TVGolo.com - Ultimos Golos

segunda-feira, maio 30, 2005

Já está!!!

Pessoal, já sei como colocar fotos nossas na net!!!
Ora aqui vai uma tirada pela minha máquina na Cidade Maravilhosa, mais propriamente em Ipanema:
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Big Boss

domingo, maio 29, 2005

Vamos ter uma semana calma...

BENFICA CAMPEÃO => Divulgação do Déficit (6,83%); Aumento do Imposto sobre o VA para 21%.
Ainda bem que a Taça foi para Setubal!!!!

Alguns dos problemas deste país:
1) a falta de personalidade da nossa comunicação social: prosseguirem a crítica fácil, a esconderem-se debaixo daqueles que os sustentam;
2) o virus que nos assola quando escolhemos alguém para administrar, ou seja, quanto mais corrupto ele for melhor (vide, Fátima Felgueiras que agora é heroína, o tipo de Marco de Canavezes que andou aos pontapés num estádio e que até já participou num Big Brother, e agora o tipo de Oeiras que se vai candidatar como independente - alguém duvida que ganhará?). E falamos nós mal dos italianos que continuam a nomear para 1º Ministro o Berlusconi.

Big Boss

sexta-feira, maio 27, 2005

Comments ao ar...

Às dezenas de pessoas que tentaram já colocar um comment, o cftesos lamenta a incompetência do nosso servidor! Estamos em conversações e esperamos que os "comments" voltem a aparecer quanto antes.
Big Boss (não vou escrever mais pois quero que "SLB CAMPEÃO" continue a ser visível para quem abre o blog)

segunda-feira, maio 23, 2005

HABEMUS CAMPIONE!!!

1904, Ano de Fundação
Nasceu o Clube do Meu Coração
Qual é o Seu Nome? Eu Vou Gritar:
Sport Lisboa e Benfica


Big Boss

sábado, maio 21, 2005

De vez em quando...

é assim.
Tem-se assunto, mas não tempo para postar!
Mas aqui fica um recuerdo!
Há (aproximadamente) um ano atrás era assim...
http://i2.pbase.com/u47/andreantunes/large/30804426.Picture105.jpg
Big Boss

quarta-feira, maio 18, 2005

Que é feito do Belenenses?

Artigo escrito por Eduardo Torres:

