TVGolo.com - Ultimos Golos

sexta-feira, setembro 30, 2005

Era só para dizer

O Midas tem um bar junto de sua casa que consta que é o verdadeiro sonho americano. Ainda não pude lá ir porque vou ter testes, mas já ouvi uma história que promete. Espero ansiosamente por um regresso em grande do Midas a este blog. Sim porque o que se passar nesse famoso bar não pode chegar aos ouvidos se seus pais. Quanto a mim, há que ter paciencia, por enquanto estou em exames.
Já que estou a falar de exames vou partilhar convosco o meu desespero. Até agora tenho-me saido bastante bem nos problem sets de micro, coisa que nunca me teria passado pela cabeça. O problema é que o espanhol, professor de micro, é um gajo rigoroso e gosta de fazer teste lixados; estava a ficar à rasca porque a malta andava a resolver os problemas todos. Quando começámos a resolver jogos em tempo continuo com integrais, expressei o meu desagrado e dificuldade, ao que ele me mandou para o departamento de sociologia que é mesmo ao lado. Hoje o TA já nos avisou “então disseram ao professor que não gostavam de integrais, que falta de comportamento estratégico”.
Cerebral

quinta-feira, setembro 29, 2005

Pois é...e então...

Ouvi hoje outra vez e não me sai do ouvido. Grande música, grande letra, grande António Carlos Jobim, grande Vinicius de Moraes

"Pois é
fica o dito e redito por não dito
é dificil dizer que inda é bonito
cantar o que me restou de ti...

Taí
nosso mais-que-perfeito está desfeito
e o que me parecia tão direito
caiu desse jeito sem perdão

Então
disfarçar minhar dor já não consigo
dizer que nós somos bons amigos
é muita mentira para mim

E enfim
hoje na solidão ainda custo
a entender como o amor foi tão injusto
pra quem só lhe foi dedicação

Pois é e então..."

Il Fenomeno

Histórias divertidas

Outro dia cheguei atrasado à aula da milf, isto porque dei numa de gajo porreiro e emprestei o carro ao midas. Vou-me sentar na última fila, e a cadeira ao lado da minha estava vaga e na outra estava uma chinesa. Com a pressa de tirar os cadernos ponho uns na mesa do lado que estava vazia, pensava eu. A chinesa tinha lá posto um copo com um líquido qualquer que entornei para cima dela. A malta começa a rir, até os outros chineses, a milf para a aula e olha para mim com um olhar reprovador. Eu com um ar de parvo sorridente peço desculpa à chinesa, mas ela não me disse um “deixa lá, não há problema” pura e simplesmente mudou-se para a fila da frente. Passado algum tempo um chines deixa cair o estojo e faz um barulho do caraças, a milf volta-se para mim “are you again”. Da fama já não me livro.

Há uma turca bastante boa no programa, está no terceiro ano. Estava eu com o indiano e o americano e quando ela passa por nós o americano com um ar muito académico diz-lhe “tenho ali o artigo que te falei, quando quiseres posso mostra-te”. Quando ela se vai embora o indiano pergunta-lhe se o artigo era o pénis. O americano ficou altamente chateado e ofendido com a boca.

O nosso TA de macro é um turco completamente maluco. O tipo anda com o pulso partido porque se espalhou a andar de bicicleta. Outro dia encontrei-o no pátio com o braço ao peito a tentar tirar o cadeado da bicicleta para se ir embora. Perguntei-lhe se precisava de ajuda, se estava tudo bem, ao que ele responde “as long as I breathe, I am ok”.

P.S. Do post abaixo podem pensar “o tipo só diz aquilo porque está chateado”. Não é bem assim, já tive várias situações do género e o ponto que quero focar é o modo como eles seguem as regras, não são capazes de olhar para um caso específico. E não tem problemas de consciencia com isso, “são as regras, por isso posso dormir sossegado, fiz tudo o que estava ao meu alcance”. E o que me irrita solenemente é o ar hipócrita e falso que fazem para todos.
Cerebral

Merda de país

Ainda não percebi a razão mas por aqui usam e abusam do cheque. Eu sou obrigado a receber a minha bolsa mensal por cheque, mais o cheque é enviado por correio para minha casa. Este mes tive alguma sorte e o cheque consegui ultrapassar os correios e a o meio senhorio e chegou às minhas mãos, quando qualquer um dos dois estiver de mau humor quero ver como vai ser.
Em seguida vou todo contente com o meu amigo indiano ao Bank of America para depositar o tão esperado cheque. Ontem vejo que o cheque tinha sido rejeitado, o que não fazia muito sentido porque a universidade não está com falta de fundos. Vou ao banco para esclarecer a situação e mandam-me telefonar para um número de serviço ao cliente. Sou informado que não aceitaram o cheque porque não reconheceram a assinatura. Disse “então de-me o cheque e esclarecemos isso”, ouço um sorridente a atencioso “concerteza, vai é ter que esperar 5 ou 7 dias utéis”. Aqui passei-me enquanto a mandava para o caralho em portugues ia explicando que não fazia sentido esperar tanto tempo visto o cheque estar ali no filial e eu precisar do dinheiro, não podia esperar uma semana. Ao que ela replica com um tom sempre de quem quer ajudar mas no fundo sabe que nos está a foder “eu disse 5 ou 7 dias utéis, são as regras não posso fazer nada”.
Vou agora explicar o meu problema ao senhorio esperar pela sua compreensão, pode ser que tenha sorte visto ele ser peruano…
Cerebral

Mais aventuras culinárias

Farto de comer sempre a mesma coisa, armei-me em esparto e decidi comprar uns vegetais diferentes no supermercado, nomeadamente umas cebolas mexicanas e uma cena que não sei o que é mas tem bom aspecto. Quanto às cebolas mexicanas nada a apontar, agora o outro vegetal…
Parecia um pimento mais pequeno, então achei que devia cortá-lo às rodelas e juntamente com a cebola mexicana meter na frigideira com a carne. Quando estou a cortar o dito vegetal reparo que tem umas sementes lá dentro, às quais não dei grande importancia. Não é que aquela trampa era um picante qualquer, fiquei com o céu da boca completamente lixado e senti que tinha engolido um lança chamas.
Depois de tamanha experiencia, no dia seguinte fiquei-me por uns ovos mexidos com bacon. Como normalmente os ovos mexidos e o bacon aparecem juntos no prato pensei que também iam em conjunto para a frigideira. Rapidamente percebi que não era bem assim, porque quando atiro o ovo para a frigideira o bacon fica a boiar em cima do ovo. Como podem imaginar se o bacon está a boiar não fica cozinhado. Mesmo assim pensei, não há problema, quando acabar de fazer os ovos, tiro-os para um prato e acabo de cozinhar o bacon. Novo problema, esqueci-me que ficam sempre uns restos de ovo na frigideira, por isso enquanto tentava fritar o bacon eles iam queimando, quando dei por mim parecia que havia um incendio na cozinha.
Desde estes acontecimentos tenho andado a congelados, são mais seguros…
Cerebral

terça-feira, setembro 27, 2005

Comprem! Comprem!!!

