1.57pm: After farming out Azar Karadas on loan to Portsmouth, Benfica have given Pompey fans further cause to boo by pipping Alain Perrin to the loan signing of Juventus striker Fabrizio Miccoli.
in guardian (noticias de transferências)
Il Fenomeno
quarta-feira, agosto 31, 2005
Momento TVI
Helder Pedro Capela, jornalista (?) da TVI em directo de Viseu a tentar obter a reacção de Manuel Alegre.
HPC: - Manuel Alegre...boa tarde...boa noite, então sempre vai avançar para a candidatura a Belém?
MA: - Bom, eu penso que não foi isso que eu disse...o que eu disse é que a decisão do PS em apoiar outra candidatura cria um problema para mim e à minha disponibilidade e portanto não quero estar a ser acusado de dividir a Esquerda e portanto não irei avançar...
HPC: - Mas então vai mesmo avançar para Belém?
MA: - Mas eu estou a...falei português ou quê?!
(Entretanto, MA vira costas e continua pela sala do restaurante)
HPC (a custo atrás do não-candidato): - Mas vai mesmo avançar para Belém?
Perante a não-resposta de Alegre, HPC conclui o directo com: "Bom, e parece que fica a ideia que Manuel Alegre vai mesmo avançar para Belém contra Mário Soares..."
Pedro Pinto (Pivot em estúdio, com um ar embaraçado): - Bom, fica essa ideia que Manuel Alegre não vai avançar para a corrida a Belém..."
Il Fenomeno
HPC: - Manuel Alegre...boa tarde...boa noite, então sempre vai avançar para a candidatura a Belém?
MA: - Bom, eu penso que não foi isso que eu disse...o que eu disse é que a decisão do PS em apoiar outra candidatura cria um problema para mim e à minha disponibilidade e portanto não quero estar a ser acusado de dividir a Esquerda e portanto não irei avançar...
HPC: - Mas então vai mesmo avançar para Belém?
MA: - Mas eu estou a...falei português ou quê?!
(Entretanto, MA vira costas e continua pela sala do restaurante)
HPC (a custo atrás do não-candidato): - Mas vai mesmo avançar para Belém?
Perante a não-resposta de Alegre, HPC conclui o directo com: "Bom, e parece que fica a ideia que Manuel Alegre vai mesmo avançar para Belém contra Mário Soares..."
Pedro Pinto (Pivot em estúdio, com um ar embaraçado): - Bom, fica essa ideia que Manuel Alegre não vai avançar para a corrida a Belém..."
Il Fenomeno
Estou em estado de choque...
"Simão em Liverpool para realizar testes médicos"
Como anseio que esta noticia seja falsa...
Big Boss
Como anseio que esta noticia seja falsa...
Big Boss
terça-feira, agosto 30, 2005
Paixão platónica
Há uns tempos atrás um amigo meu virou-se para mim e disse que tinha uma paixão platónica por uma rapariga que encontrava regularmente na discoteca onde ia basicamente todas as semanas.
Nunca tinha falado com ela ou sabia quem ela era mas ela "tinha qualquer coisa", definido-a assim na mais indefinidas das definições.
Ora, aconteceu-me o mesmo. Imaginem uma rapariga que falou comigo duas ou três vezes. Qu8e nem sequer conheço bem nem ninguém que a conheça muito bem. Que é gira, mas nada nunca visto, mas que "tem qualquer coisa".
Já sei o que estão a dizer: "Mas estás à espera do quê?! Vai que é tua Taffareu!". Embalado por este espirito eu falei com ela. Nessa altura, foi antes das férias, estava a pelar da cara e tinha umas manchas. Ela vira-se para mim e diz "Tens de ter cuidado, tás com manchinhas na cara." Resposta deste imbecil: "Pois. Estou a desbotar. Sabes como é devia ter ido lavar a 30 graus e fui a 60.". Silêncio embaraçoso. Ela baixa a cabeça. E eu rezo para que se abra um buraco no chão para eu fugir.
Portanto o melhor é deixar estas paixões no imaginário. Guardar para nós o qualquer coisa que elas tenham.
Na minha mente levanta-se apenas uma pergunta como é que estas paixões nascem? Será quimico? Será que existe uma feromona especial que nos apanha? Que elas têm e outras não? Porque, normalmente, nem sequer se conhece a pessoas. Bem, não sei muito bem mas aprendi que raparigas e metáforas sobre desbotar na máquina de lavar não combinam :)
Il Fenomeno
Nunca tinha falado com ela ou sabia quem ela era mas ela "tinha qualquer coisa", definido-a assim na mais indefinidas das definições.
Ora, aconteceu-me o mesmo. Imaginem uma rapariga que falou comigo duas ou três vezes. Qu8e nem sequer conheço bem nem ninguém que a conheça muito bem. Que é gira, mas nada nunca visto, mas que "tem qualquer coisa".
Já sei o que estão a dizer: "Mas estás à espera do quê?! Vai que é tua Taffareu!". Embalado por este espirito eu falei com ela. Nessa altura, foi antes das férias, estava a pelar da cara e tinha umas manchas. Ela vira-se para mim e diz "Tens de ter cuidado, tás com manchinhas na cara." Resposta deste imbecil: "Pois. Estou a desbotar. Sabes como é devia ter ido lavar a 30 graus e fui a 60.". Silêncio embaraçoso. Ela baixa a cabeça. E eu rezo para que se abra um buraco no chão para eu fugir.
Portanto o melhor é deixar estas paixões no imaginário. Guardar para nós o qualquer coisa que elas tenham.
Na minha mente levanta-se apenas uma pergunta como é que estas paixões nascem? Será quimico? Será que existe uma feromona especial que nos apanha? Que elas têm e outras não? Porque, normalmente, nem sequer se conhece a pessoas. Bem, não sei muito bem mas aprendi que raparigas e metáforas sobre desbotar na máquina de lavar não combinam :)
Il Fenomeno
Porque sou mais
Abro o computador. Como às vezes o faço navego por outros blogs, de amigos, conhecidos, de hábitos. Leio atentamente o texto de um amigo. Sofre. Relação falhada. Sente-se perdido como se a vida o tivesse abandonado.
Penso nisso. Quantas vezes neste mesmo teclado, escrevi sobre isso. Quantas vezes o que escrevi foi dor, incompreensão, neste blog, para mim, em textos soltos. É a lei da vida. Como alguém disse um dia: "Já todos fomos a vítima e o vilão, já abandonamos e já fomos abandonamos. Para quê perguntar o porquê das coisas, se todos sabemos que essa resposta não existe."
Sorrio. É irónico os estados de espirito. Por uma vez vou confessar-me com um sorriso nos lábios e não com uma dor na alma. Por uma vez vou dizer que não preciso de razões para estar feliz. Não estou melhor nem pior do que estava à 2,3, 6, 20 meses atrás. Apenas mais feliz...
Olho o meu reflexo na janela do escritório e gosto do que vejo. Talvez por estar desfocado, talvez por saber que sou melhor agora. Consegui matar muitas das minhas inseguranças, dramas e merdas...consegui assimilar a filosofia que tanto tentava cumprir. Sou mais pacifico, tranquilo e puro.
Vou sofrer, passar periodos maus (como quando abrir o talão de vencimento do próximo mês) mas vou superar.
Há quem goste de dizer que mudei muito. Até pode ser que sim. Mas sou melhor pessoa agora para mim e para os outros do que era. E isso afinal é o mais importante.
Il Fenomeno
Penso nisso. Quantas vezes neste mesmo teclado, escrevi sobre isso. Quantas vezes o que escrevi foi dor, incompreensão, neste blog, para mim, em textos soltos. É a lei da vida. Como alguém disse um dia: "Já todos fomos a vítima e o vilão, já abandonamos e já fomos abandonamos. Para quê perguntar o porquê das coisas, se todos sabemos que essa resposta não existe."
Sorrio. É irónico os estados de espirito. Por uma vez vou confessar-me com um sorriso nos lábios e não com uma dor na alma. Por uma vez vou dizer que não preciso de razões para estar feliz. Não estou melhor nem pior do que estava à 2,3, 6, 20 meses atrás. Apenas mais feliz...
Olho o meu reflexo na janela do escritório e gosto do que vejo. Talvez por estar desfocado, talvez por saber que sou melhor agora. Consegui matar muitas das minhas inseguranças, dramas e merdas...consegui assimilar a filosofia que tanto tentava cumprir. Sou mais pacifico, tranquilo e puro.
Vou sofrer, passar periodos maus (como quando abrir o talão de vencimento do próximo mês) mas vou superar.
Há quem goste de dizer que mudei muito. Até pode ser que sim. Mas sou melhor pessoa agora para mim e para os outros do que era. E isso afinal é o mais importante.
Il Fenomeno
Já andei nas ondas do Pacífico!!!
Fui duas vezes à praia, a primeira a Malibu, um clássico, e a segunda a Zuma Beach.
Levantei-me no Domingo às 7.45 cheio de pica porque sabia que iam estar boas ondas e não queria apanhar muita gente dentro de água, mas deixem-me que vos diga às 8.30 as praias já estão cheias. Mas rapidamente descobri que aqui isso não é um grande problema porque há bastantes ondas e o pessoal é civilizado.
