domingo, outubro 31, 2004
Jantar de Idiotas
Aparte de ser hilariante, simplesmente genial, no sentido em que a pessoa acaba por passar cerca de 2h e 10m sem parar de rir. A historia consistia num tipo que costuma organizar uns jantares com os amigos em que cada um leva uma pessoa/convidado que ache idiota, e depois era votado e ganhava um como o mais idiota. Isto claro sem que os próprios idiotas percebessem.
Mas não é sobre a peça de que quero falar, mas sim sobre o tema: jantar idiotas.
Quantos jantares, quantos encontgros sociais já foram em que nitidamente alguém tira a senha para ser gozado durante a noite toda?
Verifico existe uma tendência natural para que apenas uma pessoa seja gozada durante uma noite inteira. Parece que existe um acordo tácito entre as pessoas para "cair" em cima de apenas uma pessoa. Pessoa esta que poderá ser reincidente de outros encontros sociais.
Alguma vez já se sentiram os idiotas da noite??
vaselinas
sexta-feira, outubro 29, 2004
E tu onde estás?
Para sabermos onde estamos politicamente recomendo vivamente o teste que o público traduziu em www.publico.pt/sites/bussola/default.htm ou se preferirem o original www.politicalcompass.org.
Neste teste respondemos a cerca de 40 questões e percebemos em que quadrante estamos politicamente. São dois eixos: Esquerda/Direita e Autoritarismo/Libertanismo.
No political compass vem mesmo onde algumas figuras históricas se encontram e therefore de quem nos aproximamos mais.
Eu descobri que sou um Direitista Libertário. Sendo que no eixo Esquerda/Direita estou perto do centro apenas 0,9 nesse eixo mais à Direita e sou bastante Libertário -3,41 nesse eixo.
Façam!
É muito giro e era fixe nos tesões cada um revelar onde ficou para todos sabermos qual o quadrante das pessoas. Incluindo os visitantes.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Que comunicação...
Para vos manter despertos, apenas gostaria de vos questionar sobre o seguinte: o Amaral é dono de uma empresa - IVT (em vez do habitual xpto, que ainda não percebo porque surgiu) e decide contratar o Sousa para determinada função. Uns anos mais tarde o Sôr Dôr Amaral apercebe-se que a função do Sousa já não se adequa aos propósitos a que inicialmente fora criada. Dessa forma, decide falar com este e apresentar-lhe a actual situação, dispondo-se claro a alocar o Sousa a outra área da empresa. Sousa não gosta e apresenta a demissão. Que moral, a não ser a típica dor de côto, tem o Sousa para culpar a mulher, o cão, o gato (sim, sabe-se lá de o Amaral não é bicha) o que quer que seja, do Sôr Dôr Amaral de o ter influenciado na sua decisão? Nenhuma, certo?
Então porque raio é que a comunicação social portuguesa continua a dar mercado ao Marcelo Rebelo de Sousa por este dizer que a culpa é do governo?!
Este post não tem nenhuma conotação política. Sejam vocês de esquerda, de direita, ou dextros de esquerda, ou canhotos de direita entendam a situação como a saída de um funcionário de uma fábrica! Se o patrão quer reformular a função, porque não o pode fazer?
Big Boss
terça-feira, outubro 26, 2004
Não, nós até somos ricos...
Mudando um pouco de assunto e não mudando de post, ainda estou para perceber a decisão de passar as SCUTs para Auto-Estradas. Não obstante o ideal capitalista que se encontra por trás desta decisão, não se torna ridículo que se defenda que seja o utilizador dessa SCUT/AE a pagar pelo seu custo, mas que tenhamos de ser nós, os continentais, a pagar pelos túneis da ilha do João Alberto e perdoar-lhes dívidas atrás de dívidas? Não se torna ridículo que eu, adepto e associado do Sport Lisboa e Benfica continue a pagar o salário do van der Gaag, central esse que tem marcado golos atrás de golos ao S.L. Benfica?! Não deveria ter pelo menos uma palavra a dizer para a contratação de próximos jogadores?! Confesso que neste último jogo do S.L.Benfica vs C.D.Nacional (e numa óptica de investidor) ainda me questionei sobre qual o clube que deveria apoiar...
Big Boss
sexta-feira, outubro 22, 2004
Fiver de Hoje
Bom hoje estava eu a ler o fiver, o diário desportivo e cómico do guardian, e deparei-me com a seguinte pérola.
