Não tinha um tema decente sobre o qual discorrer, desde os tempos em que o Cerebral metia conversa com miúdas. Mas como nessa altura não havia nem blog e muito menos Internet, nunca pude postar um tema interessante.
Esta análise sobre a qual me debruço versa sobre as verdades absolutas, daí o título.
Enternece-me ver como certas ideias imbecis repetidas ad eternum se tornam verdade. Uma mentira repetida à exaustão por mais desprovida de fundamentos que seja, se for dita e redita com convicção passa por verdade. Um exemplo daquilo a que me refiro é o chamado "holocausto". Mas enfim...
Nas "artes" então, as verdades indiscutíveis são risíveis. Atire a primeira pedra quem nunca disse que as sequelas são sempre piores que os originais. Que o Padrinho II, e talvez o Alien II, são os únicos filmes melhores que os anteriores e que o de Niro e o Pacino são os melhores actores da história. Outra pérola dogmática é a de que tudo o que é Picasso e Miró é genial, aliás toda a arte abstracta desde que seja antiga ou completamente desprovida de atributos estéticos é distinta (Vide Cutileiro). Um dos expoentes estéticos de que me lembro melhor é a de uma pedra branca exposta no Guggenheim de Veneza. Se o objectivo da arte é ser relembrada com admiração, então o Zé Trolha que desencantou aquele "monumento" é artista.
Um dogma com que vivemos e que a experiência me ensinou a contrariar é o de que os italianos sabem cozinhar massa como ninguém. Como se ser o único povo a comer massa crua fosse uma espécie a valorar e a seguir. Por esta ordem de ideias, beber água durante uma saída à noite, tornaria o Big Boss numa espécie de ícone.
Falando de bola, uma das verdades desportivas eternas é a de que a Argentina tem uma boa equipa de futebol e são candidatos aos mundiais em que participam. Tirando o el Pibe e o Kempes os argentinos não têm nem nunca tiveram jogadores de nível mundial.
Há concerteza muito mais dogmas do que os que acabei de referenciar e muito mais escandalosos do que estes. A vossa participação, camaradas de luta, é encarecidamente pedida.
Deixo como reparo final que o único Dogma verdadeiro é o do filme do Matt Damon e do Ben Affleck com o mesmo nome. Está provado cientificamente, sendo por isso indiscutível, que o filme, é uma boa merda. Tiveram boa visão na escolha do nome.
Midas

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