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terça-feira, agosto 31, 2004

Lição de Maternidade

Estava eu distraidamente a coçar uma parte mais intima da minha anatomia, próprio de quem está descontraido e de bem com a vida quando a minha mãe entra no meu quarto.

Em vez das habituais repreensões sem sentido: "Vê lá se tens maneiras", "Ao menos lava as mãos a seguir" etc; saiu-se com mais uma pérola da cultura popular com a qual foi criada:

"O regalo do homem pobre,
é coçar onde lhe morde."

Mai nada....

Il Fenomeno

Futebol, pois claro...

Não esquecendo que o cf inicial deste blog corresponde a clube de futebol e que esta blogosfera é constituída por 5 homens amantes do jogo da bola, vou fazer a análise dos 4 grandes do futebol nacional e as suas possibilidades para este ano.

F.C. Porto
De longe a melhor equipa portuguesa. Um conjunto de recursos impares na realidade do futebol indigena (aprendi esta com o Rui Santos, aquele jornalista nojento com o seu cabelinho escorre-gel). Aos que afirmam que em termos de equipa o Porto está mais fraco devo discordar. Se analisarmos bem saíram três jogadores da equipa titular: Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Deco. Estes dois últimos foram convenientemente subsituidos por Seitaridis e Diego e só no caso do Ricardo Carvalho o Porto ficou mais fraco. Mesmo assim assegurou a contratação de Pepe, um bom jogador. A estas substituições directas juntaram-se jogadores de inegável qualidade como Hugo Leal, Postiga, Quaresma e agora Luís Fabiano.
A grande perda foi mesmo a de José "El Cagão" Mourinho e esta rábula em torno de Del Neri. Mas é mesmo assim o grande favorito.
% De Favoritismo: 60%

S.L. Benfica
Mais um ano difícil para o grémio tasco-fugareiro-operário civil. Na minha modesta opinião possui dos 4 grandes a equipa mais fraca. Uma defesa razoável onde Luisão e Ricardo Rocha são muito sobrevalorizados para não falar de Argel. Um meio campo defensivo onde tirando Petit, tem como opção um miudo de qualidade mas bastante novo Manel Fernandes e uma estátua brasileira Pau Almeida. Do meio campo ofensivo se exceptuarmos Simão temos Velhiovic, Lesiovanni, um jogador que acho que consegue ser dos piores que já vi jogar: João Pereira e uma promessa por descobrir: Carlitos (o nome não augura nada de bom). Na frente de ataque temos Nuno Gomes (bom jogador), Xoxota (que me parece fora de forma e sem grande capacidade goleadora) e Karalhas (tipico ponta-de-lança à la Pringle).
Assim se olharmos a grande força do Benfica é a experiência e conhecimento do seu treinador Trapatoni (até começar a ser assobiado. Dou-lhe até à 3ª jornada). De resto a equipa parece-me bastante fraca.
% de Favoritismo: 10%

Sporting C.P.
Devo afirmar que os leões me conquistaram na pré-época. Não tinha grande confiança no Peseiro, mas ele é melhor que o seu estilo de talhante de província indicava. Além disso tem talvez a melhor legião de brasileiro em Portugal (se exceptuarmos o Chimarrão das Amoreiras) com Polga, Rogério, Rochemback, Tinga e Liedson. Apesar de algumas lacunas importnates na equipa tem sempre a capacidade de lançar miudos todos os anos como Paulo Sérigo ou João Moutinho. Tendo algumas reservas em relação ao José Peseiro e alguns jogadores do Sporting (Miguel Garcia, Hugo, Barbosa, Pinilla, etc.) penso que vai ser o maior rival ´`a agremiação nortenha.
% de Favoritismo: 20%

C.F. "Os Belenenses"
O histórico e grandioso clube à beira-Tejo plantado apresenta uma equipa muito prometedora. Uma defesa sólida com opções para todos os lugares e com capacidade para fazer face a lesões. Cuidado com o puto Rolando. Um meio-campo com a solidez del gran capitán Andersson, internacional sueco, e com a fantasia de José Pedro (atenção a este ex-Setúbal) e Juninho "El Pibe" Petrolina. E um ataque mágico com três pérolas negras: Xuxu (Antchouet, o Weah do Gabão); Rodolfo Lima (jogador formado pela rijeza do Loures e revelado no Alverca o ano passado) e Luís Lourenço (internacional e capitão da selecção sub-21 nacional emprestado pelo Sporting).
Referindo ainda outras opções como Neca (o Beckham do Restelo, também conhecido por Neckham), Ruben Amorim (miudo cheio de talento), Brasilia (jogador nado e criado na capital brasileira e com um talento moldado pelo futevólei), Eliseu (avançado centro internacional sub-21 português), entre muitos outros.
Suportados por um treinador jovem (da escola do Mourinho, acho que falou com ele uma vez num café em Setúbal), o Grande CC (Carlos Carvalhal), os mighty blues podem ser um caso sério este ano.
% de Favoritismo: 10%

Já fiz a minha análise agora comentei se não concordarem.