A sequel, so they say, is never as good as the original. And - with the honourable exceptions of aliens, The Godfather: Part Two and Manchester United v Arsenal: Battle of Old Trafford 2003 (Following on from the original-and-best 21-man brawl in 1990) - they're usually right.
É uma beca impressionante! Se não se lembram vejam o post abaixo sobre as "verdades absolutas"
Midas
Já vos tinha dito que éramos um grande clube
Arsenal, 29 golos/9 jogos - média de 3,22 golos por jogo
Inter Milão, 14/6 - 2,33
Valência, 16/7 - 2,28
Estugarda, 17/8 - 2,125
Werder Bremen - 16/8, 2
Barcelona, 14/7 - 2
Saragoça, 14/7 - 2
Juventus, 12/6 - 2
Belenenses - 12/6 - 2
Roma, 12/6 - 2
Newcastle, 17/9 - 1,88
quinta-feira, outubro 21, 2004
Mais uma definição de tesismo
O que é que a esposa faz (sem querer com isso atentar contra a confiança entre o Vaselinas e a sua "Helena")? Telefona para 10 dos melhores amigos do marido (todos eles tesos, óbvio).
Conclusão: Cinco deles confirmaram que ele tinha passado lá a noite, os restantes 5, para além de confirmarem que ele passou lá a noite, garantem que ele ainda está lá em casa (provavelmente um dos amigos diria que não faz ideia onde está o tipo e garante à "Helena" do Vaselinas que já não o vê há mais de uma semana; mas enfim...)
Big Boss
Onde andam os estudantes?
Big Boss
terça-feira, outubro 19, 2004
Lição de Futebol de Mr. Carlos Carvalhal
Existem muitas formas de se analisar um jogador.
Vou direccionar a minha análise para o comportamento que o jogador deve ter sobre o ponto de vista táctico, ou melhor, sobre os quatro grandes pilares da organização de jogo:
• Comportamento ofensivo;
• Comportamento defensivo;
• Transição para posse da bola (o que o jogador fazquando a sua equipa ganha a posse da bola);
• Transição para perda da bola (comportamento imediatodo jogador para tentar ganhar a posse da bola).
Aqueles que são bons nestes quatro momentos (a juntar muitos outros predicados), são jogadores que podemos considerar completos – dominam os princípios ofensivos, defensivos, são rápidos a executar nas transições – existem muito poucos jogadores assim.
A maioria dos atletas domina bem duas fases do jogo. Os que sabem atacar muito bem, dominam igualmente bem a transição para ataque, mas são normalmente sofríveis nos outros dois momentos. Estes, normalmente, são os “queridos” dos adeptos. Habilidosos aos olhos das pessoas, por vezes pouco eficazes. No entanto, são importantíssimos numa equipa, desequilibram e o futebol deles resulta numa imprevisibilidade que não tem equação. Quando os colocamos ao serviço da equipa, passam de bons jogadores a excelentes jogadores – Deco…
Existem os que dominam razoavelmente os quatro momentos. São atletas que normalmente são regulares no seu desempenho. Nunca atingem um nível muito elevado, mas também raramente têm prestações sofríveis. São a maioria.
Depois existem os “mal amados”. São bons nas duas fases do jogo que ninguém valoriza, a defensiva e transição para defesa. São normalmente os operários, excelentes sobre o ponto de vista dos equilíbrios da equipa. São os primeiros a ser apupados quando as coisas não estão bem. No entanto, nunca se entregam, nunca viram a cara à luta. Enquanto outros procuram desequilibrar, estes pensam em equilibrar. Ninguém repara no seu papel de equilíbrio e compensação, a não ser os treinadores.O que seria dos artistas sem os operários?!!
Só que hoje, no futebol, os “artistas” tem que desempenhar o seu papel nos quatro momentos do jogo, procurando através de um bom jogo posicional recuperar a posse da bola e trabalhar muito a transição para defesa. Se assim não acontecer, essa equipa só ganha às vezes. E todos nós queremos ganhar sempre…
Os assobios aos “operários” fazem doer o coração aos treinadores. E por vezes as palmas aos “artistas” fazem-nos lembrar… palmadas! É que jogar à bola é diferente de jogar futebol. Ter que correr para defender e equilibrar, por vezes, tira discernimento para jogar.O jogo é feito de equilíbrios. É impossível ter 11 jogadores “completos”. Sendo assim, todos são necessários para equilibrar uma equipa: os “certinhos”, os “artistas” e os “operários”.