Primeira nota, isto por estas bandas é só surfistas, aliás em Malibu era o único bodyboarder. Confesso que este facto me causou algum receio de ser mal recebido dentro de água, receio este que desapareceu ao fim de alguns minutos. O pessoal é muito porreiro, pelo menos até agora. Um quarentão com a sua long-board dava-me uns conselhos do género "essa onda não é boa, vai fechar toda". Um surfista uma vez apanhou uma onda na qual eu ia e pediu-me logo desculpa, não me tinha visto.
Quando estava a regressar para o carro um tipo de quarenta e poucos anos pergunta se pode acender o cigarro no isqueiro do meu carro para não ter que caminhar até ao seu. Respondo que não há problema e aí ele começa a lamentar-se "cresci nesta praia e nos anos 70 é que era, podiamos fumar e beber na praia, grandes festas...". Como não estava a perceber o que ele realmente queria dizer perguntei "mas aqui não podes fumar na praia?", ao que ele responde espantado "claro que não, és logo multado. Porque pensas que estou a fumar aqui, na beira da estrada? Também não podes beber nenhuma bebida alcoólica, nem cerveja!" Por esta altura já eu estava com um ar completamente parvo, não tinha a mais pequena noção destas regras, disse-lhe exactamente isso acrescentando que era de Portugal e que lá podia fazer tudo isso nas praias. Ele olhou para mim com um ar nostálgico "ah, mas isso é a Europa..." com isto despediu-se de mim estendendo-me o punho fechado, ao que eu repliquei com um pequeno murro na sua mão.
Cerebral
Levantei-me no Domingo às 7.45 cheio de pica porque sabia que iam estar boas ondas e não queria apanhar muita gente dentro de água, mas deixem-me que vos diga às 8.30 as praias já estão cheias. Mas rapidamente descobri que aqui isso não é um grande problema porque há bastantes ondas e o pessoal é civilizado.
Primeira nota, isto por estas bandas é só surfistas, aliás em Malibu era o único bodyboarder. Confesso que este facto me causou algum receio de ser mal recebido dentro de água, receio este que desapareceu ao fim de alguns minutos. O pessoal é muito porreiro, pelo menos até agora. Um quarentão com a sua long-board dava-me uns conselhos do género "essa onda não é boa, vai fechar toda". Um surfista uma vez apanhou uma onda na qual eu ia e pediu-me logo desculpa, não me tinha visto.
Quando estava a regressar para o carro um tipo de quarenta e poucos anos pergunta se pode acender o cigarro no isqueiro do meu carro para não ter que caminhar até ao seu. Respondo que não há problema e aí ele começa a lamentar-se "cresci nesta praia e nos anos 70 é que era, podiamos fumar e beber na praia, grandes festas...". Como não estava a perceber o que ele realmente queria dizer perguntei "mas aqui não podes fumar na praia?", ao que ele responde espantado "claro que não, és logo multado. Porque pensas que estou a fumar aqui, na beira da estrada? Também não podes beber nenhuma bebida alcoólica, nem cerveja!" Por esta altura já eu estava com um ar completamente parvo, não tinha a mais pequena noção destas regras, disse-lhe exactamente isso acrescentando que era de Portugal e que lá podia fazer tudo isso nas praias. Ele olhou para mim com um ar nostálgico "ah, mas isso é a Europa..." com isto despediu-se de mim estendendo-me o punho fechado, ao que eu repliquei com um pequeno murro na sua mão.
Cerebral
domingo, agosto 28, 2005
Lixo nómada
É um conceito engraçado. Mais engraçado fica quando se torna realidade. Tudo começa em nossa casa quando decidimos fazer uma arrumação e decidimos deitar fora uma cadeira, ou uma moldura, um trabalho antigo, ou até uma vassoura já ressequida. Como somos cidadãos responsáveis, em vez de juntarmos ao lixo normal de casa, levamos até aos contentores de reciclagem mais pertos. Como são objectos que não cabem nos orifícios, deixamos encostados aos contentores. Passado 10 minutos voltamos lá para colocar mais qualquer coisa e reparamos que já não está lá a moldura ou cadeira que tínhamos deixado. O pensamento que se segue é: “Olha, ao menos vai dar geito a alguém”. Passado 3 ou 4 dias, porque a arrumação em casa foi grande, ainda temos coisas para deitar fora. Como tal voltamos a levar coisas velhas para os contentores. Para nosso espanto, quando chegamos lá vemos novamente a nossa moldura, ou a nossa cadeira. Pensamento que se segue: “Olha afinal não combinava com o resto da mobília, ou então levou nas orelhas da mulher por trazer lixo para dentro de casa.”
A verdade é que o lixo nómada é uma realidade, e por vezes chegamos a ver o mesmo objecto junto aos contentores 2 ou 3 semanas seguidas, em neste período passa por 3 ou 4 casas lá do bairro.
vaselinas
A verdade é que o lixo nómada é uma realidade, e por vezes chegamos a ver o mesmo objecto junto aos contentores 2 ou 3 semanas seguidas, em neste período passa por 3 ou 4 casas lá do bairro.
vaselinas
sábado, agosto 27, 2005
SLBenfica vs gil vicente
Eu que tanto critiquei o Midas por não assistir a jogos da Superliga, rectifico tudo o que disse e congratulo-o por não ver vergonhas como aquelas que o Gil Vicente hoje veio fazer ao Estádio da Luz. O lugar de um clube que joga daquela forma só pode ser a II liga... é bom assistir a um jogo entre o Brimingham e o West Bromwich onde impera a vontade de jogar e de agradar os adeptos.
Quanto ao jogo do Benfica, gostei de o ver jogar em 3-4-3 (pena o Beto não ter pernas para fazer a ala). Quanto ao resultado, foi azar. Depois de falhar um penalty sofre logo de seguida um golo...
Querem que fale do árbitro? Pois bem, não lhe critico nem os penalties que ficaram por assinalar (simão logo aos 5 minutos, luisao aos 35 minutos - tal e qual aquela falta de ricardo rocha sobre moses o ano passado no algarve e que todos criticaram, e geovanni aos 75 minutos) e nem aquele que foi assinalado (que do lugar onde estou mais me pareceu que o Nuno Gomes ao sentir o toque se deixou cair - sim, porque em Portugal isso nunca acontece! os jogadores ficam sempre firmes de pé! Nunca se atiram para o chão!). Critico sim o facto de cooperar com o anti-desportivismo dos jogadores do gil... uma questão: anti-desportivismo não dá direito a expulsão?
Big Boss
Quanto ao jogo do Benfica, gostei de o ver jogar em 3-4-3 (pena o Beto não ter pernas para fazer a ala). Quanto ao resultado, foi azar. Depois de falhar um penalty sofre logo de seguida um golo...
Querem que fale do árbitro? Pois bem, não lhe critico nem os penalties que ficaram por assinalar (simão logo aos 5 minutos, luisao aos 35 minutos - tal e qual aquela falta de ricardo rocha sobre moses o ano passado no algarve e que todos criticaram, e geovanni aos 75 minutos) e nem aquele que foi assinalado (que do lugar onde estou mais me pareceu que o Nuno Gomes ao sentir o toque se deixou cair - sim, porque em Portugal isso nunca acontece! os jogadores ficam sempre firmes de pé! Nunca se atiram para o chão!). Critico sim o facto de cooperar com o anti-desportivismo dos jogadores do gil... uma questão: anti-desportivismo não dá direito a expulsão?
Big Boss
sexta-feira, agosto 26, 2005
Eleições Autárquicas
Perguntaram-me algumas vezes em quem votaria nas autárquicas. Sendo de Oeiras a pergunta era invariavelmente: "Vais votar Isaltino?". Não. Recuso-me a votar em alguém que comprovadamente meteu dinheiro ao bolso. A minha consciência não mo permitiria.
Mas depois surge a dúvida mas em quem? A única informação que tinha eram os cartazes com dizeres como "Seriedade e Dinamismo"; "Oeiras mais à frente"; "Uma prostituta para cada Oeirense". E nós eleitores ficamos na mesma.
Imaginam por isso o meu contentamento quando vi que na SIC Noticias ia haver um debate entre os candidatos à câmara de Oeiras.
A primeira nota foi para o facto de o candidato da CDU não ter sido convidado, aparentemente a SIC já escolhe quem vai poder ganhar, o que levou a uma manifestação deste partido.
Assistimos por isso a um debate a três entre Teresa Zambujo (ou Zambujal) do PSD, Emanuel Martins do PS e Isaltino Morais do...Isaltino Morais.
O que eu assisti foi uma hora que consigo resumir em três linhas:
Isaltino Morais:"sou o maior.Eu fiz tudo em Oeiras"
Teresa Zambujo (ou será Zambujal):"O Isaltino não fez tudo sozinho eu tb estava lá."
Emanuel Martins:"Se não fossemos nós o Isaltino não tinha feito nada.Olhem como eles estão divididos votem em nós"
Agora imaginem estas ideias repetidas à exaustão durante uma hora sem uma ideia sem se diferenciarem, sem projectos...
E depois disto ficou-me uma pergunta: Em quem é que eu voto afinal?
Il Fenomeno
Mas depois surge a dúvida mas em quem? A única informação que tinha eram os cartazes com dizeres como "Seriedade e Dinamismo"; "Oeiras mais à frente"; "Uma prostituta para cada Oeirense". E nós eleitores ficamos na mesma.
