Pelas descrições anteriores da “cidade do pecado” os leitores poderão pensar que se trata de um local dominado por americanos feios e porcos e os únicos representantes do sexo oposto são as empregadas de mesas e as strippers. Não podiam estar mais enganados, as americanas também vão a Vegas divertir-se!! Ao melhor estilo “girls gone wild”!!
Vi vários carros cheios de miúdas a gritar “hi guys!!”, a melhor foi quando o outro tuga se pos a olhar para um desses carros e elas começaram aos gritos, o nosso amigo, não preparado para aquilo, não conseguiu dizer nada. Resultado, ouviu um “se estás a olhar pelo menos diz olá!’.
Depois desta introdução, sexta à noite decidimos ir a uma discoteca. Como é óbivio o vosso amigo e o coreano foram de ténis e t-shirt, já o alemão e o tuga estavam artilhados, sapatinho e camisa. Aqui foi a minha primeira desilusão relativamente aos americanos, sempre pensei que se estivessem a cagar para a roupa mas não foi bem assim, não nos deixaram entrar na discoteca da moda por causa da roupa.
Não desanimámos, e lá encontramos uma mais pequena onde não nos chatearam. Primeiro ficámos pelo bar a beber um copo, até que o alemão sugeriu ir para a pista. Fui um pouco relutante porque sempre achei que só gajos a dançar dava um ar apaneleirado. Como estava enganado! Nota: apartir de agora, o leitor mais habituado às interacções na pista de dança, deverá dar um certo desconto.
Nem tinham passado dois minutos e uma loura começa a dançar com o alemão, pensei “bem o nosso klinsmann é uma máquina, estou a ver que vou passar o resto da noite a conversar com o coreano e o tuga, já não o vamos ver mais”. Meus amigos, nem imaginava o que estava para vir…
Quando dou por mim, a loura tinha trazido uma série de amigas para dançar com a malta. E uma americana a dançar!!! Agarram-nos, apalpam-nos, roçam-se o mais possivel, lançam olhares libidinosos, tudo o que possam imaginar. De repente estou ensanduichado entre duas americanas que mais parecem duas dançarinas do ventre, o coreano a agarrar uma tipo king kong e a gritar para eu fazer o mesmo. Não estava preparado para aquilo, só pensava na madre teresa para ver se não acabava a dançar que nem um pinguim.
Elas saiem da pista, mas eu e o tuga continuamos mais um pouco. Enquanto respirava fundo e tentava perceber o que se tinha passado, sou novamente atacado por uma, desta vez com ar latino, um valente top e uma mini-saia. Quando ela roça a peida só olho para o tecto a ver se a thatcher me salvava. No meio da minha desorientação o cabrão do tuga puxou-a para ele e pronto assim acabou a nossa noite.
Para os leitores que por esta altura questionam a minha masculidade, apenas digo que o resto da malta também só dançou. O mais importante foi termo-nos divertido à grande!!
Cerebral

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