O treino serve fundamentalmente para operacionalizar e articular princípios e sub-princípios referentes ao Modelo de Jogo Adoptado de acordo com esses quatro momentos. E numa equipa, percebendo as diferenças, TODOS tem que contribuir para esses quatro momentos; TODOS têm um papel que devem desempenhar para que a equipa funcione. Nós (treinadores) ajudamos os jogadores a serem melhores naquilo que dominam e principalmente naquilo que não são muito bons.
Assim se procura fazer melhor jogadores; assim se fazem GRANDES equipas…
Para quando nova futebolada tesos? (tenho que dar a entender a quem nos lê que nós não temos equipamento à toa e que até jogamos regularmente, numa base quase diária).
Big Boss
sexta-feira, outubro 15, 2004
Jonah
Infelizmente este desporto não está devidamente implementado em Portugal e como não podia deixar de ser é considerado uma modalidade (nunca percebi bem este conceito; pelo que me dá a entender tudo o que não é futebol - essa arte a qual nós dominados e executamos na perfeição - é considerado modalidade). Como o Nedved e o Figo estão para o futebol, e o Cerebral para San Francisco (eu nao disse isto...), também Jonah Lomu está para o Rugby, ou segundo a nossa comunicação social, o raguebi. Sou sem dúvida um apoiante dos "All Blacks". Mantenho o meu espírito patriótico, e tenho os "All Blacks" como os tesos da Nova Zelândia. O espírito desta equipa pode ser apenas equiparado ao da instituição CFTesos. Assim, do mesmo modo que visitam o nosso blog para descobrirem a poção do sucesso futebolístico e de espírito de equipa, visitem a página desse mestre em www.jonahlomu.com para descobrirem as motivações e o espectáculo que o Rugby proporciona.
Big Boss
quinta-feira, outubro 14, 2004
Curiosidade
Big Boss
Eleições..
"...Gentleman, welcome to you both.
By coin toss, the first question goes to Senator Kerry.
Senator, I want to set the stage for this discussion by asking the question that I think hangs over all of our politics today and is probably on the minds of many people watching this debate tonight.
And that is, will our children and grandchildren ever live in a world as safe and secure as the world in which we grew up?
SENATOR JOHN KERRY: Well, first of all, Bob, thank you for moderating tonight.
Thank you, Arizona State, for welcoming us.
And thank you to the Presidential Commission for undertaking this enormous task. We're proud to be here.
Mr. President, I'm glad to be here with you again to share similarities and differences with the American people....
SCHIEFFER: Mr. President, you have 90 seconds.
PRESIDENT BUSH: Thank you very much.
I want to thank Arizona State as well. (porque não! se o outro agradeceu também fica bem fazê-lo)
Yes, we can be safe and secure, if we stay on the offense against the terrorists and if we spread freedom and liberty around the world..."
Tem nível... já temos equipas formadas, árbitro, quatro linhas... só falta mesmo o esférico em campo! Até o elemento "moeda ao ar" foi utilizado! Mas claro que o melhor de tudo é mesmo o final do debate em que cada um deles decide cumprimentar o público, qual Paulo (a esta altura) Portão em plena Ribeira. Isto sem esquecer os 2 minutos que cada um tem no final para tentar convencer o eleitor, qual Paula Coelho a cativar o telespectador a atentar ao nuticiário (para o Cerebral talvez com "o"...)
Cómico mesmo, é que depois de consultar diversos diários noticiosos - desde o WSJ ao famoso FT, passando pela CNN e pelo ABC News - constatei que todos consideravam que a vitória no debate teria recaído para o Sen. Kerry... por espanto (ou talvez não) a Fox News nada adianta...
Nós também temos jornais que tendem mais para um lado... mas porque os argumentos de cada um é o que se vê... preferem falar das joanas e dos marcelos... A única vez a que se assistiu a um facciosismo a este nível foi com as eleições... do Benfica, como não podia deixar de ser (SIC / Vale e Azevedo vs TVI / Manuel Vilarinho).
