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segunda-feira, outubro 31, 2005

Porque é que eu não consigo escrever estas coisas :)

They say time will
make all this go away
but it's time that has taken my tomorrows
and turned them into yesterdays
And once again that rising sun
is dropping on down
and once again you my friend
are nowhere to be found
and it's so hard to do
and so easy to say but sometimes
sometimes you just have to walk away
walk away

Il Fenomeno with the words of Ben Harper

domingo, outubro 30, 2005

Elogio ao amor puro by MEC

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque émais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam"praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vinamorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, odesequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro acomer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, apausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho deinferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é anossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente eminta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Nummomento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Pormuito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coraçãoguarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida,quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nossoamor, o amor que se lhe tem.Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viversozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir.A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.


Il Fenomeno

sábado, outubro 29, 2005

Cantinho Cultural

Livro: O futuro da liberdade de Fareed Zakaria. Fareed de ascendência indiana é o editor da Newsweek International e uma das referências do comentário politico americano. É uma espécie de Nuno Rogeiro dos ricos. No EUA conotado com a ala democrata da politica em Portugal reverenciado pela direita liberal, Fareed neste livro faz um apanhado da evolução da democracia americana e no resto do mundo e aponta luzes para o futuro nomeadamente da situação no Médio Oriente. Tenta desmistificar o conceito da democracia como solução para todos os males e faz uma retrospectiva histórica da história das democracias muito interessante, bem mais do que a minha descrição do livro deixa antever.

Filme: Eu estou para o cinema como o Secretário está para o futebol ou o Mário Soares para a juventude. No entanto fui ver "Alice", num claro tiro no escuro arriscando na qualidade(?) do cinema português e gostei muito. Muito intenso, negro, dramático, mas estranhamento rápido e bem representado foram duas horas bem passadas que aconselho vivamente.

Evento: MTV Music Awards. Parecem que são em Lisboa. Foi impossível para alguém que: a) não tinha cunhas; b) tem vida e não pode passar um dia numa fila de bilheteira; c) não estava disposto a dançar em audições para conseguir ser figurante; arranjar bilhete mas de qualquer das formas é um facto a registar.

Il Fenomeno

sexta-feira, outubro 28, 2005

Aula de macro

Não sei se é o pessoal que anda a ficar mais tarado, ou se é a milf que anda a ficar mais solta. Pode ser que os nossos imparciais leitores me ajudem.
A milf estava a explicar uma coisa em que havia diferentes estados da economia e o israelita interrompe-a porque não estava a perceber. Ela com um ar todo contente, diz “pois, faltaste à aula passada e agora não percebes. Tenho apontadas todas as presenças”. Ao que ele muito chateado responde “Yom Kippur” (um feirado judeu). Ela com medo de algum processo por discriminação religiosa prontamente esclarece todas as dúvidas. A meio da explicação, querendo dizer que ela ficava no estado bom e ele no mau, diz “me on top” imediatamente o israelita vira-sa para a malta com um ar triunfante.
Mais adiante querendo dizer que já tinhamos falado sobre o assunto na aula passada, diz “as we were talking last night”.
Por fim chama um indiano ao quadro para a ajudar a resolver uma equação mais chata. Ele lá a ajuda e volta para o seu lugar. Passado algum tempo, ela pede desculpa mas está muito aflita e tem mesmo que ir à casa-de-banho. Quando ela sai da sala o indiano todo orgulhoso, afirma com um ar vitorioso perante a turma que ela teve que ir à casa-de-banho por estar muito excitada por ter estado tão perto dele. Acho que foi mais o inverso, mas pronto…
O vosso amigo continua na mesma com as mulheres. Como não estava a perceber nada de uma coisa que ela estava a explicar, coloquei-lhe a minha dúvida. Pelos vistos ela também não estava muito confiante do que estava a dizer e começa a atrapalhar-se e a baralhar aquilo ainda mais. Pelo o que o indiano me disse fiz uma cara “não percebo o que dizes, nem tu sabes o que estás a dizer”. Espero não ter ficado queimado…
Cerebral

Aula de micro

Todas as semanas tenho uma aula prática de micro em que corrigimos o problem set da semana, leccionada por um TA italiano.
Numa das aulas como ia ser muito demorada ele levou umas bolachas para a malta. Nesta aula não levou, mas um dos chineses tinha umas bolachas, que supostamente não eram para a comunidade, na sua carteira. Um dos indianos, chega a atrasado, senta-se, tira-lhe as bolachas sem dizer nada, e não contente com isso oferece ao resto da turma. Apesar do seu passado comunista, o chines não achou muita piada.
Estávamos a resolver um exercicio, que todos tinhamos considerado esquesito (era sobre irracionalidade na estimação do rendimento futuro). Uma das conclusões é que o agente apesar de tudo não pensava que tinha rendimento infinito. Aí o chines começa a discordar e argumentar com o italiano que não fazia sentido, que ele podia muito bem ter rendimento infinito, esperado e real. Aí o indiano diz-me “estes tipos, são ensinados desde pequenos que o comunismo lhes trará rendimento infinito, e depois passam o resto da vida à procura dele, e acabam a fazer estas figuras”.
Para terminar no outro exercicio havia uns agentes que queriam “cheat” os outros, mas o italiano teimava em dizer que eles queriam “shit”.
Cerebral

quinta-feira, outubro 27, 2005

Explicação

É giro porque eu tive reacções violentas aos meus posts. Como seria de esperar.
Recebi mails de mulheres ameaçando-me e chamando-me machista. Para além dos meus companheiros de blog que ou se auto-intitularam de girassóis ou me chamaram gay por poder achar um homem interessante.