Imaginam por isso o meu contentamento quando vi que na SIC Noticias ia haver um debate entre os candidatos à câmara de Oeiras.
A primeira nota foi para o facto de o candidato da CDU não ter sido convidado, aparentemente a SIC já escolhe quem vai poder ganhar, o que levou a uma manifestação deste partido.
Assistimos por isso a um debate a três entre Teresa Zambujo (ou Zambujal) do PSD, Emanuel Martins do PS e Isaltino Morais do...Isaltino Morais.
O que eu assisti foi uma hora que consigo resumir em três linhas:
Isaltino Morais:"sou o maior.Eu fiz tudo em Oeiras"
Teresa Zambujo (ou será Zambujal):"O Isaltino não fez tudo sozinho eu tb estava lá."
Emanuel Martins:"Se não fossemos nós o Isaltino não tinha feito nada.Olhem como eles estão divididos votem em nós"
Agora imaginem estas ideias repetidas à exaustão durante uma hora sem uma ideia sem se diferenciarem, sem projectos...
E depois disto ficou-me uma pergunta: Em quem é que eu voto afinal?
Il Fenomeno
Rabófilos e mamófilos
Tenho partilhado informalmente a classificação masculina de rabófilos e mamófilos urge passá-la para a perenidade da escrita.
Cada um de nós, homens heterossexuais, colocamo-nos numa linha continua que tem num extremo a rabofilia e no outro a mamofilia.
Por rabofilia (e apesar do nome algo traiçoeiro) entende-se o culto do rabo, ou seja, o homem rabófilo (é totalmente heterossexual apesar do nome) centra-se no rabo das mulheres como parte mais importante do seu corpo. Normalmente são mulheres mais magras que detém um rabo mais torneado. Os seios, embora sempre importantes, não precisam de ser exageradamente grandes para este tipo de homem.
A mamofilia é o culto das mamas. Para os homens mamófilos, os seios são o centro de tudo. Podem até admitir uma banhazinha a mais, um rabo celulitico em troca de mamários de dimensões avantajadas.
Dir-me-ão que me esqueci de duas categorias:
Os rabomamófilos, ou seja que adoram as duas partes e os pilófilos que gostam é de pilas.
Em relação ao rabomamófilos penso não serem uma categoria per si. Todos nós o somos. Claro que todos preferimos uma mulher com os dois atributos bastante bons (e inteligentes e cultas e etc...) mas na verdade escasseam as que cumprem esses requisitos. Como tal todos nós temos que fazer uma escolha prática de abdicar de um para ter outro e daí ser uma linha continua onde a maioria de nós não é 100% rabófilo nem 100% mamófilo.
Em relação aos pilófilos não tenho maneira de saber portanto deixo-o para especialistas do assunto.
Il Fenomeno
Cada um de nós, homens heterossexuais, colocamo-nos numa linha continua que tem num extremo a rabofilia e no outro a mamofilia.
Por rabofilia (e apesar do nome algo traiçoeiro) entende-se o culto do rabo, ou seja, o homem rabófilo (é totalmente heterossexual apesar do nome) centra-se no rabo das mulheres como parte mais importante do seu corpo. Normalmente são mulheres mais magras que detém um rabo mais torneado. Os seios, embora sempre importantes, não precisam de ser exageradamente grandes para este tipo de homem.
A mamofilia é o culto das mamas. Para os homens mamófilos, os seios são o centro de tudo. Podem até admitir uma banhazinha a mais, um rabo celulitico em troca de mamários de dimensões avantajadas.
Dir-me-ão que me esqueci de duas categorias:
Os rabomamófilos, ou seja que adoram as duas partes e os pilófilos que gostam é de pilas.
Em relação ao rabomamófilos penso não serem uma categoria per si. Todos nós o somos. Claro que todos preferimos uma mulher com os dois atributos bastante bons (e inteligentes e cultas e etc...) mas na verdade escasseam as que cumprem esses requisitos. Como tal todos nós temos que fazer uma escolha prática de abdicar de um para ter outro e daí ser uma linha continua onde a maioria de nós não é 100% rabófilo nem 100% mamófilo.
Em relação aos pilófilos não tenho maneira de saber portanto deixo-o para especialistas do assunto.
Il Fenomeno
terça-feira, agosto 23, 2005
Refeições
Enquanto leio o Sporting a levar na pá compartilho convosco as minhas amarguras culinárias.
O processo começa com a ida ao supermercado, posso já adiantar que é a melhor parte da refeição. Como eu adoro ir ao supermercado! Ver todos aqueles produtos alinhados por cores e marcas! Parecem deliciosos! Aí a minha imaginação cozinha pratos deliciosos (massas com molhos cromos, vegetais frescos, carne boa, etc). Enquanto vislumbro estas maravilhas culinárias vou metendo produtos, algo aleatoriamente, no meu carrinho.
A primeira desilusão acontece quando chego a casa e arrumo os produtos no frigorífico. Começo a perceber que não há uma grande relação entre o prato sonhado e os ingredientes comprados. Mas não desanimo! Penso sempre, "esta merda no prato depois de cozinhada é um pitéu".
Quando chega a altura de por as mãos na massa já não estou tão confiante, conforme os ingredientes vão saindo do micro-ondas, do fogão ou do frigorífico a minha ilusão vai desaparecendo. Até que acabo sentado à mesa a comer uma valente merda que só a como por estar cheio de fome. Confesso que isto é um choque para mim, sempre estive habituado a que a refeição fosse um momento de prazer, agora é algo que faço só para não morrer.
Contudo continuo a adorar ir ao supermercado...
Cerebral
O processo começa com a ida ao supermercado, posso já adiantar que é a melhor parte da refeição. Como eu adoro ir ao supermercado! Ver todos aqueles produtos alinhados por cores e marcas! Parecem deliciosos! Aí a minha imaginação cozinha pratos deliciosos (massas com molhos cromos, vegetais frescos, carne boa, etc). Enquanto vislumbro estas maravilhas culinárias vou metendo produtos, algo aleatoriamente, no meu carrinho.
A primeira desilusão acontece quando chego a casa e arrumo os produtos no frigorífico. Começo a perceber que não há uma grande relação entre o prato sonhado e os ingredientes comprados. Mas não desanimo! Penso sempre, "esta merda no prato depois de cozinhada é um pitéu".
Quando chega a altura de por as mãos na massa já não estou tão confiante, conforme os ingredientes vão saindo do micro-ondas, do fogão ou do frigorífico a minha ilusão vai desaparecendo. Até que acabo sentado à mesa a comer uma valente merda que só a como por estar cheio de fome. Confesso que isto é um choque para mim, sempre estive habituado a que a refeição fosse um momento de prazer, agora é algo que faço só para não morrer.
Contudo continuo a adorar ir ao supermercado...
Cerebral
sábado, agosto 20, 2005
Deixem-me falar um pouco sobre a minha actual universidade
A primeira ideia que tenho é que se define por oposição a UCLA. UCLA é a universidade do estado, para onde vão os melhores alunos e que tem os melhores professores. Enquanto USC é uma universidade privada para onde vão os meninos ricos e que aposta bastante no desporto (campeã de futebol nos últimos 2 anos, nas última olimpiadas de USC fosse um paías teria ficado em 12º lugar). Como é obvio a rivalidade entre elas é enorme e dizem que o expoente máximo são os jogos de futebol. O Midas depois poderá explicar melhor, mas a localização também é muito diferente. UCLA, está numa zona "in" com bairros bonitos e bares porreiros, acho que é das melhores zonas para sair em LA. Já USC, está literalmente no meio do gueto! Cada vez mais tenho noção disso, casas velhas, mendigos nas ruas com carrinhos de supermercado cheios de merdas, nos supermercados a maioria são famílias pobres, agarrados (outro dia uma virou-se para mim e disse que os óculos escuros que tinha era para usar quando estivesse pedrada), etc...
Mas meus amigos, tenham calma, nem tudo é mau. As aulas estão a começar e estou completamente parvo com a quantidade e qualidade das alunas! Impressionante!!! Esta merda é só meninas ricas todas produzidas e boas, a típica loura, bem feita, com mini-saia e decote ( aqui faz muito calor).
Cerebral
Mas meus amigos, tenham calma, nem tudo é mau. As aulas estão a começar e estou completamente parvo com a quantidade e qualidade das alunas! Impressionante!!! Esta merda é só meninas ricas todas produzidas e boas, a típica loura, bem feita, com mini-saia e decote ( aqui faz muito calor).
Cerebral
Está tudo louco!!!
No cagagésimo curso sobre dar aulas, desta vez com um historiador excêntrico, tive as seguintes revelações sobre os americanos. Uma pequena nota, o facto da minha turma nesse curso ser o pessoal de economia mais história e estudos americanos pode enviezar um bocado a coisa, principalmente por causa dos dois últimos.
Primeiro um preto com ar de rapper levantou a questão "como é que os alunos olhariam para ele, visto ser um afro-americano". O historiador respondeu muito sério que não havia nada a fazer, os jovens estavam carregados de 20 anos de preconceito. Este ponto até posso dar de barato visto em Portugal não termos negros nestas posições para poder tecer alguma comparação. Depois uma rapariga levanta o mesmo problema, mas agora por ser mulher, aqui a paciência começou a atingir os limites. Enquanto eles alegremente falavam na escravatura e na posição subalterna da mulher ao longo dos tempos.
