Vaselinas

domingo, janeiro 08, 2006

I'm back!

Lisboa - Londres - Tallin - Helsínquia - Tallin - Londres.... e Lisboa!
Agora vou dormir... acordem-me dentro de 3 dias!!!
Big Boss