Foram estas as gordas de um jornal desportivo no dia seguinte ao regresso dos Tesos aos campos. E Continuaram: “Os Tesos voltaram a mostrar o seu charme em campo. Apesar do ausente Il Fenomeno, que por indicação do assessor de imprensa do CFTesos, recebeu a aprovação dos mesmos para se deslocar à Catalunha visto ter sido requisitado para espalhar o tesismo por região espanhola tão carismática, os Tesos voltaram a não decepcionar e a mostrar a sua classe. Esta ausência foi no entanto colmatada com o irmão do Cerebral, que apesar de não ser um teso, faz-se! Ou a origem do sangue que lhe corre nas veias não fosse a mesma que a do Cerebral! Eram 4 tesos e um por afinidade!
A equipa jogou no seu habitual 2-2 desdobrável num 1-2-1 a atacar e num 3-1 a defender! Rasgos, passes em profundidade, cortes in extremis, golos... tudo fruto de um companheirismo e entrusamento como só estes jovens conseguem. Demonstram alegria a jogar e transmitem-na a quem assiste! É um companheirismo como não visto em lado algum.
O jogo iniciou-se às 20h45 e teve o seu término às 22h30. Ao fim de 40 minutos o resultado era já de 5-1 para o CFT (um frango infeliz do teso por afinidade). Os golos foram magníficos com jogadas rasgadas e passes em profundidade impressionantes.
Por volta das 21h30, o adversário apercebendo-se das dificuldades que encarava com a troca de bola dos CFTesos, decidiu colocar outra bola em campo. Digamos que não era uma bola, era um balão... diria mesmo um zepelin tal era a sua dimensão e a facilidade com que se punha em órbita! Sem exagero, a bola deveria ter 1 metro de diâmetro. A partir de então, o estilo de jogo alterou-se (sim, porque o jogo de futebol havia terminado e havíamos começado um jogo que mais parecia basket jogado com os pés! Dessa forma, e visto que ao mínimo remate (e o aerodinamismo do objecto redondo com que se jogava) foi necessário largar o estilo de jogo habitual e os CFTesos começaram a pressionar o adversário no seu meio campo e a não permiti-los sair em jogadas rápidas. O resultado final foi de 10-7.
Em termos individuais:
Vaselinas esteve bem no jogo, sendo de evidenciar um golo de classe a fazer lembrar o seu Pedro Barbosa: passe perfeito (de Big Boss), recepção fantástica e uma calma extraordinária na frente do GR adversário onde só lhe faltou perguntar: “ajoelha-te para não te humilhar!”. Mostrou toda a sua qualidade no remate, no passe e na desmarcação. A defender esteve igualmente bem. Claro, sem esquecer os já famosos remates de Vaselinas que levam constante sentido de baliza. A posicionar-semuito bem ao 2º poste sempre que surgia um remate.
Cerebral foi realmente um dos que mais se destacou. Não por ter feito um jogo melhor que os outros, mas por estar cada vez a defender melhor e com mais tesão nas disputas de bola. É nítido um claro aumento de confiança (terá algo a ver com LA, e as expectativas criadas? Será que ele vai vingar?). Há que melhorar esses índices mas há que acreditar que ainda tem uma grande margem de progressão (esperemos que sim).
Midas esteve numa primeira parte ao seu nível, evidenciando a sua garra, força e o forte remate. Passes rasgados muito bons e os golos de belo efeito a que já nos habitou. Foi pena a lesão que o importunou na segunda metade do jogo que o obrigou a fazer um jogo mais pausado e que o incomodou na rapidez que queria colocar nas jogadas.
Já Big Boss foi o senhor da classe em campo. Um jogador utópico a defender, com cortes in extremis, e com uma soberba visão de jogo. Os seus passes teleguiados, apesar de já famosos, continuam a impressionar tudo e todos. A atacar há a destacar uma triangulação com Midas que lhe possibilitou surgir perante o GR adversário, contorná-lo (de fazer inveja a qualquer toureiro como que a contornar um touro) e a encostá-la. Contudo, numa parte intermédia do jogo foi algo displicente ao entregar duas bolas ao adversário (que resultaram em golo).
Um último pedido: Joguem com mais frequência! É um prazer ver-vos passear a classe e magia em campo.

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