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terça-feira, dezembro 28, 2004

Para onde caminhamos...

Bom, parece que só a mim é que o Natal deu inspiração para escrever.. bom, provavelmente com nenhuma inspiração ao nivel do conteúdo, mas isso é ao menos (devo confessar que não preparo - nem tão pouco gosto de preparar - o post com antecedência e por isso é natural surgir o português bruto e conterrâneo, sem qualquer esfuziante erudição dos ditos que eventualmente me sejam dirigidas por individualidades tão enciclopedistas. O meu único bordão em qualquer ensejo é a própria agnação e apreciação decorrente da esteira que tenha discorrido até ao momento, e onte tenho encontrado por manifesta fortuna, pessoas por quem tanto apreço detenho. De referir também que não demonstro nem arrimo, nem pujança nas conjunturas fosfóricas que me sejam dirigidas. Porém, penso que os meus egrégios críticos deverão ter alguma aquietação e aquiescência nestas circunstâncias... que nunca levaram ninguém a lado algum!) Enfim...
O que me trouxe hoje aqui tem que ver com o desrespeito vigente na nossa sociedade; os últimos anos têm sido de uma falta de civismo jamais visto em Portugal (tal como se faz como a inflação, ajustar o tempo ao tempo passado). Apesar do já conhecimento público do vaidosismo com que a Camara Municipal de Lisboa pavoneia obra feita - os famosos placards espalhados pela cidade - é de condenar (eventualmente por vias jurídicas) qualquer acto contra ditos equipamentos. "Quiseram fechar o Túnel, nós vamos concluí-lo", ou algo do género, é a frase de de muitos dos placards, em clara alusão à construção do tunel do marquês. Não é que me deparo com uns tipos (acho que não necessito dizer qual a orientação partidária desses tipos), com um escadote ao ombro, a assentar obra e alterar o cartaz com novas palavras?! Não demorara muito pois simplesmente mudaram o "nós" por "não". Não é isto um abuso ao conceito de liberdade? Não será isto considerado libertinagem? Não será isto motivo de detenção? A verdade é que este é o resultado de um país num estado tão lastimável quanto o nosso. Não precisamos de uma revolução, precisamos sim de pessoas dignas e que imponham respeito neste país que mais parece o BENFICA de finais dos anos 90, em que bastava vestir o equipamento completo para se ser convocado para o jogo.
É verdade que os meus últimos posts têm um carácter muito político, mas já não aguento este tipo de abusos e de faltas de civismo dos nossos governadores e, também em consequência, da nossa sociedade (ou pior, o inverso) - como é possível aplaudirmos o Valentim Loureiro (e não me venham com a puta do major, pois não o tipo não é, nem nunca foi major!) e a Felgueiras que foram indiciados em processos judiciais, ou o tipo de Marco de Canavezes que andou aos pontapés às cadeiras num estádio de futebol?! Não percebo esta merda, e cada vez mais me dá vontade de sair deste rectângulo (outrora protegido).
Big Boss

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