A cereja no topo do bolo foi quando falámos de comportamentos sexualmente ofensivos. Voltou a falar em deixar sempre a porta do gabinete aberta, não olhar só para as raparigas. Até aqui tudo bem. Depois contou uma história de um assistente que tinha no seu gabinete um postal que os amigos lhe tinham enviado do Hawaii, postal esse que tinha umas havaianas em bikini. Os alunos consideraram tal postal sexualmente ofensivo, fizeram queixa do assistente, e ele foi castigado.
Cerebral
Primeiro um preto com ar de rapper levantou a questão "como é que os alunos olhariam para ele, visto ser um afro-americano". O historiador respondeu muito sério que não havia nada a fazer, os jovens estavam carregados de 20 anos de preconceito. Este ponto até posso dar de barato visto em Portugal não termos negros nestas posições para poder tecer alguma comparação. Depois uma rapariga levanta o mesmo problema, mas agora por ser mulher, aqui a paciência começou a atingir os limites. Enquanto eles alegremente falavam na escravatura e na posição subalterna da mulher ao longo dos tempos.
A cereja no topo do bolo foi quando falámos de comportamentos sexualmente ofensivos. Voltou a falar em deixar sempre a porta do gabinete aberta, não olhar só para as raparigas. Até aqui tudo bem. Depois contou uma história de um assistente que tinha no seu gabinete um postal que os amigos lhe tinham enviado do Hawaii, postal esse que tinha umas havaianas em bikini. Os alunos consideraram tal postal sexualmente ofensivo, fizeram queixa do assistente, e ele foi castigado.
Cerebral
terça-feira, agosto 16, 2005
A carrinha surfista...
Relações, sensações e afins...
Primeiro, o que todos querem saber, a cena com a romena. Ela tem uma namorado romeno que vai estudar para ucla. Ao que vocês respondem, deixa lá puto, o importante é que remataste à baliza. Bom... Não foi bem assim... Basicamente, não houve nenhum remate, apenas nos estamos a tornar mais amigos e como é normal vão falando de coisas mais pessoais. Julgo que me posso orgulhar de pelo menos ter boas amigas.
Quanto à malta, no curso para assistente comecei a dar-me com uma série de pessoal de outros departamentos, mas os gajos mais porreiros são os indianos do meu departamento. Um deles é muito cómico e estão sempre disponiveis para a pândega. Tinha a ideia que os indianos eram uns nerds que só pensavam em matemática, mas os tipos explicaram-me que isso é o pessoal de ciências, economia é um curso de artes portanto não percebem nada de matemática (o que é mais ou menos verdade), mas são bons a contar histórias e piadas (também se confirma). Os gajos dizem que eu ia adorar a India, "is a free country, you can do whatever you want" talvez tenham razão.
Queria também realçar a afinidade entre europeus, é impressionante como dentro da Europa tentamos enfatizar as nossas diferenças, mas quando largados no meio da selva entre americanos, chineses e indianos, percebemos que somos tão parecidos na nossa vivência e no modo como avaliamos a realidade onde estamos. O primeiro tema com um europeu é sempre futebol!
No gabinete de apoio aos estudantes internacionais há um mapa do mundo onde cada país está assinalado com uma cor consoante o número de estudantes que tem na usc. Portugal, não tem nada assinalado.Sinto que estou a trilhar uma selva nunca antes explorada, e até agora só tenho tido comentários muito elogiosos, "oh, tu é que és o português, já tinha ouvido falar de ti", "precious commodity". Mas o peso também é grande, sinto que de um certo modo estou a moldar a visão que eles têm dos portugueses, portanto se um dia um estrangeiro vos disser que os portugueses são "tipos porreiros, que dizem umas piadas, dão-se bem com as miúdas, mas no final do dia não facturam", provavelmente estudaram na usc.
Cerebral
Quanto à malta, no curso para assistente comecei a dar-me com uma série de pessoal de outros departamentos, mas os gajos mais porreiros são os indianos do meu departamento. Um deles é muito cómico e estão sempre disponiveis para a pândega. Tinha a ideia que os indianos eram uns nerds que só pensavam em matemática, mas os tipos explicaram-me que isso é o pessoal de ciências, economia é um curso de artes portanto não percebem nada de matemática (o que é mais ou menos verdade), mas são bons a contar histórias e piadas (também se confirma). Os gajos dizem que eu ia adorar a India, "is a free country, you can do whatever you want" talvez tenham razão.
Queria também realçar a afinidade entre europeus, é impressionante como dentro da Europa tentamos enfatizar as nossas diferenças, mas quando largados no meio da selva entre americanos, chineses e indianos, percebemos que somos tão parecidos na nossa vivência e no modo como avaliamos a realidade onde estamos. O primeiro tema com um europeu é sempre futebol!
No gabinete de apoio aos estudantes internacionais há um mapa do mundo onde cada país está assinalado com uma cor consoante o número de estudantes que tem na usc. Portugal, não tem nada assinalado.Sinto que estou a trilhar uma selva nunca antes explorada, e até agora só tenho tido comentários muito elogiosos, "oh, tu é que és o português, já tinha ouvido falar de ti", "precious commodity". Mas o peso também é grande, sinto que de um certo modo estou a moldar a visão que eles têm dos portugueses, portanto se um dia um estrangeiro vos disser que os portugueses são "tipos porreiros, que dizem umas piadas, dão-se bem com as miúdas, mas no final do dia não facturam", provavelmente estudaram na usc.
Cerebral
Já tenho carro!!!! Uma ford escort wagon de 1998!!!! Comrádio e ar-condicionado!!Tem ar de carrinha de surfista!!
Farto de andar por stands de mexicanos o vosso caro amigo foi este domingo a um leilão, que explicarei como funciona. O leilão propriamente dito começa às 12.00, mas as portas abrem às 9.00 para o pessoal se inscrever e ir inspeccionar as bonecas. Como são bastantes horas vão servindo comida mexicana, a qual amavelmente recusei, não fosse uma digestão mais apressada estragar-me o leilão. Entretando os gajos do leilão vão sondando o pessoal incentivando a fazer uma oferta fechada (uma pessoa diz o que está disposta a oferecer e se eles aceitarem vendem logo o carro, nem vai a leilão).
Depois de ter escolhido uns quantos fiquei à espera do leilão, lendoas instruções e compreendendo que não iria pagar apenas a minha oferta, tinha que acrescentar umas centenas de dólares para comissões, impostos, registos, etc. Confesso que estava com medo de não perceber nada, por eles falarem demasiado rápido, e acabar a comprar um carro por um zero a mais. Havia cerca de 80 carros, de todos os tipos, como os meus estavam para o final deu para me ir ambientando à coisa. Há dois gajos no palco com o micro que falam rápido pa caralho, mas junto à plateia há uma espécie de tradutores que vão falando com os interessados, fazem sinais para o palco e explicam ao interessado em quanto está a parada. E sempre que havia algum erro era corrigido, portanto o meu problema de ter um zero a mais teria solução, bastava dizer que me tinha enganado.
Quando chegou a minha carrinha já estava menos gente, começaram as ofertas e eu calado porque aquilo estava demasiado rápido para mim. Às tantas aquela merda acalmou porque havia um empate a 1500 dólares. Perguntaram se alguém dava 1550 para desempatar, levantei o braço, ninguém mais falou, fiquei com o carro. No final acabei por pagar 2800 dólares! Vou explicar, com os impostos, comissões e o caralho, ficava em 2100 e qualquer coisa, mas acabei por comprar um garantia de 5 anos de caixa e motor. Portanto tenho carro até me ir embora. Mas como bom tuga fiquei sem dinheiro até ao final do mês.
Cerebral
Depois de ter escolhido uns quantos fiquei à espera do leilão, lendoas instruções e compreendendo que não iria pagar apenas a minha oferta, tinha que acrescentar umas centenas de dólares para comissões, impostos, registos, etc. Confesso que estava com medo de não perceber nada, por eles falarem demasiado rápido, e acabar a comprar um carro por um zero a mais. Havia cerca de 80 carros, de todos os tipos, como os meus estavam para o final deu para me ir ambientando à coisa. Há dois gajos no palco com o micro que falam rápido pa caralho, mas junto à plateia há uma espécie de tradutores que vão falando com os interessados, fazem sinais para o palco e explicam ao interessado em quanto está a parada. E sempre que havia algum erro era corrigido, portanto o meu problema de ter um zero a mais teria solução, bastava dizer que me tinha enganado.
Quando chegou a minha carrinha já estava menos gente, começaram as ofertas e eu calado porque aquilo estava demasiado rápido para mim. Às tantas aquela merda acalmou porque havia um empate a 1500 dólares. Perguntaram se alguém dava 1550 para desempatar, levantei o braço, ninguém mais falou, fiquei com o carro. No final acabei por pagar 2800 dólares! Vou explicar, com os impostos, comissões e o caralho, ficava em 2100 e qualquer coisa, mas acabei por comprar um garantia de 5 anos de caixa e motor. Portanto tenho carro até me ir embora. Mas como bom tuga fiquei sem dinheiro até ao final do mês.
Cerebral
Ensino
Depois de uma semana a aprender como ser um assistente numa universidade americana aqui ficam as principais notas.