Tenho 44 anos, recém celebrados. Estou na meia idade. Não sou um ancião. Digo isto, à guisa de introdução, para que os mais jovens não pensem que os tempos a que, comparativamente, me vou referir, foram há alguns 50 ou 60 anos atrás.
Para mim, foram ainda ontem, mesmo se para os de vinte e tal anos podem parecer épocas da pré-história.Nunca o conheci o Belenenses dos tempos da grande glória. Nunca vi jogar os nossos maiores ídolos. Nem sequer me lembro do Vicente.
O Belenenses com que eu, menino, me afeiçoei até à paixão, vivia em plena crise, financeira e de resultados, despojado do Estádio que com tanto esforço construíra e que Acácio Rosa, Coelho da Fonseca, Gouveia da Veiga - e outros - tentavam a todo o custo recuperarJá nesses tempos se falava saudosamente do tempo em que fôramos campeões. Já nesses tempos, Pepe, Augusto Silva, Amaro e as Torres de Belém eram mitos “entre as brumas da memória”. Já nesse tempo Matateu se havia tornado um D. Sebastião da nossa (des)esperança.
Depois do promissor início da década de 60, com a Taça de Portugal conquistada ao Sporting, a Taça de Honra com aqueles 5-0 ao Benfica, a vitória na Luz face ao Benfica, na última jornada, com este a ter que esconder as faixas que diziam campeão invicto (tudo isto em 1960), a partir da sua metade, o Belenenses descaiu para os 7ºs e 8ºs lugares. Parece igual a hoje.... Mas era tão diferente!Mesmo em crise, com resultados que não eram já os de um clube grande, o Belenenses era um grande clube em tudo.
A sua alma de gigante pulsava apaixonadamente. Não havia falhas nem incoerências no discurso da grandeza. Ninguém ousaria dizer “os grandes” excluindo-nos dele. Havia memória e respeito pelos Maiores do nosso clube. Não havia este despudor com que são os próprios autoproclamados adeptos a amesquinhar-nos.
E todos os anos cerrávamos os punhos e os dentes de garra e de ambição para voltar lá acima (como o fizemos entre 1972 e 1976). Todos os anos, mesmo a seguir a um 7º lugar, lá estava o Belenenses entre os candidatos ao título. Claramente. De peito feito. Era o nosso orgulho!Sim, por tudo isso, éramos orgulhosos da diferença.
Ser do Belenenses significava resistir a mil e uma desventuras e permanecer de pé, altivamente, cientes da grandeza dos alicerces do clube. Significava, ainda, renunciar aos expedientes e à insuportável arrogância dos nossos rivais do Sporting e do Benfica e sermos considerados tão educados quanto indefectivelmente apaixonados pelo nosso clube – na vitória como na derrota, ao contrário de outros.
Já contei e desculpem repetir-me. A primeira vez que me lembro de ir ver o Belenenses da minha vida, ao nosso belo e encantado Restelo, foi em 1970, num sábado à noite, à 4ª jornada do Campeonato, contra o Tirsense. Meirim era o treinador e prometera voltar a fazer do Belenenses campeão. Desportivamente, falhou e salvou-nos o grande Homero Serpa.
Mas galvanizou, de novo, a alma belenense e fez aumentar as receitas. Não vou discutir os méritos e deméritos de Joaquim Meirim, tanto mais que ele já morreu. Só quero frisar que o Belenenses ainda tinha substância para se galvanizar, para fervilhar de crença, paixão e entusiasmo. Hoje, receio que já não tenha. E isso faz toda a diferença....
À 1ª jornada desse campeonato, os adeptos azuis quase encheram os 40 e tal mil lugares do Restelo para ver o triunfo sobre o V.Guimarães. Em seguida, fomos jogar às Antas e o estádio encheu-se de mais belenenses do que portistas. E, naquela 4ª jornada, contra um modesto Tirsense que não trazia ninguém, o estádio devia estar para aí com 30 mil pessoas – sem borlas. Estávamos apertados na central. A casa quase veio abaixo com os aplausos e clamores de incitamento quando a nossa equipa entrou em campo. No intervalo, dezenas ou centenas de adeptos andavam à volta da pista com faixas e bandeiras. Tínhamos todos os signos de um grande clube.
Não percebo... para onde foram esses Belenenses que assim invadiam a pista? Para onde foram aqueles para quem olhávamos e que respiravam belenensismo por todos os lados, belenensismo evidente, puro e radical (de raíz, não de fanatismo), belenensismo que não se abastardava com “mas também sou do...”? Para onde foram os que se levantavam, aos milhares, em aplausos, em palmas, em gritos de “Belém, Belém, Belém” quando se acercava o fim de um jogo e estávamos a ganhar aos nossos verdadeiros rivais – os do Benfica e os do Sporting? Para onde foram aquelas hostes de Belenenses que, em qualquer lugar, por exemplo no velhinho Pavilhão de Desportos, equilibravam ou até superavam em incitamentos, os dos encarnados ou verde brancos, nos jogos de Andebol, de Basket, de Hóquei em Patins? Para onde foram aqueles que, na tarde de glória de 12 de Outubro de 1975, quando vencemos o Benfica por 4-2, e assumimos a liderança, num Restelo com 60 mil pessoas, com gente por todo o lado, nas torres de iluminação, nos pilares do Topo Norte, e pelos terrenos até lá acima, fizeram ceder as protecções no final do jogo, invadiram o campo, levaram os nossos jogadores em ombros, triunfo?
Onde estão aqueles belenenses que choraram de raiva e desespero quando descemos de divisão pela 1ª vez, aqueles que invadiam os campos de todo o país, para trazer o nosso amor - a nossa paixão - de retorno ao seu lugar, os que deliraram em Sesimbra e quase lotaram em seguida o Restelo na festa da subida, e na festa do 1º jogo de regresso?
Sim, para onde foram, onde estão? Quem e o quê os levou? A morte? A insuportável tristeza?
Ou, talvez, esta aragem fria de indiferença que apaga a paixão, que tem horror à paixão, que sepulta em vez de alentar a paixão?
“Meu Deus, somos tão poucos!”, já dizia AcácioRosa, na última frase do seu último livro, em 1991? Que diria ele hoje? Que diria hoje ele ao ver as suas palavras, de aviso, e que foram ridicularizadas como pessimismo de um velho saudosista-tonto, a tornarem-se tristes realidades? Que diria ele ao ver o Restelo deserto? Que diria ele ao ver esta gente que é só mais ou menos Belenenses (não sou eu que julgo; são as afirmações próprias), esta gente inerte e sem calor, incapaz de aplaudir, incapaz de se comover, incapaz de e arrebatar com o nosso Belenenses, esta gente que parece supor que o Sr. Matias foi o nosso 1º presidente, que o Marinho Peres foi o nosso 1º treinador, que a tradição são os últimos 4 anos (ainda há dias pasmei ao ler que tradicionalmente perdíamos em Barcelos...até a tradição de 14 anos se desconhece – e não se comprou a Agenda do Belenenses...), que julga que o 8º lugar em que estamos orgulha a nossa história e nos acrescenta algo
Que é feito do Belenenses que eu e outro conhecemos? “Neti, neti (1)” – não é isto, não é isto! Ainda estará vivo? Ainda pode ser reanimado? Não percamos tempo – porque pode ser tarde demais... Que haja alma e paixão; e que com ela se exija, aos outros, e, antes de tudo nós próprios, competência, ambição, presença e trabalho exaustivo.