Enfim, um final de noite agradável
Big Boss
sábado, outubro 09, 2004
Termo novo!!!
vaselinas
sexta-feira, outubro 08, 2004
Uma pausa cultural...
senti o dever de por este meio vos informar àcerca da a inauguração da Exposição de Finalistas de Pintura da Faculdade de Belas Artes, que terá lugar no Centro Cultural de Cascais, no dia 12 de Outubro, pelas 21h30. Lá estarei.
Pelo convite que me foi remetido, atento-vos essencialmente à qualidade artística da Helena de Tróia do Vaselinas. Não vou denunciar aqui o seu nome, visto não ter obtido atempadamente o seu consentimento. Contudo, acredito que em breve o possamos divulgar!
Helena de Tróia do Vaselinas, estamos todos à espera da abertura do teu espaço comercial!
Big Boss
quinta-feira, outubro 07, 2004
A falta do remorso
Esta é a carta de resignação do pai que leva o miúdo à bola e aos treinos de captação semana sim semana sim, para no fim o puto lhe dizer que é roto, e que no fundo no fundo a parte que mais gosta é aquele balneário depois de jogos suados (que o paneleiro tosco vê do banco).
Acho que existem mundos diferentes e quadros diversos na observação da mesma realidade.
A resposta do "artista previously known as teso" é appaling (amanhã tenho gre por isso estou a treinar).
É um aglomerado de clichés (Fenómeno pareces o Ivic a apreciar o Pringle) e de sentimentos de cartola. Qual cirurgião de renome mundial, que poderia ser se tivesse optado por uma medicina, vou dissecar a cínica e putrefacta karta (sim com k para realçar a kualidade da mesma) do apkat.
Apkat diz, and i quote (sim sim, mas é o gre).
“Lamento só neste momento se terem apercebido disso, mas sempre fui o que o BB descreve
Este excerto que acabaram de ler teve algumas pequenas correcções editoriais de maneira a realçar a natureza dos verdadeiros factos. Apkat diz que “tudo foi uma brincadeira”, tentando minimizar, atenuar, quiçá mesmo esconder, o estrago profundo que provocou nos CFT naquela noite. Claro que o trágico (palavra grega, que pela sua proveniência não augura nada de bom, aproveito para deixar o meu apelo aos amigos turcos para invadirem aquelas ilhas pejadas de paneleiros e queimarem aquela merda qual nero em telavive) é que o sujeito desta quezília nem se apercebeu do que fez. Leviano
Apkat sussURRA também que, e esta citação é literal “Nunca me passou pela cabeça que ficariam extremamente ofendidos, estava sim à espera de ser gozado à grande.” O paneleiro queria mesmo a gizada final. O gajo afinal queria o que o camarada Taveira chama de “o leitinho”.
Continuando a ler este manifesto (que poderia perfeitamente figurar numa qq G&L magazine) vemos que: “Resumindo há aqui dois conceitos distintos de homem” apakt apercebe-se que as suas preferências não são as mesmas que as minhas ou as do BB e ao ver que daqui não leva nada remata com “não contem comigo”. Que se pode ler como “ não contem comigo para essas coisas hetero que como deixei demonstrado naquela sexta feira nem um camarada de armas (contexto teso) apoio quando este se propõe a papar uma mulher.
Apakt em vez de redigir um pedido de desculpas, pelo facto de termos ido saír para comemorar o seu gre e o gajo nos ter abandonado, tem uma reacção surpreendente (ou não).
Mostrando que mesmo os atraca-de-proa podem ver alguma utilidade nesse mundo que é o futebol ele sai-se com a velha máxima: “a melhor defesa é o ataque”.
Midas
Comentário à minha defesa
Colocando-me na papel de realizador, vou contar um pouco a história como a vi (até para possíveis outsiders perceberem), num ambiente futebolistico como convém no nosso blog. Cá vai:
Numa bela noite de sábado, típica de pré-época, copos, etc, Cerebrilla (uma espécie de Pinilla dos cftesos) promete golos, dedicação, talento, promete abanar as redes, explodir de alegria. Estas promessas fazem mesmo que ele seja chamado de Cerebrigol, o novo ponta-de-lança dos cftesos.
Obviamente que estas promessas enchem de esperança os corações dos colegas dos cftesos, que vêm nele o matador que julgavam desaparecido.
