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domingo, agosto 27, 2006

Casa nova

Encontrei a casa dos meus sonhos, arranjei um quarto numa casa a 100 metros da praia onde costumo surfar. Estou excitadíssimo!! A casa a 100 metros da praia tem 3 quartos com 2 americanos, um deles ainda não vi o outro, o que me mostrou a casa é um gajo porreiro que também surfa, já viveu em Madrid, esteve dois dias em Portugal e gosta de bola. Para desfrutar como deve ser os jogos da liga dos campeões, a sala tem um projector!!

Como consegui o quarto? Respondi a um anúncio da craigslist dizendo que estava interessado por estar numa localização perfeita para surfar. Recebo um email de uma rapariga a marcar a data para ver o quarto, achei estranho o email ser de uma rapariga (evitar piadas fáceis) porque o anúncio dizia que os outros habitantes eram rapazes. Devido a uma inteligencia por do normal percebi que ela era quem ia deixar o quarto.

No dia anterior à visita recebo um telefonema, sim que eu agora tenho celular, do gajo porreiro a pedir-me que fosse mesmo ver o quarto porque queria finalmente ter um roommate que surfasse com ele. No dia D cheguei atrasado e deparo com a rapariga a explicar a dois gajos bem arranjados como funcionava o depósito e o gajo porreiro sentado no sofa com ar de quem estava a apanhar seca. Apresento-me e o gajo cumprimenta-me imediatamente e levanta-se para me mostrar o seu quarto, enquanto os outros ficaram na sala. Começámos logo a falar de surfar e ele a mostrar-me a suas pranchas, passados poucos minutos os outros dois foram-se embora e eu fiquei quase uma hora a falar de surf, bola, Espanha, Portugal, enfim fiquei com a ideia que tinha havido uma certa empatia.

No dia seguinte recebo um telefonema a dizer que o quarto é meu. Agora só tenho que ir ao ikea mobilar o ditto, mas primeiro vou tirar as medidas para não comprar nada que não caiba. Só me vem à cabeça o anúncio do crédito à habitação do bes ou do bcp no qual a malta grita nas suas casas novas “aqui vou ser feliz!!”.

Cerebral

sexta-feira, agosto 25, 2006

Escolinha

O leitor mais atento saberá que este que vos escreve teve um exame eliminatório no final do primeiro, que por sinal passei à primeira. Agora regressado fiquei a saber o que aconteceu com o resto da turma, não sei se vos interessa, mas tomem. Somos 12 e só 6 passaram à primeira, o leitor com mais talento matemático notará que é exactamente metade. Pois bem, este vosso irmão luso foi o único não proveniente do leste asiático. Achei interessante…

Este ano vou ser assistente de introdução à micro, o curso mais básico de economia leccionado nesta universidade. A equipa é espectacular. Professor, um iraquiano de 60 e poucos anos que passa a aula a contar histórias e piadas, na última a propósito do crescimento populacional disse que o espermatozóide a fecundar o óvulo é algo muito bonito. Head TA (o assistente mais velho que coordena todo o trabalho do assistentes), o italiano que foi meu assistente o ano passado, é um tipo porreiro de sicilia com um sotaque carregadíssimo. O resto da equipa, os 3 indianos, o chines porreiro (o que é casado) e uma americana do primeiro ano que ainda não vi, mas os indianos disseram que não era nada de especial e dado os seus padrões ou ausencia deles, estou tentado a acreditar.

Resumindo estou muito contente e prevejo grande diversão, darei a primeira aula para a semana e depois vos farei uma descrição da minha turma.

Cerebral

quarta-feira, agosto 23, 2006

Autocaravenismo... um mundo por descobrir

Pois é, já à algum tempo que planeava fazer uma viagem de autocaravana com a minha miúda. Tudo começo com a procura de um veiculo para alugar. Entretanto no meio da busca descobri que Agosto não é época alta, mas sim época extra!! Estes gajos inventam tudo para cobrar mais. Mas está na essência de um teso quebrar estes esquemas e procurar uma bela “pechincha”, e nãoé que encontrei uma autocaravana FIAT com 11 anos e que se tornou uma bela máquina que não passava dos 100km.

Bom, escolhida a viatura e feito o plano da viagem (Lisboa à Santiago à costa ocidental Galiza à norte de Galiza à Costa das Asturias à Santander à Picos da Europa à Lisboa) arrancámos no dia 12 de Agosto rumo a Santiago.

As peripécias começaram logo antes de chegar a Espanha. Chegando a Valença do Minho resolvemos para na estação de serviço para petiscar alguma coisa, mas como calculam as medidas de uma autocaravana são um “pouco” maiores e por isso mesmo aqui o vosso amigo resolveu deitar abaixo metade de uma árvore abaixo. Fazendo que não era nada connosco arrancámos para Santiago. Essa bela cidade de pregrinos onde toda a Europa se reune com os seus bastões e vieiras de Santiago. Daqui dirigimo-nos para a costa onde a baias era fenomenais e umas atrás das outras. E apesar dos inumeros incêndios a beleza era constante. Mais ou menos nesta altura a minha miúda e eu começámos a perceber que havia um certo protocolo caravenista. Sempre que nos cruzávamos com alguém que estivesse a fazer uma viagem de autocaravana, acenávamos como que dizendo: boa sorte para a viagem.... merda a autocaravana dele é maior que a minha. Escusado será de dizer que quem não respondesse era banido deste mundo.

