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terça-feira, outubro 31, 2006

A escolha

Como era de esperar, a rapariga da playboy não apareceu, mas depois de termos visto o perfil dela no myspace não ficámos muito desiludidos. A rapariga tinha demasiado andamento para ser nossa roommate. Senão vejamos, era bisexual, todas as fotografias podiam estar no hi5porcas e tudo ao som de “Easy” dos Faith No More.

Sexta à tarde apareceram 4 candidatos, dos quais só vi 3. Um deles um tipo de 30 anos que tinha arranjado trabalho em LA e tinha uma namorada, outro um engenheiro de 25 anos. Achámos que não eram bem o que queriamos, ainda por cima não surfavam. Depois aparece-nos uma holandesa, minha nossa!!! Loura, de olhos azuis, podre de boa, com um vestido branco!! Contra, tinha o facto de ter namorado, ter dito que apenas queria um local para dormir e ter o computador e que a casa até não estava muito suja (depois de termos estado a tarde inteira em limpezas). Portanto pensámos que não ia sair muito connosco e apresentar-nos amigas como ela. No entanto a porta ficou aberta.

Eu perdi uma americana de 23 anos vividos em LA, que pela descrição do surfista era “blonde and curvy”. Podia ser uma boa solução, mas o surfista estava interessado nela para outras coisas. Como ter casos com roommates não é bem pensado, engendrámos um plano no qual eu dizia que não a queria para roommate, para depois o surfista a convidar para sair com a desculpa “a culpa é do gajo (eu)! Eu não concordo nada! Posso pagar-te uma bebida?”.

Por fim decidimo-nos por um tipo de Montana, que trabalha em produção televisiva (esteve no apprentice) e que também surfa. Considero a escolha acertada!

Cerebral

sexta-feira, outubro 27, 2006

Cá por casa

Ando a ver o Lost no projector em HD. Para completar o quadro, o meu roommate maluco por futebol americano e seus amigos, também são fanáticos pela série. O que até tem a sua graça, ver a malta que ao fim-de-semana grita e bebe cerveja como camionistas, à quarta parecem comadres a comentar a novela.

No entanto, isto vai acabar porque o tipo vai mudar de casa, o que significa ficar sem projector na sala, ainda não me mentalizei. Entretanto, sexta à tarde eu e o surfista vamos entrevistar os candidatos a roommate. Digo-vos só que uma delas é uma americana de 23 anos, que surfa, faz snowboard e trabalha na playboy. Depois vos direi…

Cerebral

Peço desculpa pela ausencia

Mas andei cheio de trabalho, tive duas apresentações seguidas, uma das quais de 3 horas e o curso de escrita está-me a dar mais trabalho do que tinha imaginado. O que vale é que a professora é extraordinária. Senão vejam esta boca, outro dia cheguei mais cedo à aula e ela estava a falar com outro aluno debruçada sobre a mesa, portanto com a peida virada para a passagem. Eu pensei, para passar por ela vai ser um bocado apertado e desconfortável, a distancia era ideal para um “não mandei vir nada!”, por isso decidi dar a volta pelo outro lado da sala. Ela, quando me sentei, disse “olha! Está com medo de um processo por assédio!”.

Depois de tanto trabalho fui a San Francisco, mas isso ficará para um post com mais tempo. Apenas digo que é uma cidade espectacular, cheia de freaks e vida nas ruas, mas BB está descansado que as americanas em LA são melhores.

Cerebral

quinta-feira, outubro 12, 2006

Já estava a sentir falta…

Mais uma multa de estacionamento, desta vez por ter parado numa descida sem virar as rodas para o passeio. Diria que estes caralhos estão a abusar!

Cerebral

terça-feira, outubro 10, 2006

Para o ano há mais…

Sou dos poucos apreciadores de baseball, o que por um lado é mau porque não tenho companhia para ver os jogos, mas por outro dá aquele ar de intelectual que aprecia algo que não está ao alcance do comum dos mortais.

Não me está a apetecer explicar as regras, podem encontrá-las em sites mais pedagógicos que eu. Apenas tentarei mostrar-vos a emoção do jogo! Muitos são os que dizem que o baseball só vale pelas estatísticas, claramente não estão a ver todo o enquadramento. O baseball é predominantemente um jogo psicológico, quem gosta de um belo jogo decidido a penalties provavelmente gostará de baseball. Basicamente é um confronto entre o pitcher, aquele que lança a bola, e o batedor, no qual o último tenta advinhar o tipo de lançamento que o primeiro fará. E aqui entra a estatística, um batedor com boa média coloca a pressão no lado do pitcher, portanto muitas vezes podemos ter uma self-fulfilling prophecy. O facto do jogo não ser muito movimentado, só aumenta a tensão, o pitcher e o batedor olham-se nos olhos como dois pistoleiros.

A equipa que está a bater tem a hipótese de fazer pontos, quando um batedor percorre as quatro bases, enquanto o pitcher tem que eliminar 3 batedores para terminar o inning. Aqui reside outra das belezas do jogo, uma equipa quando se começa a enterrar não pode contar com o relógio para acabar com a sangria, tem que eliminar os 3 batedores, um stress brutal!!

