Hoje a caminho do trabalho encontrei um velho cabeleireiro só de homens chamado: "Cabeleireiro Araújo". Lá dentro um homem de uma certa idade, vestido de forma formal, de gestos sintéticos e calculados. O espaço lúgubre, simples, onde apenas se destacavam 2 cadeiras e um espelho e o único creme era um after-shave pestilento com 60% de álcool.
Foi então que me ocorreu a seguinte dúvida: "Tempos houve onde ser cabeleireiro era uma profissão séria!". Hoje em dia se um homem disser que é cabeleireiro imaginamos logo uma pessoa de trejeitos exagerados, com um penteado amaricado e que muito possivelmente vê nas mulheres boas amigas. Digamos que está um nível acima de maquilhador.
No entanto nos tempos dos nosso pais havia pessoas sérias, inclusivamente casadas com pessoas do sexo oposto, que iam para cabeleireiros (só de homens atenção) e faziam disso profissão.
A pergunta que eu faço é onde estão essas pessoas agora. Ou são velhos ou não existem. Porque é que cada vez que vou cortar o cabelo e me cai em sorte (ou azar) um homem tenho que aturar um Sandro, não raras vezes com sotaque brasileiro, com maneirismos exagerados e que parece gostar demasiado de tocar no meu cabelo.
Onde vai acabar o mundo do cabeleireirismo português? Nas mãos de mulheres e gays! Não poderemos falar de bola nem galar as gajas mediante comentários javardos.
Devolvam os heterossexuais aos cabeleireiros!
Il Fenomeno

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