sexta-feira, dezembro 30, 2005
Dia de Merda
Aeroporto de Lisboa, 15h30m
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada e uma cagada não aliviasse.Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolomo, resolvi segurar as pontas, "afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar uma mija tranquilo".
O avião só sairia as 16h30m. Entrando no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no wc do aeroporto. Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e,subtilmente, disse-lhe:
"Fogo, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda.
O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
"Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora".
Aí o cagalhão ficou maluco querendo sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda que estava para chegar na estação anus a qualquer momento. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo.
O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali.
Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho, não numa igual à dos sanitários públicos,mas uma com uma sanita, tão branca e tão limpa que alguém poderia pôr o seu almoço nela.
E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops!
Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra: daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso.Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, escala que o autocarro faria pelo meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo.
"Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que como estou não fico".
Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés.
Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar... afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.
Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.
Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos,supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas.
Olhei para cima e blasfemei:
"Agora chega, Pá?!"
Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas.
Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus.
Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.
As minhas cuecas, mandei- as para o lixo.
A camisa era história.
As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda.
Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10.
Teria que improvisar.
A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar.
Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu.
Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do "rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo.
Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
"Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia de MERDA!"
desconhecido
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Pensamento do dia
by João Wengorovius, CEO da BBDO Portugal
vaselinas
Momento do ano!
Bis Boss
Frase romântica 2005
"Se eu um dia me casasse com o homem da minha vida, eu... passaria o dia todo f***ndo!"
É bonito... e romântico! Que poético!
Big Boss
terça-feira, dezembro 27, 2005
Live
http://www.tallinn.info/webcam/
São 2h30 (4h30 lá) e ninguém nas ruas... estranho... ou talvez não!
Big Boss
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Época Natalícia...
Faltam 6 dias...
Big Boss
segunda-feira, dezembro 19, 2005
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Presidenciais
vaselinas
domingo, dezembro 11, 2005
Welcome back
Sinceramente esperava uma certa californização do nosso mano, mas nada. Nem um yeah, nem um dude...nada. Same old, same old.
O que não é necessariamente mau. Welcome back man.
P.S: BB, agora vamos ter musica no blog? E o que é que vais lá por a tocar? 8ª sinfonia de Maachenstein para violino soprano?
Il Fenomeno
terça-feira, dezembro 06, 2005
Aquecimento Global
Contudo, muitos teimam em dizer que não notam diferenças! Querem um exemplo? Aqui vai!

Um abraço amigo ao aquecimento global!
Big Boss
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Registo
Il Fenomeno
We few, we happy few, we band of brothers
Ensinamento do dia!
Big Boss inspired by YDreams!
Portugal, o país sa saudade
vaselinas
Vida de estudante
Hoje há noite quando regressava da biblioteca acompanhado do meu amigo indiano, comentavamos que daqui a menos de uma semana o pesadelo terminava. Ele terminou com este pensamento, que por acaso, ou talvez não, é exactamente igual ao meu.
Adoro esta vida de estudante! Agora somos violentamente enrabados, mas daqui a menos de uma semana temos um mes completamente livres! É uma sensação de alivio extraordinária, como se fossemos abençoados. Depois voltamos à carga e assim sucessivamente, andamos neste ciclo de grandes emoções o resto da vida. Quem trabalha não tem estes altos e baixos, vai sendo envenenado lentamente.
Cerebralsexta-feira, dezembro 02, 2005
Sexo, sogras e vinho…
Pois é tudo começou quando me decidi casar. Imediatamente os tesos se puseram em campo à procura da prenda ideal par um jovem casal: vaselinas e a sua amada. Calculo que a busca tenha sido intensa, pois era o primeiro teso a casar e como tal a prenda não podia descurar esse feito. Deixem-me que vos diga que não ficou a trás…….aliás ficou atrás, frente de lado, no ar, de pé deitado…...
Para os que ainda não adivinharam qual foi o "regalo", estou a falar de uma verdadeira "cadeira" do prazer, e se alguém tivesse duvidas a própria embalagem tinha fotografias de dois sujeitos muito peculiares. Ele de bigode e ela loira oxigenada esboçando um prazer forçado e comercializado. A duvida que surgiu no momento foi: o estuque aguentará? Tratava-se de uma cadeira de pendurar no tecto, e a julgar pelas coisas que se podem fazer com ela, poucos serão os tectos que aguentarão tal intensidade.