Mas foi a troca de mails com um colega meu que me fez ver as injustiças que o meu post encerrava. E sucintamente eram duas:

»» Estava a ver as coisas pelo meu mundinho, pela minha vivência, pelas pessoas que conhecia. A dele curiosamente era inversa.

»» Estava a ver o que era interessante de um ponto diferente da que as pessoas interpretavam. Eu acho que por imperativos sociais o homem tem a necessidade de ter mais sentido de humor e ser "culto". Não quer dizer que a mulher não seja tão ou mais divertida ou uma companhia tão ou mais aprazivel (e nem estou a falar desse campo)

Il Fenomeno

quarta-feira, outubro 26, 2005

Das pessoas interessantes

Existem poucas raparigas interessantes.
Começo o post com uma frase polémica e susceptivel de reacções calorosas e inflamadas. Mas posso dizer que na minha vida não conheci mais de meia dúzia de raparigas verdadeiramente interessantes. Interessantes do ponto de vista de serem cultas, que saibam falar de literatura, pintura, história, com sentido de humor próprio, etc. Não quero dizer simpáticas, óptimas pessoas e amigas.

Cheguei a essa conclusão quando vi que a maioria dos rapazes que eu considero interessantes estão sozinhos, não quer dizer todos os sozinhos são interessantes. E ao contrário do que se diz o contrário não é verdade. As raparigas interessantes normalmente têm sucesso com o sexo oposto.
E percebi porque isso acontece. É que como existem poucas raparigas interessantes o facto de um rapaz ser interessante é uma virtude não valorizada. O que é que interessa se um gajo sabe falar de Matisse, Pangloss ou a guerra civil de espanha se ela percebe tanto disso como eu de pesca subaquática?

Provavelmente acusar-me-ão de ser um post machista. Não acho. Em nenhum momento disse que as mulheres são menos inteligentes ou capazes que os homens. Não o são. Apenas valorizam coisas diferentes. São menos interessantes. É um facto. Como é o facto de serem bem mais giras em termos médios que os homens.

Está lançada a polémica.

Il Fenomeno

terça-feira, outubro 25, 2005

Penalty da semana!

I'm back, com futebol!
Provavelmente já todos viram este penalty... contudo, nem todos devem ter conhecimento do comentário do "The Special One" sobre o mesmo!

Apreciem o espanto dos tipos que assistem ao jogo atrás da baliza! Questiono-me: qual teria sido a nossa reacção caso o Helder "Two Goals A Season" Postiga (by Guardian) tivesse falhado no Euro2004 o "seu" penalty!

http://home.skysports.com/broadband.asp?showclip=yes

Big Boss

PS: ao contrário do que o árbitro terá pensado, o Pires nunca chega a tocar na bola. Daí que o penalty devesse ter sido repetido!

segunda-feira, outubro 24, 2005

A nota que faltava

O vosso humilde amigo continua em grande. Como já tinha escrito faltava saber a nota de micro, cujo teste me tinha corrido mal. De facto, confirmou-se a minha nota foi 67%, o que digamos não é nada de especial. “Então porque andas a dizer que estás em grande?” perguntarão os leitores intrigados. Porque mesmo assim foi a melhor nota, como se costuma dizer, em terra de cegos quem tem olho…
Não que tivesse dúvidas, apenas estou cada vez mais certo, que a minha turma do PDM da Nova era realmente fenomenal. Não quero também embandeirar em arco porque o que interessa são os preliminares no final do ano, mas acho que se continuar a trabalhar como até agora, não terei problemas de maior.
Boa sorte, apesar de não precisarem, para a malta que ainda está em testes.
Cerebral

Saída do gueto

Este fim-de-semana fui a um bar lá para as bandas do Midas. Tudo começou quando recebemos um email do grupo de portugueses em LA a convidar a malta para um copo e jogatana de snooker. Como o bar era perto (conceito LA) da casa do Midas ele convidou-me para ir jantar a sua casa, eu reticente ainda lhe perguntei o que tinha para comermos, ao que ele prontamente respondeu “foda-se! Os mesmos congelados que tu!!”.
O primeiro problema foi conseguir entrar no prédio (o Midas deve chamar condominio) do gajo, aquilo é tudo muito moderno, cartões e o caraças, mas não tem a merda de uma campaínha. Resultado, tive que saltar o portão, com algum receio de encontrar um americano mais fundamentalista que me desse um tiro por pensar que estava a assaltar o prédio. Deixem-me também cometer a inconfidencia que o rapaz tem o quarto extremamente arrumado, fiquei mesmo espantado! Orgulhoso ainda realçou o facto do tapete combinar com o edredon. Tive também direito a uma lição sobre arrumação, da qual retive que o ponto principal é deitar tudo fora, não acumular lixo.
Depois de jantar esperavamos pelo outro portugues que nos viria buscar, e nada, o tipo nunca mais aparecia. O Midas não tinha saldo no telemóvel e por isso não podia receber chamadas, neste país é assim, até as chamadas recebidas pagamos.
O carro do outro portugues era um ford todo desportivo, daqueles que até os farois levantam e baixam, tipo kit. Nunca tinha andado num, tenho apenas a destacar que o banco de trás é altamente desconfortável.
Finalmente o bar. Era um bar de desporto com montes de televisões a transmitirem futebol americano e mesas de snooker. Com o bar em madeira ao meio e as televisões por cima, achei que tinha um aspecto mesmo americano. Estarão os leitores a pensar “que seca devia estar cheio de gajos a beber cerveja”, enganados, havia montes de miúdas, algumas que também vibravam com o futebol. Enquanto um Midas ia dizendo uns “foda-se!!”, tivemos noção do quão pequenos somos, todas as miúdas eram maiores que nós, apenas ganhamos aos asiáticos.
Devem estar ansiosos por saber, “não, não metemos conversa com ninguém”, mas gostei do ambiente. Outro aspecto muito positivo é ofacto de não se poder fumar dentro dos bares, não fazem ideia quão mais agradável é. Será escusado dizer que desta vez não me esqueci do BI.
Cerebral