Nas duas primeiras noites ficámos a dormir em campings, junto com outras tantas autocaravanas, onde mais uma vez nos comprimentava-mo-nos sempre. No treceiro dia, fazendo juz ao conceito da autocaravana (pernoitar onde se quiser) ficámos a dormir numa praia fantástica. Foi neste momento que reparámos que este movimento autocaravenismo assemelha-se às formigas. Onde uma para porque encontrou um pedaço de comida, após alguns minutos já estão umas poucas dezenas de volta do respast. Ora isso acontece da mesma forma com as autocaravanas, onde para uma passado alguns minutos já estão mais duas ou três. Julgando nós que iriamos passar uma noite inesquecível após um final de tarde memorável, isso efectivamente aconteceu mas por razões opostas. Já eram 1h30m da mnhã quando acordo em sobressalto com alguém a bater à porta e tal como nos filme americanos quando fazem uma rusga a um bairro perigoso cheio de autocaravanas, eu abro a porta em boxers e t-shirt meio a dormir com os farois de um carro apontados à minha pessoa. É nessse preciso momento que surge um guarda civil a dizer que era proibido ficar estacionado e dormir fora de um camping.

O susto foi grande, mas va lá que nos deixou ficar ali naquela noite na garantia de abalarmos dali no dia seguinte. Após esta “rusga” seguimos para a Costa verde a caminho das Asturias chegando a uma terra fenomenal chamada “Santillana del Mar”. Nesta vila o artesanato era mais que muito, bem como os produtos caseiros nomeadamente uma aguardente de mel, que fica aqui já prometido que será para abrir na proxima vez que os tesos se reunirem. Já me esquecia de dizer que esta aguardente chama-se “HIJO PUTA”. Acho que promete.

Depois desta paragem tomámos rumo aos Picos da Europa, onde as estradas e aldeias por onde parámos mal davam para passar com um FIAT 600, agora imaginem uma autocaravana!!!!

A paisagem é simplesmente “breath taking”, mas o mau tempo ameaçava e chegou mesmo a levar a melhor quando ficámos atolados durante 1 hora num porcaria de um parque cheio de lama. A autocaravana tinha mesmo o cu pesado e não queria sair dali, aos mesmo tempo que o tempo piorava. Ao final de uma hora estafante e molhada, ainda estou a descobrir como, aqui o vosso amigo conseguiu tirar uma corrente (fechada com um cadeado enferrujado) de uma outra entrada que permitiria sai daquele inferno no meio de um vale perdido no cu do Judas.

Porque o texto já vai longe, apenas me resta dizer que será uma experiência a repetir e onde as peripécias mais mirabulescas estão garantidas!!

vaselinas

terça-feira, agosto 22, 2006

Frase do dia

Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:

Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca vou visitar.

vaselinas

domingo, agosto 20, 2006

Regresso

Depois de 2 meses de férias em solo pátrio e ausencia de tão nobre blog, estou de volta. Estou certo que os nossos poucos, mas ilustres leitores compreendem tal retiro.

Neste momento estou num quarto em korea town. Como não tinha local para ficar quando cheguei por ter alugado o meu quarto aos indianos, o meu colega coreano arranjou-me este quarto. Apesar da minha falta de jeito para escolher habitações, já aprendi alguma coisa, fiz um contrato só de 1 mes.

A casa é agradável, mas tem mais de 10 quartos e funciona como um hotel onde sou o único não coreano. O gerente e sua mulher que cozinha o pequeno almoço e jantar também cá vivem. Primeiro ponto, o gerente não fala ingles, logo no primeiro dia tive que assinar um contrato em coreano, ainda pedi ao meu colega para me traduzir, mas ele disse que não valia a pena, enfim espero que sejam gente séria… Aliás a mulher do gerente disse logo que me achava muito giro, por isso duvido que me faça mal.

Na primeira manhã acordo o meu colega para irmos tomar o pequeno almoço. Ao chegar à cozinha ia morrendo!!! O pequeno almoço destes tipos é igual ao almoço e jantar!!! O meu colega tentando ser bom anfitrião enche-me o prato de arroz, vegetais, carne e ainda me dá uma taça de sopa picante. Ia morrendo ao tentar ingerir tudo isto às 8 da manhã!! Ao deixar um pouco no prato fui repreendido.

Agora tenho tentado não sair do quarto à fatal hora do pequeno almoço, porque o gerente e sua mulher mal me avistam chamam-me para ir comer. No outro dia não consegui escapar porque estava aflito para ir à casa de banho, para não ser mal educado servi-me só com um bocadinho de arroz e grelos. A senhora escandizada com tão pouco trouxe-me imediatamente duas postas de peixe frito. Recusei, acho que vomitava se as comesse.

A nota positiva das instalações é cada quarto ter televisão, Sábado de manhã vi os Yankees contra os Red Sox o terceiro jogo, este Domingo à noite tenho o quarto jogo, não são play-offs, é uma série de 5 jogos em 4 dias entre estas duas equipas.
Cerebral