No primeiro dia do curso mostraram-nos uma reportagem do "60 minutos"sobre as universidades americanas. O grande problema do sistema universitário americano, e penso que também português, é que os professores são apenas incentivados a publicar artigos, a parte pedagógica é completamente esquecida. A consequência desta politica é as universidades terem um corpo docente de topo, com o qual atraem os jovem para as suas licenciaturas, cujos pais pagam fortunas para os filhos serem ensinados por essas mentes brilhantes. Na realidade o que acontece é essas mentes brilhantes estarem apenas concentradas nos seus artigos e num pequeno grupo de alunos de doutoramento. Os alunos da licenciatura são ensinados por professores menos conceituados e por assistentes. E aqui nasce outro problema, a maioria dos assistentes são alunos de outras nacionalidades que muitas vezes têm dificuldade em comunicar com os alunos.
Como seria de esperar os pais processaram as universidades. Resultado final, os assistentes estrangeiros são obrigados a frequentar um curso e fazer um exame para poderem leccionar (posso dizer-vos que passei no exame, estou apto).
O curso em si tem partes interessantes e outras verdadeiramente secantes. A parte que mais odiei foi os psicólogos com um ar fraternal a explicarem que era normal sentirmo-nos perdidos, desorientados e até revoltados. Depois explicaram-nos como é o aluno americano, é um tipo que vai para a aula de pijama, a comer qualquer coisa e de vez em quando faz umas perguntas estúpidas às quais temos que responder com um ar paciente. Fiquei também a saber que nunca devo dizer a um aluno "you would better...", é extremamente ofensivo. Aprendi também que as alunas americanas são capazes de qualquer coisa por um A, por isso devemos ter a porta do nosso gabinete sempre aberta, jamais fechar a porta com uma aluna lá dentro.
Tudo isto foi ensinado por um gajo que tinha ar de panilas, que sempre que falava com um rapaz e na frase havia o termo namorada, acrescentava sempre ou namorado. Quando estávamos a comentar a nossa performance num dos exercícios, uma romena disse que eu tinha um ar muito simpático e disponível, ao que o panilas acrescentou "concordo plenamente, os alunos não vão sentir qualquer problema para te colocar questões". Depois um iraniano disse que o meu sotaque era bastante doce e atraente, confesso que fiquei um pouco constrangido, não fiquei muito porque já o conhecia e sabia que ele tinha namorada. Com isto o panilas do americano acrescenta com um ar de quem tinha aquilo para dizer há muito tempo mas nunca tinha surgido oportunidade, "na verdade há sotaques que os americanos gostam, acham atraentes e charmosos, esses sotaques são o português, o italiano e o francês, portanto nesse aspecto tens sorte".
Cerebral
No primeiro dia do curso mostraram-nos uma reportagem do "60 minutos"sobre as universidades americanas. O grande problema do sistema universitário americano, e penso que também português, é que os professores são apenas incentivados a publicar artigos, a parte pedagógica é completamente esquecida. A consequência desta politica é as universidades terem um corpo docente de topo, com o qual atraem os jovem para as suas licenciaturas, cujos pais pagam fortunas para os filhos serem ensinados por essas mentes brilhantes. Na realidade o que acontece é essas mentes brilhantes estarem apenas concentradas nos seus artigos e num pequeno grupo de alunos de doutoramento. Os alunos da licenciatura são ensinados por professores menos conceituados e por assistentes. E aqui nasce outro problema, a maioria dos assistentes são alunos de outras nacionalidades que muitas vezes têm dificuldade em comunicar com os alunos.
Como seria de esperar os pais processaram as universidades. Resultado final, os assistentes estrangeiros são obrigados a frequentar um curso e fazer um exame para poderem leccionar (posso dizer-vos que passei no exame, estou apto).
O curso em si tem partes interessantes e outras verdadeiramente secantes. A parte que mais odiei foi os psicólogos com um ar fraternal a explicarem que era normal sentirmo-nos perdidos, desorientados e até revoltados. Depois explicaram-nos como é o aluno americano, é um tipo que vai para a aula de pijama, a comer qualquer coisa e de vez em quando faz umas perguntas estúpidas às quais temos que responder com um ar paciente. Fiquei também a saber que nunca devo dizer a um aluno "you would better...", é extremamente ofensivo. Aprendi também que as alunas americanas são capazes de qualquer coisa por um A, por isso devemos ter a porta do nosso gabinete sempre aberta, jamais fechar a porta com uma aluna lá dentro.
Tudo isto foi ensinado por um gajo que tinha ar de panilas, que sempre que falava com um rapaz e na frase havia o termo namorada, acrescentava sempre ou namorado. Quando estávamos a comentar a nossa performance num dos exercícios, uma romena disse que eu tinha um ar muito simpático e disponível, ao que o panilas acrescentou "concordo plenamente, os alunos não vão sentir qualquer problema para te colocar questões". Depois um iraniano disse que o meu sotaque era bastante doce e atraente, confesso que fiquei um pouco constrangido, não fiquei muito porque já o conhecia e sabia que ele tinha namorada. Com isto o panilas do americano acrescenta com um ar de quem tinha aquilo para dizer há muito tempo mas nunca tinha surgido oportunidade, "na verdade há sotaques que os americanos gostam, acham atraentes e charmosos, esses sotaques são o português, o italiano e o francês, portanto nesse aspecto tens sorte".
Cerebral
quinta-feira, agosto 11, 2005
Twillight Zone (tinini tinini...)
Ontem chegava eu a casa de boleia de um amigo depois de uma festa de anos cerca das 2 das manhã e por curiosidade olhei para o meu carro que tinha ficado cá fora aguardando por futuras saídas.
O orvalho noturno tinha coberto o capot do carro e alguém tinha escrito com o dedo a seguinte enigmática frase: "De mercedes a renault estamos mal". A palavra renault estava de difcil compreensão mas quando me levantei hoje ainda era visivel a frase por entre a sujidão do carro e reparei que era essa a palavra.
Duas dúvidas imediatemante me assaltaram:
A. O que é que aquilo queria dizer
B. Quem tinha feito aquilo
A resposta à A. foi-me dada quando o meu pai chegou a casa. O meu pai vendeu o Mercedes dele e anda de Renault Mégane alugado até a empresa lhe dar um novo carro o que acontecerá no final do mês.
E isso ainda me intrigou mais em relação ao B. Quem terá sido? Eu próprio desconhecia esta alteração que ocorreu no inicio da semana. E quando cheguei ontem às 2 aquilo parecia ter sido acabado de fazer. Terá sido:
I. Os homens do lixo num repentino orgulho de mostrar a decadência da classe média?
II. Um vizinho que por brincadeira ou numa tentativa de humilhação tentou por a descoberto as dificuldades de um família que se pavoneia como não se tenha passado?
III. Algum bom samaritano que pensando identificar as dificuldades de uma família obrigada a vender as suas posses oferecia, ainda que de forma indirecta, a sua ajuda?
Estou completamente na escuridão. Se tiverem alguma teoria, by all means, ajudem-me...
Il Fenomeno
O orvalho noturno tinha coberto o capot do carro e alguém tinha escrito com o dedo a seguinte enigmática frase: "De mercedes a renault estamos mal". A palavra renault estava de difcil compreensão mas quando me levantei hoje ainda era visivel a frase por entre a sujidão do carro e reparei que era essa a palavra.
Duas dúvidas imediatemante me assaltaram:
A. O que é que aquilo queria dizer
B. Quem tinha feito aquilo
A resposta à A. foi-me dada quando o meu pai chegou a casa. O meu pai vendeu o Mercedes dele e anda de Renault Mégane alugado até a empresa lhe dar um novo carro o que acontecerá no final do mês.
E isso ainda me intrigou mais em relação ao B. Quem terá sido? Eu próprio desconhecia esta alteração que ocorreu no inicio da semana. E quando cheguei ontem às 2 aquilo parecia ter sido acabado de fazer. Terá sido:
I. Os homens do lixo num repentino orgulho de mostrar a decadência da classe média?
II. Um vizinho que por brincadeira ou numa tentativa de humilhação tentou por a descoberto as dificuldades de um família que se pavoneia como não se tenha passado?
III. Algum bom samaritano que pensando identificar as dificuldades de uma família obrigada a vender as suas posses oferecia, ainda que de forma indirecta, a sua ajuda?
Estou completamente na escuridão. Se tiverem alguma teoria, by all means, ajudem-me...
Il Fenomeno
segunda-feira, agosto 08, 2005
Da liberdade de bloggar
Em conversa amena com uma amigo meu, confessava-me ele a sua indignação pela ex-namorada ter um blog onde escrevia (entre outras coisas) sobre relações, nomeadamente a dele (mesmo que não fosse de forma directa), dos seus estados de espirito e as suas ânsias. Dizia-me ele que não gostava de se sentir exposto à opinião dos outros, que a sua relação fosse avaliada por pessoas que não sabiam o que se tinha passado e de ser pintado como mau da fita ou causador de sofrimento. Que lhe custava abrir o blog da ex-namorada e ver um post sobre o sofrimento porque sabia que o tinha causado ou de extrema alegria pois sabia que ele tinha sido substituido por outro.