Acorda, Belém! Amanhã pode já ser tarde!

Il Fenomeno

domingo, maio 15, 2005

Ser de um Clube

É-se de um clube porque se ama esse clube. E esse amor não é, na sua essencência, diferente dos outros amores.

Este é o ponto de partida da minha teoria. Numa altura em que os egos vermelhos estão inflados e em resposta ao post do Big Boss explico o que é para mim ser verdadeiramente de um clube.
Quando se diz que ser do Benfica é isto, e do Sporting aquilo...na génesis é a mesma coisa. Nós amamos os nossos clubes e como amamos julgamos que são especiais. Pelo menos para nós são. Como é a nossa mãe ou a nossa namorada quando as amamos. Qualquer tentativa de dizer o meu clube é melhor que o teu, cheira-me a um argumento do género a minha mãe é melhor que a tua.
Daí eu dizer: eu sou do Belenenses. Amo o Belenenses. Quer ganhe, perca ou empate. Quero que ganhe claro mas o amor não é utilitário, e como tal o facto de ser do Belenenses não depende das suas vitórias.

E aqui entramos numa segunda categoria que são os gozadores. Amiudamente ouvem-me criticar aqueles que só aparecem na altura das vitórias. Numa comparação que só a minha mente podia-se lembrar, são aqueles gajos que só estão lá na altura da ejaculação. Não amaram. Não aturaram nos bons e maus momentos, não apoiaram, não estiveram lá, mas quando chega a altura da ejaculação lá estão eles. E isso não é amor, é querer somente ter prazer com o clube.

Portanto, o ser do Benfica, Belenenses ou Sporting é especial para cada um de nós porque amamos esse clube, não é melhor nem pior per si, é um sentimento único e até mesmo o Cerebral e o Vaselinas sentirão o Sporting de forma diferente. É impossível quantificar ou qualificar o amor. Ama-se e pronto. Daí eu nunca vou ser um gozador (pelo menos em termos futebolisiticos) mas para sempre vou amar o Belenenses. Como disse alguém: estou com ele para a vida e para a morte e não apenas para o almoço. É especial para mim, mas não mais do que o amor dos outros pelos seus respectivos clubes, não tenho essa pretensão.