Todos eles trabalham para Cerebrilla, colocando-lhe bolas na área para que a concretização do novo matador fosse facilitada.São cruzamentos contínuos.Desde jogadores brasileiros recrutados especialmente para com o seu jeito sambista proporcionarem opções de golo ao avançado, até ao típico médio português, raçudo e dedicado, pronto a abrir brechas para Cerebrilla entrar.
No entanto, como o seu congénere chileno, Cerebrilla é uma desilusão, falha golos de baliza aberta, rejeita opções válidas de balançar as redes.Prova não ser o rejuvenescimento (ou aparecimento) do matador.
A reacção dentro do balneário é contudo divergente. Il Fenomeno, ciente da verdadeira qualidade de Cerebrilla, não alimentou ilusões. O passado obscuro e mal-sucedido de Cerebrilla, contínuos falhanços nas equipas por onde passou, fizeram com que não se deixasse levar pelas promessas vãs de golos e de ser o novo matador. Tranquilo e de certa forma resignado aceita a contratação de Cerebrilla como mais um jogador regular que se arrasta pelos relvados portugueses e não o novo Henry dos tesos.
Midas e Big Boss contudo não se conformam. Midas, jogador sul-americano (o Simeone dos tesos) reage como sempre o fez dentro e fora dos campos. A sua reacção é a esperada. Não admite falhanços e quando estes acontecem são veemente relevados muitas vezes com linguagem, diremos menos prosaica.
Big Boss, todavia, é o mais inconformado. Diria mesmo magoado. Acreditara que Cerebrilla era o avançado, era o tal. Acreditara que era o matador que os cftesos sempre procuraram. Numa visão freudiana da situação, Cerebrilla era a projecção de Big Boss nos relvados. Uma espécie de jogador mais velho que vê no miúdo acabado de chegar o potencial que ele queria aproveitar e não conseguira. Assim sendo o falhanço, mais do que um falhanço de Cerebrilla, expectável para Il Fenomeno, inconcebível caralho, para Midas; é o falhanço dele próprio, da sua projecção. Não escondendo por isso a sua dor, a sua mágoa, a sua desilusão...
Neste processo todo Vaselinas, qual Mantorras, encontra-se fora a recuperar de lesões, sem aparecer sequer nas reuniões de balneário.
Resta aos cftesos aceitar que Cerebrilla não é mais que um avançado mediocre, condenado a falhar golos, notando porém que exceptuando periodos de certos jogadores, a concretização tem sido sempre um problema dos cftesos. Mais uma vez ressalva para excepção Vaselinas que se limita (não sendo por si uma limitação) a marcar golos continuamente na mesma baliza...~
Il Fenomeno "Storyteller"
Música do dia
É só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É só tinha de ser com você
havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que o mundo não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
É você que é feita de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonita demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
António Carlos Jobim
a minha defesa
Lamento só neste momento se terem apercebido disso, mas sempre fui o que o BB descreve como o oposto de um teso: nunca levei nada a sério, para mim tudo sempre foi um brincadeira e nada mais, atenção que não me estou a referir apenas ao acontecimento do fim-de-semana passado. Já me deviam conhecer para saberem que não advogo lemas do género: “já não temos idade para certo tipo de brincadeiras” ou “um homem só tem uma palavra”. Se ser teso é levar a vida com essa seriedade, então não o sou certamente.
Para mim tudo é uma eterna brincadeira em que uma vez um arma-se em cagão e goza com a malta, na vez seguinte a malta arranja uma partida para gozar com o cagão. Nunca me passou pela cabeça que ficariam extremamente ofendidos, estava sim à espera de ser gozado à grande.
Resumindo há aqui dois conceitos distintos de tesismo que importa serem esclarecidos: ou isto é uma coisa séria de homens adultos que só têm palavra, e para isso não contem comigo; ou é um grupo de amigos com cenas infantis que gostam de gozar uns com os outros, e para isso sou um fervoroso entusiasta, como aliás sempre fui.
Cerebral
segunda-feira, outubro 04, 2004
Ainda estou...