Il Fenomeno


domingo, agosto 29, 2004

A fatalidade da existência

Eu sei que um dos objectivos de virem espreitar este blog é para se divertirem, mas peço-vos desculpa, porque desta vez apenas quero exteriorizar pena, tristeza, raiva e saudade.
Sentimentos que se apoderam de uma pessoa quando alguém parte.
Lado a lado com a nossa existência permanece sempre a fatalidade, que quando menos esperamos encontram-se e caminham juntas para todo o sempre.
Mais uma peço desculpa por este meu post, visto ser um muito pessoal.
Fica bem Luelmo...

quinta-feira, agosto 12, 2004

Exploração das Desconhecidas

O post do cerebral com o nome de Desconhecidas levantou alguma polémica, havendo mesmo algumas críticas dos leitores deste blog. Agradecendo o contributo de todos os leitores (são a razão da nossa existência) devo dizer que concordo com o Cerebral.

O que eu percebi do nosso post não existe crítica ao sexo feminino, ele limita-se a dizer que a dificuldade de se conhecer uma pessoa, neste caso uma rapariga, são as primeiras conversas, onde se tenta passar uma imagem muitas vezes do que se pretende ser.

Todos nós já passámos por isso. Para a maioria de nós é muito mais fácil conhecer uma rapariga quando pertence a um grupo de amigos porque podemos conhecê-la num ambiente natural e protegido e não temos que encetar uma conversa do zero onde nunca se sabe o que dizer, como dizer e quando dizer.

O Cerebral depois faz generalizações, injustas como todas as tentativas de generalizar, mas verdadeiras em muitos pontos que aborda.

Aliás acho que este é um problema comum entre homens e mulheres. Quantas e quantas relações ficaram por descobrir por nem de um lado nem de outro se conseguir avançar para a primeira conversa, ou avançando estas serem totalmente desprovidas de interesse ou sentido por profunda inépcia dos intervenientes?

Il Fenomeno

terça-feira, agosto 10, 2004

ZCB, um senhor com M grande!

Ficando já prometida a exploração do tema abordado pelo Cerebral sobre as relações com o sexo oposto. Acho um tema pertinente e com muito por explorar.

Mas nos entretantos deixo-vos com um pequeno excerto da entrevista de Zé Castelo Branco à TV Guia sobre a possibilidade de ir para a casa do Famosos da TVI, onde se tem que matar animais, etc. Delicioso!

Perguntando-lhe se ele era capaz de degolar uma galinha, ZCB responde:"Assim, seria incapaz. Com uma faca a degolar as bichas, e elas todas "parvoadas" a "espichar" sangue por todos os lados... Não! Não sou um bárbaro. Sei lá, ainda se fossem mortas com uma espingarda, como na caça à raposa que é uma coisa chique, seria outra coisa. Além disso, tenho umas botas Channel lindas e ficaria fantástico. Uma caça às galinhas, em cima de uma montada... Será que eles têm lá cavalos?"

Il Fenomeno com as suas luvas Gucci chiquérrimas para escrever no blog...

domingo, agosto 08, 2004

Familias Politicas

Preocupado com o desinteresse dos jovens pela politica, proponho uma explicação das principais familias politicas através de exemplos do nosso dia-a-dia. Vou abordar os liberais, familia politica sem expressão em Portugal apenas um pequeno sector do PSD, mas em termos internacionais podemos encontrar os tories e os republicanos; em seguida os sociais democratas, em Portugal PSD e PS, fora de portas labour e democratas; finalmente socialistas/comunistas, em Portugal o PC, lá fora não conheço.

Pagamento de um jantar de grupo
Liberais: cada um paga o que comeu e bebeu.
Sociais democratas: dividem a conta por todos excepto pelo Albertino que se encontra falido depois de ter esgotado todo o dinheiro em putas e jogo. O gajo que recolhe o dinheiro paga menos porque arrendonda a conta para cima “só para facilitar os trocos”.
Socialistas/comunistas: dividem a conta da tasca onde jantaram por todos. O dinheiro que sobra dos arrendondamentos juntam para comprar uns charros para o resto da noite.