Il Fenomeno

sábado, maio 14, 2005

O Glorioso

Hoje é efectivamente o jogo do título! Estou seguro que quem vencer o jogo de hoje será o próximo campeão nacional. É verdade que estamos numa altura em que os Benfiquistas tentam livrar a pressão para o lado dos lagartos e vice-versa. Vou ao estádio - lógico - e vou vibrar, e puxar pelo Glorioso.
O que me faz ser do Benfica? Ser Glorioso? A equipa, a mística, o convívio, a cor, o sangue, a luta pela conquista. Este ano sinto-me realmente satisfeito com a prestação. Sim, gosto do Trappatoni. Durante os últimos 15 anos esta é provavelmente a equipa que mais esforço e empenho apresenta nos jogos, que não vira a cara à luta, mesmo não estando a jogar nada e nem um remate façam à baliza. Não consigo assobiar a equipa. Fico obviamente triste por uma derrota, mas saio contente pelo esforço apresentado. Esta semana li uma crónica do Ricardo Araújo Pereira acerca do Porque ser Benfiquista. Há alguns pontos a destacar: "Os sportinguistas querem que o sporting jogue bem, os portistas querem que o fcp ganhe, os benfiquistas querem que o BENFICA jogue... à BENFICA!" Admito que não seja fácil perceber, pois só aqueles que gostam do glorioso o percebem. E na continuação vem que o BENFICA será campeão! Mesmo quando matematicamente não seja possível, sê-lo-á literalmente possível!!! Pode tudo parecer clichés, mas este texto acredito que só será percebido pelos Benfiquistas e por aqueles que amam o seu clube, desde que este não esteja nos lugares cimeiros! O Il Fenomeno certamente entenderá estas questões. Ele é do Belenenses não por ele ganhar campeonatos ou taças, mas por gostar de todo um ideal!
Admito que não partilho a adoração pelo belo do piquenique antes de cada jogo so Glorioso. Mas é esse espírito que me faz ser BENFIQUISTA. Poder partilhar uma manhã e tarde junto à 2a circular, debaixo de uma árvore com outros BENFIQUISTAS que nunca tenha visto antes e falar-lhes como se velhos amigos fôssemos. Sim, falem do garrafão do vinho, do bigode, da bandeira às costas a la super-homem. Mas é este espírito de confraternização de pessoas humildes que me fazem ser do clube que sou.
Se formos campeões certamente faremos o "funeral" ao segundo classificado. Certamente festejaremos, e certamente o país festejará. Mas uma coisa vos garanto: é que não temos um único cântico contra os clubes adversários. Tivemos em tempos o famoso "Pinto da Costa vai pró caralho", mas que não se canta no estádio apenas quando se joga contra o FCPorto. Se vencermos não iremos cantar músicas contra o Sporting. Contudo, do contrário não duvido que aconteça. Confesso-vos que não percebo porque no estádio do scp se joga contra o AZ Alkmaar e se cantam músicas contra o BENFICA. Garantem a passagem à final da Taça UEFA e os cânticos que se ouve são: "BENFICA é merda", "Em cada lampião há um cabrão", etc, etc...
Há uma certa necessidade da massa associativa do scp festejar as suas vitórias comparando-se a todo o momento com o BENFICA. Confesso que não percebo. Ou talvez perceba...
Como é lógico, se hoje perdermos não vou dizer que ficarei indiferente.. Claro que ficarei triste e quero vencer. Mas não estou nervoso... a não ser estas pontadas que me dão de quando em vez no estômago, mas que aceredito que sejam do cozido à portuguesa que acabei de comer no Painel de Alcantara.
Enfim, BENFICA SEMPRE! Sinto orgulho em ser benfiquista.
Enfim, hoje ou saio do estádio e vou festejar, ou vou aproveitar para visitar os museus que hoje estão abertos até às 3h da matina (hoje é o dia do museu, para quem não sabe)!!!
Big Boss

PS: este foi um texto corrido e não relido por isso é normal as gralhas aparecerem ao longo do mesmo. Tudo porque não quis escrever depois do jogo visto poder ser acusado de ressabiamento.

Gravesen sobre a ida para o futebol espanhol

Não era tão melhor se todos pensassem assim?

."When you look at some of the yellow cards I've had this year, I've only been given them because I'm so big compared to some of the other guys. Some of the cards, some of the sliding tackles would have been applauded in England, but here I've been booked because of the rolling and the actors' classes they give.
I will get used to it, but I won't take out of my game the fact that somebody's going to get crunched. And I won't learn to dive: I'll be standing up as soon as I can. I have a picture of Duncan Ferguson breaking his arm and carrying on. He didn't go down - he got up, walked to the sideline and got substituted. I learnt from him that you don't lie down."