quinta-feira, outubro 20, 2005

Cantinho Cultural

Inauguro aqui o espaço cantinho cultural. Acho que este blog tem uma missão pedagógica importante que merece ser explorada.
Neste espaço vou fazer semanalmente referência a livros, músicas, concertos, eventos que acho que merecem ser referidos.

Livro: Acabei de ler agora o Mercador Português de David Bliss. Quer dizer no original chama-se coffee trader mas segue a mítica tradição das traduções portuguesas que levam diálogos nos filmes como: “Fucking shit” serem traduzidos como “bolas carabolas” ou “com mil repolhos”. É um excelente livro na Linha do Conspiração de Papel uma intriga comercial/amorosa/criminal no século XVII. Assim como o anterior fala de judeus portugueses que tiveram de fugir da Inquisição ou para os católicos que estão a ler o Santo Ofício e envolvem-se no mundo da Bolsa de Valores com jogos de trapaça e poder comercial. Aconselho.

Música: Há uns tempos a JazzTimes Magazine considerou Ed Motta o melhor músico jazz/blues não americano. É aquele egocentrismo americano que leva a considerar os vencedores dos campeonatos de basket, baseball, etc como world champions, portanto presumo que o Ed tenha levado isso como um elogio: é o melhor fora da land of brave. E para mim sempre foi um mistério como ele nunca vingou em Portugal ainda para mais cantando em português. Estou a ouvir o álbum dele “As segundas intenções” e é um dos melhores álbuns que já ouvi. “Dez mais um Amor”, “Ela disse sim”, “Á deriva”, “Uma vida inteira para mim” são músicas soberbas. Aliás umas das músicas que me faz sempre arrepiar (que não está neste álbum) é o Ed Motta a cantar “Por toda a minha vida” de Tom Jobim. Se puderem não percam este cantautor que tem tanto de talentoso como de feio.

Evento: De 22 a 30 de Outubro decorre na Praia Nova na Costa da Caparica o Eurosurf, a competição mais importante de surf europeu por equipas. Durante esse período serão dadas aulas gratuitas de surf e de yoga surf para além de se poder ver os profissionais em acção. Eu não devia estar a dizer isto pois esse é o meu spot e vai ficar um mega crowd mas pronto J.

Il Fenomeno

quarta-feira, outubro 19, 2005

Aula de Estatística

Hoje recebemos as notas do teste de estatística e para meu grande espanto tive a cotação máxima 100%!! Os chineses ficaram completamente espantados e deixem-me acrescentar, ligeiramenta chateados. Para piorar a situação o professor, um holandes, começa a falar comigo em portugues, apenas me perguntou, com um sotaque brasileiro, se eu era portugues e eu perguntei como é que ele falava tão bem portugues, é casado com uma brasileira. Acho que os chineses ficaram a pensar que há algum esquema.
A meio da aula ouve-se um valente peido!! Como é óbvio não consigo conter o riso e fico o resto da aula a rir, ainda agora me estou a rir quando escrevo isto. O indiano assustado olha para trás e um dos chineses acusa o outro. No final da aula reunimos um pequeno comité, 2 chineses, uma chinesa, um indiano e eu, para esclarecer a questão do peido.
Conclusões finais: toda a gente ouviu, mas isso já eu sabia, a questão que deviamos ter colocado é se foi escutado na outra sala. Um dos chineses pensava que era eu porque me estava a rir, mas o outro rapidamente acusou o terceiro chines que não estava presente. Quando fomos questioná-lo sobre o sucedido, foi bastante agressivo e mal educado.
Mas isto não é a primeira vez que acontece, noutra aula o americano deu um arroto potentíssimo. Ainda não percebi se aqui é normal este tipo de comportamento, porque sou sempre o único a rir nestas situações. Pelo menos sei que na India não é normal, eles só não se riem porque desenvolveram um auto-controlo enorme à custa de várias tareiras enquanto crianças.
Cerebral

