Nunca fui (nem sou) um grande fã do Nuno Markl. Reconheço algum mérito no seu trabalho, mas não mais do que isso. Por isso sempre achei estranho o seu sucesso quanto a mim sobrevalorizado.
Mas foi então que percebi. Nuno Markl é o novo ídolo do século XXI. Até aqui os ídolos eram muitas vezes pessoas excessivamente perfeitas: o actor de cinema bonito, demasiado para algum de nós se identificar com ele, o jogador da bola que trabalha 3 horas por dia, ganha rios de dinheiro e ainda fica com as melhores gajas, mera miragem para o comum dos mortais. Enquanto isso, Markl conta as suas histórias apatetadas, que nos fazem pensar: “ao pé deste gajo nem sou assim tão desgraçado”:
Foi só hoje no metro que me apercebi. Na mesma carruagem onde eu vinha, estavam 3 SIM (Seguidores da Igreja de Markl): baixa estatura, cabelo farto e liso penteado para o lado, barba desgranhada, óculos redondos e pesados, calças de ganga subida com camisa dentro das calças, ténis em tons escuros e mochila velha aos ombros, ar de que o único desporto que fez foi carregar nas teclas do computador.
Até aqui estes seres que não sabiam a dupla atacante do União de Lamas, que estavam destinados a ficar à baliza nos jogos de futebol, mas que sabiam os últimos lançamentos de DVD’s na Internet e como alterar o html de qualquer site, não tinham um ídolo para seguir e finalmente encontraram-no: Nuno Markl.
Il Fenomeno

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