Pois é, creio que só faltamos mesmo nós falar desta lancha que anda à deriva e que está na fronteira marítima (diga-se, escoltado por duas fragatas ou corvetas - não sei - portuguesas) à espera para poder entrar em águas portuguesas. Cheguei à conclusão que, ou o cidadão da UE é burro (sem desprestigiar o pobre do animal que tanto aprecio pela ajuda que deu ao Homem no desenvolvimento humano, tecnológico, social e económico) ou precisa realmente de um esclarecimento sério. Ora, como até me dou com alguns destes cidadãos e não os considero com um grau de inteligência inferior à média da UE (independentemente do valor desta média), achei por bem apresentar aqui a minha humilde, mas convicta, opinião.
Antes de mais não percebo porque se continua a falar da questão do aborto sempre que se aborda este tema. Não vou sequer emitir a minha opinião a este respeito, porque uma coisa nada tem a ver com a outra: justificar a nossa posição em relação à entrada desta traineira em águas portuguesas com base na opinião individual à actual lei do aborto que se encontra em vigor, é o mesmo que apresentar como justificação para este assunto a questão da mostragem dos cartões amarelos sempre que um jogador retira a sua camisola por um impulso de festejo incontrolável.
É óbvio que o barco não pode entrar! Se entrasse, também seria legítimo que um barco cheio de cocaína, heroína e marijuana (calma pessoal, é só um exemplo, não comecem já a pensar que um destes barcos vai chegar à costa - quer dizer, quantos não chegam!) também o poderia fazer com o simples motivo de "ensino ao consumo de droga". Se temos uma lei que considera que existe vida deste o acto da sua consumação, então este barco vem não mais do que ensinar as pessoas a matar. Parece duro utilizar o termo matar, mas atendendo à lei actual é esta a única interpretação possível. Se querem com este assunto do barquito holandês voltar a questionar a questão do aborto, óptimo! Agora, não podem é esperar que autorizem a entrada deste barco em Portugal!
Big Boss

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