Como me vai dar jeito um destas nos próximos dias de campanha...


Big Boss

Porque não?

"Jaime e Mário Pinto, os irmãos que lideraram o bloqueio da Ponte 25 de Abril em 1994, foram terça-feira condenados a oito e sete anos de prisão, respectivamente, por tráfico de droga.
A sentença foi pronunciada hoje à tarde no Tribunal de Loures, após quase dois anos de julgamento."

Não sei quem estes tipos são, mas julgo que sei o que eles vão ser dentro de dias: candidatos a alguma câmara municipal do país!
Big Boss

Teatro dos Sonhos

Por impossibilidade laboral não me pude deslocar ao Teatro dos Sonhos para poder louvar as camisolas berrantes que (re)apareceram em tamanho palco. Foi bonito ver que a certa altura do jogo a posse de bola era de 58% para nós e de 42% para o clube local. Desde 15 de Março de 1994 que não me recordava ver o glorioso a tomar as rédeas de um jogo fora de estádio da luz nas competições europeias (contra um grande europeu). Há quem queira exagerar e assemelhar este jogo ao da final no wembley de 1968 (que o Benfica perdeu por 4-1 no prolongamento, depois da igualdade a um golo após os 90 minutos), o que poderá não ser tão despropositado atendendo ao caudal ofensivo e controle de bola com que os jogadores hoje nos presentearam. Estou triste com o resultado... mas é possível chegar aos primeiros lugares do grupo!
Destaque para o site da uefa que dedica um grande espaço a este embate de titãs, ou veja-se a magazine desta semana: http://www.uefa.com/magazine/index.html - wembley '68 Friends Reunited.
Aqui ficam alguns dos comentários do uefa.com ao jogo (prefiro fazer a busca a um site internacional e isento a usar palavras dos desportivos portugueses):

"When these two clubs met in the 1968 final at Wembley they managed 42 shots between them and while a repeat here was never likely, Benfica were certainly enjoying more sights on goal than most visitors to Old Trafford."
Está tudo dito... mas os 3 pontos ficaram em terras britânicas.

Quanto aos golos, eis o que eles dizem:
"If United had reason to curse their misfortune with injuries, they certainly enjoyed a slice of luck here as the Welshman's free-kick deflected off the wall and flew past the wrong-footed Quim." (com tamanho falhanço a sair dos postes num lance na 2a parte, até eu pensei que fosse o Quim).

"... they were left stunned when Simão fired Benfica level shortly before the hour with an exquisity free-kick..."

"There were 5 minutes remaining when the dutchman turned the ball in at the far post after Ryan Giggs's corner had ricocheted his way via Rio Ferdinand's head and Nuno Gomes midriff."

Big Boss

Notas:
1) 15 de Março de 1994: Bayer Leverkusen-BENFICA: 4-4
2) Como me orgulho do nosso passado. Vejam o respeito que nos é prestado neste resumo do jogo de wembley 68: http://football.guardian.co.uk/Champions_League/Story/0,5764,91024,00.html

segunda-feira, setembro 26, 2005

Memória

A memória é uma coisa curiosa.
Li o "Erro de Descartes" do A. Damásio e aprendi que ao contrário do que se possa inicialmente pensar a memória não guarda as recordações num "compartimento" do cérebro. O que faz é associações que lhe permitam recriar a imagem/memória da coisa. Ou seja, quando digo a palavra mãe o meu cérebro volta a recriar a imagem da minha mãezita. Daí às vezes distorções que a nossa memória faz como aquela rua que julgávamos grande quando éramos pequenos e vai-se a ver é minúscula. Ou se pensar em queijadas de sintra à minha mente vai o estádio do Restelo and so on...
Isto para dizer que hoje experimentei essa recriação de memórias. Voltei a trabalhar para a CGD como o fizera há uns meses atrás. E ao entrar naquele edificio veio-me à mente tudo o que vivi quando lá traballhei, todas as rotinas que tinha lá dentro e cá fora e foi curioso porque senti saudades...muitas saudades...fui muito feliz nessa altura (não querendo dizer que não o seja agora)...

Il Fenomeno

domingo, setembro 25, 2005

Outside

Hoje pela primeira vez no surf fui para o outside.
Para quem não sabe é a zona depois da rebentação das ondas onde é suposto se apanhar a onda e acompanhá-la até à rebentação.
Escusado será dizer que não apanhei nenhuma onda de jeito e fiquei lá só o tempo necessário para me rebentar uma onda nas trombas e por-me no meu lugar devido.
É um pouco como dizer que se esteve no Elefante Branco e esteve-se sentado lá 15 minutos enquanto se bebia uma imperial mas a verdade é que estive lá.

Il Fenomeno

Que pais são estes?!

Sábado estava eu no balneário masculino do ginásio quando me entra um pai com as duas filhas pelo braço. Uma com 3,4 anos a outra já com uns 10,12.
Quem frequenta estes locais sabe que normalmente os homens se pavoneiam nus pelo balneário e que sábados é um dia de grande afluência aos ginásios.
Assim sendo estas jovens em 15 minutos viram mais pilas masculinas (porque femininas seria dificil) ao vivo do que muitas das nossas leitoras verão a vida toda.
A minha formação em psicologia (o meu pai é psicólogo e tive uma namorada que estudava isso) diz-me que depois desta experiência traumatizante as moçoilas:
a) ou se tornam ninfomaniacas
b) ou ficam a odiar homens e ficam lésbicas
Em qualquer um dos casos as gerações masculinas futuras agradecem a este pai.