Ora, como escrevi sempre muitos posts relativos ao final das minha relações (aquele registo impressionantes de falhanços só comparável ao Zé Sócrates a nomear administradores da CGD: Armando Vara, por amor de Deus!!!) senti-me de certa forma atingido e resolvi meditar sobre o assunto: será que ao escrever incomodei outras pessoas que se sentiam atingidas pelo que escrevia?! Nunca as pintei como vilãs nem pouco mais ao menos mas talvez não gostassem. Mas então o meu raciocinio vagueou: e dos posts do Belenenses será que os adeptos dos outros clubes gostam? Quando eu digo que o Belenenses é o maior se calhar incomoda-os. E último post que eu coloquei sobre os cabeleireiros, se calhar algum veio ver e sentiu-se magoado por eu os ter chamado bichas.
Já sei: vamos mudar o blog para cfreuters.blogspot.com e dizer coisas do género 10.59: morreu um bombeiro em Vila Pouca de Aguiar. 11.14: Luís Filipe Vieira diz que Dias da Cunha é um imbecil. 12.37: José Soctrates diz que acredita no futuro de Portugal. Não me parece...
Por isso não posso concordar com ele: este espaço é meu (e dos meus quatro irmãos) assim como o da ex-namorada é dela e aqui podemos dizer tudo. Que os pretos deviam ir para África; que os brancos deviam morrer; que o Belenenses vai ser campeão, tudo. Como sempre disse a escrita tem uma função catártica (também o digo porque é a única altura em que consigo utilizar esta palavra) e serve este espaço para dizer o que me apetece e para me libertar a alma. E assim como esse meu amigo ficou incomodado com a ex-namorada, ex-namoradas poderão ter ficado incomodadas com o que eu escrevo.
Se ficaram, dou a essas pessoas o conselho que dou ao meu amigo: não leiam. Não venham cá. Porque eu sempre vou escrever se estou feliz ou triste, se alguém me magoou ou me fez o homem mais feliz do mundo. Porque este é o meu espaço, o meu cantinho e todos podem ver e todos podem sair...E sei que ficam incomodados por eu falar de vocês, coisas que não querem que se saiba: quem sabe que eu estou a falar de vocês saberia o que eu escrevo de todas as outras formas que não pelo blog.
Este é o meu diário. Por isso espero que ninguém alguma vez fique incomodado com o que eu digo: se eu disser que estou apaixonado ou se à meia-noite do meu primeiro dia de férias eu escrever que penso numa pessoa e sinto falta dela...até porque não penso e não sinto (ups, espero que ninguém tenha ficado incomodado com esta frase!)
Il Fenomeno
Ora, como escrevi sempre muitos posts relativos ao final das minha relações (aquele registo impressionantes de falhanços só comparável ao Zé Sócrates a nomear administradores da CGD: Armando Vara, por amor de Deus!!!) senti-me de certa forma atingido e resolvi meditar sobre o assunto: será que ao escrever incomodei outras pessoas que se sentiam atingidas pelo que escrevia?! Nunca as pintei como vilãs nem pouco mais ao menos mas talvez não gostassem. Mas então o meu raciocinio vagueou: e dos posts do Belenenses será que os adeptos dos outros clubes gostam? Quando eu digo que o Belenenses é o maior se calhar incomoda-os. E último post que eu coloquei sobre os cabeleireiros, se calhar algum veio ver e sentiu-se magoado por eu os ter chamado bichas.
Já sei: vamos mudar o blog para cfreuters.blogspot.com e dizer coisas do género 10.59: morreu um bombeiro em Vila Pouca de Aguiar. 11.14: Luís Filipe Vieira diz que Dias da Cunha é um imbecil. 12.37: José Soctrates diz que acredita no futuro de Portugal. Não me parece...
Por isso não posso concordar com ele: este espaço é meu (e dos meus quatro irmãos) assim como o da ex-namorada é dela e aqui podemos dizer tudo. Que os pretos deviam ir para África; que os brancos deviam morrer; que o Belenenses vai ser campeão, tudo. Como sempre disse a escrita tem uma função catártica (também o digo porque é a única altura em que consigo utilizar esta palavra) e serve este espaço para dizer o que me apetece e para me libertar a alma. E assim como esse meu amigo ficou incomodado com a ex-namorada, ex-namoradas poderão ter ficado incomodadas com o que eu escrevo.
Se ficaram, dou a essas pessoas o conselho que dou ao meu amigo: não leiam. Não venham cá. Porque eu sempre vou escrever se estou feliz ou triste, se alguém me magoou ou me fez o homem mais feliz do mundo. Porque este é o meu espaço, o meu cantinho e todos podem ver e todos podem sair...E sei que ficam incomodados por eu falar de vocês, coisas que não querem que se saiba: quem sabe que eu estou a falar de vocês saberia o que eu escrevo de todas as outras formas que não pelo blog.
Este é o meu diário. Por isso espero que ninguém alguma vez fique incomodado com o que eu digo: se eu disser que estou apaixonado ou se à meia-noite do meu primeiro dia de férias eu escrever que penso numa pessoa e sinto falta dela...até porque não penso e não sinto (ups, espero que ninguém tenha ficado incomodado com esta frase!)
Il Fenomeno
domingo, agosto 07, 2005
E que tal falarmos de bola?
Um dos goleadores desta magnifica equipa estava a passar dificuldades em marcar golos, o objectivo último de qualquer goleador. Os membros da equipa já o tratavam por Cerebrilha, mas o que na verdade os irritava não era a falta de golos do seu avançado, era o facto de ele nem quer calçar as chuteiras e entrar em campo. Isso era completamente incompreensível para eles.
Para resolver este problema, várias abordagens foram tentadas. Desde um Il Fenómeno, mais para o psicólogo com conversas "tu tens condiçõespara marcar, só não o fazes porque não queres e não por não seres capaz. Os golos estão à tua espera." A um Midas e BB, mais virados para a acção tentando subornar adversários para que Cerebral conseguisse o tão desejado (por eles) tento. Mas o seu respeito pelo jogo não admitia tal coisa.
Até que se tomou uma decisão drástica, Cerebral tem que ir jogar noutro campeonato. Escolheu-se o americano por ser o que tinha um estilo de jogo mais adequado ao momento que Cerebral atravessava. Era um campeonato com adversários de qualidade, mas onde o jogo era mais aberto, mais jogado próximo da grande área, onde naturalmente haveria mais golos.
Não muito convencido, Cerebral lá embarcou nesta aventura. Mal faz a sua primeira reportagem sobre alguns possiveis jogos, os colegas empolgam-se em demasia. Em vez de perguntarem a Cerebral se ele está preparado para voltar a calçar as botas, se ainda se lembra do que tem que fazer em campo. Não! Exigem dobradinhas ao seu pobre avançado!
Serve isto tudo para dizer que o Cerebral, não faz a mínima ideia se pode ou não marcar golo nas redes romenas. Aliás, nem se lembra das regras do jogo. Mas que seria um bom regresso aos golos, isso seria...
Cerebral
Para resolver este problema, várias abordagens foram tentadas. Desde um Il Fenómeno, mais para o psicólogo com conversas "tu tens condiçõespara marcar, só não o fazes porque não queres e não por não seres capaz. Os golos estão à tua espera." A um Midas e BB, mais virados para a acção tentando subornar adversários para que Cerebral conseguisse o tão desejado (por eles) tento. Mas o seu respeito pelo jogo não admitia tal coisa.
Até que se tomou uma decisão drástica, Cerebral tem que ir jogar noutro campeonato. Escolheu-se o americano por ser o que tinha um estilo de jogo mais adequado ao momento que Cerebral atravessava. Era um campeonato com adversários de qualidade, mas onde o jogo era mais aberto, mais jogado próximo da grande área, onde naturalmente haveria mais golos.
Não muito convencido, Cerebral lá embarcou nesta aventura. Mal faz a sua primeira reportagem sobre alguns possiveis jogos, os colegas empolgam-se em demasia. Em vez de perguntarem a Cerebral se ele está preparado para voltar a calçar as botas, se ainda se lembra do que tem que fazer em campo. Não! Exigem dobradinhas ao seu pobre avançado!
Serve isto tudo para dizer que o Cerebral, não faz a mínima ideia se pode ou não marcar golo nas redes romenas. Aliás, nem se lembra das regras do jogo. Mas que seria um bom regresso aos golos, isso seria...
Cerebral
SUDOESTE O5
A quem diga que seja o festival dos festivais. Não sei, ainda não fui a todos para ter esse termo de comparação. Ainda assim deixem-me partilhar como foi.
Sexta feira, dia 5 agosto, cheguei ao recinto por volta das 18h. Assim que entrei percebi que este ano a animação iria ser maior que o ano anterior. Ainda não tinha passado 5 min e já tinha 2 miúdas muito giras a dirigirem-se para mim com um intuito de me darem um beijo em forma de autocolante. Para um gajo como eu...... já foi muito intenso! Assim se desenrolou o resto da tarde até às 20h, com muita gente a oferecer coisas, nomeadamente a miúda dos cahorros (não a larguei a noite interira). Comecei por ouvir Skank, parecia que estava a ver o New Wave ou os Morangos com Açucar, apenas achei piada às miudas histericas e aos saltos. Depois vieram os Da Weasel. Foi muito bom, sempre a bombar e o auge foi quando começaram a tocar a Nina, entrou uma stripper (boa como o milho, claro!!!) e agarrada a um bruto varão foi tirando peça atrás de peça, até ficar nuinha, tal como vei ao mundo. E se houvesse vesgas na plateia, fizeram questão de fazer um zoom no ercãn à sua perfeita esparregata (é assim que se escreve?). Depois fui à tenda Twix bombar ainda mais um pouco. Ainda ouvi os Oasis, que grande merda!!