Il Fenomeno

sexta-feira, maio 13, 2005

Era de esperar...

Imaginem o resultado de ter feito um jogo na Academia de Alcochete e envergando uma camisola com o simbolo do sporting?
- Perdemos o jogo - lógico;
- E venho de lá com um olho negro!

Era de esperar...
Big Boss

quarta-feira, maio 11, 2005

Comparações (em memórida de J. Perestrelo)

Tenho o engodo para as relações que o Karadas tem pela bola

Vida de um teso - Último capítulo

Chegámos ao final da novela. Porque todas as histórias têm o fim. E a relação que aqui vos descrevi chegara ao fim. Como diria Vinicius:

E assim mais tarde quando me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão fim de quem ama
Eu possa dizer do amor que eu tive:
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


Tudo acaba, posto que é chama. E para ele era o dealbar da relação. Gostava da palavra dealbar. Preferia-a ao carácter pungente e determinístico de encerrar, acabar ou finalizar. Parecia-lhe mais natural, mais como um final de um ciclo…dealbar…

Jamais lhe chamaria princesa (nome que ela detestava se bem se recordam), jamais acordaria com ela enrolada nos seus braços, jamais sentiria a respiração dela tão perto que ouvia o seu coração bater, jamais sentiria os seus lábios…O centro do seu mundo mudaria.

E isso era estranho como as pessoas passam nas nossas vidas e ficam meras memórias distantes (alegres ou tristes) dos tempos que se passaram. Não compreendera o que falhara, mas será que alguma vez compreendemos? Refugiara-se na incomunicabilidade da língua portuguesa: “as coisas não deram certo”. Como se isso fosse explicação para alguma coisa. Mas a vida ensinara-lhe a desistir de tentar compreender o inexplicável e tentar perceber tudo mas antes a aceitar o destino como única verdade incontornável. Acabara, ou melhor, dealbara e isso era tudo o que interessava.

Acreditava que o tempo o ajudasse a compreender “as coisas que não deram certo”, que o que tinha acontecido era o certo, que não se iam arrepender mas o tempo é tão subjectivo e tem esta incapacidade invulgar de transformar os amanhãs em ontens. Mas era nisso que tinha que colocar a sua fé, no tempo…

Il Fenomeno

terça-feira, maio 10, 2005

Desisitir

O Miguel Esteves Cardoso escreveu faz dois ou três dias no DN a sua desilusão com Howard o candidato a primeiro ministro inglês. Dizia MEC que o considerava antes das eleições competente, honesto e homem certo mas a sua decisão de desisitir após as eleições decepcionante.
Segundo ele, na sociedade de hoje desistir parece a palavra de ordem. Disse mesmo que a única coisa que admirava em Santana Lopes era o seu espírito lutador de não desistir ao primeiro embate. Howard teve um resultado animador mas mesmo assim como não ganhou, desistiu, não lutou para provar que estava certo.

Não há politico que sofra um mau resultado que não se demita, resigne ou saia de cena, pelo menos naquela altura

Na sociedade de hoje, já não há travessias no deserto, ao primeiro impacto com a areia quente as pessoas fogem da praia.
É verdade isso em tudo. Reparem no futebol por exemplo (desculpem mas é o único tema que percebo), qualquer treinador com duas derrotas desiste, abdica...

Dizia MEC que isso deixa espaço aos maus, porque os bons à primeira dificuldade saiem. No caso de Howard, ele seria bom e saiu deixando espaço aos homens do aparelho agarrados aos cargos que aproveitam estas desistências.

Mas se MEC falou da política, eu acrescento para a sociedade, para o futebol e para a vida. Vivemos no hedonismo. Desistir parece a acção mais fácil. Parece que nada vale a pena a luta. Enfrentar a areia quente da praia é de loucos mesmo que no final da mesma esteja o mar...

Il Fenomeno

segunda-feira, maio 09, 2005

Too much

Quer-me parecer que os sportinguistas estão demaiado galvanizados. Hoje até ouvi dois deles a decidirem como iam comemorar o título.