Il Fenomeno

sábado, setembro 24, 2005

Poluição

No ínicio desta semana choveu pela primeira vez desde que estou em LA. O smog é de tal ordem que colocam avisos para as pessoas não tomarem banho até 3 dias depois da chuva. Pelo que percebi a chuva leva toda a porcaria que está no céu para o mar. Já que estou numa de smog vou-vos tentar dar a dimensão do problema.
A gasolina em LA é mais cara porque leva um tratamento especial para ser menos poluente. Todos os carros tem que fazer uma inspecção todos os anos para verificar o emissão de poluentes. Nas auto-estradas há duas faixas só para carros com duas ou mais pessoas, para tentar reduzir o número de automóveis.
Mesmo assim quando chove, 3 dias sem ir ao banho…

Mas hoje como já tinham passado os 3 dias e o meu fim-de-semana está a começar, lá me fiz ao mar. Era para ir com o Midas, mas o bicho esqueceu-se do cartão (sim, porque ele não usa essa coisa barata chamada chaves) para entrar em casa e o seu room-mate só chegava à noite. Vamos ver se amanhã conseguimos ir os dois.Estavam umas ondas do caraças!!! Como nos filmes!!! Um metro, a fazer uns tubos enormes, e uma rebentação fortíssima. A onda a rebentar fazia espuma do tamanho da onda. Ponto negativo, a mar estava completamente cagado. Normalmente quando uma pessoa saí do mar fica o resto do dia com um cheiro muito agradável, a sal e mar, pelo menos eu gosto. Devido à porcaria que estava no mar, neste momento tresando.
Cerebral

sexta-feira, setembro 23, 2005

86 Anos de Orgulho

Foi em 23 de Setembro de 1919 que nasceu a razão de ser da minha inevitável paixão clubística, e o orgulho e a felicidade que os seus fundadores sentiram nesse dia, foi herdado por cada um de nós belenenses, que reconhecidos e agradecidos, mantemos a chama acesa deste clube único e incomparável que é o Clube de Futebol «Os Belenenses».

P.S: E domingo vamos incendiar o Dragão.

Il Fenomeno

Discussões

Após o meu regresso, tinha certos assuntos por tratar. Nomeadamente resolver uns exercícios de macro. Como uma das perguntas parecia um pouco estúpida fui perguntar à boazona o que ela queria com aquilo. Lá me explicou e fiquei, convencido. Quando, estava a resolver o o raio do problema, mais dúvidas surgiram e fui falar, juntamente com uns colegas com o assistente, um turco que tinha tido um acidente de bicicleta (esta é a versão oficial) e estava com o pulso ligado. O gajo começa com uma explicação que não estava a fazer sentido. Digo isso e explico o meu ponto de vista. Como o tipo não conseguia replicar, acaba a dizer “eu é que vou corrigir, portanto a minha solução é a certa”, ainda lhe disse que não era bem assim. Mas pronto, por aqui ficámos.
No dia seguinte vou a uma loja de fotocópias mexicana para buscar as cópias de um livro que estava lá há mais de uma semana. E não é que a gaja me pede 56 dólares pelas cópias!?!?! A minha reacção foi “foda-se!! Por esse preço compro o livro!” Ela argumentou que me tinha dito o preço por cópia e que eu devia ter feito as contas, “não sabes matemática?”. Respondi-lhe que a apesar de não me lembrar do preço a minha matemática dizia-me que não fazia sentido pagar mais por uma cópia do que pelo livro. “Então vá quanto quer pagar?”, “não mais de 20 dólares”. Mandou-me para o caralho e devolveu-me apenas o original.
Aproveitando a onda, telefonei para os tipos da ups. Razão do telefonema, mandar vir umas coisas da amazon e por nunca estar em casa quando eles lá iam entregar, tinha que ir buscar a encomenda ao cú de judas. Comecei logo com um “isto não faz sentido, estou a pagar por um serviço e tenho que me deslocar!”. O tipo respondeu muito educadamente “tem toda a razão, de-me o seu contacto que havemos de encontrar uma solução”. Bolas! Não tenho telefone! Acabei por ter que ir ao cú de judas…
Cerebral

quinta-feira, setembro 22, 2005

Ia sendo mas não fondo

Era para ser um fim de semana de sonho.
Era a aproximação à grande área e quiçá o golo de antologia qual Brasil contra Itália em 1970 (ver post anterior) e ainda ver o FC PortoXBelenenses no Dragão. O que poderia querer mais?
Afinal não. Resta-me o jogo que quero ir ver uma vez que o meu coração só tem uma cor: azul sem risquinhas.

