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terça-feira, dezembro 05, 2006

O team Portugal continua a somar vitórias!

Desta vez as vítimas foram asiáticas! Para ser rigoroso e dar crédito a quem o merece, a nossa equipa era composta por 1 espanhol, 1 italiano, 1 alemão e 6 tugas. Como é óbvio fomos nós a jogar sem camisola, mas tal facto não foi suficiente para intimidar os adversários. Os tipos correm que nem loucos, são rápidos e trocam bem a bola, no entanto falta-lhes poder de finalização. Foi o que nos valeu…

O que vos escreve, jogou solto no meio campo, onde fez uma magnífica cueca à Rui Costa. Passo a explicar: após receber a bola deparo-me com um asiático a correr que nem um louco atrás de mim ligeiramente na diagonal, com a maior calma do mundo e também com a parte exterior do pé meto-lhe o bola por baixo das pernas no preciso momento que ele passa à minha frente para me tirar a bola. Fiquei tão entusiasmado que em seguida passei a bola a um adversário.

Cerebral

A minha expressão favorita

“going commando”, para quem não sabe, significa andar sem cuecas. Acho a expressão no mínimo brilhante!! Como os tipos conseguiram transformar uma prática bastante porca numa atitude de quase bravura, é excepcional. Dado quase ninguém viver com os pais, o “going commando” é uma prática mais usual que em Portugal, contudo não consigo parar de rir cada vez que alguém confessa a sua afiliação militar.

Cerebral

A minha reputação

Estava a contar ao indiano e ao coreano a existencia do “avião” em Lisboa, isto porque falávamos de bares de strip. Entretanto aparece o nosso professor frances, um tipo novo que terminou o doutoramento há 2 ou 3 anos, e como é óbvio o silencio impera. Como ele não é parvo perguntou qual era o tema da conversa, ao que o indiano descaradamente responde “ah… aqui o cerebral estava a contar-nos como em Lisboa há um bar de strip dentro de um avião”. Cairam-me os tomates!!

Mas não é que o frances ficou excitadíssimo com a ideia!! Até me perguntou se já lá tinha ido. Agora cada vez que me encontra pergunta-me sobre o raio do avião.

Cerebral

O trabalho do meu roommate

É arranjar raparigas para dating shows da mtv. Basicamente o coitado passa os dias nas universidades a tentar convencer raparigas, de aspecto prazenteiro, a inscreverem-se no dating show.

No outro dia ele decidiu ser mais arrojado, ir convencer raparigas no bar perto de nossa casa que tem cerveja a um dolar às terças-feiras. Eu e o surfista, como almas caridosas que somos, acompanhámos o nosso roommate nesta árdua tarefa. Chegados ao bar, colocamos um banner da mtv em duas mesas juntas e sentamo-nos à espera “delas”. Houve de tudo, desde jovens entusiasmadíssimas por poder aparecer na mtv, até às que diziam que nem mortas. No entanto, não houve nenhuma daquelas “faço o que for necessário para aparecer na mtv”, voces sabem o que quero dizer por “necessário”.

O mais engraçado foi no final da noite quando o dono do bar pediu para ver a lista, convém referir que na lista consta o nome, idade e contacto. Ao ver que a maioria tinha 18 anos apenas disse “espero que tenham um bom BI falso…”

Cerebral

sexta-feira, dezembro 01, 2006

A pedido de várias famílias, ou melhor de uma quase família e de uma muito pouco provável família, aqui fica o meu relato de Nova Iorque.

Aproveitei as mini-férias do thanksgiving para ir à grande maçã encontrar-me com a minha mãe e avó. Como podem prever não haverá histórias de rambóias, foi uma viagem típica de turista responsável com família, mas deu-me para constactar que é a cidade ideal para esse tipo de actividade.

Não se o facto de viver em LA há quase ano e meio diminuiu ou aumentou o impacto da cidade, só vos digo uma coisa. Adorei!! Manhattan é bastante pequena (pelo menos para os meus padrões los angelinos), mas tem tudo o que possam imaginar. Senti-me na capital do mundo!! Há imensa gente na rua, pode-se ir a qualquer lado rapidamente de metro. Enfim, há vida!!!

Indo a coisas mais concretas, fui ao topo do Empire State Building, por momentos pensei que era o King Kong! Aquilo é tão alto e o elevador é tão rápido que se sente uma impressão nos ouvidos igual a uma viagem de avião. Adorei Times Square, é melhor do que a imagem que vemos na tv; confesso que ter um placard de 30 andares com a Giselle Bundchen com roupa interior da Victoria Secret, ajudou. Tive o meu momento cultural no museu de história natural e no de Brooklyn.

O raio da cidade tem tantas lojas fixes!! O facto de estar com a mãe e avó facilitou a parte chata das compras. A que mais me orgulho é um casaco da Adidas, é lindo!! Foi amor à primeira vista! O metro é eficaz mas para o utilizador não familiarizado pode ser traiçoeiro. Uma das vezes enganei-me e fui para a Harlem, no entanto nada que assuste um tipo que estuda e já viveu em South Central.

Enfim, sugiro vivamente que seja o destino de uma viagem dos tesos!

Cerebral

P.S: Importa referir que não gostaria de viver em NY, é uma cidade espectacular para uns tempos de diversão, mas pelo menos para mim, não é um local para viver. Confesso que gosto muito mais do estilo de vida relaxado de LA.