Organização das férias
Liberais: o destino é escolhido por votação com maioria simples, os destinos são postos à votação livremente por cada um dos elementos do grupo. Alguém se propõe para organizar as férias e como prémio paga menos.
Sociais democratas: fazem uma reunião prévia para estabelecer os destinos possiveis tendo em consideração os impedimentos de cada um dos elementos. O destino é escolhido por maioria com alguma discussão. A Ana organiza a viagem porque é sempre ela que o faz, “já tem experiência”. Durante as férias a malta paga umas imperiais à Ana como agradecimento e para ver se é este ano que o Joaquim factura.
Socialistas/comunistas: qualquer sitio desde que seja acampamento.

Formação das equipas para uma peladinha
Liberais: as equipas já se encontram previamente formadas, normalmente o critério é amizade dentro da equipa. Dois combinam o jogo e cada um fica encarregue de levar uma equipa. Por vezes o resultado é bastante desnivelado, “mas a vida é assim, são estes os amigos que um gajo tem”.
Sociais democratas: no campo dois jogadores escolhem os jogadores alternadamente depois de terem feito par ou impar, todo este processo demoram um bom quarto de hora e o Joaquim é sempre esquecido. São menos raras mas também há valentes tareias.
Socialistas/comunistas: o processo é igual ao dos sociais democratas com a diferença que se o jogo estiver muito desequilibrado as equipas são alteradas. O tempo útil de jogo é reduzido.

Por hoje é tudo, mas mais situações serão analisadas brevemente. Os leitores são convidados a deixar situações do dia-a-dia que queiram ver analisadas.
Cerebral

sexta-feira, agosto 06, 2004

Bushism of the day!

"Our enemies are innovative and resourceful, and so are we. They never stop thinking about new ways to harm our country and our people, and neither do we."
Washington, D.C., Aug. 5, 2004

Big Boss

Desconhecidas

Todos meus amigos não compreendem a minha falta de proactividade com o sexo oposto. Depois de alguma reflexão interior brilhantemente concluí que a principal causa de tal inépcia deve-se às primeiras conversas. Aqui ficam pequenos extractos e por favor mostrem-me como é possivel suportar tais diálogos apenas por uma miragem se algum sexo?

A pseudo intelectual agustiada com a existência
A conversa começa a comentar uns filmes que ambos tenhamos visto e logo apanhamos com umas tiradas do género: “não é bela a personagem feminina, o modo como ela espelha toda a opressão desta sociedade que se diz evoluida”. Digam-me por favor o que um gajo responde? Será demasiado rude afirmar que é um monumental cliché? Também não merece a pena entrar numa discussão sobre o que quer dizer com: “que se diz evoluida”, resta-nos o velho e desenrascante “pois é, também tinha pensado nisso”.
Agora não é possivel voltar a trás, ela vai começar a discorrer sobre a ilusão da existência metendo umas colheradas na sociedade de consumo numa prosa típica de secundário, quando um gajo acha que é muito culto porque estuda filosofia e sociologia e tenta impressionar as miúdas com isso. Resta simular um aperto de bexiga e procurar a casa de banho mais próxima.

A beta
Confesso que neste campo a minha experiência é mais reduzida, mas mesmo assim sou capaz de dar uns toques. Vai falar imenso da noite, principalmente de discotecas e festas. Aqui tenho que ser mais cauteloso, emitir poucas opiniões e ir tentando metendo “bom... eu cá prefiro bares, é melhor para conversar”.
Se tentarmos cinema ou música, só conseguiremos comentários: “era muito divertido, giríssimo, adorei”, com tal profundidade não sei por onde pegar e enfim, vou inumerando filmes tentanto obter o máximo de “era muito divertido, giríssimo, adorei”, é um exercício engraçado, mas...

A normal
Aqui reside o maior problema, ambos sabemos que o outro não advoga os dois tipos anteriores, então a conversa emperra porque nenhum quer fazer figura de estúpido, nem que um cliché saia da sua boca. Mas conversar com um estranho exige um mínimo de clichés, quem vai então dar o braço a torcer?
Acabamos a descrever as nossas vidas, tema pouco interessante, sim porque contar muitas histórias interessantes sobre nós dá ar de cagão, além que tira necessariamente que ter muita ficção à mistura.

Esta classificação é aberta, espero mais contributos, a única limitação é não valer conversas interessantes e comentários “o problema é teu por seres tão céptico, não delas”
Cerebral

quinta-feira, agosto 05, 2004

Porque se mantém actual

À cerca de um, dois anos escrevi o que seria o epilogo de um livro que escreveriamos com os mails enviados uns aos outros. Esse livro (o Diário da Liga 2002/2003) nunca saiu da forja mas entretanto apareceu o blog e como acho que o texto se mantém actual cá vai. Espero que gostem. Esta é para vocês tesos.

"O epilogo por definição é uma passagem que se acrescenta ao final do livro e que funciona como conclusão. Os cânones exigem que seja um sumário do que foi escrito anteriormente contendo o moral e as conclusões da história.