Santa Barbara surf trip

No passado fim-de-semana, os dois tesos de LA realizaram a primeira surf trip. Primeira nota, viajar com as pranchas em cima do carro é uma seca, as cordas fazem um barulho ensurdecedor e tivemos que parar algumas vezes para endireitar as pranchas, porque elas insistiam em ficar perpendiculares ao carro. Resumindo uma viagem que era suposto durar hora e meia demorou 3h. No entanto tive o privelégio de apresentar o “Jack in the Box” ao Midas, para lhe dar esse prazer tive que fazer uma dobradinha (comer na mesma cadeia duas vezes no mesmo dia). Ao que ele retribuiu-me com um “Fatburger”, não se deixem enganar pelo nome, é das melhores cadeias de fast food, hamburgers grandes que sabem mesmo a carne.
Quanto a surf foi do melhor, apesar de não existirem provas consegui por-me em pé várias vezes!! É uma sensação espectacular!! Senti-me um deus a caminhar sobre a água!!(esta é da autoria do Midas). No Sábado estava um bocado ventoso, pelo que foi um bocado duro. A isto acrescenta-se o facto de, para chegarmos à praia, termos caminhado no meio do mato durante um quarto de hora com as pranchas às costas. Mas no Domingo apanhámos ondas espectaculares, mais de meio metro, em rampa, o ideal para principiantes. Depois de tudo isto acho mesmo que vou comprar uma prancha de surf.
Por esta altura os leitores já devem estar “ok…estamos fartos dessa merda, queremos saber das gajas!”. Há o mito que em Santa Barbara é a loucura, “girls go wild”. Devem estar ansiosos por saber se é verdade ou não. Por muito que queira não vos posso esclarecer essa dúvida, por uma razão muito simples. Aqui nos States, fiquei a saber, é preciso identificação para entrar em qualquer bar ou discoteca, e como já devem ter percebido o vosso amigo não tinha identificação. Os caros leitores pensarão com toda a razão “mas este gajo é estúpido?! Já está nos States há meses e só agora é que descobriu isso?!”. Apesar da minha vida social não ser muito intensa já fui a alguns bares aqui pela minha zona, nos quais mostrando o cartão da universidade até um fellatio nos fazem se for preciso. Fiquei a saber que não é assim em todo o lado.
Pelo menos guardei energias para o surf…
Cerebral

Adeus também foi feito prá si dizê

Tô vazando...
Tô vazando feito a maré
Tô vazando...
Que eu eu não sou palhaço mulhé
Tô vazando...
Eu ti dei a mão você qué
o meu braço
vira a bunda que eu ti dou um pé!

Gabrieu "Il Fenomeno" Pensador

Eles existem...

...e eu que pensava que não. São tão queridos e escolheram o neto do Marito como modelo para o desenho do super-herói do blog

http://www.mario-super.blogspot.com/

Il Fenomeno

Da amizade

Eu tenho um conceito simples da amizade. Como diria Miguel Esteves Cardoso (e já há muito que não referia o jovem) amigo é aquele que tu podes chegar ao pé e dizer. “Matei a Madre Teresa de Calcutá ajudas-me a esconder?”, ele vai à procura de um esconderijo. Sabendo que hoje em dia se torna difícil matar a Madre Teresa a ideia subjacente revela duas atitudes que me fazem muita confusão na amizade:

A. A amizade utilitária
B. A amizade moralista

Por amizade utilitária entendo aquelas pessoas que pesam o que acrescenta alguém na vida deles. Tipo: mas o que é que essa pessoa traz-me? Para além de ser uma atitude egoísta é a negação da própria amizade. No caso acima descrito poria em causa se estar a ajudar alguém que matou a Madre Teresa lhe faria algum bem.

A amizade moralista é aquele amigo que é teu amigo desde que te portes bem. É tipo como o padre da freguesia mas em amigo. Caso erres ou faças algo que não devas já foste. É um pouco como a tolerância zero na amizade. Além de arrogante (porque se pressupõe que o outro ao errar não merece ser nosso amigo) é também como estares sempre com um juiz ao lado sempre a provar que mereces ser amigo dele. No caso que supra referi, obviamente romperia a sua amizade uma vez que matar a Madre Teresa de Calcutá é errado e indigno da sua amizade.

E vejo tanto essa atitudes (às vezes em mim próprio) e tenho tanta pena que assim seja. A amizade como a vida é tão bonita e tão estupidamente simples.

Sermão de Il Fenómeno do livro terceiro dos apóstolos tesos.
Palavra do senhor…Ámen.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Barbeiro

Como o meu cabelo já estava a ficar indomavel decidi ir a um barbeiro. Como é obvio tinha que ser sul-americano. Entrei num que pelo ar prometia, lá dentro estava cheio de imagens religiosas bastante coloridas e havia uma música mexicana no ar.
Aparece-me uma sul-americana, com excesso de peso que se estendia que às mamas, este ponto vai ser importante mais à frente. Digo-lhe que quero cortar o cabelo, ela aponta para as paredes, cheias de fotos, dizendo para escolher o que quero e vai-se embora para dentro. As fotos das mulheres tinham todas um ar dos anos oitenta, com umas popas bem feias, mas visto não ser aquela a minha secção, não me preocupei. A parte dos homens estava repleta de mexicanos de cabelo rapado, com ar de gangster, alguns até tinham coisas escritas no cabelo. Aí comecei a pensar “que raio de sítio fui escolher”. Mas depois lá encontrei uma secção com gajos normais e consegui escolher um com ar cool.
O problema é que a simpática senhora nunca mais aparecia e um cheiro estranho pairava no ar. Corajosamente espreito para as traseiras e vejo-a a mexer em duas aves pequenas que estavam no lavatório. Olho com mais atenção, e vejo que ela metia uma seringa num balde e em seguida despejava o conteúdo da seringa na boca das aves. Neste momento penso em fugir, mas consciencia pesa-me “vou passar aqui à frente várias vezes ao longo do ano e com que cara olharei para ela?”, a outra parte pensava “esta merda é um nojo! Foge enquanto ela está de costas”. A decisão final foi ficar, afinal era só um corte de cabelo, não valia a pena ficar com um peso na consciencia por causa disso.
Quando ela regressa aponto o gajo com ar cool, sento-me na cadeira e começa o corte. Enquanto andava com a tesoura à volta do meu cabelo, a fazer uma ginástica para não me dar com as mamas na cabeça, virava as costas para ver a foto, pensei “é um corte que não costuma fazer por isso tem que olhar mais vezes, no final vai ficar bem”.
Começa com a conversa banal, se sou estudante na USC, qual é o meu país, etc. Às tantas pergunta-me se sou casado, respondo que não. Olha para mim com um ar estupefacto e libidínoso “como não és casado?!”. “Sei lá!” foi a única coisa que soube dizer. Vai novamente lá dentro e volta com um cheiro limão, acho que era um perfume barato. Volta à carga “mas tens namorada?”, “não!”. Aí ela perde a paciencia e frontalmente questiona-me “mas gostas de raparigas?”, “gosto!!”, “então porque não tens namorada?”. Já não sabia o que havia de dizer, não sei se estava a fazer-se e queria dizer “como é que uma bomba destas não tem namorada”, ou se pura e simplesmente achava que um homem que não tem namorada é gay. Acabou a dizer, “deve ser por estudares muito”, deve ser…
Acabei a dar-lhe 8 dólares e um sorriso acompanhado de um “até à próxima”. Que ela replicou com um sorriso e um olhar de “não te entendo”. O cabelo nem ficou mal.
Cerebral

