É com alguma pena que verifico que aquele dia em estreamos uma nova atitude, aquele dia onde nos unimos ainda mais, aquele dia onde nos tornámos mais iguais, mais complementares, não só no campo mas mas na vida, passou um pouco ao lado. Estava convencido que nessa mesma noite alguem sentisse a vontade subita de partilhar o sentimento inerente à sua nova companheira, a sua nova armadura, a sua camisola. Quero acreditar que esse dia não vos passou ao lado, quero acreditar que sentiram o mesmo que eu, quando a meio do jogo olho para o lado e vejo um companheiro a usar a mesma cor que eu, mas que se destingue pelo número que carrega nas costas. Um numero cheio de esperança de sonhos de confiança! Quero acreditar que estamos mais unidos!
vaselinas
quinta-feira, outubro 23, 2003
Poll
Caríssimos,
é com prazer que declaro inicialmente aberta, mas ainda à experiência, a Poll! Tesos, certamente esta iniciativa terá a vossa aprovação! Agora é só votarem! Quinzenalmente, novas inquietações/perguntas surgirão!
A si, cara admiradora, e restantes acompanhantes e seguidores do CFTesos, não deixe de sugerir novas questões, bastando para isso enviar-nos um e-mail.
Big Boss
é com prazer que declaro inicialmente aberta, mas ainda à experiência, a Poll! Tesos, certamente esta iniciativa terá a vossa aprovação! Agora é só votarem! Quinzenalmente, novas inquietações/perguntas surgirão!
A si, cara admiradora, e restantes acompanhantes e seguidores do CFTesos, não deixe de sugerir novas questões, bastando para isso enviar-nos um e-mail.
Big Boss
quarta-feira, outubro 22, 2003
Só para ti Cristina
Sentado nesta mesa branca, rodeado de olhares vazios e vagos, quais autómatos que dedilham as teclas gastas do computador, sinto-me perdido.Quando é que me transformei assim, os dias parecem iguais, assustadoramente iguais...pessoas de fato, de farda executiva olham números, olham folhas salpicadas de negro.
Mas de repente aquele dia foi diferente, uma rotina igual às outras foi mudada, um simples olhar mudou tudo como se o destino fosse alterada, como o caminho que parecia certo e seguro sofresse um desvio, um desvio maravilhoso....
Vi-te a ti, mas não te vi como se te olhasse, vi-te como se entrasses na minha alma, na minha vida...o teu sorriso, o teu olhar, o teu cabelo, tudo passou a fazer parte do meu mundo, dos meus sonhos...
Mas de repente aquele dia foi diferente, uma rotina igual às outras foi mudada, um simples olhar mudou tudo como se o destino fosse alterada, como o caminho que parecia certo e seguro sofresse um desvio, um desvio maravilhoso....
Vi-te a ti, mas não te vi como se te olhasse, vi-te como se entrasses na minha alma, na minha vida...o teu sorriso, o teu olhar, o teu cabelo, tudo passou a fazer parte do meu mundo, dos meus sonhos...
quinta-feira, outubro 09, 2003
Poesia II (Mestre Ary)
Aquele lugar vazio que tu deixaste à minha mesa
aquela queimadura que ficou na minha cama
aquele cadeirão a baloiçar-se de tristeza
esta chuva
este frio
esta lama
Aquela noite imensa em que chegaste tão tarde
aquela noite breve em que vieste tão cedo
e na lareira o fogo o fogo que não arde
porque é tarde
meu amor
tenho medo
Quanto, quanto tempo está fechado nesta casa?
Dias meses anos
ou talvez apenas horas?
Sou uma gaivota ferida numa asa
fechada neste espaço no qual ainda moras.
Aquele disco velho da canção ainda nova
aquele livro aberto na página mais triste
e o teu retrato antigo quando andas na escola
a saudade
meu amor
existe.
E o ruído do carro que eu esperava e conhecia
e os teus passos na escada e o degrau que rangia
e a chave que hesitava e a porta que se abria
e à noite
meu amor
acontecia
Quanta quanta coisa fica ainda por dizer?
Quanta quanta mágoa ficará por recordar?
Quem puder lembrar e a seguir esquecer
não soube nunca ser não soube nunca amar.
Aqui vês tu em mim o desespero da secura
aqui provas o fel do mal que me fizeste
o ódio e o orgulho que é tudo o que perdura
é tarde meu amor
morreste!
aquela queimadura que ficou na minha cama
aquele cadeirão a baloiçar-se de tristeza
esta chuva
este frio
esta lama
Aquela noite imensa em que chegaste tão tarde
aquela noite breve em que vieste tão cedo
e na lareira o fogo o fogo que não arde
porque é tarde
meu amor
tenho medo
Quanto, quanto tempo está fechado nesta casa?
Dias meses anos
ou talvez apenas horas?
Sou uma gaivota ferida numa asa
fechada neste espaço no qual ainda moras.
Aquele disco velho da canção ainda nova
aquele livro aberto na página mais triste
e o teu retrato antigo quando andas na escola
a saudade
meu amor
existe.
E o ruído do carro que eu esperava e conhecia
e os teus passos na escada e o degrau que rangia
e a chave que hesitava e a porta que se abria
e à noite
meu amor
acontecia
Quanta quanta coisa fica ainda por dizer?
Quanta quanta mágoa ficará por recordar?
Quem puder lembrar e a seguir esquecer
não soube nunca ser não soube nunca amar.
Aqui vês tu em mim o desespero da secura
aqui provas o fel do mal que me fizeste
o ódio e o orgulho que é tudo o que perdura
é tarde meu amor
morreste!
Poesia I (Mestre Ary)
Era a tarde mais longa de todas as tarde que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de jogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite se deram
E entre os braços da noite, de tanto se amarem, vivendo morreram.
Eu não sei meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto.
É por ti que adormeço e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de jogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite se deram
E entre os braços da noite, de tanto se amarem, vivendo morreram.
Eu não sei meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto.
É por ti que adormeço e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