A little too much i think but we shall see.

Il Fenomeno

domingo, maio 08, 2005

Homenagem

Porque o futebol "visto" pelo o mundo da rádio nunca mais vai ser o mesmo, queria deixar aqui uma homenagem e dizer que não me esquecerei desse grande comentador, nem que o jacaré tussa!.

vaselinas

quinta-feira, maio 05, 2005

Exuberância da Serenidade

Artigo escrito pelo jornalista Rui Dias publicado no jornal Record.

1 - Tem um nome curto mas com significado excessivo para as próprias ambições. No Restelo, onde chegou tarde, deram-lhe papel de relevo na transição de um ciclo; aceitou todas as responsabilidades, incluindo a de jogar no meio-campo onde, apesar da fiabilidade nos duelos individuais, apresentava défice de técnica nos espaços reduzidos e de visão para lançar à distância; onde revelava pouca agilidade para sair a jogar e talento moderado para tratar a bola. Pelé era um central que actuava dez metros à frente e não a referência moral da equipa; cumpria os requisitos da eficácia em missões menores mas não satisfazia a elevada exigência dos adeptos belenenses, habituados à grandeza e autoridade de Tuck, um dos mais completos e menos reconhecidos mestres nacionais na função de médio-centro.

2 - Dono de envergadura impressionante, Pelé sabe utilizar o corpo nos despiques directos (implacável no jogo aéreo defensivo) e é inteligente na percepção das distâncias em relação à bola; é seguro na ocupação do espaço e harmonioso nos gestos que conduzem à acção; sendo contundente na chegada é também um óptimo avaliador das situações de perigo iminente, razão pela qual decide sempre bem quando está pressionado. É essa capacidade para adivinhar o drible, o ressalto, o destino do cruzamento e a intenção do passe que relativiza o peso de físico e grosserias no reportório – só viu o amarelo seis vezes em trinta jogos. Pelé assenta numa exuberância serena, que contradiz a primeira imagem de músculo e brutalidade, porque dispõe de todas as armas necessárias para cumprir na íntegra a sua parte no plano azul.

3 - A zona pressionante de Carlos Carvalhal obriga a uma coordenação meticulosa de todos os movimentos colectivos e apela à consciência de cada um para o risco fatal de traições individuais. Se o conceito é inalterável nos princípios básicos, o Belenenses adulterou a sua intenção na Luz. Recuou em excesso, foi passivo e não activou a transição ofensiva. Colocado perante a contingência de limitar a acção à vigilância a Nuno Gomes, Pelé deu resposta cabal, mesmo sem expressar as melhores qualidades. Mas por não ser um defesa cuja dimensão se reduza à simples generosidade; à presença excessiva que leva a prestações heróicas e à demagogia que mascara, pela via do esforço, a intenção exclusiva de destruir, não viveu feliz nesse embate com o Benfica. 4 - À frente de um enorme guarda-redes (Marco Aurélio) e ao lado de um dos maiores talentos defensivos do futebol português dos últimos dez anos (Wilson), Pelé consolidou argumentos que o colocam entre os melhores centrais da SuperLiga. Em articulação com Amaral (que dá profundidade na direita), Sousa (que ajuda em zonas interiores) e Rui Ferreira (que dá equilíbrio à manobra a partir de zonas mais adiantadas), o Belenenses construiu a defesa menos batida da segunda volta, com oito golos sofridos em catorze jogos – nas primeiras 17 jornadas sofreu a exorbitância de 25 tentos. Prova de que estava condenado a desempenhar papel importante no Restelo, Pelé já reuniu condições para entrar na história azul como herdeiro natural de Filgueira.

Il Fenomeno

quarta-feira, maio 04, 2005

The Fiver

Roman Slysko (juiz de linha do jogo LiverpoolXChelsea) insists he clearly saw Luis Garcia's controversial goal for Liverpool last night. And they say X-ray vision is just science fiction.