domingo, outubro 16, 2005

Il Fenomeno

Não oiço um barulho, o silêncio envolve-me como a escuridão do quarto que acabei de entrar. De coração acelerado olho para o telemóvel inerte em cima da cómoda, nada…nem o sinal do envelope, última esperança de contacto…
Sei que para ti é o melhor mas esperava significar mais. Não te consigo imaginar, vejo-te ora agarrada ao telefone fazendo um esforço para não falares comigo, para conservares o orgulho da vitória, ora descontraída como se a serenidade do passo certo te tivesse dado o apaziguamento interno que procuravas…
Nunca perceberei o que sentiste antes e o que te passa agora pela cabeça. E isso revolta-me como aquela peça que falta para completar um puzzle lúgubre. Na minha arrogância sinto que erraste. As razões não foram as certas ou se calhar é só uma forma de eu acreditar nisso.
E nisto conformo-me, é essa a palavra. Nunca terei usado este verbo com mais correcção do que agora, conformo-me…ao fim de tanto tempo conformo-me. É curiosa a nossa capacidade de adaptação. Outras pessoas aparecem na minha vida e quase que me consigo adaptar à tua ausência, como aquela pontada de dor que se arrasta e que aprendemos a menosprezar e esquecer.
Aprendi que nunca poderemos investir em algo cujo o seu falhanço ponha em causa a nossa felicidade.
E no entanto sei que o vou voltar a fazer, porque só assim sei viver a vida. Nunca conseguirei ser um safe player que jogue pela certa. E sei que sou feliz assim, muito mais do que os que têm medo de arriscar, dos que recuam perante os primeiros obstáculos, dos que tremem quando têm que lutar pelas coisas…

Il Fenomeno

sexta-feira, outubro 14, 2005

Testes

Depois de terminados os testes e já ter uma nota, ficam as primeiras impressões.
O primeiro foi de macro e como tal já tenho a nota. O teste era relativamente fácil. Depois de ter corrigido os testes a milf entrega-os pessoalmente na aula, mas antes escreve todas as notas no quadro, obviamente sem os nomes, como já devem ter percebido os tipos por aqui são paranóicos com essas merdas da privacidade. A nota mais alta foi um 87%, a mais baixa 30% e a média 64%. Excusado será dizer que a malta da business school ocupa o fundo da tabela.
O vosso amigo foi segundo com uns belos 83%! Começo bem! A grande surpresa foi um indiano que está sempre nos copos mas foi terceiro com uns 78%. O primeiro não sei quem foi, por isso assumo que foi um chines.
O pior estava para vir. Estatística correu mal porque é uma matéria que não percebo muito bem. Prevejo ficar a meio ou parte inferior da tabela.
O culminar do descalabro foi micro. O exame era enorme, 4 problemas em 3 horas, um deles era sobre leilões, que depois de ter perdido demasiado tempo com algo que sabia que nunca consegueria fazer, fiquei sem tempo para os outros que sabia mais ou menos. Acrescente-se a isto que o espanhol tem fama de ser bastante fodido a corrigir nos anos anteriores as médias foram 16% e 21%. A única salvação é que isto é tudo relativo, portanto se os outros de enterraram mais que eu…

Uma nota agradável, aqui o pessoal tem bom humor antes e durante os exames. No exame de micro quando o TA italiano perguntou se alguém queria mais papel, o indiano respondeu “só se for higiénico”. No de macro alguém perguntou se podia assumir que a depreciação era 1 para facilitar as contas, ao que o portugues da business school responde prontamente “é só normalizares para 1” a malta de economia trocou um olhar sorridente a pensar “este tipo está em maus lençóis”; um indiano ainda lhe tentou explicar a diferença entre assumir e normalizar. Pelo resultado final acho que não teve grande efeito.
Cerebral

quinta-feira, outubro 13, 2005

Há idades para tudo

Uma das coisas que tem que se banir da sociedade são os velhos a tentarem "falar jovem".
Hoje na CGD onde trabalho agora ouvi uma senhora dos seus respeitáveis 50 anos a contar a uma amiga: "pois o meu filho ontem foi para a night..."
Cara senhora, conselho: Não! É preferivel ouvir uma pessoa da sua idade a dizer, foi para a boa vai ela, para a boite do que night e abanar o capacete. Estas palavras não devia, ser utilizadas por pessoas da sua idade à semelhança do que acontece com as minisaias ou os tops justos.