A verdade é que me sinto chocado! Não, não é com a arbitragem do el manito santos, nem tão pouco pela do tipo que andava com o apito em terras do filho do Conde D. Henrique (aliás, confesso que não gosto falar de arbitragens). Sinto-me chocado com o conceito de tesismo de muitos. Um teso é aquele que na bola luta e corre desmedidamente mostrando a sua classe sem os excessos do exibicionismo que mora na mente fraca daqueles que dele necessitam para se impor; é aquele que assume o que diz e não foge de um assunto tentando impingi-lo ao outro. E é relativamente a este último ponto que por momentos (na passada noite de sábado, em pleno Bairro Alto) pensei que um dos tesos estaria perto de deixar de o ser... meus caros, eu e o Midas presenciámos e vivemos um momento que nos marcará até que o mesmo seja desfeito e refeito pelo próprio. Um teso quando diz que faz, faz! Um teso quando se sente ameaçado, não diz que não é ele, mas sim o outro. Senti-me humilhado com tal atitude de um teso que resistiu a uma fractura no pé, mas que se encolheu e meteu o rabinho entre as pernas quando confrontado com a situação à qual se tinha referido como capaz e sem receios (afinal, há dogmas - alusão ao post do Midas). Um teso não é aquele que se exibe pela tamanho da lingua (apesar de o ditado falar da lingua e do dedo como elementos fundamentais do homem) mas pela "dimensão" das atitudes no terreno de jogo, digamos. Já passou o tempo em que "eu não gosto dela, és tu que gostas!". Não me lixem com estas atitudes.
Não pude deixar de vos exprimir este meu sentimento de repulsa a atitudes cobardes.
Tesos, temos de marcar uma futebolada o mais rápido possível! Parece-me que há quem se esteja a esquecer do conceito de tesismo.
Big Boss
domingo, outubro 03, 2004
Inventem-se novos clichés
Desde o célebre "jogo a jogo" até ao "são 11 contra 11 e a bola é redonda".
Ora é aqui que é necessário inventar novos clichés. Este último nem sempre é aplicável e deixa portanto de ter a sua função maravilhosa de nada dizer mas ser ao mesmo tempo sempre verdade.
Proponho portanto um novo cliché para quando um clube mais pequeno joga com um grande, sobretudo na casa deste que confere ao mesmo a dupla função de inexpressabilidade e perenidade na verdade: "são 10 contra 14 e o campo é inclinado". Assim, por exemplo hoje, os azuis de Belém teriam à mão um cliché infalivel para utilizar depois do jogo com o Porto.
Ainda a propósito deste tema, registo uma conversa que tive à pouco tempo com um amigo benfiquista que dizia que por exemplo na Inglaterra ou França havia imensos clubes campeões nacionais e que em Portugal tirando dois acasos eram sempre os mesmos três. Ora, depois do jogo de hoje de facto não consigo arranjar explicação. Se a todos os 18 clubes são dadas as mesmas condições de vencer porque são sempre os três? De facto, inexplicável...
Mas se calhar como dizia o Carvalhal no final do jogo, estou um bocadinho alterado e é melhor não falar a quente...
Il Fenomeno
Força
prazer momentâneo
penso em ti
até que bate duro no meu crânio
toda a dor toda a raiva, todo o ciúme toda a luta
toda a mágoa e pesar, toda a lágrima enxuta
alieno como posso
não posso encher a cabeça
não há dinheiro, nem vontade ou amor que o mereça
não vou pensar de novo
vou-me pôr novo
neste dia novo
estreio um coração novo
visto-me de branco
alegre no meu luto
saio para a rua mais contente que um puto
acredita que custou
mas finalmente passou
e no final do dia foi só isto que restou
Respiro fundo
e lembro-me da força
Que guardo dentro do meu corpo
espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
perdido num segundo
todo o riso transformado
num olhar apagado
toda a fúria de viver
afastada do meu ser
até que um dia acordei
e vi que estava a perder
toda a força que cresceu
na vida que deus me deu
uma vontade de gritar bem alto
o meu amor morreu
todo o mundo há-de ouvir
todo o mundo há-de sentir
tenho a força de mil homens
para o que há-de vir
Vai haver um outro alguém
que me ame e trate bem
vai haver um outro alguém
que me ouça também
vai haver um outro alguém
que faça valer a pena
vai haver um outro alguém
que me cante este poema
Meditação
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz.
O amor, o sorriso e a flor,
Se transformam depressa demais
Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver,
Tudo isto se perder
E, na solidão,
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou,
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou,
Ao amor, ao sorriso e à flor,
Então tudo encontrou
Pois, a própria dor,
Revelou o caminho do amor,
E a tristeza acabou!