Il Fenomeno

terça-feira, setembro 20, 2005

A versão emigrante

Não sei como escrever este post. Por um lado o acontecimento exige algo próximo da perfeição, coisa que não me sinto capaz, e por outro lado as emoções foram demasiado fortes para conseguirem ser relatadas. No entanto, o facto dos outros tesos já terem feito a sua parte permite-me fazer um “filling the gaps”.
Era verdade que um dos momentos altos seria a minha chegada, coitado do Vaselinas, estava numa pilha de nervos que nem soube muito bem o que dizer. Acho que estava com um cara “este gajo não devia estar aqui!!”. Julgo que todos compartilhámos a angústia do nosso mano. Tenho também que referir que ele estava estiloso com o seu fraque e colete, o Il Fenomeno ainda acrescentou que a gravata era muito bonita, mas disso já não percebo. Já que estamos a falar de gravatas, agradeço ao Il Fenomeno, um especialista, por me ter tirado o preço da gravata (em dólares) enquanto ainda estávamos no carro.
Não vou repetir o que foi dito sobre os aperitivos para isto não ficar demasiado aborrecido. Entrada do Vaselinas na sala de almoço/jantar foi em grande ao som de:“Then I saw her face, now I'm a believerNot a trace of doubt in my mind.I'm in love, I'm a believer!I couldn't leave her if I tried.” Com o seu movimento de bailarino gingão.
Trouxeram dois vinhos para a mesa, um mais convencional numa garrafa comum e a pomada. Pomada esta que vinha num jarro que parecia um balão de laboratório, também não era para menos. Como tesos que somos, nem foi preciso escolher, apenas um olhar e um acenar de cabeça. A dita era de tal ordem que até deixava uns pózinhos no fundo do copo. Quando a mãe do Vaselinas nos avisou para termos cuidado com a pomado, acho que já era tarde demais.
Aqui houve uma grande novidade da qual estou muito orgulhoso, o BB voltou a enfrascar-se. Deixem-me dizer, que o rapaz está com vontade, no entanto os anos parado reflectiram-se no refill de Licor Beirão, facto que não passou despercebido ao barman “o vosso amigo anda a faltar aos treinos”.
Quando chegou altura de fumarmos os charutos, mostrámos o nosso lado mais inexperiente. Primeiro pedimos o corta-charutos ao pai do Vaselinas (sem dúvida uma das figuras do evento, o Vaselinas tem a quem sair), que ele lá nos atirou com um ar desplicente. O Il Fenomeno não se entendeu com o dito aparelho, mas o BB devolveu-nos a honra ao manejá-lo que nem fumador habitual. Depois lá tive que pedir o isqueiro ao pai do Vaselinas, mas não estava a conseguir acender o charuto, o pai do Vaselinas começa logo a reclamar “isso não é para gastar o gás todo” eu ainda tentei retorquir “mas olhe que a chama está pequena” levei logo com um “isso para quem sabe”. Quando a meio o charuto se apagou e pedimos isqueiro a um dos convidados ainda ouvimos um “maçarico devias ter cortado a ponta”.
O baile foi aberto primeiro com uma música latina, só faltava ao Vaselinas a camisa preta com folhos. Apesar das calúnias lançadas por outros membros deste blog relativamente às minhas capacidades como bailarino, estive em grande, sem contar com o noivo fui o único teso a acompanhar as miúdas. É verdade que por um momento ou outro dei uma volta a mais e não me entendi muito bem com o tango, mas quando passei para as valsas fui altamente elogiado pelo pai do Vaselinas.
A certa altura era suposto vermos um filme, mas devido a problemas tecnológicos, estavam os convidados todos a olhar para uma tela ora em preto ora com o fundo do XP, quando o Vaselinas agarra no microfone e temos um dos momentos altos do dia. Mostra o seu lado entertainer com um discurso lamechas/cómico, foi realmente Vaselinas no seu melhor. Entretanto estava o pai do Vaselinas sentado entre os restantes tesos, e ao ter observado os problemas capilares de 3 membros desta comunidade, diz orgulhoso “sabem que sou o único dos meus irmãos com esta farta cabeleira, os outros são todos carecas”. Ainda tentei defender-nos dizendo que eram implantes, mas era escusado, a cabeleira e o bigode eram verdadeiramente fartos.
Já só entre tesos e amigas, o Vaselinas comenta, “sou realmente lamechas, fico comovido só de olhar para os cortinados”. Também olhou para o abundante buffet e confessou-me com um ar desgostoso “não comi quase nada do que está aqui”, pensei “deixa lá que no próximo mes fartaste dos restos”.
Outro momento muito engraçado foi o bolo da noiva no quintal. Mandaram todos os convidados para um local mais elevado no jardim e os noivos e pais ficaram em baixo. Enquanto esperávamos pelo bolo, os tesos e amigas, movidos a pomada e Licor Beirão desatam a cantar “sobe, sobe, balão sobe” e somos acompanhados pela mãe do Vaselinas e as suas divertidas amigas. A pandega era de tal ordem que quando o bolo aparece ou som de Vangelis a malta acompanha com um “la, lala” arrastado e monocórdico. Aqui o BB mostra o seu lado de tenor e canta que nem um grupo coral, a música é algo demasiado sério para ele.

Para terminar fica a parte sentimental. Fiquei várias vezes comovido, principalmente no discurso do noivo. Ver um mano casar e compartilhar a sua alegria com todos amigos e familiares. Tenho também que fazer referencia à familia do Vaselinas, quem tem uns pais daqueles só pode ser feliz, o pai um verdadeiro teso, sempre com uma boca para mandar, e a mãe uma querida. Quando me despedi do Vaselinas e ele emocionado disse-me “não sei o que te dizer” só lhe soube responder “não é preciso dizeres nada”.
Cerebral

Vaselinas deu o nó!

Já está! Foi ontem que o Vaselinas, um dos nossos, deu o nó com a sua “Helena de Tróia”. Uma alegria que lhe era visível na cara, nos movimentos, na fala… um contentamento partilhado com todos os presentes.

Viagem:
Dois carros, um só “croqui” e a premunição de um qualquer cabeleireiro para uma das miúdas. Estamos prontos. Carros ligados… partida! E lá íamos nós feitos Pedro Álvares Cabral em busca da Índia, a procurar o destino desejado dando a volta ao mundo pelo lado oposto… felizmente tínhamos connosco uma miúda que tinha sido alvo de uma premunição e que por isso obrigava-nos a parar a um ritmo só equiparável ao número de baboseiras numa frase proferida por Zézinho Carrilho.
Depois de 30minutos estávamos a passar de novo no local de partida rumo ao destino ambicionado! Passadas tantas aldeias, terriolas e terrinhas, eis que passamos pela Associação (re)Criativa do Bocal… belas moças as desta terra!

Chegada:
45 minutos depois, eis que chegámos. Lá estava o Vaselinas. Ao fundo, rodeado por todos aqueles que o acompanharam ao longo dos tempos, e que tiveram a honra de presenciar este momento… os mais velhos não paravam de dar os seus palpites e conselhos: “Não sabes no que te vais meter”, “Pobre rapaz, à primeira qualquer um cai!”.
Um dos pequenos (pequeno mas grande! Tipo Miccoli) momentos do dia era ver a reacção do Vaselinas ao dar de caras com o Cerebral, teso este que era suposto assistir ao casamento via telefone em directo de LA juntamente com Midas. Foi bonito ver o sorriso, a estupefacção e a chapadinha do Vaselinas na cara do Cerebral, ao mesmo tempo que dizia: “O que é que estás aqui a fazer?”

Cerimónia:
Casamento marcado para as 11h30. Como é lógico, estava atrasado. Previsões: 12h15. 12h30, ainda nada! Pensam vocês: “a noiva estava a querer deixar o Vaselinas nervoso!” Enganam-se! A noiva estava no carro já há uma hora!!! O que faltava? O Conservador do Registo Civil! Ora bolas, ele tinha que honrar os princípios da Administração Pública! Por momentos julguei que tinham ido recrutar o stand-up comediant da Associação Criativa do Bocal!!! Não falando dos seus cuidados com a “rectaguarda”, inicia a cerimónia com um “vamos lá então começar com isto! A noiva está?” Não, aquela rapariga vestida de branco e com véu ao lado do Vaselinas sentou-se ali porque o lugar estava vazio…
As alianças estavam escrupulosamente guardadas no bolso esquerdo do seu paletó! Disso ele não se esqueceria! Tal foi a sua preocupação com as alianças que se esqueceu do BI no carro.
Estava consumado. O Vaselinas havia dado o nó. O orgulho era visível em cada um de nós. Os tesos sentiam que um seu irmão havia casado.