Il Fenomeno

Uma palavra chega

Hoje tive italiano. E pela segunda vez pude ver aquela minha colega que definira anteriormente como bombshell. Desta vez vou tentar definir a sua beleza de forma mais pungente e sucinta se conseguir. Cá vai então: Foda-se....

Il Fenomeno

Pauleta melhor marcador de sempre da Selecção Nacional

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Il Fenomeno

O boi que eu sou

Como sabem os instrutores do ginásio por norma são gajos musculados e grandes de fisico invejável.

Ora, hoje quando estava no ginásio a descansar entre duas séries de 20 repetições de 120 kg de supino uma senhora veio ter comigo a pedir-me ajuda num exercício, eu expliquei-lhe que era melhor perguntar a um dos instrutores e ela imediatamente pediu-me desculpa porque pensava que eu trabalhava lá.
Certo que ela tinha uns 60 anos e provavelmente sofria de cataratas mas fez-me pensar em relação ao boi que eu sou ou possivelmente ao ar de bronco que possa ter....

Il Fenomeno

quarta-feira, outubro 12, 2005

O meu senhorio

Não sei se já tinha escrito sobre isto. O meu senhorio é um peruano que acho ser panilas. Vou explicar, o tipo vive no andar de baixo com outro homem. O peruano não faz nada passa os dias a fumar, beber vinho branco e ler. O outro é mais novo e passa os dias a trabalhar em cenas da casa, tipo arranjar móveis e coisas do género. Portanto ainda não percebi bem se aquilo é uma relação entre iguais ou se ele é um rapaz contratado para tratar da casa e do “resto”. Ou apenas o meu senhorio é a femea e o outro o macho.
De qualquer modo, no outro dia quando fui entregar o cheque da renda, eram duas da tarde de um Sábado, fui procurá-lo no quintal das traseiras, onde normalmente costuma estar. Não o encontro, dou meia volta para me ir embora. Quando me estou a ir embora ouço uma voz a perguntar “quem está aí?”, respondo que sou eu com o cheque. Nisto, o tipo aparece-me na porta de cuecas (atenção que não são boxers, é a velha cueca branca), completamente despenteado e atarantado com o namorado a tentar esconder-se atrás dele. Explica-me que pensava que era um ladrão, eu apenas entreguei o cheque e tentei não me rir na cara dele. Não sei se consegui.
Cerebral

Escolinha

Aqui na minha zona há imensas escolas primárias, paro o meu carro todos os dias junto a uma. Não poderia deixar de falar no “school bus”, é igual ao dos filmes!! Exactamente igual ao dos Simpsons! Amarelo, com riscas pretas e aquela cena saida à frente que deve ser o motor (ou seja não tem a frente cortada com os autocarros normais). E depois há imensos, às oito na manhã só vejo “school buses” à minha volta.
É o único ponto positivo de ter aulas às 8 da manhã. Saío de casa com uma sweat-shirt, porque a essa hora ainda está frescote. E quando estaciono o carro perto de escola vejo a malta toda de mochila e lancheira a sair do “school bus”. Na passadeira junto à escola está uma preta com 100 quilos e um colete reflector, cada vez que um miúdo quer atravessar a estrada, ela levanta-se e vai para o meio da estrada com um sinal stop.
É deste modo idílico que começo os meus dias.
Cerebral

terça-feira, outubro 11, 2005

Sono un italiano vero

Non ho ancora trovato.
Il destino scherza di me penso. Mi sembra comme un gioco que faccio pèro perco sempre. Mi fa sognare, sembra de mi fare bene, al fine scherza di me. So che sinto ridere quando sbaglio.
Non che sia in freta di trovarcila pèro tanti sbagli mi fanno pensare...Ma bu, la vitta è cosi...C'è bisogno non di pensarcila ma do viverla!

P.S: Tenho que praticar o meu italiano, voltei a ter aulas e por falar nisso na minha aula está uma bombshell que categorizaria como uma meia final das Liga dos Campeões, muito muito bom...Além disso este texto é um passo em frente na internacionalização deste blog :)

Il Fenomeno

segunda-feira, outubro 10, 2005

Se nao tivesse visto nao acreditava

Este post e uma ode ha novidade, ao espanto, a fantasia.
Local: Minha casa
Dia: Sabado
Hora: 8 da Matina
Destino: Malibu (Zuma Beach)
Interpretes: Midas e Cerebral

Apos uns fins-de-semana iniciais em que o Cerebral se manteve fiel ao Body, eis que este macaco* qual Neandertal dos tempos modernos, resolve por-se em pe. O bicho deixou de ser rastejante para passar a surfar. Alias o Cerebral tinha ido na sexta-feira alugar uma prancha a Malibu, surfou na 6a sozinho (so ele e o mar) e ficou com a prancha de sexta para sabado (o aluguer e de 24 horas) .

O bicho nao primou pela pontualidade, mas e perfeitamente desculpavel dado que para sair da Faixa de Gaza e preciso mostrar uma porrada de documentos e passar em centenas de check-points.