Il Fenomeno

terça-feira, maio 03, 2005

Porque se mantém actual

A propósito de uma tentativa de marcar um SportingXBenfica em futebol aqui está o que eu escrevi a 7.12.2002 às 23:28:

"Aproveito esta oportunidade para mostrar a minha indignação.
Ao longo da história não raras vezes, sistemas totalitários e fascistas tentaram consagrar a superioridade de maiorias dominantes e opressoras. Quantas e quantas vezes minorias de todas as espécies (intelectuais, raciais, sexuais, etc) foram remetidas ao ostracismo?

A democracia não é mais que o respeito às minorias. A vossa tentativa neofascista de bipolarizar a sociedade não revela outro que total falta de respeito, valores e ideais, típico aliás de maiorias ignorantes.

Não vou pedir desculpa por ser do Belenenses, por fazer parte de uma elite diferente, com ideais definidos e valores verticais e seguros.
Não vou pedir desculpa por não fazer parte dos 6 ou 3 milhões de pessoas que pertencem quais carneiros a uma qualquer agremiação.
Não vou pedir desculpa por não ter ex-presidentes na prisão ou que tiveram de fugir para Angola.
Não vou pedir desculpa, vou apenas dizer que isto tudo só me faz sentir mais orgulho em ser do Belenenses, em ser diferente para melhor e não igual no pior..."

Meu Deus, como se mantém actual (exceptuando o facto de o Vale e Azevedo já não estar no chilindró). Basta ver o comentário ao jogo do Benfica X Belenenses na Bola, onde segundo aquele ameba o Benfica ganhou com brilhantismo e o árbitro teve 5 em 10 porque prejudicou o Benfica...

Il Fenomeno

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce

Deixo-vos o momento marcante da criação dos CfTesos. O momento da concepção. Numa quinta-feira dia 12 de Dezembro de 2002 pelo 12.13, Cerebral enviava o seguinte mail:
"Bom pessoal, tenho uma sugestão (...) Para o próximo jogo podíamos alinhar com uma equipa de tesos onde alinhariam os seguintes magos: Cerebral, Mestre das Vaselinas, Fenómeno, Midas e Big Boss.(...) Nós tesos temos uma visão comum do que é o futebol, do modo de estar dentro das quatro linhas, dos nosso pés sairão as jogadas mais belas de todos os tempos. Não sei se repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra nós e nossos, porque a nossa equipa é mais que a soma das individualidades, é um colectivo que se transvcende na hora da verdade (...) na próxima tarde de Domingo não tenhamos medo de ser felizes"

Respostas se seguiram a este apelo de fundação:

"(...) nós poucos, nós poucos mas felizes, nós bando de irmãos porque aquele que derramar o seu suor naquele campo comigo será meu irmão. Nós juntos vamos ganhar (...) Estamos preparados" Il Fenomeno 13.12.2002 11:45

"Apenas tenho a dizer: Venceremos!!!!!" Big Boss 13.12.2oo2 21:46

E a partir daí cumpriu-se um missão....

Il Fenomeno

segunda-feira, maio 02, 2005

30 de Abril de 2005

No calendário tesal este dia 30 de Abril figura como feriado, ou não fosse este o dia do aniversário de Il Fenómeno. Não obstante a festa por ele organizada, há um ponto a não esquecer, foi lançado nesse dia a primeira edição do nosso livro: "O diário de uma liga de futebol 2002/2003". É aqui nesta parte que as meninas, donzelas e princesas deixam de ler o post porque voltámos a falar de futebol! Mas a verdade é que esse livro é um marco importante da nossa passagem ao blog. Foi durante mais de um ano que aí foram transcritos sentimentos, moções de confiança à equipa, gritos de guerra e manifestações de esperança no futuro.
Há expressões que para sempre ficaram eternizadas neste grupo e que vos serão transmitidas.
Como estou sem tempo para continuar este post (sim, já são 14h31 e tenho que voltar a teclar no excel e a insultar alguns advogados por lacunas nos Contratos por eles redigidos).
Big Boss

domingo, maio 01, 2005

"...I pray thee, gentle mortal, sing again;
Mine ear is much enamour'd of thy note.
So is mine eye enthralled to thy shape;
And thy fair virtue's force perforce doth move me,
On the first view, to say, to swear, I love thee."

W. Shakespeare por Big Boss