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sexta-feira, março 24, 2006

Mas que bela noticia...

Nada melhor que preencher o IRS antes de uma viagem a LA e perceber (pela fantástica simulação de que o site da DGCI dispõe) que depois dos impostos pagos durante o ano, ainda tenho de pagar mais um tanto!!! F***!
Mais valia ter feito uma operaçãozita a meio da ano para ter despesas de saúde a declarar e ter o pequeno prazer de ver o Estado devolver-me parte do imposto! Bem sei que no cômputo geral da minha riqueza (estas expressões académicas das cadeiras de macro e micro dão-nos um certo optimismo! Mesmo olhando para a folha salarial e não encontrar a parte do "salarial", mas sim trocos, sempre lhe podemos chamar "riqueza pessoal"!) seria prejudicado com essa despesa, mas o prazer de ver o Estado a devolver-me dinheiro... hmmm... priceless!
Big Boss

quarta-feira, março 22, 2006

Ai, esta Língua Portuguesa...

Se o Mário Mata,
a Florbela Espanca,
o Armando Gama
e o Jorge Palma,
o que é que a Rosa Lobato Faria?

E, já agora:

Talvez a Zita Seabra para o António Peres Metello

vaselinas

Podia ter sido pior

Depois do spring-break arruínado por causa dos teste, tive hoje o primeiro, econometria. Podia ter corrido muito pior, apesar de ficar atrás de todo o contingente asiático, mas enfim isso ia acontecer de qualquer modo, não me envergonharei da minha nota, ou seja, será mais de 50%.

Pequena nota, os testes depois do spring-break foram o primeiro conflicto com a armada chinesa apoiada pela romena. Basicamente os professores deram-nos a escolher fazer os testes antes ou depois do spring-break. Como é óbvio, eu, os indianos, o israelita e os coreanos, enfim o pessoal porreiro, queriamos os testes antes do spring-break. Não só pelo facto de podermos ajavardar nas férias, mas porque o pessoal, ao contrário dos chineses, estuda tres dias intensamente independentemente de faltar um mes ou uma semana para o exame. Já os chineses são um diesel, estudam não sei quantas horas por dia o ano todo, portanto quando menos tempo de preparação houver para um exame, mais vantagem temos. As romenas alinharam com eles porque tem o péssimo hábito de adiar tudo, até vão querer adiar o casamento no próprio dia.

Quero apenas corrigir, que os chineses não são todos assim, o meu amigo, o da teoria dos macacos, é um porreiro. Mas o resto…

Cerebral

Más notícias da frente oeste

O tempo está uma verdadeira merda!!! Está um frio de rachar, à noite as temperaturas não tem mais de um dígito e como se isso não chegasse estamos no meio de um diluvío!!

A minha room mate vai estar a semana toda fora, o que quer dizer que os tesos não a vão conhecer, sei que o BB já está cheio de pena. Pequeno à parte, outro dia estava a acabar de almoçar e vejo a minha querida room mate a almoçar com uma verdadeira bombshell!! E tesos, leia-se BB, estiveram a uma unha negra de a conhecer. Passo a explicar, o senhorio antes de se ausentar para o Perú com o seu namorado, encarregou a alemã de alimentar os seus pássaros, a alemã nos dias que vai estar fora estava para pedir a uma amiga, provavelmente a bombshell, para dar de comer aos ditos. Mas acabou por deixar para mim tão nobre tarefa. Ainda tentei dizer que a amiga podia vir dar de comer a um pássaro de metro oitenta vindo de Portugal. Paciencia…

Cerebral

segunda-feira, março 20, 2006

Ó qu'Estrada!

Descobri-os há pouco tempo... bem sei que já estiveram no ZDB (Zé dos Bois, para os menos atentos), mas só agora os conheci!Têm um estilo próprio e bem curioso: fado, ská, funáná...
Ouçam o vídeo de apresentação na página inicial do site (liguem os phones!).
www.oquestrada.com
Aproveitem para os ver no Teatro Nacional D. Maria II este próximo fim-de-semana.
Big Boss

PS: para quem não conhece o Zé dos Bois... passe ao post seguinte, sff! ;)

O meu bairro à noite

Regressava na universidade já passadas as 11 da noite e decido ir meter gasolina, uma medida, pequena é verdade, de combate à procrastinação. Chegado ao local imediatamente pensei “onde me vim meter?!?!”, eram só negros e mexicanos (sem ofensas) de aspecto duvidoso. No entanto não recuei, estava decido a testar se realmente estava entre a minha gente.

