Não bastava ter passado por mexicano, os indianos dizem-me que não sou branco. Pelos padrões americanos posso ser branco, mas se fosse à India passaria por um nativo. E continuam “atenção que não estamos a falar do ar de vadio”. O israelita acrescenta que se fosse a Israel punham-me do lado de lá do muro. Tudo isto me chocou!! Não sou racista, mas nunca me julguei que pudesse ser não branco.
Decido então mostrar fotos do meu irmão, resposta imediata “ele é branco, tu não!!”. Como prova final mostro as fotos da malta, a minha lógica era simples, se eles considerassem a Susana branca e eu não branco era porque estavam a gozar comigo de certeza.
Quando o meu amigo indiano numa das fotos viu uma amiga nossa que por questões de privacidade chamerei T, a questão racial desapareceu. A segurança de um Atlantico a separar-me de quem nós sabemos, permite-me contar toda a verdade. O indiano pergunta-me imediatamente quem é ela, explico que a T, é uma amiga minha, ouço um “oh my god!!! She’s so hot!!!”. Considerou-me paneleiro, por ter uma bombshell daquelas como amiga e nunca ter tentado nada.
Como é óbvio tive que lhe mostrar todas as fotos dos casamentos onde a T aparecia, por momentos senti que estava a mais na biblioteca, entre um indiano e um computador… Não estão bem a ver, o tipo não se calava! No casamento da Isabel a nova amiga estava com um vestido sem alças, portanto numa das fotos só aparece a parte de cima da nossa amiga “ela está nua?!?!?!”. T, está descansada que eu expliquei que eras uma senhora séria, mas não escapaste a um “ela tem um olhar tão horny!!!”.
Em seguida quer saber se a nossa amiga vem a LA. Digo que em principio não, mas mesmo que venha tem um namorado que não é para brincadeiras, portanto é melhor tirar o cavalinho da chuva. Finaliza “tem hoje, mas pode não ter amanhã. O que eu dava para ter um date com ela…”
Cerebral
Sem comentários:
Enviar um comentário