Às 5 da manhã decidimos que seria melhor ir dormir. Fiquei numa casa (clandestinamente) de uma tal senhora Floripes. Sábado..... excelente! Comecei por ver os Humanos, sáo espectaculares ao vivo, muita energia. O Camané é um espectaculo, para não falar na Manela.
Mas a grande actuação cede chegou: BEN HARPER. Fã incondicional comom sou, fiz questão de me aproximar ainda mais do palco. ADOREI. tocou músicas lindas e que habitualmente não toca.
Lá está que "Burn one down" não faltou à festa. É impressionante a capacidade musical do Ben e dos Innnocent criminals. De seguida ainda ouvi Underworld, para recordar Trainspoting e no final da noite Fat boy Slim. Não gostei, apesar de ter andado por lá a abanar o capacete.
Ainda assim o momento alto do festival foi quando apareceu esta mensagem no ecrã gigante ao lado do palco:
Leiam a msg do meio. Só vos posso dizer que foi um momento para recordar.
Toda as pessoas que estavam ali comigo, de um momento para o outro ficaram a saber o que eu estava a sentir e o que é que eu pretendia fazer com esse sentimento.
Por isso, este SUDOESTE foi memorável.
vaselinas
Sexta feira, dia 5 agosto, cheguei ao recinto por volta das 18h. Assim que entrei percebi que este ano a animação iria ser maior que o ano anterior. Ainda não tinha passado 5 min e já tinha 2 miúdas muito giras a dirigirem-se para mim com um intuito de me darem um beijo em forma de autocolante. Para um gajo como eu...... já foi muito intenso! Assim se desenrolou o resto da tarde até às 20h, com muita gente a oferecer coisas, nomeadamente a miúda dos cahorros (não a larguei a noite interira). Comecei por ouvir Skank, parecia que estava a ver o New Wave ou os Morangos com Açucar, apenas achei piada às miudas histericas e aos saltos. Depois vieram os Da Weasel. Foi muito bom, sempre a bombar e o auge foi quando começaram a tocar a Nina, entrou uma stripper (boa como o milho, claro!!!) e agarrada a um bruto varão foi tirando peça atrás de peça, até ficar nuinha, tal como vei ao mundo. E se houvesse vesgas na plateia, fizeram questão de fazer um zoom no ercãn à sua perfeita esparregata (é assim que se escreve?). Depois fui à tenda Twix bombar ainda mais um pouco. Ainda ouvi os Oasis, que grande merda!!
Às 5 da manhã decidimos que seria melhor ir dormir. Fiquei numa casa (clandestinamente) de uma tal senhora Floripes. Sábado..... excelente! Comecei por ver os Humanos, sáo espectaculares ao vivo, muita energia. O Camané é um espectaculo, para não falar na Manela.
Mas a grande actuação cede chegou: BEN HARPER. Fã incondicional comom sou, fiz questão de me aproximar ainda mais do palco. ADOREI. tocou músicas lindas e que habitualmente não toca.
Lá está que "Burn one down" não faltou à festa. É impressionante a capacidade musical do Ben e dos Innnocent criminals. De seguida ainda ouvi Underworld, para recordar Trainspoting e no final da noite Fat boy Slim. Não gostei, apesar de ter andado por lá a abanar o capacete.
Ainda assim o momento alto do festival foi quando apareceu esta mensagem no ecrã gigante ao lado do palco:

Leiam a msg do meio. Só vos posso dizer que foi um momento para recordar.
Toda as pessoas que estavam ali comigo, de um momento para o outro ficaram a saber o que eu estava a sentir e o que é que eu pretendia fazer com esse sentimento.
Por isso, este SUDOESTE foi memorável.
vaselinas
sábado, agosto 06, 2005
Benfica vs Juventus
Comentário à primeira parte: hoje, julgo que pela primeira vez, entendo o que sente um adepto do Alverca ou do Gil Vicente quando joga contra um grande. É impressionante como o árbitro idolatra cada um dos jogadores da Juventus...
Juventus vence justamente!
Big Boss
Juventus vence justamente!
Big Boss
sexta-feira, agosto 05, 2005
Grandes Novidades
Este post vai ser telegráfico, porque estou atrasado para as aulas, no fim-de-semana conto tudo com mais calma. Já conheço os meus colegas e funciona tudo como em Portugal, toda a gente manda vir com os trabalhos de casa e já os fazemos em conjunto. Estamos cheios de trabalho porque à noite temos curso de matemática com montes de trabalhos e durante o dia estamos numa merda de um curso para ser assistente. É verdade, descobri que vou dar aulas a uma turma, ainda não sei bem como funciona. Mas esse curso de assistente é mesmo à americana com uma psicóloga que fala muito devagar e é muito compreensiva.
Quanto às colegas: há uma latina com ar de vaca e uma romena gira. Já sou o gajo que fala mais com a romena, dizemos piadas e o caraças.
Acho que há aquela cena europeia que nos une. Depois conto mais pormenores.
Cerebral
Quanto às colegas: há uma latina com ar de vaca e uma romena gira. Já sou o gajo que fala mais com a romena, dizemos piadas e o caraças.
Acho que há aquela cena europeia que nos une. Depois conto mais pormenores.
Cerebral
quinta-feira, agosto 04, 2005
Casa
Depois de muito procurar, quer dizer, depois de estar completamente farto de procurar casa, assinei por 1 ano com mais 1 de opção. É um quarto, numa casa de 2 andares, onde no andar de baixo vive o dono, um peruano que já esteve em Portugal. É um tipo bastante calmo e parece porreiro. Também falei com a irmã e é muito simpática, disse que eu devia estar cheio de saudades da minha mamã.
No andar de cima há 3 quartos, uma cozinha, uma casa-de-banho e uma "laundry room" (já começo com merdas de emigrante). A casa-de-banho é fixe! Tem um estilo antigo, com o chão em madeira e tapetes e cortinados vermelhos. E um pormenor muito fixe, a banheira não está pegada à parede. O meu quarto é enorme, dá para jogar à bola lá dentro!! E tem uma pequena varanda. Quando tiver as fotos coloco aqui.
Os outros quartos estão arrendados a "graduate students" um de taiwan, já o vi e tem are de tótó, e o outro a um iraniano que ainda não vi, mas deve ser porreiro porque o peruano disse que era parecido comigo.
O bairro é de latinos, portanto sinto-me em casa, vamos ver se os vizinhos me convidam para umas chilizadas! O gajo que me aluga a casa onde estou actualmente disse-me que a zona era uma merda que devia ter falado com ele que me arranjava muito melhor. Confesso que não estou preocupado, o gajo queria era vender o dele, além disso está sempre com os copos. Hoje estava a contar-me que na universidade há um ginásio muito bom, que ele vai lá duas vezes por dia, eu respondi espantado que ele fazia muito exercício, duas vezes por dia; ele disse-me muito orgulhoso, também bebo muito, duas vezes por dia. Tudo isto enquanto me dava uma boleia.Cerebral
No andar de cima há 3 quartos, uma cozinha, uma casa-de-banho e uma "laundry room" (já começo com merdas de emigrante). A casa-de-banho é fixe! Tem um estilo antigo, com o chão em madeira e tapetes e cortinados vermelhos. E um pormenor muito fixe, a banheira não está pegada à parede. O meu quarto é enorme, dá para jogar à bola lá dentro!! E tem uma pequena varanda. Quando tiver as fotos coloco aqui.
Os outros quartos estão arrendados a "graduate students" um de taiwan, já o vi e tem are de tótó, e o outro a um iraniano que ainda não vi, mas deve ser porreiro porque o peruano disse que era parecido comigo.
O bairro é de latinos, portanto sinto-me em casa, vamos ver se os vizinhos me convidam para umas chilizadas! O gajo que me aluga a casa onde estou actualmente disse-me que a zona era uma merda que devia ter falado com ele que me arranjava muito melhor. Confesso que não estou preocupado, o gajo queria era vender o dele, além disso está sempre com os copos. Hoje estava a contar-me que na universidade há um ginásio muito bom, que ele vai lá duas vezes por dia, eu respondi espantado que ele fazia muito exercício, duas vezes por dia; ele disse-me muito orgulhoso, também bebo muito, duas vezes por dia. Tudo isto enquanto me dava uma boleia.Cerebral
quarta-feira, agosto 03, 2005
Alguns choques culturais
Apesar do termo "choques" não ser o mais indicado como estou com falta de imaginação fica assim.
Não sei se alguma vez repararam no modo como as asiáticas se riem no meio de uma conversa? Cada vez que um tipo abre a boca têm um sorriso de pita que está completamente excitada por ter um homem a falar com ela, "ai, ai, ai, um homem a falar comigo, é tão divertido!!!".
Confesso que me sinto um garanhão cada vez que falo com uma. Quando tiver confiança com uma peço-lhe uma justificação.
Esta no "Subway" a comer uma sande, por acaso bastante boa, quando uma americano negro, suado (sei que não deve estar a soar muito bem, mas é importante para o resto da história) e de fato de treino veio ter comigo porque me tinha confundido com um amigo dele. Com isto começamos a conversar, o trivial "o que estudo, de onde sou (achava que eu era brasileiro), o que ele estuda, etc". Até que eu pergunto que desporto ele pratica, ao que ele olha para mim com um ar indignado do achas que um preto só pode andar na universidade se praticar desporto "porque perguntas isso?!" ao que eu retribuo com um olhar de espantado de alto abaixo como quem diz "foda-se!! estás de fato de treino todo suado!?!?"
e ele responde que é um "senior student".