Vem logo uma mulher de 40 e tal 50 anos com umas notas na mão e uma embalagem de óleo vazia. Como não percebi patavina do que me disse dei-lhe 1 dólar, para meu espanto não se foi embora. O que a minha amiga queria era que eu lhe dispensasse um pouco da minha gasolina para o recipiente de óleo, visto ela ter ficado sem combustível e na bomba não lhe venderem.

Segui-me até à caixa onde estava um jovem a comprar uns sumos, jovem este que me pede um quarter. Achei que era demais, disse que não tinha, ao que a simpática senhora que me acompanhava dá-lhe o meu dólar dizendo “paga daqui”. Quando o gajo se preparava para meter o troco ao bolso, ela toda teas estende-lhe a mão como quem diz “passa para cá essa merda”. Fiquei contente, ao menos os meus 3 quarters estavam na mão dela.

Agora havia que meter o combustível na garrafa de óleo, como devem estar a imaginar a tarefa não foi fácil, a mangueira não parava de disparar, áquele ritmo íamos demorar. Entretando pus-me a pensar, se calhar ela não queria o meu dinheiro, veio com as notas na mão para me pagar o combustível que eu lhe dispensaria. Mas agora, como pedir o dinheiro de volta? Resolvi não pensar mais no assunto. Farto de não ver a gasolina entrar na garrafa, advinhando que ela teria mais experiencia, disse “you try”. Como estava certo, encheu aquilo num abrir e fechar de olhos. Agradeceu-me muito e foi-se embora.

Quando finalmente enchia o depósito do meu carro, a minha amiga volta, “quase me esquecia, toma lá o teu dólar, não preciso dele, muito obrigado!”. E assim me devolveu uma nota de dólar a pingar gasolina.

Cerebral

sexta-feira, março 17, 2006

Incursão em korea town

Tive dois espectaculares jantares em korea town!!

Antes de mais digo-vos que estou um mestre a comer com pauzinhos, acho muito mais elegante. Outro ponto, numa refeição coreana (acho que noutros países asiáticos se passa o mesmo) cada um não tem o seu prato. Temos um pequeno recipiente que serve de base e a comida está no centro da mesa em travessas, isto é, come-se directamente da travessa, até a sopa é comum. Na minha modesta opinião, este método faz muito mais sentido, além de termos uma diversidade muito maior, estamos realmente a partilhar uma refeição com os outros. O oposto do individualismo ocidental em que a comida é propriedade privada.

O primeiro foi um barbeque all you can eat. No centro da mesa tinhamos o grelhador onde colocávamos os pedaços de carne que nos iam trazendo. Como acompanhamento tinhamos verduras diversas e sopa. A carne estava optima, só um pequeno apontamento, estava demasiado temperada e eu sou um purista da carne apenas com sal.

O segundo, foi um verdadeiro coreano, não havia nada em ingles e eu e o indiano eramos os únicos estrangeiros. Neste a base era uma taça de arroz, onde misturávamos vegetais diversos, as algas eram fabulosas!! Tinha também um peixe grelhado que iamos desbastando com os pauzinhos.

Próximas incursões serão em china town e num indiano all you can eat, será o verdadeiro teste a este frágil organismo mediterranico.

Cerebral

Versão chinesa do casamento

Apesar de certas pessoas querem calar-me o meu compromisso para com os maravilhosos leitores é mais importante.

Jantava eu, um indiano e um chines e a conversa descamba para o porno. Questionei o chines por ele ver porno, se o tipo é casado pode ter a “real thing” quando quiser. Para que porno?

Convém notar que o ingles dele é bastante fraco por isso todas as frases tem muito mais piada porque ele as delapida ficando só o mínimo necessário para que o compreendamos. Aqui fica a explicação, o homem vem do macaco, o macaco passa o dia a fornicar com todas as femeas que lhe aparecem pela frente (ou por trás), portanto a seu lado animal aborrece-se de o fazer sempre com a mesma pessoa. Mas como há uma componente social (ao casar assumiu determinados compromissos) não pode fornicar com todas as mulheres que quiser, o porno deriva naturalmente destas premissas.

Cerebral

quinta-feira, março 16, 2006

Engates de trolha à moda do Porto, carago!