No final do dia do casamento, as artimanhas para guardar a cadeira no carro sem que ninguém (pais, avós e sogros principalmente) visse. Tal façanha foi conseguida, apesar de nesse dia eu e a minha amada sermos o centro das atenções, logo rodeados de gente! Assim que chegámos a casa, eram umas 2 ou 3 da manhã, mais uma vez o problema surgiu -> não ser visto a tirar uma caixa enorme com dois saloios em variadissimas posições de prazer. Decidi deixá-la na bagageira do carro e levá-la para casa quando achasse mais oportuno (maior erro que cometi como já vão ver à mais à frente).
Dois dias mais tarde, fui almoçar (no meu carro) com a minha amada ao restaurante do Sr. Salvador (responsável pelo copo-d’água do casamento) com os meu pais e os pais da minha amada. Após o almoço veio à baila a conversa de que ainda tinham sobrado garrafas de vinho e que eu deveria levar para casa. Por mim estava tudo bem, até quando me lembrei que ainda tinha a "cadeira" do prazer na bagageira. Não me perguntei como consegui colocar duas grades de garrafas de vinho na bagageira sem que ninguém visse a dita, mas o que é certo é que consegui! Pensei eu que me tinha safado, eis quando fiquei incumbido de levar a minha sogra e minha mãe a casa. Antes de sair do restaurante, o Sr Salvador deu-me a indicação: "João tem cuidado que as garrafas estão muito quentes, por isso vai devagar por que senão partem"
Lá devagar fui… mas era destino! Em plena 2ª circular parte-se uma garrafa, e um cheiro intenso a vinho invade todo o carro. A minha reacção imediata foi encostar o carro, vestir o colete amarelo (sim porque cumpre o código da estrada) e dirigir-me à bagageira e constatar que o meu carro jurrava tintol! Tive que tirar garrafa a garrafa (e quero lembrar que todos os carros que passavam abrandavam a olhar, e quero lembrar também aos mais esquecidos que é proibido transportar grandes quantidades de bebidas alcoólicas sem guia de remessa) para poder tirar as que se tinham partido. Tudo estava molhado, inclusive a dita cadeira. Não sabia para onde me virar. A minha mãe a querer sair do carro para me ajudar, a minha amada que já não se lembrava da cadeira e tirava tudo como não se houvesse dia de amanhã. Mais uma vez não me perguntem como mas consegui que não fosse vista por ninguém. Após rápida realocação de garrafas seguimos viajem, julgando eu que tudo estivesse acabado. Tonto!
Quando cheguei a casa da minha sogra, a minha mãe e a minha amada e a minha sogra prontificaram-se a retirar as garrafas, enquanto eu repetia desesperadamente: eu levo, eu levo!!! Apenas me safei quando consegui dizer à minha amada o que tinhamos na bagageira e ela rapidamente encaminhou as sogras para casa. Mais uma vez escapei-me!
A historia só acabou quando cheguei a minha casa, e já em desespero levo a embalagem para casa ao mesmo tempo que se desfazia (devido ao vinho) pela rua fora.
Por isto, e pela porta do prazer que me abriram…….. obrigado tesos.
vaselinas
Biblioteca
Antes de ir ao mais interessante, mostro-vos um exemplo das vantagens de economias de escala, aqui a maior biblioteca está aberta 24 horas, excepto Sábados e feriados, durante todo o ano lectivo. É de facto impressionante!
Normalmente, à noite depois de jantar, vou lá ver um dvd. Um amigo meu disse-me que era uma cena um bocado geek, facto que me deixou preocupado durante alguns minutos, depois pensei “ah, mas ser estudante phd é uma cena muito cool”. Mas chega de rodeios, vamos ao que interessa.
O semestre acaba esta semana, e os exames começam na próxima. Neste dias a biblioteca está completamente cheia à noite. Cheia de gajas boas!! E como se isto não fosse suficiente, muitas estão de pijama!! Não me perguntem porque, mas acho muito sexy mulheres em pijama, não sei se é por causa das calças coloridas, se é das pantufas. Gosto, pronto!
Cerebral