Decidimos que nada melhor que ir a um bar de strip libertar todas as tensões acumuladas durante o ano. Acabei a ir só com o coreano (no seu BMW) e o israelita (homem casado). O chines disse que a mulher não deixava, o americano não gosta dessas “coisas” e os indianos estavam demasiado intimidados, ainda tem convence-los que nada melhor que aquelas mulheres para perderem os medos, e quem sabe os tres…
O coreano era supostamente o nosso BB, o homem que já tinha ido a vários bares do género em LA e escolheu um em sunset. Este é o homem que diz conseguir satisfazer qualquer mulher e quando chegar à coreia vai imediatamente às putas. Pensei estar perante um homem de acção, que se sentiria como peixe na água.
O israelita é um tipo casado mas tem o maior arquivo de porno do departamento. Além disso é legalmente cego, não ve a mais de 2 metros. Ele até dispõe de mais metade do tempo do exame devido à sua deficiencia.
Entrámos, escolhemos a mesa e o israelita tira a aliança e começa a dizer-nos “epá eu não vejo nada para o palco, quero um lap dance, quando virem uma gaja boa digam, eu gosto de mexer em mamas” aí disse-lhe que nos poucos onde tinha estado não podiamos tocar nas raparigas. Começou discussão com ele a gritar que isso não era prazer era tortura. O coreano não consegui esclarecer-nos, aqui comecei a achar que o meu amigo era mais de bocas, mas pouca acção.
Quando uma das moças nos abortou o israelita disparou “peço desculpa pela pergunta, mas é a minha primeira vez numa coisa destas. No lap dance podemos tocar-vos?” ao que ela respondeu “claro!!!”. Ficou imediatamente decido que cada um teria o seu lap dance.
Antes dirigimo-nos para as cadeiras junto ao palco, um sitio caro para se estar porque a cada dança tinhamos que atirar pelo menos um dólar. Aqui os meus companheiros começaram a reclamar comigo por estar-me a rir com cara de parvo. Não consigo resistir, um grupo de homens a olhar para o palco com ar de ginecologista é demasiado cómico.
Pequena nota, os americanos são muito mais liberais, pelo menos nos bares de strip. Vi um casal de lésbicas e dois casais hetero onde o homem tinha dança conjunta esposa e stripper.
Voltando à acção, as strippers dos meus companheiros aparecem as duas ao mesmo tempo levando-os, deixando-me sozinho na mesa. A minha sorte é que outra observou a cena e veio fazer-me companhia enquanto eles se divertiam. Reparem no charme do vosso amigo, até com strippers consegue dar barraca. No meio da conversinha “de onde és? Onde estudas? Etc…” perguntou-me a idade, ao responder 25 fez uma enorme sorriso “ah eu também!!”. Fiz uma cara estranha ao que ela disse “pareço mais nova?”. Agora a questão: sabia que não devia dizer “não, pareces mais velha”, mas enquanto o cérebro lutava para encontrar uma resposta socialmente correcta, a cara não mente. Resultado ouvi um “ohhhh”.
Entretanto os meus amigos voltam, o israelita estava excitadíssimo!! O coreano confirmou havia razões para isso. Por fim foi a minha vez e confirmo!! Foi o descalabro, eu e o israelita gastámos mais de 100 dólares cada um, mas atenção tivémos que pagar a diversão do coreano por o BMW deixou-o teso. Os pormenores ficam para os tesos em conta de email encriptada.
Cerebral
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