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terça-feira, agosto 30, 2005

Paixão platónica

Há uns tempos atrás um amigo meu virou-se para mim e disse que tinha uma paixão platónica por uma rapariga que encontrava regularmente na discoteca onde ia basicamente todas as semanas.
Nunca tinha falado com ela ou sabia quem ela era mas ela "tinha qualquer coisa", definido-a assim na mais indefinidas das definições.

Ora, aconteceu-me o mesmo. Imaginem uma rapariga que falou comigo duas ou três vezes. Qu8e nem sequer conheço bem nem ninguém que a conheça muito bem. Que é gira, mas nada nunca visto, mas que "tem qualquer coisa".
Já sei o que estão a dizer: "Mas estás à espera do quê?! Vai que é tua Taffareu!". Embalado por este espirito eu falei com ela. Nessa altura, foi antes das férias, estava a pelar da cara e tinha umas manchas. Ela vira-se para mim e diz "Tens de ter cuidado, tás com manchinhas na cara." Resposta deste imbecil: "Pois. Estou a desbotar. Sabes como é devia ter ido lavar a 30 graus e fui a 60.". Silêncio embaraçoso. Ela baixa a cabeça. E eu rezo para que se abra um buraco no chão para eu fugir.
Portanto o melhor é deixar estas paixões no imaginário. Guardar para nós o qualquer coisa que elas tenham.

Na minha mente levanta-se apenas uma pergunta como é que estas paixões nascem? Será quimico? Será que existe uma feromona especial que nos apanha? Que elas têm e outras não? Porque, normalmente, nem sequer se conhece a pessoas. Bem, não sei muito bem mas aprendi que raparigas e metáforas sobre desbotar na máquina de lavar não combinam :)

Il Fenomeno

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