Mas aí é que reside a dificuldade, cada vez que tentava inferir a conclusão daqueles mails, os meus dedos esbarravam impotentes nas teclas do computador.Foi então que percebi, este é um epilogo não de uma história, não de um conto mas o epilogo de um diário, dos testemunhos sentidos de todos nós que tivemos a honra de participar nos jogos, nos dias de glória que constituíram esta liga. Pois este epilogo não é a mera conclusão de um conjunto de e-mails, não é o sumário da combinação vulgar de encontros futebolísticos, não é a vanglorização do nosso talento quer como escritores quer como futebolistas, não...é tudo isso e muito mais. É a expressão de uma amizade, de uma irmandade que nasceu e nunca vai morrer.

Ao longo da nossa vida crescemos com a concepção biológica do ciclo, ou seja, tudo nesta vida nasce, amadurece e depois acaba por perecer.Percebo agora quão errada é essa perspectiva, porque existem coisas que a natureza não pode matar. E assim, por muitas armadilhas que o sempre traiçoeiro destino nos pregar sabemos que construímos um laço impossível de quebrar e partilhámos momentos puros, únicos que nos uniram, nos fizeram crescer juntos...

Mais tarde, já maduros, com a responsabilidade própria dos grandes homens, rodeados das nossas famílias folhearemos as então encardidas páginas deste diário e quase em surdina repetiremos as histórias: “lembras-te daquele autogolo do Manel, aquela finta magnifica do Luís...” e riremos, sim...riremos divertidos dos episódios porque sabemos que nós construímos os momentos e fizemos deles grandes e os outros...coitados, arrepender-se-ão de não terem derramado connosco o seu suor naqueles campos de Lisboa e não terem feito parte daquele bando de irmãos.

Deus sabe a dificuldade que é exprimir os sentimentos por escrito e como eles são quase sempre reduzidos por defeito, mas se ele me ajudasse a transmitir aqui e agora o quanto significa esta irmandade faria o impossível e deixaria-me escrever algo de maravilhosamente bom.Por mais palavras que escreva, por mais metáforas que utilize nunca conseguirei exprimir a terceiros a dimensão deste sentimento, mas dentro de cada um de nós sabemos o que ele significa.

A última palavra é de gratidão, é de obrigado, talvez a expressão mais bonita da língua portuguesa que significa juntar, criar uma ligação ou uma divida, não é uma expressão automática tipo thank you, gracias, merci ou grazie mas mantém o lindo sentido da união que se cria em relação à outra pessoa.Por isso quero dizer muito obrigado pelos momentos que passámos e viremos seguramente a passar e pela união que essa gratidão mútua criou.

Se falei no singular durante o epilogo é por estar a expressar sentimentos próprios na convicção, porém, que eles se estendem a todos os que fizeram parte deste diário da liga 2002/2003.

Não vamos ter medo de ser felizes porque o mundo é nosso...juntos!!!!"

Il Fenomeno

quarta-feira, agosto 04, 2004

Porque às vezes nos sentimos assim...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas a realizar do que a sonhar, a fazer do que a planear, a viver do que a esperar porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Il Fenomeno (nas palavras imortais de Luiz Fernando Verissímo)

29 conselhos para escrever bem

Como sempre referi acho que este blog tem também uma função didáctica que importa enfatizar. Como tal, transcrevo aqui 29 conselhos, e são apenas isso, que apreendi numa visita à Nextart num módulo de escrita criativa. Aqui vão eles:
1. Deve evitar ao máx. a utilizº de abrev., etc.
2. É desnecessário empregar um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico
3. Anule aliterações altamente abusivas
4. não esqueça as maiúsculas no início das frases
5. Evite lugares-comuns como o "diabo foge da cruz"
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Realize que os estrangeirismos estão out: palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego da gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?
9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa grande merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo mue: "Quem cita os outros não tem ideias próprias."
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante; não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez ou, por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Livra!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
21. Evite mesóclises. Eu evitá-las-ei!
22. Exagerar é cem milhões de vezes pior que a moderação.
23. Analogias na escrita são tão úteis como chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma o pobre leitor a separá-las nos seus diversos componentes, de maneira a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo de leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língoa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre - causando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde mora, carago.

Obviamente não são para seguir à risca, mas acho que são bons conselhos.
Professor Fenómeno ensina...

segunda-feira, agosto 02, 2004

E agora para um bocadinho de machismo...

Estava a ver um documentário onde uma rapariga de 20 e poucos anos, feia como os trovões, ufanava-se de ser casta, de ser pura de acção e não conspurcada (em todos os sentidos) pelo pecado. Vamos ver se esclarecemos uma coisa:a castidade só é virtude se for voluntária. Uma rapariga repugnante não é casta: é repugnante.
Il Fenomeno