Repasto e o pezinho de dança:
Linguiça, morcela, presunto e febras davam o toque tesal à coisa! De outra coisa não estávamos à espera! Muito bom!
O almoço foi optimamente regado com o Vinho do Avô João (reserva de 1989). Mas que pomada…
Depois de termos feito um mark-up em cada um dos pratos apresentados na lista passámos ao belo do charuto acompanhado por esse grande Licor Beirão. A possibilidade de refill é fantástica… Não compareci a um dos últimos. Faltei aos treinos durante algum tempo, e isso reflectiu-se na capacidade esponjosa do meu organismo. Il Fenomeno e Cerebral, falta-me ritmo de jogo. Mas estou a melhorar...
Já o Cerebral esteve em todas! Refill e pezinho de dança! Mesmo quando insistia numa valsa quando o seu par tentava dançar ao som de um tango! Foi bonito.

Chamados à parte, o Vaselinas e a sua “Helena” receberam a prenda dos tesos (com o Midas em pensamento). Prenda essa recebida com um “que horror” da parte da “Helena”, e com um “só podia” do Vaselinas! Vaselinas, o nosso maior orgulho é dentro de dias chegares junto a nós com um: “Eh pa, já me estragaram o estuque lá de casa!”

Uma nota adicional para o facto de a nossa querida amiga Isabel F. ter estragado a surpresa do fogo de artifício aos noivos… Isabel F., não podias ter aguentado 5 minutos?!?

Festa esta que terminou com aquele abraço ao Vaselinas! Um abraço que transmitiu a energia do discurso do Vaselinas. Para recordar e para guardar no coração!

Big Boss

PS: a viagem de regresso demorou 15minutos. Quanto à premunização do cabeleireiro para uma das raparigas, não tenho novidades para vos dar...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Casamento Vaselinas - A minha versão

O grande dia do casamento foi ontem.
A grande surpresa para o Vaselinas era a presença de Cerebral que tinha vindo em segredo ao seu casamento directamente de LA. Para tal inventámos um esquema para arranjarmos mais um lugar na mesa. Supostamente uma das pessoas tinha uma namorada. A qualidade de representação de Il Fenómeno fez o resto para convencer Vaselinas que foi apanhado de surpresa pela presença de mais um irmão.
Eram 11 horas e estávamos em Loures prontos para partir. A viagem foi uma aventura. Conhecemos a Malveira, Bucelas, perdemo-nos umas 40 vezes e tivemos que perguntar o caminho outras 30 (apesar de algumas delas terem sido porque uma das raparigas insistia em meter conversa com todos os homens que encontrava talvez motivada pela premonição do seu barbeiro gay que tinha previsto que algo de bom lhe aconteceria. Então ter mandado parar a camioneta conduzida por um motorista ucraniano foi o cúmulo deste desespero).
Uma hora depois chegámos. Ali estava Vaselinas de fraque. Parecia um senhor. Devo confessar que senti aquele orgulho paternal de ver o seu miúdo transformar-se num homem. Nervoso andava de um lado para o outro toldado pela emoção do momento.
Só meia hora depois quando o conservador chegou se deu inicio a cerimónia. O conservador era um misto de pop star, com anunciador da Feira Popular e padre. Primeiro obrigou as pessoas a saírem de trás dele porque o “incomodavam”. Acho que exigiu também uma banheira cheia de M&M’s e 150 toalhas brancas. Depois lia as coisas como o gajo dos carrinhos de choque da Feira Popular e depois antes de desejar felicidades fez um aviso importante num casamento: “cuidado com as crianças para que não lhes aconteça qualquer coisa e vão parar ao Centro de Saúde.” Importante nota para os presentes.
Quando saímos dali vimos linguiça, morcela, presunto e febras e pãozinho caseiro, nada daqueles Peit Patans e avecs. Era o casamento do Vaselinas allright. Comida muita e da boa.
E foi essa também a nota do repasto. Notámos como os empregados se colocavam em fila indiana para que Vaselinas aprovasse a comida e só depois pudesse ser servido aos convivas.
Passámos então aos brindes e na insistência para que uma das raparigas, curiosamente a mesma do condutor ucraniano, insistisse que fizéssemos chi-chi com os noivos. Prática estranha e desconhecida para todos mas que depois viemos a perceber que era brindar com eles. Nessa altura os tesos em homenagem ao Wendy’s começaram a dedicar-se ao refill não de Coca Cola mas de Licor Beirão o que na altura do bailarico foi particularmente útil nomeadamente para Cerebral mostrar os passos que o celebrizaram: “troca de pés seguido de tropeção” e “troca de pés seguido de pisão na rapariga”.
Ainda houve tempo para oferecermos a nossa prenda ao Vaselinas perante o olhar deslumbrado e agradecido da sua esposa e de vermos os dois cortar o bolo com fogo de artificio como pano de fundo fazendo inveja a qualquer filme de Hollywood.
Mais do que a descrição dos eventos queria apenas dizer que me emocionei no casório. Sentimento partilhado aliás por todos os tesos. O discurso do Vaselinas é mítico. Ver o seu olhar de felicidade, o sorriso na sua cara foi emocionante. Foi um pouco como se tivéssemos a viver essa mesma alegria. Acho que o sentimento de todos nós foi de orgulho, fizeste-te um homem e encontraste a pessoa certa.

“Vou-te contar,
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
fundamental é mesmo o amor,
é impossível ser feliz sozinho.”

Il Fenomeno

sexta-feira, setembro 16, 2005

O relógio parou

O relógio parou naquele momento.
Parara já diversas vezes antes
mas aquele momento era tudo o que interessava
o passado era uma recordação longínqua
esquecida no baú imenso de memórias
naquele momento presente, sentido
o relógio parou e tu olhaste-me…

Il Fenomeno

quinta-feira, setembro 15, 2005

Há 25 anos...

Em 1980 nasceu um teso (Cerebral) de signo virgem. 25 anos depois emigrou para o States mas pouco mudou.
Em meu nome e dos restantes manos:
PARABÉNS CARALHO!