Isto tudo para dizer que os Dodgers foram eliminados dos playoffs este fim-de-semana. Estiveram a perder 0-4, conseguiram dar a volta para 5-4, mas depois entrou um pitcher, um rapaz com mais de 100 kg mas muito novo, que enterrou tudo. Os comentadores argumentavam que um tipo com aquele peso tem que lançar fastballs, mas o problema é que se o batedor acerta em cheio numa fastball é home-run certo, logo o nosso jovem acusou a pressão e pronto… Quero agradecer ao João ter-me explicado as regras do único desporto americano que gosto!

Cerebral

sexta-feira, outubro 06, 2006

OBESIDADE MENTAL

O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que
revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito
em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade
moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do
excesso de gordura física
por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos
abusos no campo da informação
e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que
de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não
conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e
comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e
realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do
espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.» O problema
central está na familia e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os
seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se
entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das
crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com
uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance,
violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida
saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado Os
abutres, afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de
cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das
realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas
seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se
desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado
polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega
aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O
conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem
que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que
a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no
meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano
estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a
religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a
arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoismo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem
moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não
precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta
mental.»

vaselinas

O meu semestre

Para alegria de uns e tristeza de outros, tenho-vos a comunicar que virei para micro. Por duas razões, comecei a achar alguns temas mais interessantes que value functions e pela qualidade dos professores. É verdade que ter a milf (professora de macro) como orientadora seria uma experiencia agradável, mas pouco proveitosa em termos académicos. Enfim, tenho que me contentar que 15 minutos de entrevista individual por semestre (um direito de todos os alunos de doutoramento).

Posto isto, para os interessados, estou a fazer Corporate Finance na business school, confesso que estou a gostar bastante e Regulação no meu departamento. Como não havia nada mais que me despertasse interesse e por achar que merecia um semestre relaxado depois do inferno do primeiro ano, decidi fazer um curso de escrita, juntamente com o meu colega coreano, no American Language Institute. É a pandega total!!! A professora, como boa lincenciada em línguas, é uma freak de todo o tamanho, está sempre a falar em libertarmos o escritor criativo que há dentro de nós, em aprendermos as regras da escrita para depois as violarmos e coisas do género. A audiencia é composta por estudantes internacionais, grads e undergrads. Acho que ela gosta imenso de mim por ser dos poucos voluntários e estar-me sempre a rir das piadas dela. No entanto convém dizer que estou a achar o curso bastante útil, tinha grandes dificuldades em escrever em ingles e sinto que estou a melhorar. Porque aquilo não é só pandega, todas as semanas temos que escrever textos como tpc. Temos também um fórum, onde debatemos o tema da emigração e como é óbvio a professora freak está sempre a escrever que temos que abraçar os emigrantes porque a diversidade é bela! Eu é que já me queimei com a miúda gira da turma, ficou muito aborrecida por eu ter escrito que o véu era um simbolo de inferioridade das mulheres, ela é muçulmana. Temos também uma romena jogadora de ténis com quem vou fazer o próximo trabalho, estou um bocado assustado porque ela tem ar de dar dois pares de estalos a quem discordar dela.

Cerebral

quarta-feira, outubro 04, 2006

Noitada

Pela primeira vez saí à noite com o meu roommate maluco por futebol e seus amigos. Um, é um gajo com o dobro do meu tamanho e é um teso do caraças; o outro é um gajo mais pequeno, mais calmo, mas cuja ex-namorada era cheer-leader de ucla. Antes de sairmos perguntei ao grandalhão qual era o plano para o jantar, ouvi um “não jantamos, para nos embebedarmos mais facilmente”, ainda consegui comer uma sandes à pressa mas percebi que estava lixado.

Primeiro fomos a casa do grandalhão, jogar um “fuck the dealer”. Passo a explicar, é um jogo de cartas no qual o um jogador diz um valor da carta, se acerta o dealer bebe, se falha o dealer diz acima ou abaixo, o jogador tem uma segunda tentativa que se acerta o dealer bebe metade, caso contrário joga outro. O dealer troca quando se falhar tres vezes consecutivas. A meio do jogo apercebi-me que o último dealer estava completamente fodido, eles atenciosamente explicaram-me que é daí que vem o nome do jogo. Podem advinhar quem foi o último dealer…

Em seguida fomos a um bar perto de casa. Aquilo não é malta para brincadeiras, cada um que vai ao bar trás bebidas para todos, não há meninos a beber só o que querem. Ainda por cima, é pessoal teso que se mete com as gajas, o que vale é que quando estou com os copos até mando umas bujardas. Quando mudámos para o segundo bar já estava bastante bebado, foi o descalabro, encontrámos mais malta conhecida e acabei a dançar com gajas que nem me lembro. Acho que para primeira vez nem deixei muito má impressão, ainda por cima no final junto aos táxis eles estavam a meter-se com uma brasileira, ao descobrirmos a língua comum fiquei a falar com ela (não faço ideia sobre o que) e eles a olhar. Nada mau? No dia seguinte dizeram-me que a próxima missão é arranjarem um loira para mim, isto porque ficaram orgulhososo de eu dizer que preferia americanas a portuguesas. Manter-vos-ei informados.

Cerebral