Chegados a zona costeira em Santa Monica, foi-nos dado a perceber que as ondas em Santa Monica ja estavam decentes. O problema e que Santa Monica fica numa baia e numa baia nao e suposto haver ondas... Ha medida que iamos subindo a costa foi-nos de facto dado a perceber que naquele dia as coisas iam estar bravas. Chegados a Zuma Beach ficamos os dois a olhar para o mar. Nunca tinha visto uma coisa tao grande. Adicione-se a isto, o facto de que aqui as ondas rebentam em tubo pelo que quando quebram fazem um granda estrondo, epico. Enquanto eu fazia uns estiramentos o cerebral, mandou-se para a agua. (Deixem-me acrescentar que enquanto eu fazia umas corridas, vi um surfista entrar na agua e passados 5 minutos bazar. Aquela cena estava de facto forte. No entanto o Cerebral passou a rebentacao na boa.) Eu demorei na boa uns 10 minutos a chegar ate ao gajo. A minha prancha e uma mini-long-board e e uma beca tramada para fazer bicos-de-pato pelo que bang, para tras de novo (no entanto o Cerebral tinha uma long-board e nao teve grandes problemas). Enquanto isto ia ouvindo uns gritos. Era o Cerebral que enquanto estava a apanhar a onda, sabia que ia tralhar e portanto devia assinalar o momento com uns decibeis a altura. Mas o espantoso e que o bicho tentou com uma long-board apanhar ondas de mais de 2 metros. E o tipo nao fez uma vez isoladamente. Gritava sempre, mas tentava sempre outra vez. Fiquei parvo com a revelacao do homem que ha no Cerebral.

*Por acaso o macaco nem era para ser literal, mas por acaso ate es uma beca. Presumo nao ser o primeiro a dizer-te isso :)...

Midas

Higiene

Ainda não consegui encontrar produtos de higiene do meu agrado. A começar pelo desodorizante, sinto que cheiro a mexicano, pensei que o problema era da zona, então decidi procurar em Malibu, mas não, o problema é mesmo do país.
E a acabar no gel de banho, não consigo encontrar daquelas cenas cromas e com montes de cheiros. Mas estava todo contente porque num supermercado encontrei um gel de banho que parecia Fa, comprei imediatamente. Com o meu impulso consumista não li o rótulo com atenção. Quando estava no banho e vou despejar um pouco para as minhas mãos, saí-me um pó tipo pó talco. “Foda-se!! Enganei-me e comprei pó talco em vez de gel de banho?!?! Como posso ser tão estúpido?!?!”.
Perante esta dúvida lançada sobre a minha inteligencia, ponho-me a ler o rótulo ali mesmo, no duche. Fico bastante confuso, ainda agora não consigo perceber para que serve aquilo. “Shower to Shower. Island Fresh with citrus time released fragrance. Absorbent Body Powder”.
Seja o que for, não dá jeito nenhum para tomar banho, e ainda por cima não faz espuma. Portanto talvez tenha usado em demasia. Aviso-vos também que não deixa nenhum perfume agradável, basicamente saí o duche a sentir que não tinha tomado banho.
Cerebral

Limpezas

Andava com uma certa dificuldade em respirar dentro do meu quarto, não sei bem como explicar, mas acordava sempre com uma certa comichão no nariz e a espirrar. Já pensava “tudo menos ficar doente aqui, sem a mãe a avó para tratarem de mim”.
Até que outro dia, não me lembro bem porque, olhei para debaixo da minha cama e descobri a razão da minha “doença”. Tinha camadas de pó e porcaria, comecei a inspeccionar o resto do quarto e notei que o problema tinha alastrado por todo o lado. Não fazem ideia da quantidade de porcaria que se acumula em apenas 2 meses. O principal problema é que uma pessoa não nota, é quase como ver um filho crescer, só quando ele chega a casa completamente bebado é que percebemos que já não é um bébe de colo.
Pedi um aspirador emprestado aos indianos e acabei com a minha “doença”.
Cerebral

sexta-feira, outubro 07, 2005

Feedback

Mail que recebi hoje de um amigo meu da empresa:

"tenho de te dizer que sou um daqueles que não fazendo parte do teu circulo, gosto imenso de ler os posts do blog. o teu amigo que está na Califórnia escreve bastante bem e acima de tudo, é super descritivo, parece cenas de uma série."

Il Fenomeno

quarta-feira, outubro 05, 2005

Para aqueles que estão à espera de me ouvir com um sotaque americano lixado

Contem mais com um indiano dos Simpsons.
Cerebral

Asiáticos

Antes de começar quero apenas referir que utilizarei daqui em diante a definição americana de asiáticos. Isto é, chineses, coreanos, japoneses, ou seja, os indianos ficam de fora.

Confesso que a minha opinião relativamente a eles está a mudar gradualmente. Tenho reparado que de facto eles não são nenhuns bichos que só pensam em estudar e não socializam com os outros. O seu grande problema é a lingua, para eles é muito dificil falar ingles, tal como para um ocidental será falar chines, e como é natural acabam por ficar mais fechados na sua comunidade.

Agora que começo a ir almoçar com eles, às 11.30, vejo que são gajos perfeitamente normais, falam de gajas copos e bola, volto a referir o único problema é a dificuldade em comunicar em ingles. Quanto à questão de se fecharem entre eles é perfeitamente compreensivel, todos fazem o mesmo, apenas notamos mais nos chineses por eles serem muitos. O Midas pode confirmar melhor que eu, mas acho que ele também se dá mais com o outro portugues seu colega. Para mim a história do portugues que se mistura com toda a gente é um mito, não há nada disso nos nossos genes, apenas temos que faze-lo por sermos poucos e não haver outros portugueses com quem confraternizar. Mas mesmo assim, para nós viver na sociedade americana não é um choque tão grande como é para um asiático.