Il Fenomeno

quarta-feira, setembro 14, 2005

L.A. vista por um teso diferente

Vou aqui confessar uma coisa que nao disse ao Cerebral.
Nao me perguntem porque razao, senilidade?, mas pensei que a seguir ao dia 11 de Setembro viesse o dia 15 de Setembro. Isto porque disse que queria que o contrato da minha casa comecasse a 15. So quando ja estou a sobrevoar o oceano e que me lembro "Foda-se! Onde e q vou ficar!" ate dia 15? Sei que isto n parece um pormenor relevante especialmente para um teso relativamente viajado como este vosso amigo, mas o problema e que arranjar um sitio aqui para dormir por menos de 15 contos/noite e uma tarefa complicada. (So para dar um exemplo, o Cerebral no contrato que celebrou com o Senhorio tem uma clausula onde pede 100 dolares por noite para qq amigo)
Anyways, quando cheguei a LA foi com satisfacao que vi que o teso-menos-fiavel-nestas-merdas estava a minha espera.
De facto passei a fronteira relativamente depressa e cansado pa caracas meti-me no carro do Cerebral e la fomos manjar.
O gajo vive na Cidade do Mexico. No dia seguinte tive de ir de autocarro para a UCLA e aquela merda apesar de no mapa n parecer longe fica a 20 milhas o que equivale a 1 hora e meia de autocarro. Nessa hora e meia, quer-me parecer que eu era o unico branco com menos de 120 kg. Ha de facto uma correlacao que vale a pena explorar entre a pobreza e a obesidade. No meu bairro nao vemos gajos gordos, no do Cerebral eles estavam em todo o lado. No meu bairro as coisas sao caras para caralho, no do Cerebral n ha coisas para vender. No meu bairro esta tudo ligado ao nivel academico de UCLA. No bairro do Cerebral esta tudo ligado com a limpeza de UCLA.
Deixando estes pedantismos tonis de parte, resta-me dizer que o Cerebral vive numa casa a serio e eu vivo num quarto sem nada! Quando digo "sem nada" nao estou a usar a figura de estilo "hiperbole". Nao ha um caralho no meu quarto. Nem cabides.
Perguntam voces, e com toda a propriedade, mas onde e que o nosso amigo se encontra agora?
Bom, aqui na Anderson (que e a business school de UCLA) ha uma comunidade portuguesa impressionante, composta por 4 gajos (isto faz de nos a 5a nacionalidade mais representada). Assim sendo encontro-me em casa de um bacano que esta a fazer as mesmas cadeiras que eu estou a fazer.
Tudo na minha zona e caro para caracas e ainda n sei de quanto e a minha bolsa, pois a da FCT so me comeca a ser paga em Janeiro (foda-se so em Portugal e q as bolsas comecam a ser pagas a meio do ano!) e os tipo aqui na Anderson disseram que iam ver qt e q eu iria ganhar. Mas digo-vos com as lagrimas nos olhos, que tenho q ganhar bem, caso contrario estou fodido e falido! A minha casa custa $900 dolares por mes e para a zona nem e muito caro. Tenho que comprar um carro para poder fazer compras fora do Monaco e ir a Cidade do Mexico.
Midas

Midas

A chegada de mais um teso

Este Domingo, o segundo ilustre membro desta colectividade chegou a LA. Como bom amigo fui buscá-lo ao aeroporto de dei-lhe guarida por uma noite. Não estava plenamente convicto que o rapaz conseguisse passar a guarda da fronteira a horas decentes (era 11 de Setembro e ele tinha andado pelo Médio Oriente). Portanto quando cheguei ao aeroporto fui ao Mac matar a fome.
Primeira surpresa, não é que o tipo passou a fronteira num instante?! O Midas, lá se justificou com o facto de já ter estado nos states. Quando saimos da auto-estrada e entramos no meio bairro o nosso amigo ficou espantado, achou que não estava em LA. Eu bem vos tinha dito que o meu gueto não é para brincadeiras. Acho que os dois vivemos em sítios como nos filmes, são é filmes diferentes.
Levei-o a jantar ao Wendy’s, visto ele nunca lá ter ido. Hoje, quando ele já está no seu bairro, continuo aqui em casa com um copo de coca-cola meio vazio, enfim há coisas que nunca mudam. Também traçámos alguns planos para o fim-de-semana, vou levá-lo ao leilão para comprar carro e vamos apanhar umas ondas, vai estar um mar do caraças “double overhead”.
Estarão os caros leitores a pensar, como está diferente o Midas, tudo tão programado e a correr bem. Mais ou menos. Quanto ao carro, “epá como é que fazes com a carta” e eu “tenho carta internacional que dá para um ano”, “foda-se! Onde trataste disso?”. Depois, quando chega a minha casa diz com um ar muito sério “epá tens que começar a ser mais arrumado. Já não tens idade para viver assim”. Isto vindo de um tipo que em apenas um dia deixou em minha casa, um cd, um copo meio vazio de coca-cola e um casaco e surfista bem giro.
Depois vieram os problemas de um tipo que vive sozinho. Quando o Midas me pediu um copo para beber água reparei que só tinha um copo. Tivemos que partilhá-lo, tal como a taça de cereais do pequeno-almoço, foi realmente um momento gay.
Segunda-feira de manhã cada um foi à sua vida e à noite fui a Westwood levar-lhe as malas e jantar. Não vou descrever o local porque isso guardo para o Midas. Só vou dizer espectacular!!Já estava com suadades desta animação e emoção. Foi uma agradável chegada…
Cerebral

terça-feira, setembro 13, 2005

10.000

26 meses depois do primeiro post
23 meses depois de introduzido o contador
Chegámos às 10.000 visitas
Estamos de parabéns

Resta-nos agradecer a quem nos visita e fazer votos para que venham 10.000 mais...

Il Fenomeno

Vai casar

O Vaselinas vai casar domingo. É o primeiro dos tesos a fazê-lo. Como costumo dizer três dos cinco tesos vão emigrar: dois para Los Angeles, um para o cadafalso.
Mas é mentira. Não encontro casal mais certo que o Vaselinas e a sua futura esposa. Não encontro match mais feliz e perfeito.

É pena no casamento dois dos manos não estarem. Mas só fisicamente, estarão lá em espirito a ver o casamento do seu irmão. Terei a preocupação de fazer uma crónica do evento para o Midas e Cerebral não perderem os acontecimentos.

E acabo com o clinché habitual digno de figurar naqueles cartões dos dias dos namorados: Parabéns Vaselinas e não te desejo sorte porque no amor a felicidade não se joga, sente-se.

