Recordemo-nos dos livros que relatam a revolução na Praça dos Restauradores (na época apenas utilizada por carroças e burros - não muito diferente de hoje) a 5 de Outubro de 1905. Imagine-se o choque que terá sido o ano de 1933 para aqueles que foram voz activa na implantação da República. Dignifiquem-se a recordar a data de 25 de Novembro de 1975: a conquista da democracia em Portugal. Data essa que possibilitou que cada um de nós hoje tenha o dom da palavra, seja voz activa no governo e no parlamento. Mas o ano de 2002 veio colocar em causa todas estas conquistas passadas. Como é possivel que possa haver coligações posteriores aos votos dos eleitores? Como é possível que depois de eu ter escolhido para constituir governo determinada associação politica que defende um ideal ao qual mais me aproximo, esta vir-se a coligar com uma outra qualquer associação partidária num período pós-eleitoral? Se os eleitores não quiseram a maioria absoluta para um governo, porque é que isso lhes é permitido? (e não me venham com a merda da desculpas de que é por isso que não votam, pois se não acreditam em nenhuma associação partidária façam um desenho no boletim de voto! Aliás, considero até que quem não vota não deveria ter direito a quaisquer regalias fiscais/sociais/... concedidas pelo Estado!) Não deveria isso ser inconstitucional? Discordei totalmente da coligação do PSD com o PP-PP. Mas agora virou moda?! Digamos que se votar nos santanistas corro o risco de este se associar aos moderna, se votar no centro-esquerda-dextro corro o risco de este se associar aos comunas e/ou ao bloco (digamos até que se pode fazer uma comparação entre partidos pequenos e PME's - ambos tentam conquistar mercado; não têm capacidade; tentam as parcerias! A verdade é que quando bem geridos os grandes não necessitam impreterivelmente dos pequenos... mas enfim, é esta a politica actual).
Bom, lá vou ter que recorrer aos lapis de cor (ainda lá devo ter alguns), pois pintar os simbolos dos partidos no boletim eleitoral ainda dá um certo trabalhinho!
Big Boss

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