1* A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.
2* Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
3* Tens um cú que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!
4* Oh boa, com um cú desses deves cagar bombons!
5* És como um helicóptero: gira e boa!
6* Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!
7* Belas pernas! A que horas abrem?
8* Ó febra! Junta-te aqui à brasa!
9* Ó jóia! Anda aqui ao ourives.
10* Ó morcona, comia-te o sufixo!
11* Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...
12* Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto!
13* Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?

vaselinas

sexta-feira, março 10, 2006

Há quem quebre corações

Não bastava ter passado por mexicano, os indianos dizem-me que não sou branco. Pelos padrões americanos posso ser branco, mas se fosse à India passaria por um nativo. E continuam “atenção que não estamos a falar do ar de vadio”. O israelita acrescenta que se fosse a Israel punham-me do lado de lá do muro. Tudo isto me chocou!! Não sou racista, mas nunca me julguei que pudesse ser não branco.

Decido então mostrar fotos do meu irmão, resposta imediata “ele é branco, tu não!!”. Como prova final mostro as fotos da malta, a minha lógica era simples, se eles considerassem a Susana branca e eu não branco era porque estavam a gozar comigo de certeza.

Quando o meu amigo indiano numa das fotos viu uma amiga nossa que por questões de privacidade chamerei T, a questão racial desapareceu. A segurança de um Atlantico a separar-me de quem nós sabemos, permite-me contar toda a verdade. O indiano pergunta-me imediatamente quem é ela, explico que a T, é uma amiga minha, ouço um “oh my god!!! She’s so hot!!!”. Considerou-me paneleiro, por ter uma bombshell daquelas como amiga e nunca ter tentado nada.

Como é óbvio tive que lhe mostrar todas as fotos dos casamentos onde a T aparecia, por momentos senti que estava a mais na biblioteca, entre um indiano e um computador… Não estão bem a ver, o tipo não se calava! No casamento da Isabel a nova amiga estava com um vestido sem alças, portanto numa das fotos só aparece a parte de cima da nossa amiga “ela está nua?!?!?!”. T, está descansada que eu expliquei que eras uma senhora séria, mas não escapaste a um “ela tem um olhar tão horny!!!”.

Em seguida quer saber se a nossa amiga vem a LA. Digo que em principio não, mas mesmo que venha tem um namorado que não é para brincadeiras, portanto é melhor tirar o cavalinho da chuva. Finaliza “tem hoje, mas pode não ter amanhã. O que eu dava para ter um date com ela…”

Cerebral

Sem título

Ao jantar o meu amigo indiano pergunta-me se estou a pensar casar depois do doutoramento. Não está nos meus planos, foi a minha simples resposta. Não era o que ele esperava ouvir, “então como vais ter sexo?!?!?!”. Esclareci-o que tanto nos states como na europa, não é preciso estar casado para ter sexo.

Curioso, interroguei-o sobre os seus planos, ele calmamente respondeu-me que os pais estavam a tratar do casamento dele para quando ele regressasse. Para meu espanto os casamentos arranjados pela familia são bastante usuais na India, a familia da noiva propõe-na à familia do noivo, este ve umas fotos, tem um date com ela e pronto! Escolhe a que mais a agradar!

Fiquei chocado!!! “Essa merda não faz sentido! A probabilidade de não gostares dela é elevadíssima!! O que vais fazer depois?? Serás um infeliz o resto da vida!!”. Convém notar que isto agrava-se por na India o divórcio é prática rara. Com a calma de quem já ouviu isto de outros ocidentais, explicou-me que a probabilidade é a mesma se andar um ano com ela, as pessoas mudam.

Visto eu não ter ficado convencido com a resposta disse-me que na India também há casamentos por amor, mas que não escolhia essa opção porque a nossa vida de estudantes de doutoramento não facilita o contacto com o sexo oposto. Apesar de concordar com este ponto, sugeri-lhe que esperasse até voltar para a India e lá apaixonar-se-ia por uma mulher.

Terminou a conversa com uma frase que eu achei genial, “é quase impossivel gostares da mesma mulher até ao resto da tua vida, portanto o casamento vai correr mal de qualquer modo. Se for por amor só me posso culpar a mim próprio, se for por arranjo posso culpar os meus pais.”

Cerebral

Está complicado!!

O meu banco, que ainda não me concedeu o cartão de crédito, para averiguar se sou um cidadão capaz de encher o copo envou-me uma carta onde me pediam fotocópias de certos documentos. Passaporte, acho perfeitamente normal, convém saberem quem sou. Visto, também acho normal, não vá estar ilegal por estas bandas. Agora, mexican matricula?!?!?!

