Aqui vai a minha reportagem sobre o acontecimento do ano: o casamento da nossa tesa honorária.
Igreja: não começa bem, faltam três tesos e a cerimónia está a começar. Fenómeno indignado afirma “como é possivel aqueles gajos estarem atrasados? Até as gajas já estão arranjadas. Como é possivel demorarem tanto tempo a arranjarem-se? Eu visto-me em 5 minutos!” Quando Midas e BB o primeiro esclarece-nos das maravilhas da sua masculinidade “ser gajo é do caralho! Na primeira parte do jogo do Chelsea estava de cuecas com ar de troglodita e apenas no intervalo fiquei assim” ficámos todos mais sossegados.
O pior foi quando o padre apelidou a nossa tesa honorária de “videira fecunda” e em seguida aconselhou que “o amor tem que ser dos dois lados”, acho que o noivo gravou esta parte, só para ter alguma autoridade numa discussão conjugal. Depois do riso contido Midas afirma incrédulo “o que é que este gajo sabe de amores e mulheres, para estar para aqui a dar conselhos?”
Cocktail: os tesos têm entrada em grande, há uma intensidade inimaginavel de flashes, as fãs estão ao rubro. Neste altura começam-se a notar as diferenças entre tesos, Fenómeno de 5 em 5 minutos pergunta à malta onde foram buscar este ao aquele aperitivo (estou certo que o Midas tem um nome bem mais paneleiro). O tipo não percebe que num cocktail há que usar uma visão panorâmica não se pode apenas olhar, com aquele ar de garanhão italiano, para os decotes a 2 metros. Ao que Vaselinas acrescenta “e às vezes é mesmo preciso chamar os tipos, não basta ir ao encontro deles”
Jantar: mesa agradável e composta, lamentamos apenas o Midas não ter tido a mesma oportunidade de todos os outros e ter ficado entalado entre dois homens, elas já sabem o que a casa gasta. Vaselinas esclarece a etiqueta “os talheres começa-se por fora” em seguida bebe do copo da vizinha do lado. O jantar decorre alegremente com brindes aos noivos e piadas sobre a minha sexualidade. Vaselinas continua em grande e mete conversa com o empregado sobre o vinho tinto, não compreendo bem como mas estabeleceu uma qualquer relação com o sporting, conversa esta que valeu dose dupla de carne para ele e Midas.
Baile: sucesso total! Abriu como sempre com uma valsa, tenho que agradecer à minha professora (que estava muito bonita de vestido cor de rosa) os passos que tão bem me ensinou e me levou para voos mais altos: primeiro dancei com a noiva e em seguida com a avó da mesma, enfim deixei a marca dos tesos por várias gerações. Quando a música começa a avacalhar foi o deboche, os tesos foram completamente sufocados por fãs loucas em movimentos libidinosos, finalmente percebi a utilidade da gravata. Tive apenas um precalço quando dancei efusivamente o YMCA, mas bolas a música é tão alegre. O baile termina em grande comigo e com o Vaselinas a dançarmos Xutos com a gravata na testa que não mais voltou ao lugar, aqui o Vaselinas falhou, parece que se esqueceu “once you go black you never come back”.
Intervalo do baile: os casamentos têm esta coisa porreira, há sempre comida e bebida disponivel a noite toda. Tenho que realçar uma conversa num desses intervalos em que os tesos estão numa mesa sozinhos a comer fruta e o Vaselinas conta a história de uma cobra numa casa de banho pública em Colmo. Perante a descrença dos restantes companheiros proclama “é física caralho! Esta merda é física!” com tal autoridade cientifica acreditámos em silêncio.
Fim: Belo casório! Uma festa de arromba! Um ponto importante foi a malta ter bebido moderadamente (até o BB) e ninguém ter feito figuras tristes em frente da familia. Venham os próximos!!
Cerebral

Sem comentários:
Enviar um comentário