Pois é tudo começou quando me decidi casar. Imediatamente os tesos se puseram em campo à procura da prenda ideal par um jovem casal: vaselinas e a sua amada. Calculo que a busca tenha sido intensa, pois era o primeiro teso a casar e como tal a prenda não podia descurar esse feito. Deixem-me que vos diga que não ficou a trás…….aliás ficou atrás, frente de lado, no ar, de pé deitado…...
Para os que ainda não adivinharam qual foi o "regalo", estou a falar de uma verdadeira "cadeira" do prazer, e se alguém tivesse duvidas a própria embalagem tinha fotografias de dois sujeitos muito peculiares. Ele de bigode e ela loira oxigenada esboçando um prazer forçado e comercializado. A duvida que surgiu no momento foi: o estuque aguentará? Tratava-se de uma cadeira de pendurar no tecto, e a julgar pelas coisas que se podem fazer com ela, poucos serão os tectos que aguentarão tal intensidade.
No final do dia do casamento, as artimanhas para guardar a cadeira no carro sem que ninguém (pais, avós e sogros principalmente) visse. Tal façanha foi conseguida, apesar de nesse dia eu e a minha amada sermos o centro das atenções, logo rodeados de gente! Assim que chegámos a casa, eram umas 2 ou 3 da manhã, mais uma vez o problema surgiu -> não ser visto a tirar uma caixa enorme com dois saloios em variadissimas posições de prazer. Decidi deixá-la na bagageira do carro e levá-la para casa quando achasse mais oportuno (maior erro que cometi como já vão ver à mais à frente).
Dois dias mais tarde, fui almoçar (no meu carro) com a minha amada ao restaurante do Sr. Salvador (responsável pelo copo-d’água do casamento) com os meu pais e os pais da minha amada. Após o almoço veio à baila a conversa de que ainda tinham sobrado garrafas de vinho e que eu deveria levar para casa. Por mim estava tudo bem, até quando me lembrei que ainda tinha a "cadeira" do prazer na bagageira. Não me perguntei como consegui colocar duas grades de garrafas de vinho na bagageira sem que ninguém visse a dita, mas o que é certo é que consegui! Pensei eu que me tinha safado, eis quando fiquei incumbido de levar a minha sogra e minha mãe a casa. Antes de sair do restaurante, o Sr Salvador deu-me a indicação: "João tem cuidado que as garrafas estão muito quentes, por isso vai devagar por que senão partem"
Lá devagar fui… mas era destino! Em plena 2ª circular parte-se uma garrafa, e um cheiro intenso a vinho invade todo o carro. A minha reacção imediata foi encostar o carro, vestir o colete amarelo (sim porque cumpre o código da estrada) e dirigir-me à bagageira e constatar que o meu carro jurrava tintol! Tive que tirar garrafa a garrafa (e quero lembrar que todos os carros que passavam abrandavam a olhar, e quero lembrar também aos mais esquecidos que é proibido transportar grandes quantidades de bebidas alcoólicas sem guia de remessa) para poder tirar as que se tinham partido. Tudo estava molhado, inclusive a dita cadeira. Não sabia para onde me virar. A minha mãe a querer sair do carro para me ajudar, a minha amada que já não se lembrava da cadeira e tirava tudo como não se houvesse dia de amanhã. Mais uma vez não me perguntem como mas consegui que não fosse vista por ninguém. Após rápida realocação de garrafas seguimos viajem, julgando eu que tudo estivesse acabado. Tonto!
Quando cheguei a casa da minha sogra, a minha mãe e a minha amada e a minha sogra prontificaram-se a retirar as garrafas, enquanto eu repetia desesperadamente: eu levo, eu levo!!! Apenas me safei quando consegui dizer à minha amada o que tinhamos na bagageira e ela rapidamente encaminhou as sogras para casa. Mais uma vez escapei-me!
A historia só acabou quando cheguei a minha casa, e já em desespero levo a embalagem para casa ao mesmo tempo que se desfazia (devido ao vinho) pela rua fora.
Por isto, e pela porta do prazer que me abriram…….. obrigado tesos.
vaselinas

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