Cerebral

segunda-feira, março 06, 2006

Será possivel?!?

Domingo de manhã, mal acordado, ligo o computador para ver onde estão as ondas e vou à cozinha buscar um yogurt. Aqui deparo-me com a minha room mate tomando o seu pequeno-almoço à base de pão integral e fibras. Depois de um cordial bom dia pergunta-me se sabia o significado de naughty. Pensei que não tinha ouvido bem, mas ela repete a pergunta.

Panico!! O que é que esta gaja quer num Domingo de manhã?!?!? Primeiro pensei que estava no meio de um filme porno. Será que ao ver-me atrapalhado irá dizer “então anda cá que eu ensino-te!”, convém notar que enquanto esperava pela minha resposta lambia a borda da chavena de café. Estava a ficar lixado da vida! Porque razão estas merdas só me acontecem com gajas feias? Se calhar ainda não percebi qual é a minha liga, mas enfim, vamos ao que interessa.

Afastado este pensamento, surgiu um novo problema, como explicar-lhe o que quer dizer naughty. Só me vinham à cabeça coisas como “miúdas que gostam de levar com ele!”. Começo a embrulhar-me todo “bem, não me lembro de nenhum sinónimo em ingles, talvez o melhor é procurares na net”. Rapidamente me informa que não tem net no quarto.

Estava na dúvida se ela não saberia realmente o significado ou estava a gozar comigo, mas como ela não fala muito bem ingles acreditei na primeira opção. E comecei a ficar curioso quem lhe teria chamado naughty. Será que a minha room mate afinal não era uma alemã fria? Lá me contou uma história bastante aborrecida sobre o responsável do laboratório dela que não fala bem ingles e portanto não lhes explica as experiencias e quando ela reclamou, ele chamou-lhe naughty girl.

Deixo-vos com a melhor explicação, que não envolve-se nada de sexual, que consegui: bom… é uma pessoal que não se comporta de acordo com as regras estabelecidas.

Espero amanhã não ter um “o que é horny?”

Cerebral

sábado, março 04, 2006

Há dias assim...

"Hoje não me recomendo
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim"

Big Boss com copyright de Carlos Tê

quinta-feira, março 02, 2006

Outra cidade

No fim-de-semana fomos a korea town tomar café. Adorei!! Parece que estive numa cidade diferente, quase tudo está escrito em coreano, pode-se fumar dentro dos bares e restaurantes. E fiquei espanto com as coreanos!! Não tinha grande atracção por orientais até ter estado em korea town. A maior parte era extremamente elegante com um ar muito delicado, sem cara demasiado bolachuda (como as japonesas) ou olhos demasiado rasgados (como as chinesas).

Na próxima sexta vamos lá jantar, depois conto novidades.
Cerebral

Outro mito

Há a ideia feita que uma pessoa amadurece quando passa a viver sozinha, daí ter pensado “cerebral, vais ficar um adultinho responsável”. Outro mito quebrado, não sinto diferença nenhuma a não ser ter que pagar umas merdas ao final do mes, comer pior, ter que lavar a roupa e ter o quarto num esterco.

Depois, um grupo de phd’s é muito semelhante à tropa, parece que voltei aos tempos do liceu onde o grupo era só de gajos com as respectivas brincadeiras parvas, mas agora mais divertidas por terem a componente multicultural. Já sei insultar devidamente em indiano, hebreu e estou-me a iniciar no coreano.

Estavamos nós nos nossos já míticos almoços e um dos indianos, não sei a propósito de que, diz para o israelita “epá cala-te que a ti cortaram-te a ponta da picha!”, o israelita chocado, começa aos gritos “não é a cabeça!! É só a pele!! Tenho a picha inteira!!”. Acabámos a discutir quem terá mais prazer, os circuncisados ou os “normais”, deixo-vos com o argumento do indiano que me pareceu bastante pertinente: a ponta é uma zona de prazer, ao andar desprotegida, todo o tempo a roçar nas cuecas, perde sensibilidade.

Enfim, o pessoal da nova é o meu único grupo de amigos responsável, sem eles por perto isto vai descambar. Preciso as minhas amigas a dizer “oh cerebral já não tens idade para isso!”

Cerebral

quarta-feira, março 01, 2006

"Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar a todo mundo"
Bill Crosby na escrita de Big Boss