Il Fenomeno

domingo, setembro 11, 2005

Lisboa

"Cheira a castanha assada, se está frio,
Cheira a fruta madura, quando é Verão.
"
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Big Boss

sábado, setembro 10, 2005

O primeiro passo

"Como um bébé que dá os primeiros passos, esqueço todos os meus laços e todos os meios parecem escassos"
Da Weasel

A parte mais gira mas mais stressante do inicio de uma relação é o primeiro passo.
Ou seja, existe a abordagem, flirtzinho, piadinha, que normalmente não tenho dificuldade de fazer.
Mas e depois?! Será que ela está a responder porque é simpática ou porque está interessada? E se estiver a ser só simpática e eu mandar aquela barraca qual Bush a falar à nação?! Os conselhos que me dão normalmente é de chutar à baliza, o "não tens sempre garantido" dizem-me. Mas não me parece...vamos construir jogo, de trás para a frente, bola no pé, envolver todos os jogadores e só depois marcar aquele golo à la Brasil contra a Itália na final do Campeonato do Mundo de 1970.

Como o Pierre de Coubertin disse um dia (mas em francês cheira-me): "Let the games begin!"

Il Fenomeno

A vida sem sem telemóvel

Que saudades eu tinha! Todos sabem que fui dos últimos a aderir ao telemóvel, acho que depois de mim só o midas, não querendo com isto comparar-me a tamanha figura. E como todos habituei-me a usá-lo, tanto assim, que pensava que seria uma das primeiras coisas a comprar em LA.
O facto do custo mensal mínimo ser 50 dólares fez-me adiar a compra por uns tempos. O ter estado uns tempos sem telemóvel, fez-me não quer comprar um. Como é agradável a vida sem telemóvel! É tudo tão aleatório, tanto posso encontrar malta na rua e ter noitada de copos, como posso passar a noite sozinho em casa. Como é bom, voltar a planear “então amanhã às 10 na biblioteca” e não ouvir um “amanhã de manhã podiamo-nos encontrar na bibliote, depois telefono-te”. E se ninguém aparece, não pegar num telefone para dizer “então? Onde estás?”, apenas seguir para a minha vida.
O BB ficou apreensivo com a minha decisão, temendo que fosse um obstáculo à “conquista”. Apenas lhe disse “estás completamente chalado!”
Cerebral

A vida está cara!

Ou talvez sempre tenha estado? Antes de falar de preços gostava que me esclarecessem o conceito de “compras do mes”. Para mim não faz muito sentido, visto que tenho que ir ao supermercado mais que uma vez por semana, caso contrário toda a comida estragar-se-ia. Não percebo como é possivel ir só uma vez por mes ao supermercado?!
Posto este esclarecimento prévio, quero partilhar convosco a minha angústia por achar que gasto fortunas em alimentação, entre 120 e 150 dólares por semana. Acham muito ou pouco? Acho mesmo que gasto mais que dois indianos juntos, mas talvez o facto de eles terem trazido 30 quilos de comida, possa explicar qualquer coisa.
Mas principalmente, cheguei à conclusão que sou um menino mimado que só gosta de coisa boas, o que aqui, e em qualquer parte do mundo, é sinónimo de caro. Confesso que mal olho para os preços nas prateleiras, dou só uma olhadela para ver se não é nenhum número exorbitante. Depois é meter para o carrinho, pessegos, abacates, mangas, queijos, chocolates, camarão. E não é que estas merdas que sempre tive em casa, são caras!?! Para não falar do pão europeu que é caro comó caraças, mas, enfm, o menino não gosta de panrico.
No final olho para o céu e penso, “o que levamos desta vida é o que comemos e bebemos! De que me serve ir com o dinheiro para a cova?”
Cerebral

sexta-feira, setembro 09, 2005

Americano

Como já devem ter percebido o meu contacto com amreicanos é muito reduzido. Aliás o único americano que conheço é o meu colega de turma, e a impressão não é a melhor. Não quero por isso generalizar afirmando que os americanos são isto ou aquilo, vou portanto limitar-me a falar sobre o meu colega. É daqueles tipos que tem sempre alguma coisa para dizer, e não é pouco, sobre qualquer tema. Ficam algumas pérolas.
Quando o indiano lhe perguntou muito simplesmente porque razão antes de beber um shot de tequila se lambe sal, o nosso amigo elaborou um tratado sobre as propriedades do sal, entre as quais se destaca a de aumentar a sensibilidade das papilas gustativas. Isto foi coisa para ser de meia hora.
Nas aulas tem sempre algo a dizer e nem sempre, a maioria das vezes, é o comentário mais inteligente, “hummm, it is like... hummm”. Por exemplo quando a boazona estava a provar o “primeiro teorema do bem-estar”, para os mais esquecidos, que o equilibrio competitivo é eficiente à Pareto. O tipo sai-se com “mas para isso é necessário que as preferencias sejam transitivas” (peço desculpa aos não académicos por este apontamento).
Para terminar o indiano estava a mostra-me fotos da sua familia, e digo-vos que a mãe era muito gira. Aliás, foi uma revelação que tive aqui, há indianos simplesmente fabulosas, morenas com uns olhos claros, digo-vos que estou fascinado. Os indianos explicaram-me que é verdade, mas que a qualidade média é muito fraca. Bom, voltando à mãe do meu colega, eu educadamente disse-lhe “a tua mãe parece muito nova, é uma senhora muito bonita”. Chega o americano e diz “yehh, your mum is hot!”. Escusado sera dizer que o indiano ficou com um ar completamente parvo.
Cerebral

quinta-feira, setembro 08, 2005

Mathematics Teaching Evolution from 1950 to present day

Teaching Math In 1950
A logger sells a truckload of lumber for $100. His cost of production is 4/5
of the price. What is his profit?

Teaching Math In 1960
A logger sells a truckload of lumber for $100. His cost of production is 4/5
of the price, or $80. What is his profit?

Teaching Math In 1970
A logger sells a truckload of lumber for $100. His cost of production is
$80. Did he make a profit?

Teaching Math In 1980
A logger sells a truckload of lumber for $100. His cost of production is $80
and his profit is $20. Your assignment: Underline the number 20.

Teaching Math In 1990
A logger cuts down a beautiful forest because he is selfish and
inconsiderate and cares nothing for the habitat of animals or the
preservation of our woodlands. He does this so he can make a profit of $20.
What do you think of this way of making a living? Topic for class
participation after answering the question: How did the birds and squirrels
feel as the logger cut down their homes? (There are no wrong answers.)

Teaching Math In 2005
Un hachero vende una carretada de madera para $100. El costo de la
producción es $80 ...

Midas

Quando estou só reconheço - Pessoa

(...)

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

(...)