Cerebral
Não sei se alguma vez repararam no modo como as asiáticas se riem no meio de uma conversa? Cada vez que um tipo abre a boca têm um sorriso de pita que está completamente excitada por ter um homem a falar com ela, "ai, ai, ai, um homem a falar comigo, é tão divertido!!!".
Confesso que me sinto um garanhão cada vez que falo com uma. Quando tiver confiança com uma peço-lhe uma justificação.
Esta no "Subway" a comer uma sande, por acaso bastante boa, quando uma americano negro, suado (sei que não deve estar a soar muito bem, mas é importante para o resto da história) e de fato de treino veio ter comigo porque me tinha confundido com um amigo dele. Com isto começamos a conversar, o trivial "o que estudo, de onde sou (achava que eu era brasileiro), o que ele estuda, etc". Até que eu pergunto que desporto ele pratica, ao que ele olha para mim com um ar indignado do achas que um preto só pode andar na universidade se praticar desporto "porque perguntas isso?!" ao que eu retribuo com um olhar de espantado de alto abaixo como quem diz "foda-se!! estás de fato de treino todo suado!?!?"
e ele responde que é um "senior student".
Cerebral
terça-feira, agosto 02, 2005
Fast-food
Estou a ficar um especialista!! É realmente muito bom!! Hoje ao almoço dei uma de tipo saudável, "não podes comer sempre porcarias, olha o colesterol, etc" e comi uma salada japonesa, uma valente merda!! Os vegetais estavam todos secos!!! Custou-me imenso comer aquilo. Portanto só me resta uma opção: fast-food.
Aqui fica um breve apontamento:
Até agora o melhor foi o Wendy's, posiciona-se como o "fast-food caseiro" desde a decoração até às batatas, até estavam lá dois policias a comer, e olhem que eles sabem o que é bom. Tinha uma galinha picante muito boa e não tem refill, o que mostra que vai-se ali pela qualidade, não pela quantidade.
Jack in the box, tenta ser um Wendy's para quem quer ajavardar, já tem refill e as batatas fritas têm bocados de casca para mostrar que não são de pacote.
CarlsJr, o que está estabelecido no campus e é o que oferece mais quantidade, tem um hamburguer com chili muito bom.
Como devem imaginar o vosso amigo ainda não conseguiu utilizar o refill. Mas ando a trabalhar para isso. Tenho mesmo que engordar.
Hoje fui ver uma casa e o dono disse que um dos tipos que tinha alugado um quarto era um iraniano muito parecido comigo, assim muito magrinho. Até o Midas chegar os gajos devem pensar que somos um país de subnutridos.
Isto foi só uma pequena amostra, ainda tenho muita cadeia por percorrer.
Só uma nota final, em todo o lado, e agora estou a falar de todo o tipo de comércio, os preços afixados são sempre sem impostos.
Considero uma boa atitude pedagógica, uma pessoa fica com uma noção muito maior do que está a pagar ao Estado.
Cerebral
Aqui fica um breve apontamento:
Até agora o melhor foi o Wendy's, posiciona-se como o "fast-food caseiro" desde a decoração até às batatas, até estavam lá dois policias a comer, e olhem que eles sabem o que é bom. Tinha uma galinha picante muito boa e não tem refill, o que mostra que vai-se ali pela qualidade, não pela quantidade.
Jack in the box, tenta ser um Wendy's para quem quer ajavardar, já tem refill e as batatas fritas têm bocados de casca para mostrar que não são de pacote.
CarlsJr, o que está estabelecido no campus e é o que oferece mais quantidade, tem um hamburguer com chili muito bom.
Como devem imaginar o vosso amigo ainda não conseguiu utilizar o refill. Mas ando a trabalhar para isso. Tenho mesmo que engordar.
Hoje fui ver uma casa e o dono disse que um dos tipos que tinha alugado um quarto era um iraniano muito parecido comigo, assim muito magrinho. Até o Midas chegar os gajos devem pensar que somos um país de subnutridos.
Isto foi só uma pequena amostra, ainda tenho muita cadeia por percorrer.
Só uma nota final, em todo o lado, e agora estou a falar de todo o tipo de comércio, os preços afixados são sempre sem impostos.
Considero uma boa atitude pedagógica, uma pessoa fica com uma noção muito maior do que está a pagar ao Estado.
Cerebral
Carros
Não querendo entrar em clichés, esta é uma cidade na qual sem um carro não se faz nada. Para terem um exemplo, no Domingo armei-me em turista e apanhei um autocarro até Hollywood! Enquanto ia dentro do autocarro, foi bastante divertido, passei por Chinatown, vi grandes arranha-céus, grandes mansões, etc... Todo contente saio do autocarro na famosa Sunset Boulevard. Quando começo a andar a pé, demoro imenso tempo até ver um paisagem diferente, não há ninguém na rua, enfim, uma seca. Atenção que no meu bairro acontece exactamente a mesma coisa, muitas vezes sou o único a andar no passeio de um quarteirão. Resultado, voltei a meter-me num autocarro.
Por tudo isto e muito mais comecei a procurar carro, mesmo antes de ter casa, como devem imaginar é uma busca muito mais divertida.
Então cada vez que vejo um stand de mexicanos, sim porque só eles vendem carros ao preço que estou disposto a pagar (menos de 1500 dólares), entro e pergunto "do you sell cheap cars?" ao que se segue a pergunta "how cheap?" eu lá digo o valor e eles vão procurar uma cenas no fundo do stand (convém avisar que eles arrumam os carros tipo sakoban, para tirar o carro acho que têm que deslocar meio stand). Aqui entre nós, cheira-me que vou ser enganado à grande, é melhor nem pensar nisso...
Depois mostram-me grandes banheiras, com motores V8 e V6 e mudanças automáticas, para as quais olho fascinado. Não exagero se disser que se pode fazer uma orgia lá dentro. Outro pormenor, o banco da frente é todo corrido, não tem a separação para o travão de mão, não preciso dizer mais nada...
Mas o melhor foi um que me deixou fazer um test-drive, foi a loucura!! Até para a auto-estrada fui!!! 6 faixas!!! Montes de carros!!! Às tantas, o mexicano que ia comigo pergunta qual o meu status. A primeira coisa que me vem à cabeça é que o tipo é panilas e está a apalpar terreno. Mas afinal era sobre o meu visto, queria só saber se eu estava legal.
Por fim fui a uma seguradora, onde fui atendido por uma rapariga bastante simpática. Quando ela me diz que o seguro automóvel são 75 dólares por mês, começo a reclamar dizendo que é carríssimo, ao que ela responde "que é o mais barato que vou encontrar, que ela paga 100, que se acho muito, então é melhor andar de bicicleta". Confesso que fiquei um bocado fodido com a história da bicicleta, mas depois de ter procurado mais e conversado com mais pessoas, descobri que ela afinal tinha razão.
Portanto, como ainda não tenho carro, vivo num bairro fodido e ainda não conheço os meus colegas, não tenho histórias de orgias. Espero que estejam para breve...
O vosso representante em LA,
Cerebral
Por tudo isto e muito mais comecei a procurar carro, mesmo antes de ter casa, como devem imaginar é uma busca muito mais divertida.
Então cada vez que vejo um stand de mexicanos, sim porque só eles vendem carros ao preço que estou disposto a pagar (menos de 1500 dólares), entro e pergunto "do you sell cheap cars?" ao que se segue a pergunta "how cheap?" eu lá digo o valor e eles vão procurar uma cenas no fundo do stand (convém avisar que eles arrumam os carros tipo sakoban, para tirar o carro acho que têm que deslocar meio stand). Aqui entre nós, cheira-me que vou ser enganado à grande, é melhor nem pensar nisso...
Depois mostram-me grandes banheiras, com motores V8 e V6 e mudanças automáticas, para as quais olho fascinado. Não exagero se disser que se pode fazer uma orgia lá dentro. Outro pormenor, o banco da frente é todo corrido, não tem a separação para o travão de mão, não preciso dizer mais nada...
Mas o melhor foi um que me deixou fazer um test-drive, foi a loucura!! Até para a auto-estrada fui!!! 6 faixas!!! Montes de carros!!! Às tantas, o mexicano que ia comigo pergunta qual o meu status. A primeira coisa que me vem à cabeça é que o tipo é panilas e está a apalpar terreno. Mas afinal era sobre o meu visto, queria só saber se eu estava legal.
Por fim fui a uma seguradora, onde fui atendido por uma rapariga bastante simpática. Quando ela me diz que o seguro automóvel são 75 dólares por mês, começo a reclamar dizendo que é carríssimo, ao que ela responde "que é o mais barato que vou encontrar, que ela paga 100, que se acho muito, então é melhor andar de bicicleta". Confesso que fiquei um bocado fodido com a história da bicicleta, mas depois de ter procurado mais e conversado com mais pessoas, descobri que ela afinal tinha razão.
Portanto, como ainda não tenho carro, vivo num bairro fodido e ainda não conheço os meus colegas, não tenho histórias de orgias. Espero que estejam para breve...
O vosso representante em LA,
Cerebral
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