Pela primeira vez saí à noite com o meu roommate maluco por futebol e seus amigos. Um, é um gajo com o dobro do meu tamanho e é um teso do caraças; o outro é um gajo mais pequeno, mais calmo, mas cuja ex-namorada era cheer-leader de ucla. Antes de sairmos perguntei ao grandalhão qual era o plano para o jantar, ouvi um “não jantamos, para nos embebedarmos mais facilmente”, ainda consegui comer uma sandes à pressa mas percebi que estava lixado.
Primeiro fomos a casa do grandalhão, jogar um “fuck the dealer”. Passo a explicar, é um jogo de cartas no qual o um jogador diz um valor da carta, se acerta o dealer bebe, se falha o dealer diz acima ou abaixo, o jogador tem uma segunda tentativa que se acerta o dealer bebe metade, caso contrário joga outro. O dealer troca quando se falhar tres vezes consecutivas. A meio do jogo apercebi-me que o último dealer estava completamente fodido, eles atenciosamente explicaram-me que é daí que vem o nome do jogo. Podem advinhar quem foi o último dealer…
Em seguida fomos a um bar perto de casa. Aquilo não é malta para brincadeiras, cada um que vai ao bar trás bebidas para todos, não há meninos a beber só o que querem. Ainda por cima, é pessoal teso que se mete com as gajas, o que vale é que quando estou com os copos até mando umas bujardas. Quando mudámos para o segundo bar já estava bastante bebado, foi o descalabro, encontrámos mais malta conhecida e acabei a dançar com gajas que nem me lembro. Acho que para primeira vez nem deixei muito má impressão, ainda por cima no final junto aos táxis eles estavam a meter-se com uma brasileira, ao descobrirmos a língua comum fiquei a falar com ela (não faço ideia sobre o que) e eles a olhar. Nada mau? No dia seguinte dizeram-me que a próxima missão é arranjarem um loira para mim, isto porque ficaram orgulhososo de eu dizer que preferia americanas a portuguesas. Manter-vos-ei informados.
Cerebral
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