Midas

Citando Pessoa

Meu coração tardou. Meu coração
Talvez se houvesse amor nunca tardasse;
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,
Tanto faz que o amor houvesse ou não.
Tardou. Antes, de inútil, acabasse

Midas

Quadra popular

Há tanto burro a mandar
em gente de inteligência
Que às vezes fico a pensar
se a burrice é uma ciência

Il Fenomeno

quarta-feira, setembro 07, 2005

Efemeridade

Não merecendo tanto calor, ganhei o Sol.
Infelizmente só tenho 4 dias para me queimar

Midas

terça-feira, setembro 06, 2005

Re-descobertas

Tirando o pó a Cd's antigos, redescobri dois deles que inexplicavelmente deixei de ouvir: Rage Agaisnt the Machine e Raimundos.
Como poderia esquecer:
"A doida, tá-me beijando há horas,
Disse que se for sem eu não quer viver mais não,
Me diz Deus, o que é que eu faço agora?
Se me olhando desse jeito ela me tem na mão."
Ou
"Pick a point on the globe
Yes tha pictures tha same
Theres a bank, theres a church, a myth and a hearse
A mall and a loan, a child dead at birth
Theres a widow pig parrot
A rebel to tame
A whitehooded judge
A syringe and a vein
And the riot be the rhyme of the unheard"

A descobrir ou re-descobrir

Il Fenomeno

segunda-feira, setembro 05, 2005

O surf e o bodyboard

Tendo no nome cf (de clube de futebol) dir-se-ia que isto era meramente um conjunto de pessoas que se dedicavam ao desporto-rei. Ora nada mais errado.
De há uns tempos para cá a maioria dos membros desta instituição têm-se dedicado ao surf e bodyboard.

Começou Cerebral há cerca de uma ano com o bodyboard, aliás as aventuras neste desporto têm sido relatadas neste blog.
Depois seguiram-se Midas, Il Fenomeno e Big Boss.
Foi bonito ver este fim-de-semana os três a surfar as ondas da Areia Branca qual Kelly Slaters encarnados. Midas mais dominador mas os outros a não quererem ficar atrás.

Hordas de fãs (evidentemente femininas) acotovelavam-se para ver os seus idolos dominarem a onda qual Figo a controlar a redondinha.
Dentro de semanas Midas e Cerebral poderão mostrar em Santa Mónica, Venice Beach ou Malibu o que distingue um surfer/bodyboarder português.

Il Fenomeno

sábado, setembro 03, 2005

A minha primeira multa

Caros amigos e amigas, esta semana apanhei a primeira multa de estacionamento. Estando eu farto de procurar lugar, encontro um perto de uma boca de incêndio (julgo ser este o nome). Normalmente junto a estas bocas o passeio está pintado de vermelho, mostrando que não podemos estacionar. Como este não estava e não obstruía a dita boca, não me preocupei. Quando voltei da universidade, tinha uma multa de 45 dólares para pagar dentro de 21 dias. Ainda pensei deitar aquilo fora, eles nunca me irião apanhar, o meu amigo indiano que já vive cá há um ano disse escandalizado "não faças isso! Aqui esta merda é a sério!". Depois deste conselho cívico dado por um indiano achei que não havia mesmo nada a fazer...

sexta-feira, setembro 02, 2005

Um bom programa para quem está norte...


Big Boss

Estou de luto...

Hoje é um dia triste amigos....Ao longo destes meses no escritório, no meu lugarzinho no 6 andar, estava rodeado do melhor departamento que alguma vez vi no que ao gentil sexo diz respeito. Parecia que trabalhava junto da Face Models.
Ontem recebemos a noticia que esse departamento (que não é o meu) se vai mudar para o 7º, deixando os meus dias um pouco mais tristes.
Hoje para todos os homens que se sentam nesta zona é um dia de luto. Hoje todos nós carregamos uma expressão de tristeza no olhar e uma dor na nossa alma...

Il Fenomeno

quinta-feira, setembro 01, 2005

Os meus professores

Visto que me pagam (e bem, recebi ontem o primeiro cheque) para estudar vou-vos descrever os meus professores.

Micro, o programa é teoria dos jogos, mechanism desing e aplicações principalmente a economia industrial. O professor é um espanhol porreirríssimo, bastante energético e fan do Real Madrid. As aulas são muito interactivas e ele é bastante intuitivo a explicar a matéria. Deixo-vos alguns apontamentos, para explicar a necessidade de estratégias mistas deu o exemplo do guarda-redes e do ponta-de-lança na marcação do penalti. Primeiro perguntou quem gostava de futebol, aos que não levantaram o braço disse "agora podem sair da sala porque o exemplo não vos interessa" e depois acrescentou "para sempre". O chinês escolheu o Buffon e eu escolhi o Figo ao que o espalhol respondeu com um "previsivel". O único senão é termos problem sets todas as semanas.

Probabilidade e Estatística, o programa anda à volta do nome da cadeira, mais não sei dizer. O professor é um holandês merdoso, talvez o facto das aulas serem às 8 da manhã ajude. Está-se sempre a atrapalhar a explicar, por vezes parece que nem ele está convencido do que está a dizer. Depois dá aulas com powerpoint, acho que a este nível não faz sentido e além disso como não tenho nada para escrever fico com um sono do caraças. Para piorar o tipo esquece-se sempre do cabo para ligar o portátil ao projector, então a primeira parte da aula é o tipo a falar e a escrever uns hieroglifos no quadro.

Macro, o programa é crescimento, overlapping generations, optimização dinâmica e rbc. A professorA é uma inglesa de quarenta e poucos, que faz as delícias do sector masculino da turma, excepto os chineses, mas enfim não sei se deva considerá-los para do sector masculino. É dificil encontrar uma professora universitária de economia, com este nível atrevo-me a dizer que é impossivel. Um dos indianos já foi aluno dela e diz que ela gosta que a malta se meta com ela, um sorriso uma piadinha, etc...
Fica uma foto

Ontem à noite houve merda lá no bairro

Estava eu muito sossegado no meu quarto, que dá para a avenida, e começo a ouvir o helicópetro demasiado perto, depois ouço umas sirenes, e aí não resisto, vou à varanda ver o que se passa. Só vejo o helicópetro a voar em círculos a apontar o foco de luz (aquela merda parece o farol) para um quarteirão ao lado do meu, e os carros da polícia a dirigirem-se para esse mesmo quarteirão.
Os meus vizinhos estavam todos na esquina a cuscar, mas ainda não tenho confiança para me juntar a eles, portanto fiquei na varanda sem perceber muito bem o final da história. Pode ser que passe no cops...
Cerebral