Qual avaria no metro, qual acidente de viação logo pela manhã. O episódio matinal de hoje é incrível, inacreditável… bom, talvez só ultrapassável por uma hipotética vitória do José Henriques nas presidenciais do próximo dia 22 (acabei de inventar um candidato! Mas é que se tivesse dito mário soares este meu episódio matinal corria o sério risco de o considerarem totalmente banal).
Como primeiro dia de trabalho da semana opto por prolongá-lo por mais uns minutos (entenda-se, “deixa-me cá dormir mais uns minutinhos”). Azar dos azares, em vez do sagrado "snooze" opto pelo fatal "stop"... fácil de perceber que os minutinhos se transformam em minutos à séria (até aqui nada que não aconteça a todos – apesar de a uns mais que a outros). Ainda não tendo aprendido a lição, opto por prolongar o fim-de-semana e não me meter nos transportes públicos (entenda-se Metro! Bus não é meio de transporte... pelo menos não o é nesta cidade), optando por uma viagem sossegada e descansada (essencialmente, sentada) no meu carro. Saio eu da minha "aroeira", qual oásis na periferia de Lisboa, quando, numa estrada que habitualmente tem o mesmo fluxo de trânsito que uma eventual auto-estrada à noite entre Mértola e Serpa (no entanto, de fazer inveja ao futuro TGV Portugal – ainda me hão-de explicar para que serve um TGV que pára 10 vezes entre Lisboa e Porto!)...
[Alguma coisa parece não estar bem… o estudo de tráfego entre Lisboa e madrid que serviu de base ao projecto de implementação do TGV serviu igualmente para projectar o futuro aeoroporto da OTA… parece-me que algum deles vai andar vazio! Ah, para não referir que os fluxos diários de comboio, avião e carro entre Lisboa e Madrid não são suficientes para encher um TGV... mas nós por via das dúvidas ainda construímos mais um aeroporto! Para enfeitar este desenlace estudos como aqueles que prevêem tráfego para o TGV e para a OTA são idênticos àqueles que previram que Castanheira do Ribatejo seria uma das grandes interligações ferroviárias em Portugal, e que levou as autoridades locais a construir uma estação ferroviária com 5 elevadores e 8 escadas rolantes! É claro que hoje passam pela estação cerca de 300 pessoas/dia…]
eis que essa estrada (cerca de 500 metros) mais parece a Ponte 25 de Abril num solarengo e calorento dia 10 de Junho (nestes dias o início da ponte situa-se algures entre a 2ª circular e o Jardim Zoológico)! São 9h05 e os carros não mexem! Penso: acidente na certa! Estou tramado (o mesmo que: “fodasse, que caralho!”). Mas não! Agora expliquem-me quem é que é o filha-da-puta que se lembra de em plena hora-de-ponta agarrar em alguns homens e algumas máquinas e começar a substituir o alcatrão da estrada!!! É isso mesmo! Estavam a retirar o alcatrão e a colocar um novo! Não justifiquei o meu atraso, mas se o tivesse de fazer preferia dizer que o metro tinha descarrilado, a ver eleita a substituição do alcatrão a “desculpa do ano”!
Big Boss

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