Fica aqui a minha admiração por essas pessoas que estão a fazer um esforço brutal para se integrarem num mundo completamente diferente do seu.
Cerebral

terça-feira, outubro 04, 2005

O meu primeiro BBQ

Este fim-de-semana houve um bbq, na praia organizado pelos alunos mais velhos do departamento. Ponto prévio não havia nenhum Americano, por isso não sei se posso considerar um verdadeiro bbq, mas adiante.
Estava com um pouco receio porque já tinha visto alguns grelhadores com resistencias em vez do tradicional carvão. O que tiraria toda a tesura do gajo que pega na grelha, porque seria mais parecido com um fogão. Mas tive sorte, era um grelhador tradicional e foram os turcos que pegaram na grelha. Deixem-me acrescentar que os gajos tinham um ar de tesos do caraças, eu até pensava que eram russos, de uma mafia qualquer.
Começou com uns hot-dogs e hamburgers, estes de várias qualidades, vaca, peru, veggie, etc. Eu inocentemente pensava que depois vinham os bifes e as costoletas, mas não é que os forretas só compraram hamburgers e hot-dogs. Este confesso foi o ponto que mais me decepcionou. Mas por outro lado gostei muito da praia, é uma praia onde se pode fazer bbq, o que implica que se pode fumar e beber cerveja, talvez por isso estivesse cheia num domingo à noite.
Antes da comezaina houve uma peladinha, Europa vs Ásia, onde a Europa era formada por mim e dois italianos, um rapaz e uma rapariga. A Ásia era formada por 3 chineses, todos rapazes, e um indiano que não ficou lá muito contente por ser incluído na Ásia (os tipos reclamam que a India é uma cena à parte). Demos-lhes uma tareia!! 3-1 em menos de 10 minutos de jogo!! Os asiáticos foram tombando a pouco e pouco até ficar o indiano sozinho na baliza.
Cerebral

Cartazes Autárquicas

Genial, os melhores cartazes das campanhas autárquicas em:

http://blogautarquicas.blogs.sapo.pt/

Com cartazes destes como é que o país não há-de estar onde está!

Il Fenomeno

segunda-feira, outubro 03, 2005

O meu roommate

Acho que já tinha referido que o meu roommate é um chines um bocado esquisito, só falei com ele uma vez e está sempre fechado no quarto. Pois este fim-de-semana tive grandes revelações.
Havia um facto que me andava a intrigar, o tipo tinha sempre a luz acesa, a qualquer hora da noite. Isto intrigava-me porque não sabia como o tipo conseguia dormir com a luz acessa. Pois bem aproveitei o chines estar no banho e entrei rapidamente no seu quarto. Não é que o bicho tem a cama dentro do armário?! Nós por aqui temos umas coisas chamadas walk-in-closet, que normalmente servem para guardar roupa, excepto para o meu companheiro que faz daquilo toca.

Mas o melhor estava para vir e chegou no Domingo. Estava eu bastante cansado a voltar para casa Domingo à noite e quando vou à cozinha buscar qualquer coisa para comer encontro uma chinesa a falar ao telemóvel. Rapidamente explica-me que é amiga do chines e pergunta se está a incomodar, respondo “claro que não podes estar à vontade”. Ela ainda ficou naquilo mais de 20 minutos, e eu a pensar “então o grunho manda a miúda telefonar para fora do quarto?!”. Quando vou para o meu quarto começo a ouvir uns risinhos malandros, acho que houve acção, ela ao telefone estava a perguntar às amigas como se fazia e depois foi por em prática os ensinamentos.
Fui dormir a pensar “como é possivel que este gajo que não me sai do quarto e não fala consiga uma miúda? Provavelmente é só uma amiga e eu é que estou para aqui com invenções.” Mas hoje de manhã tive a prova definitiva que o meu roommate facturou. Quando ia à casa de banho com um ar ensoado vejo a chinesa a fugir assustada, talvez por me ter visto, para o quarto do seu amor. Por fim, já vestido e pronto para mais um dia de escola encontro desta vez o meu roommate que tinha ido levar a miúda à porta, e o cabrão faz-me aquele sorrisinho vitorioso.
Cerebral

sábado, outubro 01, 2005

Leitores

Sempre achei curiosidade a quem nos lê aqui no blog. O crescimento notório do número de visitantes (muito por culpa também do efeito Cerebral e as suas apaixonantes crónicas)demonstra que existem pessoas fora do "círculo habitual" que vêm nos vivsitar pelo menos esporadicamente.

Para além dos amigos comuns sei de amigos e colegas meus que lêem este blog sem saber quais são os restantes elementos. E o inverso se passará. Lembro-me de um colega meu que apesar de não o conhecer gostava muito das criticas politicas do BB, talvez por também ele ser um facho que acredita em Deus, Família e Pátria.

E acho que esta é a força do blog. A união de todos e as particularidades de cada um, uma vez que a escrita, tópicos e periodicidade são completamente heterógeneas entre nós. Daí que compreendendo as razões que levaram Midas a enverdar por uma carreira a solo (espero que parcial) e a mim a experimentar outros projectos esta será sempre a casa mãe.

Quando a nossa leitora Marta diz que o que acha divertido são os comments e os posts do Cerebral e da Isabel F. (a qual desde já agradeço por ser uma mais valia) está a provar isso mesmo, que pode-se não gostar dos outros mas este blog tem tal diversidade que se consegue agradar a cada um. Consegue-se no fundo tocar bombo e violino. É como se fossemos um restaurante com vários menus, o leitor vem cá e escolhe o que quer consumir.

Il Fenomeno